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História Roghainn Hogwarts: Righ Gorm is Airgid - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Então companheiros, Famiglia Mafiosa, vos trago mais um capítulo.

Espero que gostem de como se deu a progressão dele,

Capítulo 2 - Prólogo pt. 2


Em um beco escuro em Little Whinging, o barulho das latas de lixo caindo e sendo jogadas de um lado para o outro ecoava. Parecia que um animal estava lutando para conseguir alimento.

No entanto, no momento em que os raios do luar iluminam o beco, é revelado que não se tratava de um animal, mas sim de um garoto. Tal garoto é ninguém menos que Naruto Potter, agora com seis anos; no entanto, a marca de queimadura ainda existia em seu rosto.

O mais surpreendente é o fato de que Naruto está com uma ratazana na boca e outras doyuas nas mãos. Não apenas isso, pelos cantos da boca escorriam gotas do sangue do pequeno animal, no qual os dentes do ruivo estavam cravados.

— Deve ser péssimo não conseguir saciar sua sede, não importa quanto sangue de pequenos animais você beba. — Fala uma voz, chamando a atenção do garoto.

— Quem é você? — Cuspindo fora a ratazana, já sem uma gota de sangue e lambendo o sangue que estava em seus lábios, Naruto pergunta ao homem alto e robusto, cujos cabelos eram de um preto acizentado, que estava parado na entrada do beco.

— Não é muito educado perguntar o nome de alguém sem antes se apresentar garoto. — Retruca o homem, de construção alta e robusta e cabelos acizentados, portando um sorriso sarcástico.

— Eu me chamo Naruto Potter. — O ruivo diz, cruzando os braços em seguida. — Agora me responda — Quem é você e o que está fazendo aqui?

— Eu sou o Tenente-Coronel Maxwell Ericksen das Forças Armadas Reais, sobre o comando de Sua Majestade a Rainha Elizabeth II. — Respondeu o homem. — Mas também sou igual a você, um vampiro.

— Como eu vou saber que você está falando a verdade? — Naruto indagou, em tom de exigência.

A resposta para a pergunta feita foi dada quando os dentes caninos de Maxwell se tornam maiores, seus olhos ficam completamente pretos e os vasos sanguíneos ao redor deles começam a saltar e pulsar.

— Isso são provas o suficiente? — Questiona o homem, antes de fazer suas feições voltarem ao normal.

— Sim, você está falando a verdade, mas isso não responde a segunda pergunta que eu fiz. — O Potter falou. — O que você faz aqui?

— É bem simples garoto, recentemente, um conhecido meu que trabalha em um jornal ficou sabendo que o número de ratos, ratazanas e outros animais de pequeno porte — roedores em sua maioria — diminuiu de forma drástica em Little Whinging. — Explicou Maxwell. — No entanto, o controle de animais não relatou a presença de nenhum predador na área, o que só tem duas respostas possíveis — a primeira: todos os gatos e cães da cidade tiveram um súbito amento de apetite; e a segunda: há pelo menos um vampiro na área, o que é alarmante, pois cedo ou tarde tal ou tais vampiros logo irão passar de pequenos animais para humanos. Creio que ambos sabemos qual alternativa eu considerei mais plausível, e é por isso que eu estou aqui garoto. Agora me responda algo: há quanto tempo você é um vampiro?

— Há pouco mais de um ano. — Naruto respondeu, sendo direto. — No início eu fiquei curioso pra saber porque eu sentia uma vontade crescente de beber suco de uva, até vinho quando o tio Vernon comprava para beber com a tia Marge, e depois de ver um dos garotos que meu primo Dudley e seus amigos atormentam, sangrar. Só depois depois eu descobri que era, de alguma forma, um vampiro. Mas porque essa pergunta?

— É apenas um protocolo que eu sigo, e devo parabenizá-lo garoto, a maioria dos vampiros já teriam parado de se alimentar de pequenos animais e passariam para humanos, ou já teriam morrido, já que aparentemente você nunca bebeu sangue humano; seu controle da sede e autocontrole são impecáveis, não perfeitos. — Elogiou o coronel Ericksen, deixando o garoto confuso. — Você é diferente de todos os outros vampiros jovens que eu conheci, fora o fato de você nunca ter bebido uma gota de sangue humano, você controla muito bem sua sede; já eles, se tivessem o mesmo tempo que você tem como vampiro, já teriam matado algumas desenhas de pessoas, pois não teriam o controle da sede e nem a técnica correta para se alimentar. Tais vampiros já teriam chamado a atenção da sociedade para a existência dos vampiros, e por sua vez atrairiam a atenção dos caçadores.

— Caçadores? — Naruto indagou confuso.

— Sim, caçadores. — Responde o Ericksen. — São relativamente poucos nos dias de hoje, mas ainda existem, e sua maior ambição é exterminar todos os vampiros. É para evitar que eles sejam atraídos para você, e depois outros vampiros, que eu irei ensinar você a se alimentar corretamente — sem precisar matar suas presas e sem deixar rastros — e algumas outras coisas que eu achar necessário quê você aprenda.

— Mas como senhor? — Questiona o Potter. — Meus tios quase não me deixam sair de casa. Para poder caçar os animais dos quais eu me alimento, eu preciso esperar que eles e Dudley durmam. Na maior parte do tempo eu estou fazendo as tarefas domésticas, na escola ou cortando a grama dos vizinhos, que é o que eu tenho que fazer caso queria comprar algo para meu próprio uso.

— Isso nos dá a chance perfeita garoto! — O Ericksen exclama, já tendo ideia do que fazer nessa situação. — Você só precisa dizer que vai cortar a grama da minha casa, que é a número 10 da Privet Drive...

