História Rocker Wives Club - O que quer de mim ? - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Tags Amor, Drama, Emo, Grunge, Heavy Metal, Motley Crue, Punk, Rock, Tiete
Visualizações 10
Palavras 1.258
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hmmmm temos algo para desenrolar!

Capítulo 2 - Quanto custa o beijo de um rockstar ?


Ela tinha belos cabelos negros, não tão grandes, não tão pequenos. Fez nome no clube justamente por isso, odiar os excessos! Sua pele bronzeada pelo sol carioca, conseguia ao mesmo tempo dar um toque de selvageria e delicadeza em sua aparência. Boca rosada e olhos escuros, além de fartos seios, ela era perfeita para uma grouppie moderna, a menos pelo fato de odiar a banalização do sexo. Ora ora, nossa Bellinda odiava pessoas fúteis, mas adorava falar que estava calçando um Valentino, mesmo este sendo comprado em um brechó beneficente. 

A primeira vez que a vi foi no final do ano retrasado. Vestia um bustiê preto acompanhado com uma calça jeans skinny e uma bota de salto fino.

_ Bom dia! Ouvi dizer que aqui estava contratando ? _ falou ela com um largo sorriso e uma aura carismática. 

_ Bom dia, me chamo Valesca. Estávamos precisando de copeiras, mas já completamos. Se quiser, pode ficar mais um pouco e tomar um drink, a banda do senhor Tommy, dono daqui, irá tocar! A noite promete, viu ?

_ Desculpe-me, aqui não era uma sociedade esportiva ? No portifólio que ganhei de um amigo está dizendo isto. _ perguntou confusa. 

Uma garçonete andou até nós e exclamou rindo:

_ HAHAHAHAHA foi pra desestabilizar patricinhas como você que destruímos aquele clube e demos vida a essa revolução em forma de boteco! - que ridículo, Marlene. A moça não ofendeu ninguém, peça perdão já! - Antes mesmo de mim e Marlene terminarmos a conversa, Tommy entrou com os amigos e me pediu uma coca. 

_ Então você é o dono disso aqui ? - perguntou Bellinda. 

_ Sim gatinha, sou Tommy e estou ao seu dispor, se desejar algo pode me pedir sem pestanejar. 

_ Posso mesmo ?

_ HAHAHAHA Sim, sou um anfitrião, faço de tudo pelos meus clientes, ainda mais quando são moças bonitas como você. 

Belinda deu um sorriso e colocou o cabelo entre as orelhas. - Tommy, mande aquela garçonete intrometida bem ali ir embora. 

Todos ficaram boquiabertos, enquanto Marlene rebateu :

_ Olha só, a patricinha acha que tem algum poder só porque o Tommy cantou ela. Hahahaha

_ Sem mais uma palavra Marlene, está demitida! 

_ Mas Tommy, é só mais uma... - não termine a frase, faça suas coisas e vá embora! - disse ele com um tom imperativo.

_ Ótimo! Sempre odiei trabalhar nessa espelunca, e quanto a piriguete de salto, sinto em dizer, mas ela será apenas mais uma. 

Bellinda não falou uma palavra a discussão inteira, eu claro, resolvi me afastar quieta pra evitar que a briga se alastrasse a mim. Mais tarde do mesmo dia, vi os dois juntos na sala particular de Tommy e resolvi deixá-los quieto. 

_ Sabe, eu não vou chupar seu pau por ter demitido a vaca. - disse ela enquanto acendia um cigarro mentolado.

_ Imaginei que não. Só pseudo-libertinas fumam mentolado, elas tem medo de estragar os dentes. 

Bellinda riu e colocou-o na boca de Tommy. 

_ Tem razão. - disse ela com um sorriso cínico - eu fumo apenas pra parecer mais sexy e madura. 

_ Você sabe que não precisa disso para parecer sexy, mas falando sério, eu sei que não estava interessada em um emprego aqui, muito menos em ver minha banda. A que veio ? - perguntou jogando o cigarro no chão.

_ Você é bem esperto pra um rockeiro, Tommy. Confesso. 

_ Você não sabe o quanto gatinha. - ele rodou o braço esquerdo no pescoço de Bellinda enquanto coloca com a mão direita uma mecha do cabelo da moça atrás da orelha. 

