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História Roghainn Hogwarts: Righ Gorm is Airgid - Capítulo 5


Escrita por: Phellipe_Potter_Black

Notas do Autor


Bem, feliz páscoa bruxos, mafiosos e não-maj's
Eu não sou coelho da páscoa
Isto também não é um ovo, nem nada feito com chocolate.
Mas eu garanto, está uma delícia, quentinho, recém saído do forno do meu editor de texto.
Aproveitem

Capítulo 5 - 01: Beco Diagonal. Plataforma Nove e Três Quartos.


— Sua habilidade com o bō está cada vez melhor. — Elogia Maxwell quando Naruto desvia a série de tres estocadas que o grisalho havia executado; entretanto, o mais velho consegue dar uma rasteira no garoto, levando-o ao chão, girando o bastão e apontando uma de suas extremidades para o rosto do ruivo. — Porém você ainda não coordena bem seu jogo de pernas com o bastão, além de ter pouca experiência.

— A experiência é um dos fatores mais importante em um combate, uma das primeiras coisas que o senhor me ensinou. — Naruto responde, aceitando a ajuda do mais velho para se levantar. — E como eu não tenho a sua experiência, preciso melhorar meu trabalho de pés.

— Exatamente, seus reflexos e tempo de reação já estão bem próximos aos meus, o que é um sinal da sua capacidade de aprendizado. — Confirma o Ericksen. — Acha que ainda tem energia para mais um round?

— Sim, ainda vai demorar até eu ficar cansado. — O Potter afirmou, prestes a pegar novamente seu bō.

— Não, desta vez não usaremos o bōs. — Fala o tenente coronel interrompendo a ação do Naruto, antes de jogar seu próprio bastão para longe, assumindo assim a primeira postura do aikidō, chudan no kamae.

— Okay, mãos limpas então. — O ruivo concordou, assumindo jodan no kamae, a segunda postura da mesma arte marcial.

Ambos iniciam o novo combate, com Naruto deslisando pelo chão tentando um chute rasteiro, que Maxwell evita saltando sobre Naruto, tentando um soco para baixo enquanto realizava o salto, que foi bloqueado pelo Potter — que em seguida tenta um soco cujo alvo era o tórax do Ericksen, no entanto o mais velho desvia o ataque fazendo o mesmo com o punho do garoto; antes de agarrar o braço do mesmo e jogá-lo para cima e para trás. Aproveitando isso, Naruto rola pelo chão antes de se equilibrar nas duas mãos, e em seguida acerta um chute na cabeça do grisalho, fazendo o homem cambalear um pouco para frente; com o desequilíbrio que causou ao instrutor e oponente, depois de voltar a ficar de pé, o ruivo desfere outro soco no homem. Entretanto, o tenente coronel logo recobra seus sentidos, desviando a investida do Potter — imobilizando-o ao juntar os braços do mesmo em suas costas.

Para escapar da imobilização, Naruto realiza um salto, aplicando um chute giratório no peito do mais velho. Mas o ruivo não esperava que o homem segurasse sua perna, chutando a outra em seguida, levando-o ao chão. Aproveitando a vantagem obtida com o gesto do tenente coronel, Naruto puxa o braço usado para segurar sua perna, dá uma rasteira em Maxwell — fazendo o Ericksen cair —, aplicando em seguida uma chave de braço no homem, usando toda a sua força para impedir que ele reagisse.

— Parabéns garoto. — Fala o Ericksen, com dificuldade, batendo na perna esquerda de Naruto. — Dez movimentos? Excelente estratégia de combate.

— Obrigado senhor. — Agradeceu o ruivo passando a mão pelo rosto, a fim de limpar o suor do mesmo, revelando por fim uma marca de raio em sua testa, uma cicatriz auto inflingída em homenagem ao falecido irmão gêmeo.

— Entretanto, você deve lembrar que não pode apenas atacar. — O grisalho aponta, em tom de crítica. — Aikidō é sobre usar a força do oponente contra ele, você precisa esperar que o oponente ataque para subjugá-lo. Mas isso não quer dizer que você deve apenas defender, mas você tem que saber quando atacar e quando não o fazer.

— Compreendo, não devo apenas focar no aspecto ofensivo das artes marciais, mas encontrar o equilíbrio entre ataque e defesa. — Declara o Potter.

— Exatamente. — Maxwell concordou. — Bem, acho que já é hora de você ir pra casa, fazer uma pequena refeição e tomar um banho.

— Claro, então depois vamos à casa da Martha certo? — Indaga o garoto. — Temos uma sessão de estudos mágicos hoje.

— Ela está progredindo em um bom ritmo. — O Ericksen comentou, pensando no quão rápido a loira estava assimilando o mesmo que Naruto aprendeu nos livros e diários de Lily.

— Sim, ela está, ela já dominou o Wingardium Leviosa. — Concorda Naruto, sorrindo de orgulho. — A empolgação da Martha em estar preparada pra setembro, não diminuiu em nada desde o ano passado.

[...]

Naruto estava se vestindo, no quarto que outrora era o depósito de brinquedos de seu primo Dudley. Depois da visita "amigável" de Maxwell, Petúnia e Vernon deram ao Potter um quarto de verdade.

Nós vamos ver a mamãe? — Pergunta Gorgon, que agora atingia um metro e vinte, depois de engolir um rato.

Sim, mas você terá que se esconder sob as minhas roupas. — Responde Naruto.

Okay papai! A krait malasiana diz, indo até Naruto e se enrolando no tronco do mesmo, pondo a cabeça no ombro do mesmo.

Você não tem jeito mesmo não é? — Ri Naruto, vestindo uma camisa de manhã comprida branca, larga o suficiente para esconder Gorgon. — Vamos logo, não podemos demorar muito.

Assim, depois de pegar o livro de história da magia do segundo ano, o Potter sai do N° 4, vendo que Maxwell o aguardava com sua SUV.

— Suponho que você esteja levando Gorgon para ver a "mãe". — Deduz Maxwell, ao ver a blusa que Naruto estava usando.

— Sim. — Naruto respondeu.

Eu tô com saudades da mamãe. — Sibila Morgan, movendo sua cabeça pra fora da camisa de Naruto.

— Ela disse que está com saudades da Martha. — O Potter traduz o que sua "filha" disse, colocando o cinto de segurança.

— O estranho seria ela não estar, — Pontuou o Ericksen, começando a dirigir. — já fazem quase três semanas que ela não a vê, principalmente porque você ficou esse tempo sem ir lá.

— Seria arriscado, mesmo que quase toda a família já saiba que a Martha é uma bruxa, nós não poderíamos arriscar assustar o avô dela. — O ruivo explica. — Ouvir-nos falando sobre magia, e nos ver conversando em língua de cobra, poderia ser emoção demais para o Sr. Warren.

— Por isso vocês decidiram esperar um tempo pra contar a ele que a pequena "Sunshine" é uma bruxa. — Repetiu o grisalho, lembrando do que Joanne havia dito, vinte dias antes.

— Exatamente coronel, ele já está quase completamente recuperado, e como a irmã da Sra. Joanne queria passar um tempo com o pai, o Sr. Warren foi foi concluir o pós-operatório na casa da Sra. Adriane. — O garoto conclui. — Portanto, já é seguro para Martha e eu voltarmos s ter nossas aulas. Decidi iniciar o conteúdo do segundo ano com ela.

— Quando pretende avançar com ela em feitiços? — Questiona o homem, pisando no acelerador com menos força, aumentando levemente a velocidades do carro.

— Acho melhor continuar com os feitiços do primeiro ano até que nós dois consigamos nossas próprias varinhas, a que minha mãe fez funciona bem, mas não parece... a certa pra mim. — Naruto respondeu, depois de pensar em como explicar a sensação que sentia quando usava a varinha experimental de Lily. — Mamãe não era muito aprofundada na arte de fabricação de varinhas, mas nas vezes que ela mencionou isso nos diários, ela disse que toda varinha escolhe seu bruxo. E mesmo que eu sentisse que a que ela fez fosse me ajudar sem nenhum problema, sempre era meio estranho usá-la. Martha também disse o mesmo, quando eu perguntei como a varinha funcionava pra ela.

— Entendo. — Murmura Maxwell.

A partir de então a viagem até a casa das Anderson, em Great Whinging foi silenciosa, pois nenhum dos dois tinha nenhum assunto sobre o qual falar. De tal forma, dentro vinte minutos — porque Maxwell fez com que o carro corresse com uma velocidade de 45 mph —, os dois chegam ao seu destino. Naruto, antes de sair do carro, permitiu que Gorgon saísse de baixo de sua camisa e apegou, colocando-a sobre os ombros. Depois de descer do carro, Maxwell e Naruto caminham até a porta da casa, onde Naruto bate levemente.

— Boa tarde, como vocês estão? — Pergunta Joanne, depois de abrir a porta para os dois, que entram na casa.

— Estou muito bem, obrigado. — Responde Naruto.

— Melhor impossível Joanne. — Maxwell responde. — Espero que seu pai esteja bem.

— Ele está melhorando a cada dia, obrigada por perguntar. — Diz a Anderson, antes de se virar para Naruto com um sorriso. — Martha está no jardim dos fundos.

— Certo, obrigado senhora. — O Potter falou, seguindo até a porta dos fundos, na cozinha.

— Naruto estava bem ansioso para voltar a "ensinar" a Martha. — Diz o Ericksen, vendo Naruto sair pela porta da cozinha.

— Ainda que tenha gostado do tempo com papai, Martha também estava ansiosa para isso. — A morena comentou, também olhando para onde o Potter havia ido. — O bem que ele faz às Martha é incrível, desde aquilo, ela não é mais a mesma.