— É a mesma rua onde fica a casa dos meus tios. — Fala Naruto, interrompendo o homem.

— Isso torna mais perfeito ainda, a grama da casa está muito alta e você pode dizer a eles que eu fui muito exigente quanto o tamanho da grama e a perfeição do serviço. — Maxwell sugere, ignorando o fato de ter sido interrompido pelo ruivo. — Isso nos dará o tempo necessário para as lições, e caso eles perguntem porque você vai à minha casa todos os dias, você deve dizer a eles que eu tenho um jardim no quintal, e que todos os dias as flores devem ser regadas, mas eu sou muito ocupado para fazer isso eu mesmo. E é claro que para corroborar essa história, eu lhe darei um pagamento semanal justo de cem libras.

— Meus tios irão pegar cada centavo desse dinheiro quando souberem disso. — Argumentou Naruto, meio triste.

— Então consiga um lugar onde possa guardar esse dinheiro, um lugar que só você possa ter acesso ou saiba onde procurar. — Responde o grisalho, recebendo um aceno do Potter.

— Neste caso, quando começamos? — O Potter perguntou.

— Amanhã, depois da escola. — Responde o mais velho. — E para fins educacionais, me chame de coronel até que tenhamos intimidade o suficiente para que possamos nos chamar por nossos nomes, Potter.

— Sim senhor, coronel. — Fala Naruto.

— Agora vá para casa, a bagunça que você fez foi bem barulhenta, pode acabar acordando alguém. — O coronel Maxwell avisa, começando a caminhar.

Aproveitando a deixa, Naruto começa a seguir o vampiro mais velho, vagando pelas ruas desertas e pouco iluminadas até chegar na casa de número 4 da Privet Drive. Chegando na casa dos tios, Naruto abre a porta silenciosamente, e lentamente entra na casa, tomando cuidado para fazer o mínimo de barulho possível enquanto segue para o armário sobre as escadas que lhe servia de quarto. Já dentro e deitado no colchão velho e mofado no qual dormia, o Potter acaba avistando algo que não despertava seu interesse havia algumas semanas, devido ao pouco tempo que o ruivo tinha, o baú de sua mãe.

Decidindo voltar a tentar abrí-lo, Naruto pegou um objeto relativamente longo, fino e pontudo e o dito baú. Já com ambos os itens em suas mãos, o ruivo coloca a haste na fechadura do baú, tentando passar pelas fendas internas da trava, a fim de abrir o objeto. Entretanto, cada tentativa falhou, como todas as vezes que o Potter tentou antes desta noite, mas o garoto não iria desistir, então rasgou parte do colchão e retorceu uma das molas finas até que ela quebrasse, porém, nisso seu dedo indicador esquerdo acaba furando.

— Ai, mas que merda! — Ralha o garoto, levando o dedo às boca, para fazer o sangramento parar, mas antes que pudesse fazer isso, uma gota do seu sangue cai no baú, o fazendo brilhar, e quando a luminosidade teve fim, o baú estava aberto. — Mas o que...?

Olhando no interior do baú, Naruto pôde ver vários livros e um pedaço de madeira meio cilíndrico meio cônico de aproximadamente vinte e seis centímetros, no topo da lista de livros, o ruivo vê um com a capa etiquetada com o número 1. A curiosidade tomou conta do Potter, que pega o tal livro 1, sentindo a textura da capa, encadernada com algum tipo de couro. Depois de analisar a capa do livro, Naruto o abre.

“2 de julho, 1971.

Hoje eu e o Sev recebemos nossas cartas de Hogwarts há dois dias, e hoje fomos ao centro comercial mágico — o Beco Diagonal — e foi tão incrível ver todas aquelas coisas novas, mas o melhor foi quando eu fui comprar a minha varinha — uma de vinte e seis centímetros, feita de salgueiro e pelo de unicórnio — o Sr. Olivaras falou que era ótima para feitiços, e que eu teria um futuro brilhante pela frente, se fizesse valer todo o potencial da minha varinha. Vai ser tão bom aprender magia, conhecer outros bruxos e todo um novo mundo. Estou tão ansiosa para ir pra Hogwarts! O fato de finalmente o Sev ficar longe daquele monstro do pai dele também é algo que deixa nós dois cada vez mais ansiosos para que setembro chegue logo. Acho que o único ponto ruim em tudo isso é a Petúnia, antes éramos tão unidas, mas desde que eu comecei a mostrar sinais de magia ela me trata mal, me chamando de "esquisita" e "aberração", isso machuca. Não entendo porque as coisas mudaram entre nós, acho que talvez o Sev tem razão quando fala que ela tem inveja por eu ser bruxa e ela não. Queria tanto que pudéssemos ir juntas."

"5 de novembro de 1971.

