História ROCKSTAR - Capítulo 10


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Categorias Histórias Originais
Tags Amor, Banda, Brigas, Leo, Maria Clara, Musica, Pop, Rock, Romance
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Palavras 2.517
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Capitulo 9


POR CLARA

Saio como um furacão do estúdio, e não me surpreendo ao ver Josué parado na porta. Eu até acharia ruim, mas no momento, essa desconfiança dele serviu pra me tirar daqui o mais rápido possível.

Enquanto vou saindo da gravadora, me despeço rapidamente de todos e subo no carro de supetão. Alguns segundos depois a porta se abre novamente e minha amiga senta no banco de couro tentando recuperar o fôlego.

-Caramba garota, quem te ensinou a andar tão rápido assim? –Ela pergunta enquanto limpa a testa ensopada de suor. Nem que fosse uma distância tão grande para ela se cansar tanto. Essa Priscila sabe ser dramática.

Não respondo nada, somente balanço a cabeça e digo para Josué acelerar. Quando estamos quase chegando na portaria, vejo Léo saindo pela porta e indo em direção ao estacionamento.

Um arrepio me invade dos pés à cabeça ao ver o seu corpo na distância. Mas o que merda está acontecendo comigo? Ainda não entendo porque ele me beijou, e entendo menos ainda, porque eu demorei tanto para afastá-lo. Ele ainda me colocou em cima da pia! Como eu permiti isso? Era Léo Moura, o cara que quase estragou a minha carreira antes mesmo dela começar, céus!

-Amiga, está tudo bem? –Pri me tira do transe de repente e eu me forço a olhar para ela.

-Sim, porque a pergunta? –Sei que estou sendo uma babaca, mas no momento é como se o meu corpo tivesse entrado em modo de defesa.

-Calma aí gata, eu só estou preocupada... –Eu sou uma idiota mesmo.

-Está tudo bem Pri, não precisa se preocupar... só achei que já tínhamos nos reunido o suficiente por hoje...

-Tem certeza? –Ela olha teatralmente para as unhas e até dá uma sopradinha, lá vem coisa. –Porque tanto Léo quanto você voltaram muito estranhos para o estúdio... e você estava tipo, muito vermelha.

Eu não disse? Esse teatro todo sempre vem acompanhado de alguma coisa. E eu não acredito que dei tanta bandeira assim! Josué me olha de soslaio e franze a testa. Eu sei que ele está doido para dizer alguma coisa, mas não vai fazê-lo até estarmos a sós.

-Eu achei que você tinha vindo de carro para a gravadora Pri... –Mudo de assunto descaradamente e minha amiga solta uma risadinha de quem sabe muito bem a minha intenção antes de responder.

-Eu ia vir, mas quando estava por sair, o carro do papai quebrou e ele teve que usar o meu, então vim de taxi. Obrigada pela carona, por certo.

Aquiesço e olho para frente novamente. Ela não voltou a tocar no assunto pelo resto do caminho, mas eu sei que é só questão de tempo até a sua curiosidade falar mais alto.

Chegamos na minha casa e ela desce comigo não antes sem agradecer a Josué pela carona. Ele balança a cabeça e me olha estranho novamente.

-Posso falar com você rapidinho Clara? –Pede antes mesmo que eu consiga escapar. Merda.

-S-sim... Pri vai entrando, eu vou daqui a pouco. –Grito e ela entra sem nem mesmo esperar por convite. Essa é a diferença entre uma amiga, e uma melhor amiga. Fecho minha porta novamente e olho para o segurança com uma sobrancelha levantada. –Então....

-Clara, -Coça a cabeça careca. Ele está totalmente desconfortável como o que quer que queira dizer. –se... se estiver acontecendo alguma coisa com você, por favor, me conta. Eu posso ser só o seu segurança, mas eu tenho muito apreço por você e não quero que se meta em nenhuma confusão...

