História Roman Holiday - Capítulo 1


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Jaime Lannister
Tags Elia Martell, Jaime Lannister
Visualizações 56
Palavras 983
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Vai ser uma coleção de capítulos sobre o relacionamento do Jaime e da Elia através dos anos.

Capítulo 1 - Capítulo I: Primeiro Encontro.


Capítulo I: Primeiro Encontro

Jaime tinha catorze anos quando uma nova família se mudou para a casa ao lado. Uma enorme árvore de carvalho ficava em frente à varanda do quarto dele e dividia as duas propriedades; através das folhas verdes poderia vislumbrar a outra varanda e um quarto com decoração feminina e delicada. Por muitos anos a casa vizinha esteve vazia e mesmo que tentasse esconder, estava curioso sobre os novos moradores.

Havia um casal e seus três filhos vivendo ao lado, dois meninos e uma menina. Jaime deparou-se com o rapaz mais novo e um pouco mal educado naquela manhã, o menino estava chutando uma bola de futebol de maneira descuidada enquanto os carregadores da empresa de mudança transportavam os pertences do caminhão para dentro da residência, a imprudência do rapaz com a bola tinha destruído alguns vasos. Um sorriso desdenhoso se formou nos lábios de Jaime quando a mãe do garoto apareceu e o arrastou pela orelha para dentro da casa.

Depois de duas semanas assistindo a dinâmica dos Martell, Jaime a viu. Suspeitava que uma garota estivesse vivendo ao lado, o quarto com a varanda em frente a dele tinha sempre a luz acesa e um som agradável de música pop-dance, embora as cortinas estivessem sempre fechadas. Ele tinha escalado a árvore algumas vezes, em uma tentativa de vislumbrá-la, não de um modo pervertido, estava apenas curioso. O garoto, Oberyn, foi matriculado no mesmo Instituto privado que Cersei e ele frequentavam. A Academia Aegon Targaryen era um Colégio misto e tradicional, não fazia sentido que apenas Oberyn estivesse matriculado e sua irmã não. Cersei acreditava que a menina possuía alguma deformidade ou doença.

Cersei estava errada. A menina era encantadora, não era a garota mais bonita que ele já tinha visto, mas havia algo sobre ela que lhe impedia de desviar o olhar. Era pequena e delicada, magra, mas não de uma maneira exagerada. O cabelo cacheado era escuro e longo; moldava o bonito rosto em forma de coração. Deveria ter a mesma idade dele, catorze anos, deixando de ser menina e começando a adquirir as curvas encantadoras de mulher. Possuía adoráveis covinhas e lábios cheios bem desenhados. Os olhos cor de âmbar, grandes e brilhantes como o fogo quente da lareira e cílios compridos e escuros. Riu quando percebeu que ela usava um bonito vestido de verão amarelo que chegava até os joelhos, com alças finas que expunham os ombros graciosos e All Star vermelho com cadarços amarrados de modo entrecruzados.

Enquanto caminhava até sua casa, Jaime pode vê-la correndo junto de um gato, o animal a perseguia enquanto tentava agarrar a peteca que estava presa em uma corda. Todas as vezes que o animal estava prestes a abocanhar o brinquedo, Elia o impedia. De repente viu-a parar, derrubar o brinquedo e se curvar. Jaime olhou para os lados, a procura de algum outro integrante da família Martell, não encontrou ninguém e andou apressadamente da calçada até a entrada da enorme propriedade, agradecendo internamente pelos portões estarem abertos, mesmo que vivessem em um bairro residencial de luxo, poucas famílias eram desleixadas com a segurança e nas duas semanas que observou os Martell, notou que eles eram tão cuidadosos quando o pai dele. Abaixou-se ao lado de Elia e apoiou uma das mãos nas costas dela enquanto a via procurar de modo urgente por algo no bolso do vestido, não sabia que vestidos de verão possuíam bolsos.

Estava ficando nervoso com o desespero dela, então enfiou a mão em todos os bolsos até que encontrou uma bombinha de asma. Entregou a Elia imediatamente, assistindo-a aproximar a bombinha dos lábios e apertar o spray e inspirar o remédio. Ela fechou os olhos e ele a comparou com alguém que estava meditando. Os lábios estavam entreabertos e ele estava tão próximo dela que podia sentir o ar quente que deixava os lábios dela enquanto Elia tentava normalizar a respiração. – Você está bem? – Jaime questionou aflito. Notou que tinha a mão ainda sobre as costas de Elia e estava acariciando, antes que pudesse retirar a mão, ela se virou e o encarou horrorizada. Sentiu-se um pouco ofendido com o olhar dela, embora ele fosse um estranho que invadiu a propriedade dos Martell, fez isso para ajudá-la. Ela se afastou da mão dele e abaixou à cabeça, o gato persa que esteve próximo rapidamente se acomodou sobre o colo de Elia. – Seus pais estão em casa? Se não estiverem seria bom ligar para eles. – sugeriu, sendo ignorado. Com impaciência levantou-se e seguiu até a porta da casa que estava aberta. – Há alguém ai? – gritou irritado, repetiu a pergunta algumas vezes e então viu um rapaz que deveria ter uns vinte anos, ele possuía o mesmo tom de pele escuro e olhos âmbar de Elia.

- Quem é você? – Ele questionou aproximando-se da porta. Os olhos seguiram do menino loiro desconhecido até sua irmã que estava sentada no chão, aproximou-se de Elia rapidamente, avaliando-o seu estado e amaldiçoando-se por não tê-la visto descer. – Elia, o que está fazendo aqui fora com esse gato? Pensei que estivesse em seu quarto estudando.

- Eu a vi cair enquanto passava pela rua. – Jaime informou. A atenção do outro estava na irmã, pode vê-lo acenar em resposta a sua informação.

- Obrigado! – O filho mais velho dos Martell agradeceu. – Sou Doran e essa é minha irmã, Elia. Não a vi descer, pense que ela estivesse dentro de casa.

- Sou Jaime, moro ao lado.

- Obrigada por me ajudar. – Elia murmurou o agradecimento. – Você quer entrar?

Jaime pensou em negar, deveria dizer não. Entretanto, os olhos cor de âmbar transmitiam tanta expectativa que se viu concordando com um ascendo da cabeça. Por breves momentos acreditou que Elia fosse capaz de observar sua alma. – Só não posso ficar muito tempo. – respondeu e a viu sorrir radiantemente, as covinhas adoráveis apareceram. Naquele momento temeu que não pudesse lhe negar nada.



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