Mas que garoto irritante esse James Potter é!! Idiota arrogante e retardado! Será que ele não pode parar de me perseguir e atormentar o Sev? E aquele amigo dele Sirius Black? É tão ruim quanto, pior até! Não passam de dois valentões que se acham bons demais. Vivem arrumando confusão, acho que só até agora eles acumularam no mínimo umas trinta detenções!! Não duvido nada que eles serão expulsos antes do quinto ano. Na verdade, eu espero que eles sejam expulsos antes do quarto ano, assim Hogwarts ganha um pouco de paz, porque de idiota irritante já basta o Pirraça. Mas mudando para outros tópicos mais agradáveis, todas as aulas têm sido interessantes, desde o primeiro dia; mas se eu tivesse que escolher, minhas favoritas seriam Poções e Feitiços, o Prof. Slughorn parece ter uma preferência por alunos que aparentam ser talentosos, e sempre falo que eu tenho um futuro brilhante pela frente, isso é tão legal! O Prof. Flitwick também é muito legal, ele é engraçado, mas sabe ser sério nos momentos certos, principalmente quando ensina — ele não gosta que os alunos desviem suas atenções da aula, coisa que Potter e Black fazem bastante — suas explicações são bem interativas e interessantes e eu mal posso esperar para aprender casa vez mais com ele. Há alguns dias eu conheci uma garota do terceiro ano da Slytherin, ela ajudou o Sev quando alguns alunos do segundo ano, também da Slytherin, o deixaram de ponta cabeça na entrada da sala comunal deles, o nome dela é Annabeth Greengrass — as famílias puro sangue tem nomes esquisitos. Eu achei ela muito fria no começo, mas ela é bem legal e gentil até. Também tem uma garota do quarto ano, da Hufflepuff, Amélia Bones, ela foi muito legal em ajudar quando eu e o Sev nos perdemos no caminho para a sala de Defesa Contra as Artes das Trevas, ela é um pouco rígida e séria as vezes, sem falar que dá medo na maioria dos garotos — inclusive no Potter e no Black — e eu acho que ela tem uma forte chance de se tornar monitora no próximo ano. A pessoa de quem eu sou mais próxima é de fato o Sev, mas eu acho que essas duas poderiam facilmente ser minhas melhores amigas."

”29 de junho, 1972.

Francamente! Como James Potter pôde ficar em primeiro lugar dentre os alunos do primeiro ano?! Ele é o James Potter! O JAMES SANGRENTO POTTER!! O idiota bufão não consegue ficar uma semana sem pegar detenções, não se esforça nas aulas e nem presta atenção na explicação da maioria dos professores! Então como diabos ele conseguiu ficar no topo? Ah, mas eu não aceito isso. Não mesmo!! No próximo ano eu irei ultrapassá-lo, irei ser a melhor do ano, ou eu não me chamo Lily Aster Evans!! Mudando deste para outros assuntos mais agradáveis, eu consegui encontrar um livro bem interessante na biblioteca, uma das primeiras edições de um livro de contos infantis bruxos, Contos de Beedle o Bardo, vai ser uma leitura bem interessante, mesmo que sejam apenas contos infantis."

Assim, Naruto foi lendo o diário de sua mãe, e quando acabou o primeiro, passou para o segundo e começou a ler o terceiro. No período de duas horas e meia, Naruto descobriu que conforme os anos foram passando a opinião de sua mãe sobre James Potter — que obviamente era seu pai — na melhor das hipóteses, não havia mudado, e, na pior, piorado — o que levou o garoto a se perguntar como que os dois acabaram juntos. Eventualmente, ele descobriu que, em seu quinto ano em Hogwarts, sua mãe deixou de ser amiga do tal "Sev", Severus Snape — a quem seu pai e seus amigos chamavam de Snivellus — quando o mesmo a chamou de sangue-ruim — em uma nota de rodapé, Lily explicou que sangue ruim era o pior insulto que se poderia fazer a alguém com pais não mágicos, pois significava sangue sujo. Outra coisa que aconteceu após o quinto ano, foi o amadurecimento do pai do Naruto, que se tornou perceptível quando Lily finalmente aceitou seu convite para ir à Hogsmead.

Porém, dentre as coisas que o ruivo descobriu, a mais interessante em sua opinião foi a existência d'As Conectoras, um grupo bem conhecido em Hogwarts, assim como Os Marotos — grupo formado por seu pai, Sirius Black e outro dois amigos dos dois, Remus Lupin e Petter Pettigrew; no entanto como o nome já explicava, o grupo era formado por garotas. Talvez o que chamou a atenção do jovem Potter tenha sido o fato dele ser formado por sua mãe, as duas alunas mais velhas junto com outra garota do mesmo ano de sua mãe — Alice Diggory — e ter como objetivo promover o fim das barreiras entre as quatro casas de Hogwarts — Gryffindor, Ravenclaw, Slytherin e Ravenclaw. As quatro ajudavam alunos mais novos a se adaptarem ao novo estilo de vida, a se deslocar pela escola sem se perder, e principalmente a escapar ou se defender do bullying; além disso, elas atuavam como um "limitador" para as ações dos Marotos.

Outra coisa que chamou muito da atenção de Naruto, foi as notas de sua mãe sobre o estranho pedaço de madeira que estava junto dos diários e livros, se tratava de uma varinha. Segundo as notas dos diário, sua mãe passou grande parte do quarto e quinto ano estudando em segredo a arte da fabricação de varinhas, a fim de criar uma varinha que pudesse usar sem se preocupar com o rastreador — e assim revisar nos feriados os feitiços aprendidos ao longo do semestre, e, nos verões, praticar os feitiços do ano seguinte, para que pudesse não apenas ter melhores resultados em seus NOM's, mas também mostrar a todos que o status de sangue não interfere no potencial de um bruxo ou bruxa.

Quanto mais lia os relatos de sua mãe, mais o ruivo se sentia orgulhoso da mulher que o trouxe ao mundo, ela havia feito o seu melhor para alcançar o melhor de si, sempre buscando a excelência no aprendizado. Tal sentimento, deu a motivação para Naruto fazer o mesmo, buscar ser o melhor que pode ser, alcançar a excelência, não importa as tentativas.

Assim, com essa motivação, Naruto guardou os pertences de sua mãe, e pouco depois, pegou no sono.

[...]

Na noite do dia seguinte, Naruto estava — sem conseguir dormir — deitado no colchão velho dentro do armário de botas sob a escada. O ruivo estava pensando em tudo o que aconteceu ao longo deste dia, e colocando o máximo de seu gênio dedutível e mente intuitiva para compreender os fatos. Esta era a razão pela qual o Potter não conseguia sequer fechar os olhos.