— Normal, ninguém continua o mesmo depois de passar por um estupro. — Afirma o tenente coronel. — Acredite, eu lutei em duas guerras mundiais, vi vários casos parecidos, mas na época não existia toda a assistência psicológica de hoje.

— Eu entendo, acredite, eu sei que situações traumáticas mudam as pessoas, e uma criança ser estuprada, é o pior trauma possível. — A mulher explica, estremecendo ao lembrar como a filha havia ficado depois do que passou há um ano. — Nem sei o que teria acontecido se a minha Sunshine não tivesse ao Naruto, a presença dele fez com que as idas ao psicólogo tivessem efeito positivo.

"Além disso, o desejo de ir a Hogwarts, fazer parte desse novo mundo que ela está descobrindo, e ser parte das mudanças que o Naruto almeja para ele, está ajudando cada vez mais a reduzir as sequelas psicológica. Vai demorar, mas minha menina vai superar completamente o que aquele monstro fez a ela, e por isso eu sou grata a vocês dois, Maxwell."

— Sua gratidão não é necessária, mas apreciada Joanne. — Respondeu Maxwell. — Você pode até não acreditar, mas sua filha também fez um bem enorme ao garoto. Ele é um órfão da guerra que aconteceu no mundo mágico, ele e o irmão gêmeo foram mandados para morar com os tios.

— Eu não sabia que ele tem um irmão gêmeo. — Joanne diz, sem querer, interrompendo o homem.

— Tinha, este é o termo correto. — Corrige o grisalho.

— Não me diga que... — Falou a acastanhada.

— Há quase seis anos, Vernon Dursley, o projeto de tio dos garotos, em meio a uma semi embriagues e irritado por causa de um caso de magia acidental dos gêmeos, pôs fogo na casa. — O Ericksen continua sua narração, parando um segundo para ver a reação da mulher a sua frente. — Como você já deve ter adivinhado, Harry morreu no incêndio, queimou até o ponto de virar cinzas. Desde então o Naruto tem estado solitário, teve que passar pela transição de humano para vampiro sozinho, até me conhecer em um beco escuro, se alimentando do sangue de um rato imundo.

— Por Deus! — Exclamou a Anderson.

— O Naruto tem buscado aprender tudo que eu lhe ensinei ao longo desses quatro anos, para poder se defender e aprender quem e o que é. — Maxwell fala. — Foi inevitável eu formar um laço com esse garoto, ele tem uma natureza cativante, mas eu sou no máximo um avô para ele, Martha se tornou mais um pilar e luz na vida dele.

— O calvário dele é enorme. — Comentou Joanne. — Meu pai sempre fala que o calvário nos fortalece, com base no que o Naruto passou, não consigo nem imaginar no quão forte ele será.

— Nem eu, acredite. — Diz o tenente coronel.

No jardim, Martha e Naruto estavam sentados um de frente para o outro, e a loira estava com Gorgon em seus ombros.

Eu senti sua falta mamãe. — Sibila Gorgon, balançando sua língua para dentro e fora da boca, próximo ao rosto de Martha, como se o estivesse lambendo em um beijo.

Também senti a sua, Gorgon. — Martha respondeu, também sibilando. — Como minha garota tem estado, pequena?

Ótima mamãe, tô comendo bastante ratos. — Diz a serpente.

Gorgon, se quiser, pode passear pelo jardim, vamos começar a "aula". — Naruto falou.

Tá bom, papai. Concorda a krait malasiana, deslisando pelos ombros da "mãe" e pela cadeira na qual a mesma estava sentada, até chegar ao chão, começando a rastejar pelo jardim em seguida.

— O que vamos estudar hoje? — Indagou a loira.

— A conquista dos romanos sobre a Britânia e o povo celta. — Respondeu Naruto. — Como você já sabe, grande parte das famílias patrícias romanas, inclusive a própria família Caesar era mágica; assim, os bruxos tiveram um grande papel nas invasões e romanas às estas ilhas, bem como sua conquista. Após a tomada de grande parte dos territórios celtas, algumas famílias se estabeleceram aqui na ilha, e ajudaram a construir a sociedade mágica britânica. Conforme o tempo as famílias foram se extinguindo, se exilando da Britânia de volta à Roma, outras ficaram, participando das batalhas para manter o território, e após a queda do império se integraram permanentemente no mundo celta e passaram a defender estas ilhas das invasões saxônicas ao lado dos povos celtas.

— Uma dessas famílias era a que veio a se tornar a família Pendragon, certo? — Martha pergunta. — Lembro de ouvir na aula de literatura que, possivelmente, o Rei Arthur descendia de romanos.

— Não se sabe ao certo se Arthur realmente existiu, mas sim, a família Pendragon é uma das famílias que remonta a conquista romana, ainda que tenha se miscigenado com virkings. — Confirmou o Potter. — Os descendentes dos romanos continuaram aqui, até que as batalhas contra os dinamarqueses fez com que as famílias de raiz romana remanescentes sumissem aos poucos.

[...]

Uma jovem mulher, no início da faixa dos vinte anos, de longos cabelos castanhos escuros, olhos verdes esmeralda que eram ocultos por um elegante par de óculos vermelho, pele leitosa e um corpo com proporções perfeitas, quê muitas mulheres lutam para ter, e curvas pelas quais nenhum homem heterosexual poderia deixar de se imaginar passando suas mãos.

A mesma está usando um suéter sem mangas na cor verde, uma minissaia preta, com meias calça e cinta liga, junto de um sapato de salto, ambos da mesma cor que a minissaia. Embora seu exterior mostrasse calma, a jovem estava um tanto nervosa, afinal está é a primeira vez que a enviam para apresentar o mundo mágico a um aluno nascido trouxa.

— Vamos Séptima, basta manter a calma, não é tão difícil quanto parece. — Fala a mulher para si mesma, respirando fundo, antes de seguir até a casa da aluna a qual foi designada para levar ao Beco Diagonal, junto de seus pais ou responsáveis, batendo na porta em seguida.

— Olá, o que deseja? — Pergunta Joanne.

— Bom dia senhora. — Septima cumprimenta a outra morena. — Eu me chamo Séptima Vector, sou uma professora de Hogwarts.

— Ah, você veio para levar a mim e minha filha ao Beco Diagonal? — Indagou a Anderson.

— Espera, como você sabe sobre o Beco? — Surpresa, pergunta a Vector.

— Um amigo da minha filha também é bruxo, e quando descobriu que Martha é uma, explicou a ela sobre o maior centro comercial mágico das Ilhas Britânicas. — Respondeu Joanne. — Ah, onde está minha educação? Entre, por favor.

— Obrigada. — Diz a jovem professora, seguindo a Anderson para dentro da casa.

— Pode se sentar se quiser. — Joanne fala. — Martha, Naruto, venham aqui!

— Espera, eu achei que havia apenas uma criança bruxa aqui! — Pensou Séptima, confusa.

— Já estamos indo mãe. — Responde Martha, descendo a escadas.

— O que houve Sra. Joanne, o coronel já chegou? — Naruto pergunta, acompanhando a loira, com Gorgon em seus ombros.

Ela é igual a vocês, papai. — Diz Gorgon. — O cheiro dela é parecido com o seu e o da mamãe.

Deve ser uma professora de Hogwarts. — O Potter responde.

Então nós vamos comprar nossas coisas hoje? — A loira pergunta ao Naruto, sem perceber que falou em língua de cobra.

Acho que sim. — Respondeu Naruto, da mesma forma.

— Vocês são ofidioglotas?! — Pergunta a Vector, chocada. — Não deveria ser possível nascidos trouxa terem ofidioglosia!

— Ofidio o que? — Pergunta Joanne.

— Ofidioglosia, a capacidade de falar com cobras, em outras palavras é a língua das serpentes. — Explica Séptima.

— Eu falo porque o Naruto fala. — A Anderson mais nova diz, sorrindo para o amigo. — Aprendi com ele e a Gorgon.

— Perdoe-me se eu estiver enganada, mas apenas uma carta foi enviada para este endereço no ano passado, — Retruca a morena. — e eu não lembro de ter visto nenhum Naruto na lista de alunos fora Naruto Potter. Oh...

— Bem, como já deve ter percebido, eu sou Naruto Potter. — Se apresenta o ruivo.

— Séptima Vector, sou a professora de Aritmância de Hogwarts, é um prazer conhece-los. — Responde a professora, apertando a mão do garoto.

— O prazer é todo meu. — O Potter diz, puxando, fazendo uma pequena reverência para a mulher a beijando sua mão.

— Minha nossa, um cavalheiro desde jovem, que lisonjeiro. — Fala a morena, colocando a outra mão nas bochechas, em uma vergonha fingida.

— Pelo visto o Maxwell não deixou de te ensinar nada. — Joanne riu, fazendo Naruto corar um pouco.

— Mas é claro que não. — Confirmou o ruivo, tentando disfarçar a vergonha. — Quando eu falei que achava que minha família fazia parte da aristocracia, ele fez questão de me ensinar normas de etiqueta.

— Gente, acho que estamos perdendo um pouco do foco aqui! — Martha fala, tentando retomar o foco, afinal estava ansiosa para ir logo comprar suas coisas.

— Ah, é mesmo, perdão. — Diz Séptima, se recompondo. — Como já dito por você Sra. Anderson, eu estou aqui para levá-las ao Beco Diagonal; e, embora eu só tenha sido instruída a levar as duas, você pode vir conosco Sr. Potter.

— Isso é perfeito Naru!! — A Anderson mais nova exclama, puxando Naruto para um abraço.

— É, eu sei... Marth. — Respondeu o Potter, hesitante quanto ao apelido que acabara de pensar para a loira, e retribuindo o abraço da mesma.