Sinto meus olhos se enchendo de lágrimas quando ele diz essas palavras por dois motivos: um, eu nunca tive uma figura paterna que se preocupasse por mim e dois, me sinto muito mal por como o tratei no outro dia, quando disse que era apenas um empregado meu.

-Josué, você é muito mais que um segurança pra mim, já te disse que é meu amigo e agora namorado da minha mãe... eu me sinto muito feliz de saber que alguém se preocupa por mim, e sim, se estiver acontecendo algo comigo, você vai ser a primeira pessoa em saber... até porque se eu contar para minha mãe caso eu entre em confusão, você sabe que ela me mata primeiro e depois pergunta. –Falo de uma vez e ele dá uma risadinha, descontraindo o momento tenso.

-Tudo bem, e se esse roqueirinho de meia tigela estiver te incomodando, me avisa que eu dou uma lição nele pra ele nunca mais esquecer com quem está se metendo. –Ele estrala os dedos enquanto pronuncia a frase, a cena parecendo saída de um filme de máfia italiana. Solto uma risada alta e ele também cai na risada.

-Pode deixar, eu vou fazer questão de te ajudar... agora preciso entrar e ver o que minha amiga está aprontando... não quer entrar? –Pergunto e ele fica extremamente vermelho. Como um homem desse tamanho pode ser tão tímido?

-N-não... na verdade queria te pedir uma coisa....

-Sim, pode pedir. –Digo rápido, morrendo de curiosidade.

-Eu... queria sair com a sua mãe para jantar hoje... e queria pedir a sua permissão.

-Como assim? Você nem trabalha hoje à noite... porque precisa da minha permissão? –Estou mais confundida que cego em tiroteio.

-Eu quero sua permissão como filha... não como chefe. –Diz e solta a respiração como se estivesse se livrando de um peso enorme.

-Ah... –faço uma cara de malvada como se estivesse irritada só para ver a expressão de susto no seu rosto, e quando já não aguento mais segurar o riso finalmente digo que não tem nenhum problema, que ele pode sair com mamãe quantas vezes eles quiserem.

Dou um abraço nele, me despeço e saio do carro antes que ele fique mais envergonhado. Passo pela porta com um enorme sorriso no rosto. Fico tão feliz que mamãe esteja seguindo em frente! Tomara que ele não a decepcione, aí teríamos um problemão.

-E esse sorrisão aí? –Pri pula na minha frente me fazendo gritar de susto.

-Doida, quer me matar de susto! –Grito e ela chega a se dobrar de tanto rir. Acabo caindo na risada junto com ela e mamãe entra na sala limpando as mãos em um tecido.

-Oi meninas, como estão? –Pergunta enquanto abraça a minha amiga e depois a mim.

-Tudo bem Maggie, finalmente conheci aqueles gatos da banda... –A safada pisca e mamãe dá risada.

-Não sei porque tanta felicidade... eles são uma pedra no sapato. –O sorriso no meu rosto se vai magicamente ao tocar no assunto.

-Hum... você reclama muito deles amiga, já escutou aquela frase “quem desdenha quer comprar”?

-Infelizmente sim... –respondo sem prestar atenção no que estou dizendo e Pri me olha desconfiada.

-Bom Maggie, foi um prazer te ver, mas preciso que a Clarinha aqui me ajude com algumas coisas...- de repente sou puxada escada acima e minha amiga me arrasta até o meu quarto.

Não tenho nem tempo de dizer a mamãe boa sorte no jantar.

-Pode soltar! –a louca que se faz chamar de minha amiga começa a gesticular como uma doida pelo quarto. –Eu sei que tem alguma coisa acontecendo... vocês voltaram muito estranhos.

Respiro fundo tentando me controlar, mas Pri me pressiona cada vez mais, e sei que quanto mais eu demorar para contar o que aconteceu, mais ela vai encher o meu saco.