_ A verdade é ... Estou atrás de uma pessoa, mas não quero conversar sobre isso com estranhos.

_ Tudo bem. - ele aproximou seu rosto ao lado do dela e continuou - espero que fique aqui tempo suficiente pra não sermos tão estranhos assim um para o outro. 

_ Tommy ... Eu realmente não quero nada com você, e sim com seu ... - ele a beijou antes que terminasse a frase. Ela continuou pois sabia que a química era irresistível. Foi um beijo molhado e intenso, toda vez que ela tentava afasta-lo, ele a segurava pela cintura e lascava outro beijo. 

_ Agora chega!! Eu já tenho namorado!! - exclamou ela com raiva, porém com desejo. 

_ Tudo bem. Tem uma fila de garotinhas de 15 anos esperando para que eu as corrompa atrás daquela porta, se me permite ... - e Tommy saiu deixando a garota sozinha com a mão na testa se perguntando o que acabara de acontecer. 

Mas Tommy sabia que aquela não seria a última visita da moça lá, por isso sentia-se seguro. Deixe-me contar um pouco sobre o nosso garotinho. 

Ele era o típico garoto que se apaixonou pela música depois de ganhar um violão do pai. Sempre foi consciente de sua beleza, tinha longas madeixas escuras e olhos bem verdes, tudo isso contrastando com sua pele clara. Tinha um mjolnir tatuado no peito, pois dizia que sabia que tinha descendência de vikings! Porém, apesar da aparência calma, Tommy era um tanto inquieto e desconfiado, além de acabar por destruir todas as relações que construía por ter um coração sempre em chamas que queimava qualquer um que tentasse encostar. Pobre Tommy, alguém profundo demais pra sobreviver nesse mundo raso. Seu nome foi uma singela homenagem ao baterista Tommy Lee, do Motley Crue, dizem que seu pai quase entrou na banda de tão fã que era. 

Depois que Tommy saiu, Bellinda telefonou pra sua amiga e começou a desabafar:

_ Acho que o senhor Rockfeller não tem mais o controle do clube. Estava agora a pouco com seu filho bastardo, e o garoto que controla tudo. Qual será minha chance de acha-lo agora que o senhor Rockfeller se tornou inacessível, Melissa ? Acho que vou desistir.

Ela continuou no telefone por alguns minutos, e depois saiu, flagrando Tommy beijando uma garota loirinha, ficou fitando os dois até que exclamou: 

_ ENTÃO ESSA É A VADIA ??? - Tommy sem entender nada foi puxado pela garota até uma mesa. 

_ Ei, o que foi isso ? Vai dizer que já se apaixonou por um simples beijo ? Apesar de tudo já tô acostumado com garotas brigando por mim.

_ Longe de mim idiota, já disse que  namoro, além de que você nem de longe faz o meu tipo. Preciso que me diga onde está seu pai, o senhor Rockfeller.

Eles se encararam em silêncio, até Tommy responder :

_ Morto. - levantou sem dizer nenhuma palavra a mais, deixando Bellinda estática e com um olhar de culpa. Esta por sua vez, continuou sentada, dessa vez reflexiva, enquanto via Tommy se afastando aos poucos.

_ Me perdoe por não ter vindo meses antes, mamãe ... - sussurrou baixinho pra si mesma. - Eiiii Tommy, quero ver você tocar! Tommy!

_ Venha, mas não faça mais perguntas. Suba comigo e se esconda no muro perto das cortinas - ok - respondeu apreensiva.

Ele agarrou sua mão com força e entrou com ela pela porta de trás do palco, ela comprimentou todos os integrantes  da banda e sentou em seu lugar enquanto todos subiam pra tocar. Ela não conseguia parar de encarar Tommy, a forma como ele levava aquilo a sério a impressionava. Colocou a mão no coração e disse : 

_ Foda-se, eu vou voltar aqui semana que vem! 

Tommy lhe deu uma piscada enquanto jogava o cabelo para o lado esquerdo. 

_ É ... Parece impossível não me apaixonar por ele. Droga.


Notas Finais


Apesar dos apesares, Bellinda é uma safadinha.


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