— Você precisa melhorar seus apelidos, colocar mais criatividade. — Martha comenta, rindo.

— Se vocês já terminaram de namorar, nos precisamos ir, não podemos ocupar muito do tempo da Profa. Vector. — Joanne provoca os dois, fazendo-os se separarem.

— Não estamos namorando. — Respondem ambos ao mesmo tempo, Naruto com menos vergonha e mais convicção que Martha.

— Bem, vocês são muito fofos e tudo, mas nós temos mesmo que ir. — Reforça Septima, fazendo Martha corar mais ainda e Naruto corar de forma mínima, embora ainda notável.

— Vamos logo, não temos tempo pra você tentar provocar meu lado tímido quase inexistente Sra. Anderson, mesmo com outra pessoa mais que disposta a ajudar. — O ruivo retruca, limpando a garganta, fazendo o pequeno rubor de seu rosto sumir. — E como vamos até Londres?

— Vamos de metrô, primeiro pegaremos um trem para londres e outro até próximo ao Caldeirão Furado. — A Vector Responde, ganhando uma expressão confusa dos três. — Achei que vocês saberiam sobre a "entrada" para o mundo bruxo, levando em consideração tudo o que sabem.

— Mamãe nunca escreveu nada nos diários sobre esse Caldeirão Furado. — Explicou Naruto, testando a sonoridade do nome.

— Compreendendo. — Murmurou a mulher. — Mas realmente não é um lugar muito merecedor de nota.

— Acho que terei que verificar porque minha mãe escolheu não mencionar o lugar pelo qual ela conheceu nosso mundo. — Disse Naruto.

— Então vamos, não temos muito tempo. — Fala a professora.

— Só um minuto, o Naruto va precisar aplicar um feitiço de encolhimento na Gorgon. — Martha pediu, olhando para Gorgon que tentava entrar na roupa do ruivo. — Ela não gosta de ficar muito tempo longe de nós.

— Mas como voce vai fazer isso? — Indagou a Vector, olhando para o ruivo.

— Uso uma varinha que minha mãe fez para poder praticar sem violar a lei de restrição à magia de menores. — Explica o Potter, indo em direção às escadas. — Prometo que não demorarei.

Em menos de um minuto Naruto volta, com Gorgon no bolso da sua jaqueta moletom, confortavelmente segura, e assim, quatro seguem até a estação de metrô, onde pegaram o expresso de Londres quase no último minuto. A viagem foi bastante tranquila, no entanto Séptima percebeu algumas coisas em relação a Naruto que até então havia ignorado em detrimento à postura do garoto; uma era que em nenhum momento ele tocou no nome do irmão gêmeo — porque sim, a Vector sabia que este Potter era um dos Meninos que Sobreviveram, já que James Potter era filho único e a linha de Henry Potter é a única que restou —, bem como as duas mulheres Anderson, a outra coisa era a notável cicatriz em seu rosto, não era uma uma simples cicatriz, mas sim uma marca de queimadura causada por fogo. O fato da cicatriz não se destacar tanto em relação ao tom de pele um tanto claro do garoto era incrível, pois era apenas alguns tons mais escuros, e quase não poderia ser notada caso não houvesse o padrão enrugado na área.

— O que pode ter acontecido para que uma queimadura dessas persistisse tanto? — Se pergunta a Vector, sabendo que pelo tom da queimadura, ela não era recente. — E como é possível que ele e a Srta. Anderson sejam ofidioglotas? Não há registro de ninguém capaz de falar com as cobras fora da descendência de Slytherin, e nunca houve um Potter que fosse ofidioglóta.

Alheios aos pensamentos da professora, Naruto e as Anderson conversavam em sussuros, com o ruivo ouvia Martha falar que estava ansiosa para chegar ao centro comercial mágico britânico, e curiosa para saber que tipos de lojas haveriam lá; e, embora o Potter estivesse escondendo muito bem, Joanne sabia que o garoto se encontrava tão ansioso quanto sua filha, e tinha certeza de que a mesma também estava ciente disso pelo brilho que havia nós olhos do garoto.

Depois de alguns minutos os quatro saem do expresso e se dirigem a outro trem, um que percorresse o centro de Londres, tomando mais um que se desloca no sentido oeste da cidade desembarcam na última parada antes que o metrô saísse definitivamente do centro da cidade. Após sair da estação, voltando à superfície, o grupo segue até uma rua pouco movimentado e um tanto escura, entrando em seguida em um beco.

— O que deveria haver aqui mesmo? — Pergunta Joanne, não conseguindo ver nada.

— Espere até que se revele a você. — Séptima responde, caminhando até a parede, onde uma porta de largura média aparece acima de um pequeno batente com escada, e cerca de um metro acima da mesma uma placa metálica aparece, consistia em uma típica bruxa estereotipada mexendo em um caldeirão grande cujo fundo tinha um furo por onde seu conteúdo estaria vazando.

— Uau, isso é magia?! — Exclamou Martha, admirada.

— Sim. — Responde a professora. — Pessoas não mágicas vêem apenas um beco deserto quando olham para esta ruas, o mesmo funciona para certos nascidos trouxas, mas quando um bruxo se aproxima sua magia reage à do lugar, revelando sua entrada e alguns detalhas. Mas deixemos isso para lá, temos muito o que fazer.

— Ela tem razão Martha, podemos fazer a ela quantas perguntas quisermos em um outro momento. — Joanne diz à filha, pondo uma mão no ombro da mesma, as duas seguindo a jovem professora.

— Esse lugar é meio... não sei que termo usar, não passa muita sensação de acolhimento. — Naruto comenta em baixo tom, analisando todo o ambiente, escuro e um tanto frio. — Não acho que seja uma boa primeira impressão do mundo mágico para um nascido trouxa e sua família... ainda tenho que bolar um termo melhor, voltando ao ponto, acho que já sei porque mamãe nunca falou desse lugar nos diários.

— Hagrid, o que houve? — Perguntou Séptima ao ver um homem ridiculamente grande sentado em um banco bebendo em um copo do tamanho de um balde.

— Me desculpe por estar com esta aparência Profª. Vector. — Lamenta Hagrid, com uma voz grave, e seu tom choroso se assimilava ao ganido de um cachorro. — O Diretor Dumbledore me pediu para ir buscar o garoto, mas eu não o encontrei! Não havia ninguém em casa professora. Eu lembro do que Lily falava sobre a irmã, e se ela tiver levado Naruto embora para ele não ir a Hogwarts?

— Espera, foi você quem o diretor mandou ir buscar Naruto Potter para fazer duas compras?! — A morena questiona, surpresa. — Você pelo menos fez algo para disfarçar o seu tamanho?

— Sim, eu não queria que Dumbledore tivesse problemas. — O homem gigante diz, gemendo.

— Entendi, mas você não precisa se preocupar com isso Prof. Hagrid, ele está aqui comigo. — Respondeu a Vector, tranquilizando o homem, que se vira, vendo as outras três pessoas presentes.

— Ah, nossa como você cresceu tanto Naruto! — Exclama Hagrid, se levantando e indo até o garoto, que estava surpreso com o tamanho do mesmo. — Você era deste tamanho na última vez que nos vimos, — O homem aproxima seus dedos, mostrando um tamanho pequeno — mas é claro que minhas dimensões próprias dizem algo a respeito disso!

— Desculpe, mas o senhor me conhece? —Naruto perguntou, confuso. — Eu me lembraria se conhecesse alguém como o senhor antes.

— É claro que não lembraria de mim, você era tão pequeno quando eu os trouxe a Dumbledore, você e Harry. — Responde o homem de barba e cabelos longos e crespos, em tom de auto repreensão. — Você se parece tanto com seus pais, embora tenha uma certa peculiaridade nos olhos, eles são os mesmos de sua mãe Lily, e os cabelos são muito parecidos com o de James.

— Você conheceu meus pais? — O Potter indagou, com os olhos brilhando, afinal seria a primeira pessoa que ele conhecia que conviveu com seus pais.

— Mas é claro que conheci! — Bradou Hagrid, em tom alegre. — Pessoas incríveis eles eram, infelizmente partiram tão cedo, de uma forma tão triste.

— Sr. Hagrid, nós temos que ir ao Beco, você pode vir também se quiser. — Fala Martha, chamando a atenção do homem.

— Eu adoraria, inclusive tenho que fazer algo no Gringotts a pedido do Dumbledore também. — Pontua o homem.

— Já vai Hagrid? — Um homem calvo e um tanto corcunda, mas bastante simpático pergunta a Hagrid.

— Sim Tom, lembrei que ainda tenho coisas a fazer. — O gigante responde.

— Neste caso, tenha um bom dia. — Deseja o bartender e dono do bar.

— Obrigado Tom, um bom dia pra você também. — O estranho professor retribui.

Assim, Hagrid e Septima seguem até uma parede de tijolos de argila, onde a morena saca sua varinha e toca em três tijolos em específico, depois de falar para Naruto e Martha prestarem atenção e lembrarem deles para as próximas idas ao centro comercial mágico. Depois que a mulher toca no último tijolo, a parede começa a se mexer, com os tijolos se rearranjando até formarem uma porta.

— Crianças, eu vos apresento o Beco Diagonal. — Falam os dois professores.

— Uau, é incrível! — Exclamam Martha e Naruto.

— Parece que nem mesmo você não conseguiu deixar de ficar surpreso Naruto. — Joanne riu, fazendo Naruto corar um pouco por perder a compostura, antes de balançar a cabeça para recuperá-la.

— O que eu posso fazer, é realmente magnífico, apenas um pouco rustico rústico demais. — Retruca Naruto, desviando o rosto, fitando uma construção em rocha branca, talvez granito. — O que é aquele prédio?

