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História Rockstar - Imagine Jungkook. - Capítulo 2


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Capítulo 2 - 0.1 Banda e afins.


Fanfic / Fanfiction Rockstar - Imagine Jungkook. - Capítulo 2 - 0.1 Banda e afins.




★Rockstar★


Capítulo 01: Banda e afins.





NAMOrado de aluguel.

Essa simples e curiosa frase me deixou atormentada por exatamente dois minutos, nada mais e nada menos que isso. Como alguém poderia perguntar uma coisa dessas para uma garota aleatória em um bar aleatório? Era estranho de se pensar, ainda mais olhando para o par de olhos brilhosos mas que não demonstravam emoção alguma em minha frente.

Jungkook estalou sua língua no céu da boca, me encarando.


— C-Como assim namorado de aluguel? – senti minha voz falhar em nervosismo.


 


Pela primeira vez me perguntei se Hoseok tinha dito alguma coisa inesperada, qualquer coisa que fizesse Jeon pensar que justamente eu precisava de um namorado ou ficante naquele momento. Toda via, preferi manter-me calada e esperar sua resposta.

— Você não queria meu número para isso? – deu de ombros, limpando com um pequeno pano branco os copos de vidro em sua mão. – Vejamos, você não está mesmo aqui por causa de um acordo, certo? Sua cara já diz por você.


 


Definitivamente eu não queria o número do barman bonitão para um acordo. Um acordo de namoro falso... O que se passava na cabeça de Jung quando se deu ao trabalho de inventar um enredo todo para conseguir o contato do rapaz? E eu achando que ele era objetivo e direto... errada eu estava.

Não sabia ao certo o que responder para o moreno em minha frente, meus pensamentos vagavam em dar meia-volta e fingir que nada aconteceu em um sorriso doce até fingir desespero e fazer uma cena bizarra. Bom, as duas opções eram minha cara de certa forma.


— Desculpe pelo meu amigo – sussurrei. – Ele tem uma imaginação fértil para determinadas coisas. Eu não preciso de um namorado de aluguel ou qualquer coisa que ele tenha te dito.

— Acredito que sim – Jungkook colocou em seu rosto um sorriso visivelmente forçado. Eu tinha alguma coisa errada para ter como resposta aquela expressão? Não seria bem uma novidade já que eu tinha um enorme dom para estragar as coisas em poucos minutos ou em questão de segundos. – Sendo assim, por que quis meu número?


 


Engoli em seco com tal pergunta, nervosa e ansiada.

O que eu esperava de Jeon Jungkook de certa forma? Um garanhão com fama de badboy, dono de grandes charmes e uma postura intimidante... era claro que ele jamais teria vergonha de perguntar coisas tão óbvias.

— B-bom, digamos que... – gaguejei claramente em sua frente. – Eu quisesse conhecer mais sobre sua banda. É isso! – sorri contente por ter achado uma boa desculpa. – Minha irmã é muito fascinada por rock e tals, então pensei que como você é vocalista e guitarrista seria uma boa pessoa para me mostrar mais desse gênero.


 


Jeon abriu um sorriso de canto, daqueles em que eu conhecia de longe.


Já tinha o visto sorrir de canto quando algumas garotas se escoravam no balcão e conversavam alguma coisa; já tinha visto aquele sorriso surgir em seus lábios finos quando alguém lançava flertes sem graça de forma direta. E sem sombras de dúvidas eu não queria receber um sorriso cafajeste justamente agora que pensara ter inventado uma boa desculpa.


— Não quero soar grosso mas hoje em dia você pode pesquisar no google algumas coisas sobre esse gênero – mordi meu lábio com força ao escutar sua grosseria, levando meu olhar para qualquer coisa que não fosse seus olhos verdes. – Sabe de uma coisa? Me chame após meu expediente, ele termina meia noite. Caso a gatinha esteja dormindo nesse horário, pode me chamar no dia seguinte. Sem problema algum.


 


Gatinha?! Jungkook tinha me chamado mesmo de gatinha?

Assenti com minha cabeça, sorrindo de forma sincera enquanto dava meia-volta e quase corria em direção ao sofá onde meus amigos estavam.


— Independente da história barata que você criou para ele deu tudo certo! – exclamei animada para Hoseok, me jogado em seu colo ao mesmo tempo em que levava minhas mãos ao seu pescoço. – Vou chamar ele para conversar amanhã!

— Só amanhã? – o moreno perguntou estranho. – Por que não pode o chamar de madrugada? Escutei dizer que o expediente dele termina daqui algumas horas.

— Não quero parecer desesperada por ele – confessei, escutando uma risada de diversão vinda de Jung.


 


Após soltar uma risada afobada sinto um olhar queimar em minha direção.

Viro meu rosto na direção oposta, sentindo meu rosto queimar ao saber de quem se tratava. O barman prendia seu olhar em nossa direção, me observando do pé a cabeça antes de dar suas costas e ir atender um garoto de cabelo azul.

