História ROCKSTAR - Capítulo 9


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Categorias Histórias Originais
Tags Amor, Banda, Brigas, Leo, Maria Clara, Musica, Pop, Rock, Romance
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Palavras 2.297
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Capitulo 8


POR LÉO

Mas que merda, não tem uma água sequer nessa porcaria de frigobar! Quem é o idiota encarregado de repor as garrafas? Terei que conversar de novo com ele!

Merda! Bato a porta da pequena geladeira com tanta força que escuto as garrafas e latinhas de Coca-Cola caindo do lado de dentro.

Respiro fundo e tento me acalmar. Quem essa garota mimada acha que é? Ela vem com toda a sua pompa de que sabe de tudo e ainda por cima quer usar a minha música? Nunca! Essa melodia foi... ela não vai ser estragada com essa letra horrível que ela escreveu. Só porque eu toquei naquele maldito dia que estávamos aqui, não significa que dei intimidade para ela decidir sobre o que eu quero e o que não quero. Argh! Que garota... tem horas que tenho vontade de dizer um monte na sua cara, para ela aprender que comigo não se brinca! Podem dizer o que quiserem de mim, mas eu vou trata-la do jeito que quiser, afinal de contas quem começou tudo isso foi ela mesma, dizendo aquelas coisas horríveis de mim e da minha banda. Ela até insultou o nosso nome.

Respiro fundo uma, duas, cem vezes. Tenho que me acalmar para voltar a fingir que me importo com essa porcaria de música. Estranhamente, todo mundo ficou em silencio. Coloco um sorriso mais falso que uma nota de três reais no rosto e me viro para enfrentar a mimada e a amiga doida. Quase tenho um infarto ao ver quatro pares de olhos me encarando com raiva. O fato de que Clara não está com eles me causa um frio na barriga. Será que ela foi embora?

Rafael começa a se aproximar de mim, mas a amiga da garota, coloca um braço na frente dele o impedindo de prosseguir.

-Pode ficar calminho aí no seu lugar Moicano man, que essa eu vou resolver. –Rafael a olha indignado com o apelido e eu acabo soltando uma risada sem querer. –Tá rindo porque hein? –Se aproxima tanto de mim que posso sentir sua respiração no meu rosto. –Se você acha que pode falar assim com a minha amiga, está muito enganado. –Começa e meu sorriso vai se desfazendo aos poucos. –Escuta aqui Léo, a Clara não me disse exatamente o que aconteceu entre vocês dois, mas independentemente do que tenha passado, você não tem o direito de tratar ela desse jeito. Eu sou muito sua fã, mas a minha amiga virá sempre em primeiro lugar. Agora, você vai sair por aquela porta e vai procura-la, quando a encontrar, vai pedir desculpas, entendeu ou quer que eu desenhe? –Coloca um dedo comprido no meu peito e eu olho para o lugar com uma sobrancelha levantada.

Agora estou rindo, mas de ironia mesmo.

-Primeiro, que você não manda em mim e segundo, eu não vou pedir desculpas a ninguém. –Tento sair do lugar, mas ela segura forte o meu braço e me impede de me mexer.

-O negócio é o seguinte, eu não quero ter que chegar a isso, mas se você não fizer o que estou te dizendo, vou ser obrigada a te bater... sério.

Agora todos estão gargalhando e eu saio do seu aperto. Quem essa garota pensa que é? Mas o que esperar de uma amiga da outra louca da Clara.

Dou um passo na direção do sofá, mas tudo acontece tão de repente, que quando percebo, estou sob o aperto de Priscila. Ela pega o meu braço e o leva até as minhas costas, e tenho que dizer que isso dói pra caralho!

-Mas que merda garota! Me solta agora ou vou chamar os seguranças! –Grito, mas ela não se mexe nem um centímetro sequer.

-Eu esqueci de te avisar que sou faixa preta em caratê e estou começando a lutar MMA então ou você faz o que eu digo ou eu juro que quebro o seu braço... e se não me engano é com esse que você toca né? –Diz no meu ouvido enquanto aperta ainda mais o meu braço esquerdo. Merda!

-Tá bom, tá bom! Eu vou, agora me solta! –Imploro e ela me solta imediatamente. Caminha até o sofá e se senta como se nada tivesse acontecido. Olho para os meus companheiros de banda, mas os babacas estão olhando para a garota como se ela fosse uma deusa grega, exceto Rafael que olha para mim furioso.

-Qual é, perdeu alguma coisa aqui? –Digo furioso enquanto esfrego o meu braço dolorido, garota maluca!