— É a nossa primeira parada do dia, Gringotts o banco dos bruxos. — Respondeu Séptima.

— Ele é realmente gerenciado por goblins? — O Potter indaga, curioso.

— Sim, nos lemos nos diário da Lily sobre os goblins serem os responsáveis pelo setor financeiro do mundo mágico britânico, aí ficamos curiosos. — Martha reforça a pergunta do amigo. — Não que o Naru e eu duvidemos da mãe dele, apenas parece um pouco irreal, os bruxos deixarem goblins administrarem seus ativos e posses financeiras, levando em conta o que ela Lily disse nos diários, e o que cobrimos quando estudamos os conteúdos do primeiro ano de história da magia. Sabe, com as guerras entre goblins e bruxos e tudo, eu achei que as relações entre as duas nações seriam no mínimo acaloradas.

— E eram, mas depois de vários conflitos, períodos de armistício e revoltas, estabelecemos um acordo entre ambas as espécies. — Começa explicar a Vector. — Mas eu não deveria estar adiantando isso para vocês, não que isso importe, já que Bins vai falar tudo isso pra vocês, embora as aulas dele sejam não sejam nem de longe boas.

— O que você quis dizer professora? — Pergunta Joanne, confusa.

— Curtbert Bins, o professor de História da Mágia é um fantasmas, ele não segue o conteúdo do livros, sempre explicando sobre as Revoltas Goblins, o que torna suas aulas muito chatas. — Respondeu a outra morena, embora Joanne sentisse que a mesma estava deixando algo de fora.

— Não pode ser tão ruim assim. — Comenta Martha.

— Esperem até terem a primeira aula. — Respondeu a professora.

O grupo então segue até o banco, e olhando a estátua de um goblin de armadura, Naruto pôde ler algo que o deixou bem intrigado, e se impressão estivesse correta, tais palavras não eram um simples aviso. Pensando nisso, o ruivo sentiu um leve calafrio e um arrepio correr por sua espinha.

— Devo lhes dizer para nunca olharem um goblin nos olhos por muito tempo, seria o equivalente a um insulto a eles. — Hagrid falou, em tom de aviso, enquanto os cinco entravam no edifício, passando por dois bruxos vestindo trajes pretos, ambos impassíveis e chegando a um hall ladeado por três mesas longas dividas em guichês.

Como não sabiam para qual guichê ir, os três novatos decidem seguir Hagrid, que aparentemente sabia para onde estava indo, caminhando até o guichê que fica de frente para a entrada.

— O Sr. Naruto Potter gostaria de fazer uma retirada. — Diz Hagrid, chamando a atenção do goblin, que assim como todos era um tanto careca e tinha uma cabeça meio oval.

— E o Sr. Naruto Potter tem a chave? — Pergunta o funcionário do banco.

— Sim, aqui está. — Responde o enorme homem, retirando uma chave, aparentemente de cobre de um dos bolsos de seu casaco de pele. — Também preciso retirar você sabe o que do cofre você sabe qual.

— As Sra. e Srta. Anderson também gostariam de converter algumas libras em moedas bruxas. — Séptima acrescentou.

— Certo, permita-me chamar outro funcionário para acompanhá-las ao setor de câmbio. — Diz o goblin.

Menos de um minuto depois, outro funcionário do banco aparece, assim o primeiro levou as três a outra área do banco, enquanto Naruto e Hagrid seguiram o outro — a quem o primeiro chamou de Griphook — por um túnel, que os levou a uma sala com alguns trilhos com vagonetes, em um dos quais os dois entram após o goblin.

Então o meio de transporte começou a se mover, em uma velocidade relativamente alta, entrando em um túnel. Depois de alguns segundos, Naruto teve a impressão de que estavam indo rumo ao subsolo, a uma profundidade maior que as do metrô de Londres, sendo as formações de cavernas com estalagmites e estalactites a principal prova disso.

— Poderia ir um pouco mais devagar? — Pede Hagrid, claramente enjoado.

— Esta locomotiva possui apenas uma velocidade. — Griphook responde, continuando a conduzir o "carrinho" pelos trilhos finos e bastante curvos até parar repentinamente em frente a um cofre, saindo do vagonete. — Luz por favor! Chave por favor!

Quando o goblin abre o cofre, Naruto fica surpreso com o que havia dentro do mesmo, pilhas e pilhas de moedas de ouro, prata e bronze. Ainda admirado, o ruivo adentra no local, recebendo uma bolsa de couro de Griphook.

— Você não achou que seus pais os deixariam sem nada, achou? — Indagou Hagrid, com humor.

— São tantas moedas, eu nem sei como funciona o sistema monetário do mundo bruxo. — Naruto pontua, se aproximando de uma pilha de ouro e derramando parte dela na bolsa, antes de derramar uma parte maior de moedas de prata e bronze.

— As moedas de ouro são galeões, as de prata são sicles, dezessete sicles equivalem a um galeão, e as moedas de bronze são nuques e vinte nove são um sicle. — Explica Griphook. — Seu limite de retirada anual é o equivalente a mil e quinhentos galeões. Se já pegou o que precisa, vamos em frente.

Dito isso, os três saem do cofre, que se fecha automaticamente ao simples toque do goblin, e sobrem novamente no pequeno trem, seguindo para outro cofre, indo bem mais profundo que antes. Ao chegar ao destino final, Naruto fica curioso pois não vê uma fechadura, nem nada do tipo e se aproxima um pouco.

— Para trás garoto, apenas um goblin pode fazer isso, você ficaria preso. — Ralhou o goblin, fazendo Naruto se afastar da aparente parede. — Geralmente alguém tem que vir aqui ver se alguém ficou preso.

— Com que frequência vocês vêm verificar? — Naruto pergunta, de alguma forma não querendo saber a resposta.

— Geralmente uma vez a cada dez anos. — Griphook respondeu, sorrindo com malícia.

— Acho que não deveria ter perguntado. — Pensa o Potter, sentindo um calafrio.

Quando Griphook deslisa seu dedo longo pela porta, o som parecido com o de engrenagens girando ecoa pelo local, e quando a mesma se abre, Naruto consegue ver o conteúdo do cofre. Era apenas um pacote pequeno, sujo e surrado, este que Hagrid pega cuidadosamente e coloca no bolso de sua capa.

— Hagrid, se não for incomodo, eu gostaria de poder ficar com a chave do meu cofre. — Fala Naruto, depois que o professor sai do cofre.

— Mmm? — O homem arquea as sombrancelhas, demonstrando sua confusão.

— Digo, o cofre é meu, então o melhor seria a chave ficar comigo. — Afirmou o ruivo.

— É, você tem razão. — Concordou Hagrid, pegando a chave e a entregando ao Potter. — Apenas tente não perdê-la.

— A taxa de reposição é de trinta galeões. — Fala o goblin, para reforçar o aviso.

— Não se preocupe, eu não irei perdê-la. — O Potter respondeu.

[...]

Depois de sair do Gringotts, Hagrid pergunta se haveria algum problema para sua colega acompanhar os três, pois o mesmo não se sentia bem por causa da viagem no vagonetes do banco, recebendo uma resposta afirmativa da mulher.

— Francamente, eu acho um absurdo serem necessárias cinco libras para cada galeão. — Comenta Martha. — Não conseguimos quase nada!

— Eu concordo, é uma taxa de câmbio meio abusiva. — Naruto afirma.

— Embora eu concorde que não conseguimos uma boa quantidade, não acho uma taxa muito abusiva, levando em consideração que galeões são moedas feitas de ouro. — Argumentou Joanne. — Cada moeda tem aproximadamente dez gramas de ouro puro, se alguém fosse vender um pouco delas no mundo trouxa poderia fazer uma pequena fortuna bem rápido.

— Provavelmente, isso é algo que ninguém deve ter pensado antes. — Comenta Séptima, admirada com o pensamento da Anderson mais velha. — Bem pensado Sra. Anderson.

— Me chame de Joanne, Sra. Anderson me faz me sentir velha. — A morena pediu

— Neste caso me chame de Séptima também. — A Vector réplica o pedido. — Bem, os itens de maior prioridade da lista são as vestes. Talvez nós possamos nos dividir, enquanto os dois vão comprar suas vestes, nós duas cuidamos dos ingredientes e demais equipamentos para poções e do telescópio.

— É uma boa ideia professora. — Comenta Martha.

— Realmente, assim podemos economizar tempo. — Concordou Naruto. — Está decidido então, nos encontramos na Floreios e Borrões?

— Sim. — As duas adultas responderam.

Assim os dois adolescentes caminham até a loja de roupas mais conhecida do centro comercial, entrando na mesma.

— Vestes para Hogwarts queridos? — Perguntou uma mulher de cerca de cinquenta anos, aparentemente a dona da loja, cuja pele é negra e seus cabelos cacheados já um pouco grisalhos.

— Exatamente senhora. — Naruto confirma.

— Neste caso subam nestes bancos, chamarei duas de minhas funcionárias para cuidarem de você enquanto termino tirar as medidas deste jovem aqui. — Fala a mesma, apontando para dois bancos. — Andrea, Charla, cuidem desta senhorita e deste jovem senhor aqui.

— Sim Madame Malkin. — Respondem duas jovens, aparentemente irmãs, uma loira e outra com cabelos castanhos, indo até o Potter e a Anderson.

— Primeiro ano também? — Questionou o garoto que estava no terceiro banco, sob os cuidados da mulher mais velha, sua pele era clara, seus cabelos eram de um tom de loiro mais claro que o da Martha, e seus olhos eram cinza azulados.

— Somos. — Martha respondeu, sorrindo.

