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História Rogue - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Annabelle


A portaria ligou para o 221B informando uma mulher com cabelos castanhos escuros, olhos azuis e feições profundas, carregada de várias malas e equipamentos desconhecidos. A mulher se apresentava como Judy Warren.

- Devo deixa-la subir? - pergunta o porteiro a Pieter pelo interfone que emitia muitos chiados há semanas.

- Sim, por favor. - Pieter responde com uma voz ansiosa motivada pela vontade de esperar aquela situação se resolver.

O porteiro acompanha Judy até o quarto pela escadaria, pois o elevador estava quebrado e o prédio possuia muitas portas, facilitando o ataranteio da visitante.

Por todo o caminho Judy percebe marcas de arranhados e manchas de sangue nas paredes, também atendendo a forte energia daquele lugar. Era como se algo tenebroso estivesse seguindo-a e passando uma forte energia negativa para o local.

- O que houve nessas paredes? Há muitos arranhados e manchas. - Indaga Judy mentalmente pressupondo acontecimentos.

- Um de nossos residentes enlouqueceu e ficou agressivo, começou a arranhar a parede e escrever coisas com seu próprio sangue. Felizmente a situação já foi controlada e não há com o que se preocupar. 

Apesar da resposta convincente do porteiro, Judy tinha intuição de que não havia acontecido apenas o que o mesmo contara. Ela sabia que havia sim com o que se aflingir em toda aquela situação, pois notavelmente a familia Crownguard não havia sido a única vitima naquele tenebroso lugar.

Judy ficou pensativa por todo o trajeto e dispersou-se do ambiente durante todo o trajeto. Ela questionava-se por onde começar as investigações sobre essa criatura assassina. Sua desconexão foi tanta que ela só volveu-se ao ambiente quando escutou as batidas na porta do apartamento 221B.

- Está tudo pronto, Srta. Warren? - Pergunta Pieter, percebendo sua enorme desatenção.

Judy continua dispersa e deixa Pieter sem resposta alguma. Ela estava ficando pálida e parecia estar assustada com alguma coisa, porém não havia nada para horroriza-la, nenhum pensamento, visão ou sensação.

- Srta. Warren, está tudo bem? - Indaga novamnete Pieter, que coloca sua mão direita no ombro direito de Judy. Pieter estava claramente preocupado  com a situação da demonologa.

Judy foi ficando cada vez mais pálida e exalando um ar frio incomum, até que chegasse ao ponto de desmaiar nos braços de Pieter. Só havia ela parada em frente a Pieter naquele momento, porém o mesmo sentia outra presença familiar no local.

Pieter levou Judy para o quarto de hospedes e pediu para que Tiana tomasse conta dela. Sua irmã era enfermeira aposentada pela idade.

Demorou para que Judy se avivasse novamente, então Tiana decidiu ir dormir vencida pela exaustão de estar cuidando  da investigadora durante todo o resto do dia.

Era madrugada quando Judy finalmente acordou, não havia um barulho sequer na casa, a não ser passos e grunhidos vindos da sala. Judy conseguia ouvir uma menininha choramingando. Ela levantou-se e lentamente foi até a origem dos ruídos, mesmo que estivesse morrendo de medo ela deveria investigar aquilo também. Ao chegar na porta, os sons pararam e de forma mais cautelosa ainda, Judy prosseguiu seu caminhar até o local. 

No canto direito da sala, próximo ao sofá azul velho, lá estava uma menininha loira, sardada e com olhos azuis cheios de lágrimas. A garota estava claramente paralizada e em sua volta havia uma espécie de núvem com um grande volume que parecia estar sugando sua alma. Judy já sabia do que se tratava, porém ficou parada sme qualquer reação, apenas pensando no que fazer perante aquela criatura. Sem sombra de dúvidas era o Rogue.

A besta parou o que estava fazendo e rapidamente virou-se para a direção de Judy. A criatura sentiu seu medo e apenas deblaterou palavras sem vocal algum antes de atacar Judy, que caiu no chão e viu aquele monstro se transformar em algo traumatizante para ela. 

- Fooomee... - Aquela entidade transformava-se no maior medo de Judy enquanto gritava repetidamente esta palavra em forma de grunhidos. Neste tempo, a garota atacada conseguiu escapar, porém desmaiou no corredor entre o quarto de hospedes e seu quarto, bem próximo a Judy e o monstrengo.

A única visão de Judy era uma boneca de pano sorridente com grandes olhos negros, nariz vermelho, cabelos ruivos e uma roupa branca. Aquela era Annabelle, o fruto de seu maior medo. Ainda pequena Judy já havia passado muitos traumas terríveis na casa de seus pais por conta dessa boneca.

A visão de Judy escurecia a medida em que percebia a criatura sugando-a e aquilo a apavorava ainda mais. Em uma tentativa desesperada de escape, Judy deixa seu estado "paralitico" e pega um pedaço de madeira que estava jogado próximo a ela e bate na besta com aquele artefato. A criatura urra de forma rouca e some no breu daquela sala.  

A porta do quarto de Pieter é arrombada pelo mesmo, que estava desesperado com toda aquela barulheira que estava pairando sua casa. Por motivos desconhecidos até então, a porta do quarto de Pieter estava trancada por fora.

Pieter vê sua filha caída próxima a Judy e se desespera para acudi-la. 

- Laurren, minha filha você está bem? - Pieter estava receioso e ansioso com aquilo - - Laurren, fala comigo por favor, Laurren!

A garota finalmente acorda ainda desnorteada.

- P-pai, me leva pra cam.. - Laurren desmaia novamente antes mesmo de completar sua frase.

Pieter a leva até a cama e se apressa para socorrer Judy, que estava inconsciente no chão.

- Srta. Warren? Warren... Judy... 

Pieter clamava de forma célere por Judy, que só ouvia seu nome sendo repetido diversas vezes ecoando por sua mente. Pieter a coloca em repouso no quarto de hóspedes e corre para o quarto de Tiana, que estava com a porta entreaberta. Tiana estava caida no pé de sua cama com sua roupa branca manchada pelo sangue de seus dedos, a aposentada estava com os olhos brancos e boca rasgada. Em seu armário e nas paredes do quarto estavam escritas ameaças a base de sangue da própria Tiana. Pieter declinou-se aos prantos. 

Paramédicos locais e a policia foram chamados por Pieter, que concedeu diversas informações aos policiais, que abriram um caso de investigação pela morte ser repentina. Pieter desgraçava-se ao choro vendo os paramédicos levarem o corpo ensanguentado de Tiana, ele nem pudera dizer um ultimo "eu te amo, minha irmã". Aquela situação estava demais para ele e o mesmo só pensava em suicidio ou vingança. A ruína decaiu sobre aquela familia desde que se mudaram para o 221B, há dois meses.

 



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