-Não perdi não, mas acho que você acaba de perder algo... sua dignidade. –Ri e se senta em um sofá do outro lado da sala.

Pedro e Lucas praticamente correm para ver quem chega primeiro na garota e começam a fazer um monte de perguntas sobre o MMA e todas essas baboseiras de luta. Ela vai respondendo a tudo enquanto folheia uma revista qualquer.

Observo os dois babacas. Mas são muito baba ovos mesmo!

-Tá esperando o que hein, gato? –Ela diz sem sequer tirar os olhos da revista, mas sei que está falando comigo. Mas que droga! Me viro e saio da sala fazendo questão de bater bem forte a porta.

Que seja, vou acabar logo com isso.

Procuro primeiro no hall de entrada, pergunto ao guarda se ela saiu e ele me responde que não. Volto e vasculho cada canto da maldita gravadora, mas não acho ela. Que seja, preciso mijar. Mas eu sou muito burro! Não a procurei no banheiro! Vou até o banheiro masculino primeiro, preciso urgente mijar, depois de lavar as mãos, cruzo o corredor e paro na frente da porta com o símbolo que indica “feminino”. Respiro algumas vezes para criar coragem e depois de duvidar por uns cinco minutos, finalmente dou alguns toques na porta de madeira.

-Ocupado. -Diz uma voz abafada, mas que sei muito bem a quem pertence.

-Eu sei.

-Cai fora Léo. –A rispidez na sua resposta é muito evidente, e pelo visto ela também reconhece a minha voz muito bem.

-Não, eu preciso muito mijar. –Debocho porque sim.

-Você sabe muito bem que esse é o banheiro feminino. –Escuto um assoar de nariz. Droga.

-Olha Clara, dá para você sair, eu preciso te dizer algo. –Sou direto. Quero acabar com isso logo. Se minha mãe visse o que eu fiz ela com certeza me bateria, mesmo eu tendo vinte e três anos de idade.

De repente a porta se abre e ela se coloca na minha frente com os braços cruzados. Percebo que ela tentou dissimular os olhos e as bochechas vermelhas, confirmando minhas suspeitas.

-Pois não? Não tenho o dia todo. –Provoca. Essa garota é tão irritante!

-Então... a sua amiga doida me obrigou a vir aqui e pedir desculpas, então... é isso. –Pronto, missão cumprida. Me viro para voltar para o estúdio, mas ela segura o meu braço um pouco forte demais para uma garota. Mas o que essas malucas andam comendo no almoço?

-É isso? Esse é o seu pedido de desculpas? Acho que você pode fazer melhor do que isso, Léo Moura. –Ela está muito irritada e isso a deixa malditamente sexy. Espera, que merda é essa que está passando pela minha cabeça? Clara sexy? Nem em um milhão de anos.

-Olha garota, pra começo de conversa, eu nem queria vir, mas... fui obrigado, então se sinta lisonjeada que eu tenha pelo menos te procurado. –Digo e me arrependo ao ver a decepção no seu olhar. Mas porque diabos me importo com isso? Sinto algo no meu estômago... como quando passamos por uma estrada elevada e sentimos aquele famoso “friozinho”. Ela balança a cabeça e volta para o banheiro, mas antes que possa fechar a porta, empurro a madeira com a minha mão e acabo entrando no banheiro junto com ela. No que caralhos estou pensando? Será que fiquei louco e não percebi?

-Qual é o seu problema garoto? Sai daqui agora! –Diz alto enquanto tenta me empurrar, mas me resisto o máximo que consigo. Ela também é bem forte.

-Você quer um pedido de desculpas, pois vai ter um pedido de desculpas! –Respondo enquanto tranco a porta do banheiro. De novo, o que está acontecendo comigo? –Me desculpa por gritar com você hoje Clara. –Peço e ela nega com a cabeça.

-Não. O seu pedido não é sincero –Responde sem nem pensar.

-Me desculpa Clara. –Peço novamente e nada.

-Não.

-Me desculpa Clara. –Me aproximo dela e a prenso contra a parede.

-N-não. –Ela engole seco e não consigo desviar o olhar da sua boca carnuda.

-Me desculpa Clara. –Digo balançando a cabeça para sair desse transe maluco.

-Não. –Ela tenta se mexer mas acaba tocando em um lugar muito sensível. Nem preciso dizer a qual lugar me refiro. Olho para a minha virilha e respiro fundo para evitar uma vergonha aqui e agora.

-Me desculpa Clara. –Insisto, mas ela nega com a cabeça e passa a língua na boca seca. Merda.

De repente não sei o que me possui que quando percebo, estou com a boca colada na dela. Os lábios macios resistem no começo, mas depois como se não pudessem aguentar por muito tempo, eles se abrem para mim e sua língua explora minha boca experiente.