— O que é essa marca no seu rosto? — Pergunta ele, olhando para o rosto de Naruto — Não é normal, é?

— Isso aqui? Foi um acidente, não é lá grande coisa. — Responde Naruto, tocando na área marcada.

— Entendi. — O mesmo murmurou. — Onde estão os seus pais.

— Mortos. — Responde Naruto, um pouco triste.

— Meu pai está preso, — Triste Martha falou, embora ele tenha feito o que faz, a Anderson ainda amava seu pai. — minha mãe está mais a frente, comprando nossas coisas com uma professora de Hogwarts.

— Lamento. — Diz o garoto, sem realmente sentir o que falou. — Os meus seguiram em frente, comprando os livros, ingredientes para poções e demais equipamentos, vou levá-los para ver as vassouras de corridas depois, não vejo porque alunos do primeiro ano não poderem ter suas próprias vassouras, vou fazer papai comprar uma para eu contrabandear pra dentro de Hogwarts. Vocês tem vassouras?

— Não. — Respondem os dois.

— Sabe jogar quadribol? — Perguntou novamente, dessa vez mais direcionado a Naruto.

— Não. — Naruto repete, monossibalicamente.

— Eu sei, meu pai disse que seria um crime se eu não fosse escolhido para o time da minha casa, sou obrigado a dizer que concordo. — Se gaba o loiro. — Já sabem em quais casas vão estar?

— Não. — Novamente, ambos respondem.

— Bom, ninguém sabe realmente até chegar lá, mas eu tenho certeza de que vou estar na Slytherin, toda a família foi de lá. — Disse o garoto. — Agora imagine, estar na Hufflepuff! Ugh, acho que eu sairia da escola, e você?

— Francamente acho que todas as casas são boas de sua forma, cada uma oferece sua vantagem única. — O Potter explica.

— Mmm, discordo, Slytherin é simplesmente a melhor de Hogwarts. — Retrucou o loiro, com uma careta, um pouco confuso com o que o ruivo falou.

— Prontinho querido, suas vestes estarão prontas em cerca de duas horas. — A Malkin fala, após terminar de tirar as medidas do garoto.

— Bem, até Hogwarts. — Disse o loiro, descendo do banco e indo até a saída.

— Eu não gostei desse garoto Naru, muito chato ele, já tava ficando irritante. — Martha comenta, suspirando de alívio ao ver o garoto sair da loja.

— Também não fui muito com a cara dele. — Admitiu Naruto, com uma pequena carranca. — É parecido o Dudley demais para o meu gosto.

— Concordo. — Com uma careta, a Anderson murmura, lembrando das poucas vezes que vira o primo do melhor amigo.

Dez minutos depois, a dupla segue até a livraria, onde encontram Joanne e Séptima, que os estavam esperando na porta, cada uma carregando duas bolsas, aparentemente com o que foram comprar em tamanho reduzido por feitiço.

— Porque me parece que você está um pouco aborrecido Naruto? — Observa a Anderson mais velha.

— Acabamos encontrando uma versão mágica e não tão ridiculamente gorda, ainda que gordamente ridícula de Dudley Dursley. — O ruivo fala, suspirando. — Posso acabar tendo um teste diário para minha paciência e compostura, caso acabe na mesma casa que ele. Mas deixemos isso pra lá, temos algo mais importante pra fazer. Professora, posso lhe pedir algo?

— Desde que não seja nada relativamente obsceno, pode. — Responde a Vector, provocando o Potter para tentar aliviar um pouco seus ânimos. — Nunca se sabe se você pode estar na puberdade ou não.

— Você poderia dar uma ajudar à Martha e às Sra. Joanne na compra dos livros enquanto eu procuro outros extra currículo para uma leitura extra? — Naruto pediu, tentando ignorar a provocação da morena.

— E você, você também vai precisar de livros. — Pontua Séptima, um pouco confusa.

— Vou usar os livros que eram da minha mãe, que ela deixou pra mim em um baú. — O Potter explicou, fazendo a professora acenar em entendimento. — Portanto, eu não vou precisar que você me ajude com meus livros.

— Okay, neste caso boa sorte na procura. — Responde a professora. — Venham comigo Joanne, Srta. Anderson.

Entrando na loja, Naruto segue por um corredor diferente das três, olhando para as estantes dos dois lados, a procura de qualquer título que lhe chamasse a atenção, se deparando com três livros bastante peculiares, pegando cada um. O primeiro era "Artes da Mente: Oclumência", o segundo "Autocompreensão da magia: Formando um vínculo com sua magia interior" o último, mas não menos intrigante, era "Hogwarts: Uma história. 1ª edição traduzida para o Inglês Moderno". Decidindo levar todos os três, o Potter continuou sua busca, logo chegando ao fim do corredor, e indo para outro, varrendo as prateleiras com seus olhos.

Depois de um minuto, já tendo passado pelo terceiro corredor da Floreios e Borrões, o ruivo já estava com uma pilha relativamente alta, as novas adições sendo "Grã Bretanha e Irlanda: Leis e Tradições", "Index das Genealogias Mágicas", "Ministério da Mágia: História, Fundação e Departamentos", "Wizengamot: A Suprema Corte dos Bruxos". Naruto estava caminhando lentamente, para evitar derrubar os livros que estava carregando quando, de forma repentina, uma figura se choca com ele, fazendo a pilha de livros desmoronar.

— Me desculpe! — Pede a pessoa, uma garota de cabelos ruivos escarlate, cujos olhos são da mesma cor do cabelo e a pele é cor de creme, a mesma estava caída no chão.

— Tudo bem, não precisa se preocupar, não foi nada. — Respondeu o Potter, estendendo a mão para a mesma se levantar. — Eu também estava distraído, então a culpa também é minha. Você tem bem mais livros que eu, quer ajuda para pegá-los?

— Obrigada, seria muito útil. — Diz a ruiva, se abaixando, junto do garoto, decidindo não comentar sobre a marca no rosto do mesmo, por achar que fazer isso seria rude.

Então ambos começam a juntar os livros da mesma, conforme iam separando os livros que ele havia pegado dos que ela o tinha feito, os dois iam montando uma pilha, restando apenas um livro, para o qual ambos levaram suas mãos, com a garota colocando a sua sobre a do Naruto, puxando-a rapidamente, com as maçãs do rosto coradas.

— D-d-desculpe. — Sussurra a mesma, com a cabeça baixa.

— Não tem problema. — Naruto respondeu.

— E-então... obrigada, por me ajudar. — Agradece a mesma, ainda vermelha. — Você também está indo para Hogwarts?

— Sim. — Confirmou o ruivo. — Eu me chamo Naruto Potter, e você?

— S-Su-Susan, Susan Bones. — Gagueja a garota, surpresa por ter encontrado um dos Meninos que Sobreviveram, antes de estender a mão para o garoto, em um gesto de cumprimento e despedida. — Bem, eu tenho que ir, minha tia está me esperando, foi um prazer ter te conhecido.

— O prazer foi todo meu Srta. Bones, embora as circunstâncias pudessem ter sido melhores. — O Potter respondeu, aceitando o cumprimento da Bones e dando um beijo nas costas da mão dela, a fazendo corar.

— A-a-até depois. — Fala Susan, corando igual a antes, antes de se ajoelhar e pegar seus livros novamente, em seguida começando a caminhar em direção ao caixa.

Depois de Susan sair, Naruto se abaixa para pegar seus próprios livros, quando vê mais um livros que acabou lhe chamando a atenção, pelo fato da capa estar um pouco danificada e o título não estar completamente nítido.

— "Grandes nomes da história: Lords e Ladies das Trevas", interessante, vou levar este também. — Comentou o mesmo, adicionando mais um livro à sua pilha.

Levantando-se, o Potter pega seus livros e segue até o caixa, vendo Susan sair da loja acompanhada por uma mulher ruiva como ela, que estava usando um traje feminino similar aos uniformes militares do século XVII, mas completamente preto com detalhes dourados e algumas placas de um material parecido com o das placas de blindagem dos coletes a prova de balas.

— Sr. Flourish, o que eu faço com essa coisa? — Pergunta um rapaz, segurando um livro de formato estranho, que tremia como se fosse um animal tentando se soltar, portanto o mesmo estava com bastante lutando para conseguir segurar o livro.

— Coloque-o junto dos outros livros Alex. — Suspira o gerente da loja, que estava no caixa. — Maldita hora que eu fui aceitar vender esses livros.

— Eu que o diga senhor, eu que o diga. — Resmuga o jovem.

— Com licença senhor, que livro seria esse? — Pergunta Naruto, curioso.

— Se chama "Livro Monstruoso dos Monstros", o nome é auto explicativo. — O Sr. Flourish respondeu, com uma expressão de desgosto.

— Interessante, vou querer um exemplar, pode este aí. — Fala o Potter, surpreendendo os dois homens.

— Você deve ser louco garoto, mas desde que pague, pode levar qualquer coisa desta loja. — Diz o gerente, suspirando em seguida. — Traga isso aqui Alex.

— Sim senhor. — Responde Alex, levando o livro selvagem até Naruto, colocando-o na frente do mesmo.

Pegando o mesmo, Naruto o analisa, percebendo o comportamento feroz do mesmo. Sem saber se daria certo, Naruto passa os dedos indicador e médio pela capa e pela "espinha" do livro, sentindo em seguida o mesmo parar de se mexer, ficando calmo.

— Mas o que? — Pergunta Alex, surpreso.

— O que você fez garoto, como conseguiu acalmar este livro? — Indagou o Flourish.

— Apenas o acariciei um pouco. — O Potter responde, dando de ombros. — Ele age como se fosse um animal, como um cachorro ou gato feroz e arisco, em ambos os casos um simples carinho seria suficiente para acalmá-lo. Então, quanto custam todos esses.