(Flashback on)

A manhã de hoje começou como todos os outros, com Naruto fazendo o café da manhã para seus tios e primo, depois Vernon levou Dudley e ele à escola. Por não ter nenhum amigo, Naruto foi logo para a sala, assim as duas primeiras aulas transcorreram normalmente, com Naruto fazendo o melhor para parecer pior que Dudley — ou seu tio poderia "extrapolar" nas "punições, e querendo ou não, Naruto não tinha força o suficiente para enfrentar seu tio, mesmo sendo vampiro — não fazendo muita questão de responder as perguntas do professor.

Foi quando a professora de ciências do nível 2 do ensino primário, Rachel Scott — uma mulher de pele bronzeada, cabelos curtos e castanhos claros, e um físico quase parecido com o da tia de Naruto, Petúnia, apenas mais cuidado —, entrou em sala que as coisas começaram a fugir da rotina, de uma forma que, mais tarde, se mostraria muito significativa.

— Muito bem crianças, para hoje eu planejei algo diferente para a nossa aula. — Falou a jovem professora. — Eu e os outros três professores de ciências, entramos em um consenso e decidimos levar todas as turmas para uma aula-passeio ao zoológico de Londres. Portanto garotos e garotas, arrumem suas coisas e vamos para um dos dois ônibus que alugamos especialmente para isso.

Ao ouvirem isso, todos os oito garotos e dez garotas da turma soltaram um grito de empolgação, com a excessão do ruivo que estava sentado no fundo da sala, isolado de todos os outros.

— Fiquem calmos! — Ralhou Rachel com o tom severo, abrindo um sorriso gentil quando é obedecida. — Agora guardem seus livros e cadernos, e calmamente saiam da sala. Me esperem no pátio.

Desta forma, todos fazem o que foi pedido pela professora, apenas Naruto ficou para trás. Vendo isso, a professora foi até o garotinho que estava cabisbaixo.

— O que houve Naruto, porquê você não saiu com os outros? — Perguntou gentilmente a mulher, se abaixando para olhar nos olhos do garoto.

— Eu não posso ir Srta. Scott. — Naruto falou, triste, seria tão legal ver pessoalmente os animais que eles estudavam em sala.

— Mas porque você não pode pequeno? — Questionou a professora.

— Meus tios professora, — Explica o Potter, ligando um sinal de alerta na mente da mulher. — eles jamais me deixariam ir a esse passeio.

— Esse passeio faz parte de uma aula Naruto, portanto seus tios não precisam dar permissão para você ir conosco. — A Scott disse, fazendo os olhos do ruivo brilharem ao entender o que isso significa. — Isso mesmo, você não precisa se preocupar com seus tios o impedindo de ir, pois você estará em uma atividade da escola. Então, guarde suas coisas e venha comigo.

— Sim! — Respondeu o garoto empolgado e feliz, abrindo um sorriso.

[...]

Talvez a ida ao zoológico tivesse sido monótona para Naruto, se o mesmo não estivesse lendo. O Potter era um leitor ávido, afinal a biblioteca era o único lugar da escolinha onde ele e Harry — era difícil o ruivo não querer chorar de saudades do seu gêmeo, a única pessoa que o compreendia, amava e que ele podia chamar de família — podiam se esconder de Dudley, que quase desde sempre os machucava; e sempre recebia elogios da tia Petúnia e do tio Vernon — Naruto pensou — ao fazê-lo. Dessa forma, ambos aprenderam a ler antes de todas as outras crianças, pois curiosos como eram, os gêmeos pegavam os livros e os folheavam, vendo as gravuras e desenhos, fora isso eles hora ou outra viam alguns professores e professoras na biblioteca ensinando as crianças mais velhas a lerem o alfabeto, formar sílabas e ler palavras, além de contar é claro.

Naruto gostava de quase todos os tipos de livros — os que eram adequados para a sua idade é claro — e seus preferidos eram sem dúvida os de fantasia — C. S. Lewis e J. R. R. Tolkien eram seus autores favoritos do gênero. Mas no momento, Naruto estava lendo O Pequeno Principe, pela quinta vez em menos de dois meses. Esse era um livro que cativou muito o Potter, principalmente pelo fato de que ele se sentia como o Aviador no final do livro, mesmo que não estivesse triste o tempo todo, a falta de Harry era uma constante, algo que talvez nunca pudesse ser preenchido. Terminando de ler a obra mais conhecida do escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, Naruto guiou seus pensamentos a outras coisas, como o encontro com o Tenente-Coronel Ericksen e o que o vampiro mais velho iria o ensinar.

— Sabe que agora eu estou um tanto quanto interessado em saber a visão das pessoas sobre os vampiros? — Comentou Naruto pensamentos, olhando para as árvores na estrada próxima à entrada de Londres. — Acho que vou procurar livros sobre vampiros, é um projeto interessante.

Após concluir esse pensamento, Naruto decidiu ler mais um pouco do terceiro diário de Lily, sua mãe e guia em seu possível pré regresso no mundo no qual provavelmente tenha nascido, mas que ainda assim, era um novo mundo.

“21 de agosto, 1976.