-Tudo bem, tudo bem... –me levanto e começo a caminhar pelo quarto. Inexplicavelmente, uma onda de adrenalina dominou meu corpo e não consigo ficar parada. –Vou te contar, mas promete que não vai surtar. –Peço e ela balança a cabeça concordando. –Tem certeza?

-Fala logo Clara pelo amor de Odin! –Ela quase grita enquanto se senta na minha cama e abraça uma almofada azul.

 

Respiro fundo algumas vezes pensando na melhor maneira de soltar a bomba, mas não tem jeito, é como se depilar, tem que tirar tudo de uma vez.

-Eu beijei o Léo... na verdade, o Léo me beijou. –Falo e espero sua reação. Pri não diz nada, me olha como se de repente estivessem surgindo sei lá, dois chifres na minha cabeça. Começo a ficar preocupada, estava esperando gritos e...

-EU SABIA! –Ela pula da cama e começa a bater palmas como uma louca completa. –Eu sabia! Vocês têm uma química que dá pra ver de longe! Essa historinha de que se odeiam é só fachada... eu sabia!

-Ei, dá pra se tranquilizar, o Léo me beijou, portanto eu continuo odiando ele, ainda mais, depois de hoje.

-Amiga, vamos, confessa logo por favor! Está ficando cada vez mais na cara! Ele não parou de olhar para você hoje durante todo o tempo que estávamos na gravadora, desde que você chegou! –Como assim ele não parou de me olhar?

-De certo ele estava vendo qual era o melhor jeito para me sabotar de novo...

-Clara, só vocês que não percebem... Jesus.

-Olha Pri, eu agradeço que você queira me juntar com alguém, mas eu realmente não sinto nenhum tipo de atração pelo Léo, ele é prepotente, egoísta, se acha tanto que o ego quase não cabe dentro dele e....

-É um tremendo de um gato! –Pula na minha frente como uma criança quando come muito açúcar.

-Dá pra ficar parada, você está me deixando doida!

-Só quando você admitir que ele é um gato. –Continua pulando agora só para me provocar.

-Tá! O Léo é um gato, mas não deixa de ser um idiota.

-Já é um bom começo. –Pri finalmente para de pular de um lado para o outro e deita na minha cama ainda rindo. Agora é a minha vez de fazer o interrogatório.

-E você com o Rafael hein? –Provoco e seu sorriso desaparece imediatamente.

-O que tem o moicano man?

-Ei, esse apelido foi eu que inventei! E se você pensa que não vi como se olhavam, está muito enganada.

-Como nos olhávamos? Eu nem estava olhando para ele...

-Arram... finge que diz a verdade que eu finjo que acredito. –Insisto, mas pela expressão no seu rosto, ela não está muito a fim de dizer nada. Mudo de assunto e engatamos em uma conversa sobre a turnê.

Ela finalmente conseguiu convencer a sua mãe de deixa-la ir comigo, com a condição de que ela ligue todos os dias pelo menos uma vez dizendo aonde está, com quem está, etc. A dona Martha é meio paranoica com essas coisas de viagem e tal, ela sequer viaja sozinha. Sempre está acompanhada do marido ou do motorista. Eles são ricos, mas não desperdiçam um centavo, a única coisa que ela não abre mão é da segurança.

Ligo para sua mãe e pergunto se minha amiga pode dormir na minha casa hoje. Eu sei, somos praticamente adultas já, mas fomos criadas desse jeito, o respeito em primeiro lugar.

Algumas horas depois, mamãe aparece na porta do quarto avisando que vai sair para jantar e nos despedimos dela com um sorrisinho maroto.

Nem bem escutamos a porta batendo, ligamos o som e começamos a dançar como doidas. Coloco no descobrimento semanal do Spotify e as músicas de vários estilos começam a tocar enquanto dançamos como se soubéssemos o que estamos fazendo.

De repente uma música dos Indecentes começa a tocar e eu paro de dançar no mesmo instante.