— Quatorze galeões e quinze sicles, pelos oito. — Falou o dono da loja. — Normalmente eu venderia este por vinte e dois galeões, mas como você nos fez um grande favor, portanto vou cobrar apenas quinze.

— Certo. — Naruto diz, pegando sua bolsa de dinheiro, e tirando cerca de cento e dez moedas de ouro e pondo-as em cima da bancada. — Poderia me dar o resto em rolos de pergaminho, tintas e duas de suas melhores penas.

— Sem problema. — Respondeu o funcionário da loja.

Momentos depois, o grupo entra na loja mais esperada do Beco Diagonal — Olivaras — fazendo uma sineta tocar quando a porta é aberta. Joanne, Martha e Naruto observam o ambiente, não vendo ninguém na loja.

— Ah Sr. Potter, eu já aguardava a sua vinda. — Fala um homem idoso, com longos cabelos brancos e cacheados, aparecendo do nada e assustando o grupo.

— Senhor, devo pedi-lo para não fazer isso, pode ser perigoso para você. — Joanne diz enquanto segura o punho do ruivo, que estava armando um soco.

— Neste caso, perdoe-me, é apenas um hábito deste velho fabricante de varinhas. — Respondeu o velho, antes de se virar para Séptima. — Ah Srta. Vector, amoreira e fibra de coração de dragão, um Focincho Curto Sueco se bem me lembro, e vinte e seis centímetros.

— Está correto Sr. Olivaras. — Séptima diz, sacando sua varinha e a mostrando para o fabricante e vendedor. — Tenho um carinho enorme por ela, a faço um polimento a cada semana.

— Isso é excelente, tal cuidado ajuda a formar um vínculo ainda maior entre um bruxo ou bruxa e sua varinha! — Elogiou Olivaras. — Mas agora vamos tratar de encontrar a varinha desta jovem, depois podemos ir para a sua Sr. Potter. Poderia me dizer qual é o seu braço dominante senhorita...?

— Anderson, sou canhota. — Martha responde, estendendo seu braço esquerdo para o idoso.

Antes de sair de trás do balcão, Olivaras pega uma fita métrica mede cumprimento — da linha do ombro ao cotovelo, e do cotovelo até a articulação da mão — e circunferência do braço da garota, além de tomar medida da linha do ombro da garota. Após fazer isso, o fabricante vai até as estantes e coleta cinco caixas de diferentes prateleiras, pondo-as à frente da Anderson loira, abrindo a primeira e tirando uma varinha de aspecto claro.

— Tente esta: vinte e cinco centímetros e meio, Freixo e Fibra de Coração de um Verde Galês.

Martha a pega e quando acena com a mesma em sua mão, ela escapa dela.

— Pelo visto não. — Comenta o homem, guardando a primeira varinha em sua caixa, pegando outra em seguida. — Vamos ver esta, Acácia e Pelo de Crina de Unicórnio, vinte e sete centímetros.

Quando a Anderson repete o gesto com a segunda, algumas caixas com varinhas caem de suas prateleiras.

— Não, com certeza não. — Olivaras Afirma com um sorriso de contentamento. — Será que será esta de Salgueiro e Fibra de Coração de um Bola de Fogo Chinês?

Assim como as duas primeiras, está não era a varinha correta para Martha; e nos próximos vinte minutos, isso se repetiu, varinha após varinha, todas recusando a Anderson — deixando-a preocupada, temendo que não fosse escolhida por nenhuma varinha — o que estava fazendo Olivaras ficar cada vez mais empolgado, para o humor de Séptima e curiosidade de Joanne e Naruto.

Por fim, um tanto indeciso, o velho fabricante pegou uma caixa e a levou até Martha.

— Tente esta, vinte e oito centímetros Azevinho e Pena de cauda de Fênix. — Falou Olivaras, retirando o objeto da caixa e o entregando às garota

Ao tocar a varinha, Martha sente um calor percorrer seu corpo, antes de se ver em um lugar desconhecido, vazio e completamente branco.

— Onde eu estou? — Pergunta a loira, olhando os arredores, vendo apenas uma imensidão de nada, antes de ouvir passos e se virar de uma vez. — Quem é você? Que lugar é esse?

— Sabe, agora que você perguntou, eu realmente nunca parei pra pensar em que lugar é esse. — Pontua a figura, agora se revelando um garoto quase idêntico ao Naruto, mas com cabelos castanhos quase pretos e ambos os olhos verdes, ao invés de cabelos ruivos e olhos heterocromáticos, além é claro da ausência da queimadura no rosto. — Quanto a quem eu sou, eu costumava a me chamar de Harry.

— Porque você é tão parecido com o Naru? — Martha questiona, curiosa.

— Eu sou... ou era o irmão gêmeo dele. — Respondeu Harry, triste. — Sinto tanta falta dele quanto ele sente de mim.

— Eu não sabia que o Naru tinha um irmão gêmeo, ele nunca me contou. — Comenta a Anderson.

— Bem, tinha é a palavra chave. — Ainda triste o Potter fala. — Eu morri, acho que já fazem seis anos.

— Como você está aqui, se já morreu? — Indagou a garota, chocada com o que descobriu.

— Talvez seja por causa da varinha que te escolheu, não tenho certeza. — Explica o moreno, fazendo Martha olhar para a varinha, não entendendo o que Harry havia dito. — Ela era pra ser minha, mas como eu morri, ela teve que escolher outro bruxo, no caso outra bruxa, como dona.

— Entendo. — A loira murmurou. — Mas porque isso aconteceu? Digo, nós estarmos aqui.

— Porque eu quero te pedir um favor. — Responde o garoto, de cabeça baixa. — Eu era o gêmeo mais velho, assim, de certa forma, protegia o Ruto. Entenda, a dor e a tristeza quê sofriamos na casa dos Dursley era grande, mas nós tínhamos um ao outro, assim nos consolavamos e protegíamos. Só que, depois que eu morri, o Naruto passou a sofre sozinho e ainda mais que nós dois sofríamos juntos.

"Quando ele conheceu o Coronel Ericksen, ganhou um propósito, e junto com os diários da mamãe a vida dele deixou de ser tão sombria, ele ficou relativamente bem e estável durante mais de três anos. Mas aí os Dursley o mandaram para aquele lugar, onde aquele homem o machucou muito, o torturou e estuprou você, que em pouco tempo havia se tornado amiga dele, a primeira desde que eu morri. Você se tornou uma luz maior nas trevas que haviam se instalado na vida dele, e eu te agradeço por isso. O que eu quero te pedir é, pra continuar sendo essa luz, para não deixar ele se perder, evitar que ele se destrua, mesmo que seja fazendo algo bom. Por favor, continue sendo a luz do meu irmão!"

— Eu prometo. — Diz Martha, lágrimas estavam escorrendo pelo seu rosto, mas sua voz estava convicta.

— Obrigado Martha, agora eu posso ir em frente, definitivamente, e deixá-lo com você, sei que você irá cumprir essa promessa. — Falou Harry, sorrindo para a garota antes de começar a desaparecer.

— Não se preocupe Harry, eu não vou deixar ele se destruir, nem afundar em sofrimento! — A Anderson brada.

Martha então volta ao plano físico, bem a tempo de ouvir o Sr. Olivaras.

— Vamos agora para sua Sr. Potter. — Fala o fabricante, pegando a mesma fita que havia usado para medir o braço de Martha.

— Eu sou ambidestro senhor. — Naruto diz, antes mesmo que o homem perguntasse.

— Ora, isso é uma coisa bem rara de se ver! — Exclamou o Olivaras, repetindo no ruivo todos os procedimentos de medição que fez com Martha. — Nossa, essas são medidas surpreendentes, creio que só terei algumas opções para testar com você.

— Isso é algo bom? — O Potter questiona.

— Mas é claro, Sr. Potter, isso facilita bastante o trabalho de um artesão e vendedor de varinhas. — Explicou o mesmo. — Nós do ramo da varinhologia classificamos as varinhas de acordo com seus tamanhos e vários outros aspectos como a personalidade de cada varinha. Ao tomar medições dos braços e ombros de cada bruxo e bruxa, fabricante pode saber quais varinhas testar.

— E se a pessoa não conseguir a sua nas primeiras tentativas? — Perguntou Joanne, curiosa, principalmente pelo fato de sua filha ter demorado tanto.

— Partimos para as que não se enquadram completamente nas medidas do cliente. — O velho responde. — Mas creio que devemos tratar logo da varinha do Sr. Potter.

Dito isso, Olivaras foi coletar as varinhas que Naruto poderia testar.

— Sabe Sr. Potter, até parece que foi ontem que seus pais vieram comprar duas varinhas; enquanto sua mãe comprpi uma varinha de Salgueiro, excelente para Feitiços, seu pai mostrou preferência por uma de Mogno, mais adequada para transfiguração e duelos. — Contou Olivaras, colocando as seis caixas em cima da bancada, abrindo a primeira. — Experimente essa, Mogno e pelo de unicórnio, 28 centímetros uma mescla entre seu pai e sua mãe.

A primeira tentativa, bem como todas as dez que a sucederam, foi falha. Mas Olivaras havia dito que era muito difícil alguém encontrar a varinha correta nas primeiras tentativas, e que eram exigidas no mínimo doze tentativas para encontrar a varinha correta. Por fim, Olivaras trouxe uma caixa mais larga que todas as outras, um pouco relutante, e ao abrir a mesma, revela duas varinhas longas, ambas de aparência elegante e uma empunhadura.

— Bem, por ser ambidestro, acho que possa testar estas duas. — O renomado artesão diz, dividido entre ter espectativas e querer partir para outra busca de uma possível varinha adequada para o jovem a sua frente.