Será que finalmente tinha prendido a atenção de si em mim pela primeira vez? Será que o tatuado despertou curiosidade? Deus, que ele tenha ao menos me visto como uma mulher para si, não uma garota doida por atenção.


— Sabe, você poderia sair do colo do seu amigo aí e me dar o maço de cigarro, sabia?


 


Assenti com minha cabeça rapidamente, saindo do colo de Hoseok enquanto alcançava a caixinha amarela para Irene.

— Por que demorou tanto? – minha irmã sentou-se ao meu lado, curiosa. – Ou melhor dizendo, por que parecia mais uma das garotas doidas por aquele barman?


 


Eu perecia mais uma?


— Eu só queria tirar uma curiosidade – menti. – E você não deveria ficar cuidando do que eu faço ou falando dessa forma comigo. Soa arrogante.

— Arrogante é ver minha irmã caçula correr atrás de caras que só querem uma noite e cruzar os braços – deu de ombros, acendendo um dos cigarros. – Está na cara que essa sua mania de querer garotos problemáticos vai te levar as ruinas e á um belo coração partido.


 


Não quis responder Irene, não queria entrar em uma discussão justamente agora.

Durante anos tive que manter um relacionamento baseado em classe social e interesse com uma pessoa que sequer via como homem. E adivinhe? Tudo isso porque não queria magoar o doce coração de minha irmã e minha mãe que dia após dia pegavam em meu pé para termos uma vida melhor.

Suspirei sem ânimo depois daquela situação, andando em passos largos e pesados para fora do bar que até então me despertava desejo por breves horas. Minha vontade era gritar em sua cara o quanto minhas vontades deveriam ser prioridade, expressar que estava na hora dela se colocar em seu lugar e correr atrás do que quer que fosse seu sonho invés de depender da irmã mais nova.

A rua deserta da parte de trás do bar me fez repensar se naquele momento era certo voltar para casa sozinha. Sem Hoseok, Yoongi, Irene e Seokjin... cujo nem deram por falta da minha presença pela quantidade de bebida ingerida. Droga! Por que Irene teve que acabar com minha noite? Por que eu ainda chorava quando escutava palavras bestas de sua boca? Era tão ruim ter sua noite acabada, cujo tinha tudo para ser perfeita, por sua irmã que fazia questão de a ver destruída.

Abracei meu próprio corpo, nervosa e com frio.


— Não deveria estar lá dentro com o restante dos seus amigos? – uma voz grossa e rouca soou atrás de mim.


 


Girei meus calcanhares ao escutar a voz masculina, limpando algumas lágrimas que insistiam em cair mesmo eu implorando que não caíssem. O garoto sorriu docemente em minha direção, alcançando uma de suas mãos.

Os cabelos loiros caiam suavemente em seu rosto enquanto seus olhos azuis pairavam em mim como uma faísca, suave mas ao mesmo tempo perigosa. Quem era ele e como sabia do me grupo de amigos?


— Me chamo Jiwon – pareceu ler minha mente. – Estava sentado no sofá do lado quando te vi sair desesperada pela conversa com a morena do batom vermelho. Ela não parece ser tão amigável, certo? Não tanto quanto você.


 


Sorri de canto.


— Que tal eu pagar uma bebida para você parar de chorar? – ofereceu de repente, ainda com a mão estendida. – Não acho que um rostinho bonitinho desses devesse ser apagado por lágrimas... Sra. Estranha.


 


Encarei o loiro em minha frente, avaliando seu pedido.

Jiwon não parecia apresentar uma ameaça, na verdade, seu sorriso doce e calmo transmitia confiança. Levei meu olhar para suas vestes; a camisa social bem presa em sua calça enquanto um par de sapato social estava limpo demais. Ele mais parecia um CEO bem sucedido do que um cara perigoso que me raptaria.


— Tudo bem.


 


O garoto sorriu, puxando minha mão de leve e me dando um pequeno susto por tal atitude.

Quando entramos novamente na boate não consegui avistar meu grupo, provavelmente dançavam em alguma parte do lugar; fazendo tudo que eu não fazia: Se divertir.

Sentei-me na cadeira de frente ao balcão anterior, esperando que a mulher daquela área viesse nos atender de uma vez antes que quem eu menos esperasse viesse, invés disso, a bargirl de meia idade fingiu nos ignorar e foi atender alguns rapazes.


— Até agora você não me disse seu nome – Jiwon puxou um assunto qualquer, batucando no balcão em nossa frente. – Prefere ser eternamente a garota misteriosa da boate?


 


Soltei uma risada por sua forma delicada de falar aquilo. Ah, ele era gentil.


— Prefiro – brinquei em um sorriso. – Me chamo S/N.


 


— Posso ajudar?


 


Meu corpo todo se arrepiou ao escutar aquela voz.