Hoje, quando estávamos comprando nossos materiais para a escola, a Alice me contou uma coisa terrivelmente absurda. Existem aulas em Hogwarts que apenas alunos de sangue puro podem frequentar!! Dá pra acreditar nisso? Mas que injustiça, bando de preconceituosos ignorantes! Direito bruxo: estudo sobre as leis da magia? Línguas estrangeiras e mágicas? Táticas de negociação e Administração? Quantos mestiços e nascidos trouxas poderiam ter melhor capacitação, para conseguirem melhores oportunidades de trabalho e assim, contribuir para o desenvolvimento do mundo mágico? Depois esses conservadores puristas vêm dizer que nós, nascidos trouxas não servimos para o mundo bruxo!! MAS QUE HIPÓCRITAS NOJENTOS!!! RIDÍCULOS TODOS ELES! EU NÃO CONSIGO NEM PPR EM PALAVRAS O QUÃO REVOLTADA ESTOU ME SENTINDO NESSE MOMENTO!! E como a Amélia e a Annie puderam esconder isso de mim? Eu não acredito que elas nunca me contaram sobre isso!! Justo elas, quem eu tinha como minhas irmãs mais velhas, aquelas que me inspiraram a ir contra essa baboseira que é a divisão social entre as quatro casas. Eu esperava isso vindo de qualquer outras pessoas, menos elas!! Mas pelo visto, eu estava engada. Bem diário, vou dormir agora, toda essa raiva e sentimento de revolta e traição me deixaram incomumente cansada, vou pensar melhor nisso amanhã, quando estiver mais calma."

”31 de outubro, 1976.

A Alice me mostrou uma carta que a Amélia mandou pra ela, dizendo que nunca me contou sobre essas eletivas secretas por causa de um contrato mágico vinculátivo, que impedia tanto ela quanto a Annie de contarem a pessoas "não autorizadas" — apenas uma outra forma, não tão pejorativa, de se referir àqueles que são os primeiros de sua família a terem magia — sobre a existência dessas disciplinas. Eu ainda estou magoada com as duas, mas não foi culpa delas! Eu sei que contratos mágicos possuem, na maioria dos casos, brechas em seus termos; mas eu jamais poderia pedir que as duas arriscassem perder sua magia tentando encontrar tal brecha, para poder me falar sobre esse assunto. O que devo fazer? Acho que, muitas vezes, meu desejo por mudanças na sociedade mágica aqui do Reino Unido nubla a minha visão, me deixa louca. Eu não posso cortar laços com duas das minhas melhores amigas apenas por elas não terem me contado algo que não podiam, é apenas orgulho ferido. Acho que eu sou um pouco parecida com o James nesse quesito, sou muito orgulhosa. Falando naquele meu idiota de cabelos rebeldes, tenho que me encontrar com ele, para irmos a Hogmeade. Sério, há um ano, se alguém me dissesse que, antes das férias de verão eu começaria a namorar James Potter, eu chamaria essa pessoa de maluca e a pediria para ir ao Saint Mungus, para a ala de doenças mentais — ou a um psiquiatra trouxa mesmo. Bem acho que disse isso às Alice, e à Marlene, principalmente quando a última tirou a com a minha cara quando começou a namorar o Sirius. Mas isso foi porque eu falei que ela "colocou uma coleira" no cachorrão da Gryffindor."

"28 de junho, 1977.

O sexto ano letivo está quase acabando, as coisas irão ficar ainda mais difíceis a partir de agora. Não apenas porque em setembro começa o sétimo ano, e com ele vêm os N.I.E.M's — Níveis Incrivelmente Exaustivos em Magia; não, mesmo que eu leve os exames a sério, o que me preocupa são os tempos cada vez mais sombrios que se aproximam. Esses desaparecimentos, ataques e sequestros estão ficando cada vez mais sérios, não é apenas uma insurgência dos extremistas supremacistas de sangue, estamos praticamente em uma guerra civil. Eu pretendia fazer um mestre em Feitiços e Poções, talvez eu ainda faça, mas tenho que conseguir uma forma de manter minha família segura, talvez eu deva até sair de casa, para não colocar meus pais e Petúnia em perigo. James, Alice e Sirius me falaram que pretendem se alistar no Corpo de Aurores, para poderem lutar nessa guerra, talvez eu deva fazer o mesmo, ou aceitar o convite da Sra. Euphemia e da Sra. Dorea, a avó e a mãe de James. Ambas trabalham em um setor muito importante do Ministério da Magia Britânico, e disseram que minhas notas e histórico de "pesquisas extracurriculares", como elas chamaram, me tornam elegível para trabalhar no Departamento de Mistérios. É bem provável que eu aceite o convite delas, eu poderia aprender mais coisas, e sinceramente, ser uma Auror não é muito a minha cara, mesmo sendo boa em feitiços duelar não combina muito comigo, mas pelo visto eu terei que fazer isso, se quiser lutar nessa guerra. Quer saber, vou deixar a parte da ação das coisas para Alice, James e Sirius e aceitar a proposta que elas me fizeram nas férias de páscoa."

— Houve uma guerra no mundo mágico? — Naruto, surpreso, pergunta em pensamentos, enquanto o ônibus começa a desacelerar, o que significa que estavam quase chegando ao zoológico. — O que seria um auror? Soa muito como um policial, ou um soldado das forças armadas. Acho melhor pensar nisso e continuar lendo o diário depois.

— Muito bem crianças, chagamos. — Falou Rachel, se levantando do seu assento. — Agora todos saiam do ônibus, calmamente, e esperem as outras turmas saírem para podermos entrar todos juntos.

Conforme ordenado pela professora, os alunos saem do ônibus com a mesma calma com a qual entraram, e, assim que os demais quatro turmas descem de seus ônibus, os professores responsáveis por elas as conduzem para dentro do zoológico.

— É o seguinte crianças, não estamos aqui para apenas um passeio, mas para uma aula mais interativa e fluída. — Exclarece Rachel. — Cada professor levará sua turma para uma área do zoológico, onde estão os animais que cada ano estuda. Será como uma pequena revisão dos assuntos, antes das provas que acontecerão em alguns dias.