O que aconteceu a seguir, contudo, foi uma surpresa para todos os presentes, inclusive para aquele que testava no centro do evento. Quando Naruto retirou as duas varinha de seu recipiente, sentiu uma onda de energia fluir entre ele e ambas as varinhas, indo dele para a mesma e voltando para si, enquanto estas emitiram um brilho nas cores branca, azul e vermelho alaranjado, ao mesmo tempo, o ar no interior da loja começou a correr, em algo similar a um redemoinho fraco e sútil, com o Potter em seu "entro.

— Minha nossa, Santa Faia! — Exclamou o Olivaras, surpreso e um tanto eufórico, recolocando seus óculos no lugar. — Nem em meus melhores sonhos eu pensei que alguém poderia se tornar o dono de uma dessas varinhas, quanto mais das duas!

— Sr. Olivaras, bruxos devem ter apenas uma varinha. — Séptima lembra, falando pela primeira vez desde que dissera sobre a sua varinha.

— É mais comum que as pessoas usem apenas um carinha por vez, mas não há nenhuma lei que diga que um bruxo ou bruxa não possa ter duas varinhas, simplesmente não há registros de duas varinhas sendo portadas pelo mesmo usuário, pelo menos não o suficiente para completar os dedos de uma mão. — Explicou o varinhologista. — O último registro disso data é datado da Guerra dos Cem Anos, a francesa Jeanne D'Arc foi a última bruxa a ser dona de duas varinhas e usá-las ao mesmo tempo.

— Jeanne D'Arc era realmente uma bruxa?! — Surpresos, Joanne, Martha e Naruto perguntam.

— Era sim, e uma bastante notável até. — Respondeu a Vector. — Jeanne teve que abandonar Beauxbattons durante o quarto ano para ingressar no exército francês, como ela não havia sido expulsa, não quebraram nenhuma das duas varinhas dela.

— Sr. Olivaras, o senhor pode me falar de qual madeira e núcleos essas varinhas são feitas? — Pede o ruivo. — O senhor não falou nada sobre elas.

— Ah, perdoe-me, eu estava apenas me perguntando se teria a satisfação de ver pelo menos uma delas seria vendida, foi um projeto meu de minha falecida neta sabe, ela pediu que eu lhe deixasse ajudar na pesquisa e nos fizemos estas varinhas há menos de dez anos. — Olivaras disse, com um sorriso nostálgico. — Ambas as varinhas possuem trinta e cinco centímetros, feitas com três madeiras: a que está em sua mão direita é feita de álamo e teixo e a da esquerda de álamo e ébano, além disso, as duas possuem um núcleo composto feito com os três ingredientes nos quais eu me especializei, estes são pelo de unicórnio, fibra de coração de dragão, no dois dragões diferentes para cada varinha, o da direita um Chicote Espinhento e um Negro Hebridês e o da esquerda um Rabo Córneo Húngaro e Focinho Curto Sueco; o terceiro componente do núcleo foi uma pena de Fênix para cada parte do par. — O fabricante faz uma pequena pausa para admirar seu trabalho e de sua neta antes de voltar a falar. — Durante nossas pesquisas, eu e minha filha descobrimos que a combinação de núcleos exigia o uso de combinação de um outro elementos além de duas madeiras, portando, optamos por usar o marfim, o que acabou por dar um acabamento bastante elegante estas obras de arte. Parando para pensar nisso, Sr. Potter, é bastante curioso que você tenha sido escolhido por este par e a Srta. Anderson pela de Azevinho de Fênix.

— Mas porque senhor? — Perguntou Joanne.

— É bem simples, ambas as varinhas dos dois tem penas da cauda da mesma fênix, o que mostra um forte e grande vinculado entre eles. — Responde o varinhologista, fazendo Joanne sorrir para os dois pré adolescentes, que também tinham sorrisos em seus rostos, olhando um para o outro. — No entanto, penas de fênixes são muito difíceis de se combinar com madeiras, em especial as quatro que usei para suas varinhas; e além disso, a fênix cujas penas usei para as suas que cedeu a mim apenas mais uma pena, há anos atrás, nunca tendo feito isso até seis anos atrás, antes que minha neta e eu começássemos nosso projeto ambicioso. Entendam, que a irmã mais velha de suas varinhas, foi aquela que tirou a vida dos seus pais Sr. Potter.

— O-o que? — Gaguejou o Potter.

— Eu realmente lamento ter que dizer que vendi a varinha que lhe tornou um órfão, mas não havia como eu saber que caminho ela e seu dono iriam seguir. — Explica o homem. — A varinha escolhe seu bruxo Sr. Potter, Srta. Anderson, essa é uma questão indiscutível para nós expert's no estudo e na fabricação delas.“

— Compreendo. — O ruivo disse, olhando para as varinhas em suas mãos.

— Normalmente não ofereço este serviço sem que um cliente me peça, mas dada a sua condição mais que surpreendente, eu irei abrir uma excessão. — Pontua o Olivaras, pegando dois braceletes de um tipo de couro. — Estes são coldres de varinha, são feitos de couro de dragão para ter mais durabilidade e resistência mágica. Eu sugiro que você use pelo menos um para não ter que carregar as duas na mão ao mesmo tempo.

— Quanto custam os dois, mais as varinhas, mais um terceiro coldre, pra Martha? — Naruto pergunta.

— Quarenta e dois galeões. — Respondeu o velho dono da loja.

— Couro de dragão é realmente tão caro assim? — Pergunta Joanne.

— Sim, dragões são as criaturas que tem a maior resistência mágica, portanto é muito difícil matar um, na verdade muitas vezes os ingredientes provindos de dragões só são extraídos quando um deles morrer de velhice ou quando é morto por um outro em uma disputa por comida, fêmeas ou território. — Com simpatia Olivaras explicou. — Cada coldre custa onze galeões e treze sicles, mas como minha loja é apenas para varinhas, estes não são comparados aos coldres que os autores usam, possuem apenas o encanto de retorno.

— Ainda sim é muito útil, pois a varinha sempre irá voltar para o coldre senhor. — Comentou Séptima.

— Naruto, você não precisa fazer isso, querido. — Joanne diz, enquanto o Potter começava a contar moedas enquanto as tirava da sua bolsa.

— Mas eu quero fazer isso, igualdade de condições foi o que eu prometi à senhora que a Martha teria quando a convenci a deixá-la vir comigo, só quero cumprir essa promessa. — Sorrindo para a mulher e depois para a amiga, respondeu o Potter.

— Tudo bem, mas eu pago a varinha da Martha, você não precisa pagar por tudo, basta o coldre. — Pontuou a Anderson mais velha, retribuindo o sorriso do garoto. — Por quanto ela sai senhor?

— Sete galeões, onze sicles e vinte nuques. — Disse o homem.

— Aqui está, senhor. — Joanne e Naruto disseram, colocando o valor em dinheiro em cima da bancada.

— Obrigada pelos serviços Sr. Olivaras! — Agradeceu Martha, colocando o coldre que recebeu no braço e prendendo sua varinha no mesmo.

— Eu é quem agradeço. — Responde o Olivaras. — Devo dizer que espero coisas realmente grandes de vocês dois, pois Aquele Que Não Deve Ser Nomeado fez muitas. Ruins? Sim, mas grandes.

Sem saber o real significado do que Olivaras havia dito o grupo deixa a loja e se encaminham até a loja de animais, para comprar uma coruja que Naruto e Martha pudessem usar. Por fim, o Potter acabou por comprar uma coruja nevada, que o vendedor disse se chamar Edwiges, parabenizando o mesmo por ter comprado uma coruja tão linda quanto ela, os dois ingressantes a Hogwarts não poderiam deixar de concordar com isso.

Após isso, avistando a sorveteria de Florean Fostecue Séptima decide fazer uma pausa antes de voltar para Hogwarts, e convida os três para acompanhá-la, mas Naruto decide ir comprar um malão para guardar suas coisas e perguntou se poderia comprar um para Martha também.

Enquanto as duas mulheres e a garota caminhavam até a sorvete, Naruto segue até a loja Itens & Armazenamento, quan sua atenção é roubada pela rua escura que ficava em uma esquina próxima ao Gringotts, por causa de um tumulto na mesma. Saindo correndo daquela área em específico, uma figura usando uma capa, completamente encapuzada acaba esbarrando no Potter, derrubando-o, assim como o item que carregava, um livro de aspecto antigo e desgasto. Quando o ruivo foi tentar avisar a pessoa do livro que havia caído, percebeu que ela já havia desaparecido, aparentemente havia aparatado.

— Redúcio. — Murmura Naruto, sacando sua varinha e aplicando o feitiço de redução no livro, o guardando no outro bolso do seu moletom. — Morgan, você está acordada?

Sim papai, já posso sair? — Pergunta a krait malasiana, sonolenta, a mesma havia dormido desde que foi posta no bolso da jaqueta do "pai".

Ainda não princesa, eu ainda preciso comprar uma coisa pra mim e pra Martha, além de um presente de aniversário pra ela, o aniversário dela está bem perto. — O ruivo responde, em assobios carinhosos para a "filha".

Mamãe merece o melhor. — Afirmou Gorgon.

É verdade, vamos ver o que eu posso encontrar pra ela. — Concorda o Potter. — Pode voltar a dormir, pode ser que demoremos para voltar pra casa.


(Um mês depois.)


Joanne, Martha e Naruto — os últimos carregando mochilas escolares normais, onde seus malões encolhidos e vestes escolares estavam — estavam caminhando pela estação de King's Cross, para que os dois adolescentes pudessem ir para a plataforma 9¾, onde fica o trem que os levará a Hogwarts. Ainda eram dez horas, mas a estação já estava bastante movimentada, sem falar em barulhenta, o que estava deixando Edwiges — que estava nos ombros do Potter — e Gorgon — que estava dentro da bolsa da loira — bem irritadas.