Meus olhos pararam imediatamente em Jungkook quando o moreno parou em nossa frente, atrás do balcão e com uma expressão nada agradável. Talvez ele interpretasse errado o fato de justamente eu estar ao lado de um cara quando minutos atrás pedia seu número de telefone.


— Sim, me veja a bebida mais forte para duas pessoas, por favor – Jiwon sorriu doce para o tatuado, não sendo correspondido. Jeon permanecia com uma carranca em seu belo rosto.

— Meu concelho da casa é que a garota não beba algo muito forte...

Concelho dispensado – o loiro riu em diversão.


 


Jeon encarou Jiwon com uma cara nada boa.


— S/N – meu nome soou como uma música de sua boca.  – Talvez você devesse pensar melhor que bebida tomar antes de aceitar a mais forte, não bebeu muito antes disso?

— E-eu...

— Primeiro, você conhece ela? ­– Jiwoon soou grosso pela primeira vez.


 


Um sorriso surgiu nos lábios do moreno.


— Muito melhor do que você imagina – ele estava mentindo na cara dura, em minha frente. – S/N, Hoseok não gostaria de saber que você saiu da companhia dele para beber com um estranho e muito menos que beberá algo extremamente forte.

— Eu não sei qual é o grande problema que você está vendo aqui, garoto – retrucou. – Como pode ter tanta certeza que não nos conhecemos? Ou melhor, por que diabos está empacando nós dois invés de fazer seu trabalho?

— S/N...


 


Eu estava lascada.

Jungkook me olhava como uma suplica e visivelmente sem paciência enquanto o loiro ao meu lado encarava Jeon surpreso por tamanha impertinência naquele assunto. Não o julgava, se um barman aparecesse de repente e atrapalhasse minha conversa com qualquer um alegando ser seu conhecido também ficaria no mínimo perdida.


— Talvez eu devesse ser mais claro – Jeon engrossou sua voz ao levar o olhar intenso para Jiwon. – Não tem nada aqui para você além de uma bela porrada se não deixar a garota em paz – arregalei meus olhos com sua confissão. – Você não é o primeiro e não será o última cara a tentar passar a perna em alguém.


 


Passar a perna?


Minha vontade era de rir antes de ver Jiwon abaixar sua cabeça e sair sem jeito... O quê?

O garoto certinho, provável CEO estava tentando me embebedar? Que ótimo, a tonga não fora nem capaz de se perguntar o motivo que um homem hoje em dia tentaria ajudar uma desconhecida!! Mordi meu lábio com força antes de tomar coragem e olhar para o moreno.

Seus olhos verdes estavam vidrados em minha face enquanto eu me sentia extremamente envergonhada. Não deveria me sentir assim, não deveria mesmo.


— Na próxima vez você deveria repensar nesse conceito de aceitar convite de desconhecidos, ainda mais em um bar – o moreno disse em sermão. – Nunca entendo o que se passa na cabeça das garotas para achar que está tudo bem aceitar coisas de um estranho... sério. E o pior é não entender o que se passa na cabeça de marmanjo que realmente acha legal embriagar garotas.


 


Era aquele o momento em que eu me jogava em um buraco?

— Obrigado por me avisar? – meu agradecimento soara como pergunta. – Já vou indo.

Espere! – o garoto me cortou antes que eu pudesse me retirar. – Seu amigo Hoseok já foi embora achando que você tinha ido sozinha.


 


Merda Hoseok.

Se antes eu repensava na ideia de ir sozinha agora tinha certeza!

Concordei com a cabeça nervosa. Não era fácil para uma garota andar sozinha de dia, quem dera de noite.


— Olha só – Jungkook novamente chamou minha atenção, passando sua língua pelos lábios. – Se você me esperar posso te dar uma carona, não é do meu gosto ficar a madrugada toda pensando o que poderia ter feito por uma garota desamparada.


 


Meu coração se acelerou.

Sabia ser errado aceitar um convite inusitado sem ter conversado muito com ele, que nenhuma garota deveria aceitar e confiar cegamente em alguém mas ele não parecia ser uma má pessoa, não após aquele episódio e o observar quase todas as noites.


— Fica sentadinha aí enquanto eu termino meu horário – finalizou ao observar a mulher de meia idade nos encarar com uma expressão nada agradável. – E relaxa, não vou tentar nada, se serve de consolo eu conheço Hoseok e podemos conversar sobre a banda e afins, o gênero digo.


 


Hoseok? Conhecia Hoseok?

Mas Hoseok não dissera nada...

O que os dois escondiam? 




Notas Finais


Primeiramente meninas: não aceitem carona de ninguém desconhecido e nada do tipo! Isso é uma história, nada real mas aí na vida de vocês é diferente! Socão em qualquer um que tente algo.
Segundamente, me perdoem os erros de ortografia.

Comentem suas opiniões pois é importante.
O que será que Hoseok esconde? Huuum. Amiguinho de Jungkook e não disse nada?


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