— Vocês devem lembrar que caso queiram passar mais tempo observando os animais, precisam avisar ao seu professor responsável; — Continuou o professor do quinto ano; um homem de ascendência asiática, careca, de baixa estatura e levemente acima do peso. — e assim que terminarem, terão que vir para a praça de alimentação, onde todos nos reuniremos antes de voltarmos para Little Whinging.

— Outra coisa que precisam saber, é que dar qualquer coisa para os animais comerem é estritamente proibido. — Disse a professora responsável pelo primeiro ano, uma mulher negra de olhar severo e gentil, e também a mais velha dos cinco professores. — Isso pode além de dar mais trabalho para os zeladores, fazer algum mal aos animais.

— No entanto, — Pontuou o professor do terceiro ano, o mais jovem dentre eles, com seus cabelos cacheados e a barba rala, que o fazia parecer mais velho que era. — em algumas áreas, há pequenos quiosques onde vocês poderão pegar com os funcionários do zoológico pequenas porções de ração ou comida para dar a alguns animais.

— Avisos dados e observações feitas, agora podemos dar início à nossa aula. — A professora do quarto ano fala.

[...]

Àpenas meia hora antes do fim da aula passeio, Naruto estava na ala das serpentes do zoológico, vendo duas cobras coral fazerem seu ritual de acasalamento; quando algo atrás de si acontece, tirando sua atenção do casal de animais.

— Anda lagartixa sem patas, faz alguma coisa! — Gritou um garoto loiro com olhos verdes, dois ou três anos mais velho que Naruto, para uma cobra de grande porte que estava atrás de uma placa de vidro.

— Não tá funcionando assim Andrew, tenta bater no vidro. — Pede uma garota, muito parecida com Andrew, apenas um pouco menor e talvez um ano mais nova.

— Vai, se mexe!! — Andrew ralhou, fazendo o que a irmã pediu.

— Ela tá dormindo Richards. — Falou Naruto, fazendo os dois irmãos olharem para ele. — Vocês deveriam parar de incomodá-la.

— Ah, é só o nerd estranho do Naruto. — Retruca a garota, olhando para o ruivo como se estivesse olhando para nada. — Vamos embora Andrew, não quero que a nerdisse esquisita dele passe pra gente.

— Claro Charlotte, não precisa se preocupar com isso. — Andrew concordou, saindo do local, seguido pela irmã.

— Desculpe por eles. — Disse Naruto, vendo a cobra abrir os olhos, depois de ser tirada do seu sono. — Eles não passam de valentões idiotas.

— Tudo bem, isso acontece muito, não precisa se preocupar com isso. — Uma voz feminina e sibilânte respondeu, era da cobra, que se ergueu um pouco para fitar o Potter. — Eu nunca havia encontrado um orador antes.

— Você consegue me entender, como? — Questionou o ruivo, confuso. — E o que seria um orador?

— Eu não sei como explicar, é como se algo em mim soubesse, mas não conseguisse dizer. — Também confusa, a cobra respondeu. — Eu só sei que posso entender você, o orador.

— Entendo. — Murmurou o garoto, olhando para uma placa abaixo da placa de vidro. — Você é uma Boa constrictor. Por acaso sente falta do Brasil? Tinha família lá?

— Eu não sei, nunca estive no Brasil, nasci em cativeiro. — Diz a serpente, triste.

— Eu sei como é isso. — Naruto falou, em tom empático. — Também fui separado dos meus pais, quase não lembro deles.

— Sinto muito. — Lamenta a Boa constrictor.

— Obrigado. — O Potter agradeceu, abrindo um sorriso.

— De nada. — Responde a cobra, retribuindo o sorriso, com um sibilar sem significado e um balançar de sua língua.

— Ei Dudley, vem cá ver o que o esquisito do Naruto tá fazendo! — Gritou Malcolm, um dos amigos de Dudley. — Pyers, Gordon, venham também!!

— Sai da frente! — Dudley ralha, empurrando Naruto para o lado, o fazendo cair no chão.

— O que você acha que essa coisa pode fazer? — Indaga Pyers, olhando para a serpente.

— Eu não sei, alguém aqui lembra do que a professora falou? — Gordon questionou em resposta.

— Eu não. — Respondeu Malcolm. — Você sabe o que fazer Dudley?

— Deixa comigo, eu tive uma ideia. — Disse o Dursley, antes de começar a bater no vidro com seu punho grande e gordo para a idade. — Anda, mexa-se! Faça alguma coisa sua coisa viscosa!

— Eles não se cansam de ficar importunando os outros não? — Já ficando irritado, Naruto se pergunta em pensamentos, observando os quatro garotos baterem no vidro, apenas incomodando a cobra inocente. — Alguém precisa colocar essa morsa mirim e os três retardados no lugar.

Neste momento, antes que Dudley e seus amigos pudessem bater no vidro novamente, ele se quebra completamente, e os fragmentos voam como se a placa tivesse explodido. Tal fato choca tanto os quatro delinquentes mirins quanto Naruto, este ainda estava tentando entender o que havia acontecido.

De forma esperada, a enorme jibóia brasileira sai de sua "prisão", fazendo menção de dar o bote nós quatro garotos que a estavam incomodando, o que leva os mesmos a saírem correndo e gritando.

— Obrigada orador! — A cobra agradece, fitando Naruto.

— De nada. — Respondeu o Potter, observando a magnífica jibóia se virar e começar a rastejar pra fora do local.

— Brasil, aqui vou eu! — A Boa constrictor sibilou, empolgada.

Ainda estupefado, Naruto se levanta e segue em direção à saída da ala dos répteis, antes de ir para a praça de alimentação, sabendo que a jibóia já deve ter conseguido fugir, ou — o que era mais provável — foi capturada pela equipe do zoológico. Passados alguns minutos, todos os alunos já estavam reunidos pelos professores.