— Vamos logo, a tendência é a estação ficar mais movimentada. — Fala Joanne, abrindo espaço na multidão para que os dois passassem com seus malões encolhidos em carrinhos.

— Tem razão Sra. Joanne, só estão chegando mais pessoas. — Naruto concordou, observando mais pessoas saindo de vários trens. — Estamos quase chegando.

— Francamente pai, o senhor teve que pedir para verificar se havia algum defeito na lareira logo hoje? — Pergunta uma garota de dezessete anos, claramente irritada, seus cabelos mudando de violeta para vermelho sangue.

— Nymphadora, fique calma, você vai acabar chamando atenção desnecessária. — Repreende a mulher mais velha, com cabelos castanhos e ondulados. — Fazer reparos em uma lareira é algo demorado, não poderíamos ter usado flú para vir, e você sabe bem disso.

— Mas mãe, tínhamos que vir logo de metrô? — Retruca a jovem. — E não me chame de Nymphadora!

— Andy, Dora não sei se já perceberam, mas nós já chamamos atenção. — Afirma o homem de pele bronzeada e cabelos meio grisalhos e curtos, notando que tanto Naruto quanto as duas Anderson haviam se virado para ver a pequena discursão de sua esposa com a filha dos dois.

— Ah meu Deus, a gente tá ferrado. — Nymphadora pensa, preocupada e se sentindo culpada, por ter causado essa exposição.

— Acho surpreendente apenas nós termos notado. — Martha comentou, rindo.

— Ela tem razão. — Concorda Joanne.

— Bem, já está bem claro que vocês também são bruxos. — Pontuou Naruto, fazendo o homem suspirar aliviado, assim como sua esposa e filha. — Então vamos passar pelo portal, podemos adiar essa conversa por algum tempo?

— É melhor fazermos isso mesmo. — Concorda "Andy".

— Sra. Joanne, é melhor a senhora ir na frente com a Martha, só assim a senhora vai conseguir passar. — Naruto disse, apontando para o quarto pilar entre as plataformas 9 e 10 da estação, que estava bem próximo a eles.

— Entendi, vamos Martha. — Chama a Anderson mais velha, pondo a mão no ombro da filha, ambas indo até o dito pilar.

— Não precisam ter medo, na presença de pessoas mágicas, é apenas uma ilusão de solidez. — Andy falou tranquilizando as duas, que mostravam certa incerteza.

Em cerca de dois minutos, todos os sete já haviam cruzado a passagem e estavam na infame plataforma secreta que era a símbolo da entrada definitiva de todo jovem bruxo na escola de magia de Hogwarts.

— Agora que já estamos todos longe de olhos curiosos e indevidos, eu gostaria de pedir desculpas pela atitude de minha esposa e minha filha. — Diz o homem.

— Tudo bem, não tem problema, eu só acho que foi muito arriscado, vocês poderiam ter sido considerados loucos ou chamado a atenção para a existência da magia. — Pontuou Joanne. — Pelo que a Séptima, a professora que veio levar a mim e minha filha ao Beco Diagonal, nós trouxas, eu ainda não gosto dessa palavra, não podemos saber sobre a existência da magia, a menos que sejamos parentes próximos de uma criança mágica.

— Você tem, razão, eu não deveria ter me deixado levar pela exaltação de minha filha, me desculpe por isso também Ted. — A outra morena lamenta. — E você também não deveria ter reagido daquela forma Nymphadora, nem ficado resmungando desde que saímos do trem do metrô até aqui.

— Mãe, para de me chamar de Nymphadora, por favor! — Reclama a garota, "chorando".

— Este é o seu nome filha, e é muito lindo. — Rebateu a mulher.

— Não é não, é ridículo, só me faz passar vergonha e ser julgada. — Nymphadora retrucou.

— É bem melhor que o meu se eu posso dizer. — Afirma Naruto. — Realmente é um nome bonito, e tem personalidade. Já o meu é nome de uma comida.

— Como você se chama mesmo? — Pergunta a arroxeada, encarando o ruivo. — E o que é isso no seu rosto?

— Dora, é rude perguntar esse tipo de coisa, está na cara que isso é uma queimadura filha! — Ted repreende a filha, em seguida olhando um tanto preocupado para Naruto.

— Tudo bem, não é muita coisa, foi há muito tempo, digamos que foi um acidente. — Responde o ruivo, não passando muita confiança para o homem a sua frente. — E quanto ao meu nome, Srta. Nymphadora, é Naruto, significa bolinho de peixe.

— Espere, Naruto Potter? — Pergunta Ted.

— Bem, sim. — Confirmou o Potter.

— Ah meu bonequinho, é você!! — Nymphadora exclamou, abraçando Naruto, que fica surpreso e um tanto rígido.

— Dora, ele nem sequer lembra de você, não saia abraçando as pessoas do nada. — Pede o moreno, mas logo vê Naruto retribuindo lentamente o abraço.

— NymNym? — Com dúvida, o garoto repete o apelido que lhe veio em mente.

— Veja Nymphadora, ele lembra do seu apelido carinhoso filha! — Gargalha Andy.

— Mãe!! — Exclamou a garota, com as bochechas coradas e o cabelo em um tom suave de ruivo.

— Andy, você já pegou muito no pé da nossa filha por hoje. — Ted fala, tentando segurar a risada.

— Sem querer ser rude, porque o Naru deveria se lembrar dela? — Perguntou Martha, ainda sentindo um leve incômodo por ter visto a garota mais velha abraçando seu amigo.

— Meus pais eram bastante próximos aos pais dele. — Respondeu Nymphadora, ainda um pouco corada. — Minha mãe é prima de segundo grau do pai dele.

— Assim, sempre que íamos visitar James e Lily a levávamos para ver você e seu irmão. — Disse Andy, olhando para a filha antes de falar. — Ela sempre teve uma preferência por você.

— Mãe, para! — Suplica a ainda ruiva, ficando ainda mais corada.

— Tudo bem, acho que já expus a sua queda infantil por um bebê de um ano o suficiente. — Riu a mulher.

— Er, sem querer ser rude, mas vocês não se apresentaram. — Disse Naruto.

— Perdão, eu sou Andrômeda Tonks, este é meu amigo Theodore Tonks, e como já sabe nossa filha se chama Nymphadora. — Andrômeda responde.

— É um prazer conhecê-los Sr. e Sra. Tonks. — Fala Martha. — Eu me chamo Martha Anderson Warren.

— Joanne Anderson Warren, mãe da Martha. — Se apresentou a morena. — Como minha filha disse, é um prazer conhecê-los.

— O prazer é todo nosso. — Theodore respondeu, estendendo a mão para a Anderson a cumprimentando.

— Mãe, eu já vou subir no expresso, preciso ir para o vagão dos monitores esperar os novos membros da equipe e organizar tudo. — Diz a Tonks mais jovem, com os cabelos de volta à cor roxa. — Vejo vocês dois em Hogwarts, sabe acho que vou passar a te chamar de Naru também, é um apelido melhor que "meu bonequinho".

— Sem comentários Sra. Joanne. — Naruto pede, olhando para a mesma, depois que a arroxeada segue até o trem.

— Longe de mim fazer algum comentário, bonequinho! — Brinca a Anderson, fazendo Naruto abaixar o rosto corado. — Muito fofo esse apelido

— Tenho que admitir, realmente é fofo. — Concordou Martha.

— Tá bom, é fofo, agora podem vocês duas pararem, por favor? — Pede Naruto, corado, arrancando risadas dos adultos. — Também temos que ir Martha, para pegarmos uma cabine boa.

— Okay, Naru bonequinho. — A loira concordou, não perdendo a oportunidade de provocar um pouco o ruivo.

— Até tú Martha, amiga minha? — Pergunta Naruto, tingindo se sentir traído, para superar a vergonha. — Vamos logo? Tchau Sra. Joanne.

— Sim, sim Naruto, vamos. — A Anderson responde, revirando os olhos. — Tchau mamãe, boa sorte na volta ao trabalho.

— Obrigada querida, você também tenha uma boa sorte na escola. — Joanne devolve a despedida, abraçando a filha. — Você também Naruto, cuidem-se os dois.

— Nós iremos, não precisa se preocupar, mas obrigado por fazer isso. — Responde o garoto, abraçando a mãe da amiga também. — E acho que não vamos precisar de muita sorte, mesmo assim agradeço. Foi um prazer conhecer vocês Sr. e Sra. Tonks.

— O prazer foi o nosso Naruto. — Disse o Sr. Tonks.

— Foi muito bom ver você de novo, de verdade. — Andy completa, sorrindo para o garoto. — Você pode até não lembrar, mas me chamava de Tia Andy, ou algo próximo a isso, quando tinha um ano. Mas não se demore aqui, vá com Martha escolher um bom compartimento do trem.

Assim, os dois então seguem até o trem, deixando os adultos para trás. Depois do vagão mais traseiro, todos os demais eram numerados de acordo com o ano, de tal modo que a Anderson e o Potter foram sem problemas para o dos alunos do primeiro ano, que ficava bem próximo à locomotiva propriamente dita.


Notas Finais


Bem, eu espero que não tenha ficado estranho. Anteriormente eu pretendia fazer esse capítulo ir até o fim da seleção das casas, mas as cenas da viagem iriam ficar muito longas, e tudo depois do desembarque até a seleção também iria ser bem longo, e no fim o capítulo iria chegar bem perto de vinte mil palavras, uma marca que eu não quero quebrar agora.


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