Meus braços vão parar na sua cintura e como ela é quase da minha altura, o seu corpo encaixa perfeitamente no meu. A levanto e a coloco em cima da pia e fico entre suas pernas torneadas. Suas mãos descem pelas minhas costas e param bem em cima da minha bunda dando um leve apertão me levando à loucura. Solto um gemido e como se isso a despertasse desse feitiço repentino, ela me empurra com força e quando abro os olhos, está limpando freneticamente a boca como com uma expressão de nojo que só me faz ter mais raiva dela. Ela para na minha frente e começa a dizer um monte de coisas que tento entender.

-Qual o seu problema? Pensa que pode me beijar assim do nada? Eu não te dei permissão para isso seu babaca! Vai se foder Léo Moura, eu te odeio! Nunca mais faça isso seu idiota! Seu... seu... aaah! –Abre a porta do banheiro e sai como um furacão.

Permaneço por alguns segundos dentro sem entender o que acaba de acontecer até que minha razão volta e eu corro atrás da garota.

Quando a encontro quase chegando no estúdio, seguro o seu braço e a faço ficar de frente para mim.

-Você ainda vai implorar por mais um beijo meu Maria Clara Diniz, anota o que estou te dizendo. –Ameaço e ela dá uma risada tão macabra que poderia dublar uma bruxa má sem problemas.

-Nos seus sonhos! O dia que eu implorar um beijo seu, pode me chamar de louca. –Se vira e entra na sala comigo no seu encalço.

-Pri, vamos, a reunião de hoje acabou, você pode me dar uma carona por favor? –Fala com a amiga enquanto pega suas coisas de cima da mesa de centro.

-O que você fez? –Priscila me pergunta e eu levanto os ombros.

-Pedi desculpas ué... não era isso que você queria? –Debocho e ela balança a cabeça enquanto me olha ameaçadoramente me fazendo ter um pouco de medo. Essa garota tem algum problema só pode!

Ela até chega a fazer aquele famoso sinal com o dedo passando no pescoço insinuando que estou ferrado. Merda.

As duas se despedem de Pedro, Lucas e Rafael, mas quando passam por mim, Clara não diz nada e Priscila me empurra sem dó.

-Ih, alguém está muito ferrado! –Lucas cai na risada quando elas fecham a porta com um pouco mais de força do que o necessário.

-Cala a boca Lucas. –Me jogo em um dos sofás e passo as mãos no rosto. O que aconteceu? Porque beijei aquela traíra? E porque gostei do beijo? Merda, o que te deu na cabeça Léo?

-Mano, pela sua cara alguma coisa aconteceu, não consigo decidir se foi muito ruim ou muito boa. –Lucas continua provocando e cai ainda mais na risada. Rafael fica bem na minha frente e me obriga a olhar para ele.

-O que você fez para ela cara? –Me acusa e eu me levanto imediatamente.

-Porque? Virou defensor dos pobres e oprimidos agora é? –Provoco e ele balança a cabeça. Recebo o segundo olhar decepcionado do dia, mas o que caralhos está acontecendo hoje?

-Não virei não, mas se você fizer alguma cagada com a Clara, pode ter certeza que vou ter que te dar uma surra. –Seu rosto sério indica que ele não está brincando e deixa eu dizer uma coisa para vocês, Rafa é muito bom de briga.

-Tudo bem cara, abaixa essa bola aí que eu não fiz nada pra ela, só pedi as malditas desculpas que vocês queriam. –Levanto ambas mãos em sinal de rendição e ele balança a cabeça satisfeito com a minha resposta. Será que todos eles estão do lado dela agora? Acaso eles não sabem o que ela fez? Babacas. Esses meus amigos são uns babacas.

-Bom, vou nessa, tenho que ir. –Coloco minha guitarra no estojo e me despeço de todos com um aceno de cabeça. Não quero mais ficar aqui sendo ou motivo de chacota, ou possível saco de pancadas.

Além do mais preciso visitá-la em meia hora, isso é bom porque posso passar na padaria e levar os bolinhos que ela tanto gosta.

********

Olho para a caixa rosa no bando do passageiro do meu jeep e sorrio involuntariamente, ela vai adorar a surpresa.

Passo pelo enorme portão de ferro forjado depois de anunciar o meu nome no interfone.

O carro chacoalha no caminho de pedra estreito enquanto avanço lentamente. Estaciono no lugar reservado, desço do carro e vou até a recepção.

-Bom dia senhor Moura.

-Bom dia Maia, como ela está hoje? 



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