— Eu vou perguntar apenas uma vez, o que aconteceu para aquela jibóia escapar? — Pergunta Ralph Leonard, o professor responsável pelo terceiro ano, com um tom severo.

— Foram o Dudley e os amigos dele Sr. Leonard. — Naruto respondeu, acusando os quatro. — Eles ficaram batendo no vidro, e acabaram quebrando-o.

— Garotos, vocês fizeram uma burrada enorme, — Repreende Rachel, de forma dura e conscisa. — colocaram em risco as suas vidas e a do Naruto. Aquela cobra poderia ter atacado vocês.

— Mas não fomos nós srta. Scott! — Os quatro argumentaram.

— Vocês bateram no vidro? — Perguntou ela.

— Sim, mas foi o Na... — Respondeu Dudley.

— Como pode ter sido o seu primo, se você admitiu que vocês estavam batendo no vidro? — Ralph questiona. — Comunicaremos ao diretor, e ele irá entrar em contato com seus pais.

— Eu irei à administração do zoológico, dar os nomes de seus pais a eles, — Disse Anna Jendayi, a responsável pelo primeiro ano. — para que possam cobrá-los a multa para a reposição do vidro que vocês tola e perigosamente quebraram.

— Vocês também receberão duas semanas de detenção meninos, e nada de reclamar! — A Scott fala, ralhando quando os quatro iriam protestar. — Vamos logo, precisamos reportar esse incidente ao diretor, e já estava na hora de voltarmos mesmo.

[...]

Depois de ser punido por Vernon, com as habituais surras com o cinto, por ter "colocado o adorável Dudders e seus amigos em enrascadas, e nós feito gastar dinheiro por causa das suas coisas de aberração", nas palavras de seu tio; Naruto foi fazer o almoço para os tios e o primo. É claro que enquanto fazia, o ruivo separou uma parte para si, e comeu escondido enquanto seus parentes faziam o mesmo na sala de jantar.

Assim que acabou de lavar a louça, Naruto pegou o cortador de grama e saiu para fazer seus serviços de jardinagem para o novo morador da Privet Drive, que a partir de hoje passaria a ser seu professor no vampirismo.

— Parece que você está realmente empolgado. — Comentou Maxwell ao ver o garoto chegar em sua casa, enquanto lê as horas em um relógio de bolso. — Pontual como um britânico esteriotipado.

— Eu gosto de ser pontual, coronel. — Naruto respondeu, dando corda no cortador de grama. — Além disso, quanto mais tempo eu passar longe da presença daqueles tres, melhor.

— Neste caso, pode demorar o tempo que quiser cortando a grama, eu vou preparar algumas coisas necessárias para a primeira lição. — Disse o tenente coronel, voltando pra dentro da casa.

Meia hora depois, Naruto estava quase terminando de aparar o gramado da casa do Ericksen, quando parou e se virou para o homem, que o estava observando.

— Coronel, posso lhe fazer uma pergunta? — Pede o ruivo.

— Você já está fazendo, mas vá em frente. — Maxwell concorda.

— São duas perguntas em uma, senhor; há quanto tempo o senhor é um vampiro? — Indagou o Potter. — E o senhor, como vampiro, sabe algo a respeito da existência de bruxos?

— Eu nasci antes da era vitoriana, em 1816, e me tornei um vampiro em 1849. — O Ericksen responde em tom direto e objetivo. — E sim, eu sei muita sobre bruxos. Uma antiga amiga minha, Kendra Saint-John foi para Hogwarts, a escola de magia das Ilhas Britânicas, e se casou com um bruxo depois de se formar, Percival Dumbledore, um grande homem ele. Os dois fizeram de mim padrinho de Albus — seu filho mais velho — e de Ariana — a filha caçula. Mas por volta de 1858 ou 1859 acabei perdendo contato com eles, quando algo aconteceu com Ariana e Percival foi preso por matar algumas crianças em um acesso de fúria. Mas porquê você me fez essa pergunta?

— Eu tive alguns casos de magia acidental, e achei bom lhe contar, para que o senhor não ache que eu sou anormal caso haja algum incidente. — Explicou Naruto.

— Compreendo, mas neste caso, você é um herege, mas não tem nada haver com a inquisição da igreja católica, é completamente diferente. — Diz o vampiro adulto. — Vampiros hereges são anomalias, vampiros capazes de usar magia com tanto ou mais potencial que os bruxos normais. Pessoas como você são consideradas anomalias porque, naturalmente, não é possível para alguém manter suas habilidades mágicas quando se torna um vampiro; seja por transformação ou ativação do gene adormecido. Você ser um herege talvez se deva ao fato de você não ser um bruxo, mas sim um feiticeiro.

"Antes que pergunte, há sim uma diferença entre bruxos magos e feiticeiros, ambos são termos que a comunidade mágica usa como sinônimos, mas são diferentes em sua essência. Os bruxos são pessoas que retiram sua magia do ambiente que o cerca, da natureza no geral, ou de criaturas com magia inerente, as fadas por exemplo. Magos são indivíduos que aprendem magia e a aprimoram suas habilidades através de anos de estudo e pesquisa. Já os feiticeiros, são aqueles que já nascem com a capacidade de gerar a própria magia, canalizar a mesma e absorver a magia do meio. Mas "bruxo" foi adotado como um termo convencional. Compreende?"

— Sim senhor. — Naruto assentiu. — Terminei, podemos começar com as lições.

— Elas começaram a partir do momento em que você me fez aquela pergunta, Potter. — Afirma o tenente coronel, entrando novamente na casa. — Venha.