Tento pegar o ipod para trocar de música, mas minha amiga tira o aparelho da minha mão e o levanta me impedindo de mudar.

-Qual é Clara, é só uma música! –Corre pelo quarto enquanto a persigo. Não quero estar perto de nada que tenha relação com ele.

Pri escreve alguma coisa no Ipod e de repente as músicas da banda estão tocando uma atrás da outra.

Continuo correndo atrás dela, mas depois de uns vinte minutos acabo desistindo, ela é bem mais alta que eu e ainda por cima mais ágil.

Sou obrigada a escutar as benditas músicas e chego à conclusão de que não são tão ruins.

Quando a playlist termina, ela finalmente me devolve o aparelho e fecho o aplicativo.

-Até que eles dão pro gasto. –Solto distraída enquanto enrolo os fones de ouvido e guardo o pequeno aparelhinho na gaveta.

-Eu sei... o Rafael tem uma voz muito bonita. Você tem que ver o Léo nos solos de guitarra, ele se transforma, é outra pessoa... lindo de se ver.

-Hã... não, obrigada. –Faço uma careta e percebo que cometi um erro terrível, porque no segundo seguinte, estou sentada diante da televisão vendo vídeos da banda tocando em vários shows. Tenho que admitir, o Léo toca muito bem mesmo e a banda deles tem uma harmonia invejável. Rafael é insano, faz uns solos de arrepiar e Lucas e Pedro não ficam para trás. Não é que eu nunca tenha visto nenhum vídeo deles em ação, mas nunca realmente prestei atenção nos detalhes, como no vídeo que estou vendo agora, onde Rafael traz uma fã ao palco e ela canta junto com ele a música quase inteira. Eles têm um carisma enorme, isso explica o enorme número de fãs pelo mundo inteiro.

Eu também faço isso nos meus shows, sempre procuro me conectar com os meus fãs, mas eles... eles se entregam de corpo e alma para o que fazem, tanto que em um dos shows, Lucas acaba se machucando mas continua tocando a bateria mesmo assim até acabar o show, com sangue e tudo.

Merda por culpa da minha amiga estou gostando da banda!

-Já chega, quero ver um filme, você pode escolher qual quiser. –Saio do aplicativo do Youtube e entro no do Netflix.

Pri dá risada, mas não perde a oportunidade e escolhe um filme de ação com Liam Neeson, Busca Implacável. Ambas adoramos esse filme e eu particularmente amo a Liam, ele é tipo... foda.

-Irei fazer pipocas, vai arrumando tudo aqui! –Digo enquanto vou até a porta. O quarto está uma bagunça, o lençol no chão, a cama um desastre total.

Vou até a cozinha e coloco o pacotinho no micro-ondas e coloco três minutos no painel. Encosto no balcão e jogo Candy Crush no meu celular enquanto espero que o tempo passe. Estou quase passando de fase quando minha campainha toca.

Será que é a mamãe? Mas ela sempre leva chave, além do mais, ainda é cedo para ela voltar da janta.

Caminho até a porta e me aproximo do olho mágico para ver quem é, do lado de fora está escuro, além do mais, não consigo ver ninguém, como se a pessoa estivesse se escondendo de propósito.

-Quem é? –Pergunto alto o suficiente, mas ninguém responde. –Se você não disser quem é, não abro essa porta nem a pau! –Grito nervosa, mas mesmo assim não obtenho resposta. –Merda de gente doida! –Sussurro para mim mesma enquanto me viro para voltar para a cozinha, alguma criança idiota deve ter tocado a campainha e saído correndo. Estou quase chegando quando a campainha toca novamente. Volto correndo e abro a porta com força enquanto grito.

-Agora eu vou te pegar seu idio...-não há ninguém do lado de fora, apenas um envelope preto no chão. –ta.

Pego o envelope com medo e fecho a porta rapidamente. Mas que merda é essa?



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