Assim, Naruto segue o Ericksen até a cozinha, onde — por ordem do mais velho — se senta em uma cadeira à mesa de jantar. Maxwell vai até a geladeira e de lá tira uma bolsa de sangue O negativo, e coloca o conteúdo da mesma em dois copos, enchendo-os completamente.

— A principal coisa que você precisa saber como vampiro, é que deve começar a se alimentar aos poucos, beba. — Falou Maxwell, pondo um dos copos na frente do Naruto, enquanto levava o outro aos lábios. — Mas vá lentamente, isso irá lhe ajudar a manter o controle da sede.

— Okay. — Naruto respondeu, pegando o copo e bebericando um pouco do seu conteúdo, sentindo sabor metálico com um toque doce e suave, antes de tomar um gole mais generoso, sentindo seus capilares sanguíneos dilatarem ao redor dos olhos; antes de virar o copo, acelerando o ritmo de seus goles.

— Devagar garoto! — Diz o coronel, reforçando o que disse antes, pondo a mão por cima da do ruivo. — O controle tem que ser adquirido desde o primeiro gole, e é a sua primeira vez se alimentando de algo que não seja pequenos roedores.

— Entendi, desculpe. — Lamentou o ruivo, bebendo de forma mais lenta.

— Outra coisa que você precisa saber, é como nós, os Homo sapiens hematophagous, somos classificados, porque acredite, existem diferenças entre vampiros. — Maxwell introduz a explicação. — Existem dois grupos principais de vampiros, os "vampiros vivos" e os vampiros "mortos". A comunidade mágica tem mais conhecimento sobre os vampiros mortos, eles possuem este nome por que na maioria das vezes terem tamanho pequeno e aparencia cadavérica e pútrida; os Ghouls e Wendigos fazem parte desse grupo. São irracionais, geralmente vivem solitários em áreas de mata ou floresta, espreitando e atacando animais e humanos que vivem nos arredores. atualmente, não chegam a ser uma ameaça séria, devido aos seus baixos números decorrente da ação de caçadores com bom senso. Alguma dúvida?

— Não, o nome meio que é auto explicativo. — Respondeu o garoto. — Suponho que os vampiros vivos sejam completamente diferentes dos mortos.

— Os vampiros vivos são o grupo mais numeroso, e menos conhecido pela comunidade mágica e pais pelos adormecidos, pessoas sem capacidade latente para usar magia, por estarmos muito presentes em sua literatura. E como você deduziu, são muito diferentes dos mortos; a contrário deles, somos tão racionais quanto os humanos; e assim como estes, vivemos em grupos sociais, pelo menos a maioria de boa vive. — O homem continua. — Existem três subclasses de vampiros vivos; Móroi, Dhampir e Strigoi. Os Móroi são os vampiros completos, descendentes dos primeiros vampiros, chamados de Progenitores; os Dhampir são vampiro com 25 a 50% de DNA humano, filhos de um Móroi com um humano ou dois Dhampir, mas também existem casos como o meu, onde um humano recebe grandes quantias do sangue de um vampiro em seu organismo; por último temos os Strigoi, são similares aos Móroi, mas se entregaram completamente ao lado negativo da natureza vampira, abrindo mão do controle de sua sede e ferocidade por completo, por isso não podem sair às luz do dia. Dos três grupos, o que mais têm representantes na literatura dos adormecidos é o dos Strigoi.

— Em qual dessas raças eu me enquadro? — Indagou Naruto, curioso, depois de secar seu copo.

— Você está entre um Dhampir ou Móroi, mas não consigo dizer com certeza. — O Ericksen respondeu. — Nunca houve um caso de um vampiro desperto, então talvez um de seus pais, ou os dois, possua o gene, só que adormecido. Você passou por alguma experiência de quase morte?

— Uns dois meses antes de eu começar a ter sede de sangue, eu acho; meu tio, bêbado, colocou fogo na casa, — Explicou o Potter, em tom triste, por lembrar do que estava falando. — meu irmão gêmeo morreu queimado e eu sobrevivi por causas desconhecidas, até que os bombeiros me encontrassem. Aparentemente eu havia inalado muita fumaça, além de estar com vários ossos quebrados, inclusive algumas costelas. Aparentemente foi nesse momento que o meu gene vampiro despertou, e, em conjunto com minha magia, me manteve vivo e me curou.

— Neste caso, há uma forte chance de você ser um Móroi, — Disse o vampiro mais velho. — apenas um gene vampiro vindo de um Móroi pode sobreviver a muitas gerações adormecido. Isso faz mais necessário que você aprenda a se alimentar corretamente.

Dito isso, o Ericksen pega mais uma bolsa de sangue na geladeira, enchendo novamente o copo o Potter.

— Concentre-se em como o sangue escorre para dentro da sua garganta, sinta ele suprir sua necessidade e acredite que não é necessário você lutar para conseguir saciar sua sede e fome, pois você já tem seu como sacia-las. — Instruiu o homem, vendo o garoto fazer como lhe foi dito. — Fique calmo, não deixe a sensação lhe tomar o controle; é você quem controla seus instintos, não o contrário. Respire lenta e profundamente.

Assim como antes, as artérias ao redor dos olhos do ruivo dilataram e seu pulso se tornou acelerado, mas o garoto se manteve concentrado em se controlar, respirando fundo, de forma calma e continua enquanto bebia o sangue que estava em seu copo, gole por gole, permitindo que cada gota fizesse sua vontade ser saciada.

(Flashback off)

— Fico me perguntando que outras coisas eu ainda descobrirei. — Murmura Naruto, antes de fechar os olhos, finalmente conseguindo dormir.


Notas Finais


Então, capítulo postado, agora é com vocês, leiam. Se gostarem, digam logo em baixo


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