História Romance Barato. - Caejose. - Capítulo 1


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Categorias JoJo no Kimyou na Bouken (JoJo's Bizarre Adventure)
Personagens Caesar Anthonio Zeppeli, Joseph Joestar
Tags Caejose, Caesar, Caesar Zappeli, Fluffy, Jjba, Jojo, Joseph Joestar, Lgbt, Lgbtq, Universo Alternativo, Yaoi
Visualizações 19
Palavras 2.232
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom, me declaro realizada.

Sempre quis entrar nessa tag, e FINALMENTE consegui! Por mais que não tenha sido lá uma grande história, eu estou mais do que feliz. Espero que gostem!

Boa leitura! ♡

Capítulo 1 - Capítulo Único.




De alguma forma a realidade deveria ser considerada. Por mais que os desejos e esperanças demonstrem muito mais exorto em sua composição, o que valia de fato era a realidade. 

E sabia que as palavras e frases que lia naquele romance barato não passavam de uma conveniência para um texto bonito e eloquente. Um texto que visa convencer seus leitores de que o amor verdadeiro é real; aquele que é perfeito em sua simplicidade e se encaixa de formas diferentes, dependendo de quem for. 

Caesar tinha total consciência de que nunca sentiria aquilo, e por isso achava graça do que lia. A fumaça amarga - Levemente aliviada com o cheiro forte de cravos - passava por seus olhos juntamente às cenas ignóbeis do enredo irritante escrito nas páginas. Pois amor à primeira vista não é algo que se considere, é irreal; inépcio; tolice. Não se daria ao luxo de imaginar-se sob aquelas circunstâncias, seria humilhante. 

Entretanto, e se não fosse ficção? Se este fosse o caso, provavelmente seria um dos maiores malfadados do mundo. Em vinte anos, nunca chegou a se apaixonar de verdade. Seus casos não duravam mais que uma noite, e sempre foi assim. Talvez fosse por isso que seu coração não conhecia aquele sentimento. Que era descrito sempre de maneira tão intensa e vívida, uma emoção confusa e às vezes torturante, contudo no fim sempre valia a pena. O italiano não estava disposto a passar por aquele martírio, isto é fato. 

Sua cabeça passava a martelar pela dor forte que sentia devido ao esforço demasiado que fazia para enxergar as pequenas letras que compunham a estória livro, por isso, fechou-o, tragando por uma última vez o seu cigarro de cravo antes de apagá-lo. Uma brisa fria se fez presente, e então Zappeli tomou aquilo como um sinal de que já era hora de sair daquela sacada. 

Aquele era um dos raros momentos que tinha para relaxar, afinal, sempre estava cumprindo algum dever imposto pela faculdade. Só não entendia porque se sentia aflito, estava incomodado com algo, e se nem fumar afastou aquela sensação já não sabia o que fazer. 

Entrou no quarto empurrando a porta atrás de si para a direita com a intenção de fechar a sacada e evitar que o clima frio se instalasse em seu quarto. O livro já não tinha significado, o enredo o estressou mais do que achava possível, então já estava jogado em algum canto do quarto exíguo. O grande corpo masculino se chocou contra o coxão de sua cama desarrumada; e assim permaneceu. De olhos fechados e respiração lenta. 

Se esforçava ao máximo para tentar encontrar algum motivo para aquele incômodo. Talvez alguma conta não paga? Algum trabalho que se esqueceu de fazer? Ou quem sabe não teria falado com sua mãe ainda esse mês? Mas nada; tudo o que passava por sua mente perturbada já tinha sido concluído ou resolvido. Não tinha ideia do que poderia ser e isso sim o irritava de verdade, como pode não ter controle de si próprio?! Inadmissível. 

O quarto era tomado por uma escuridão parcial, que era aliviada pelas luzes de postes e dos carros que estavam na rua. Por isso, fitar sua mão aberta se fez possível, e ele ficou lá, se entretendo no formato de seus dedos por bastante tempo, ainda deitado na cama. Numa tentativa falha de afastar sua dor de cabeça - Somente se esqueceu de que ele morava consigo. 

-- Shiza! Está tudo bem? Faz quase duas horas que você 'tá aí, não quer nem um copo d'água? - A voz irritante do inglês teria sido bem estridente em seus tímpanos se não fosse pela madeira da porta. Antes de responder qualquer coisa, suspirou fortemente, soltando vários resmungos no processo. 

-- Estou bem, Jojo. Só com um pouco de dor na cabeça. Se puder me deixar em paz e- - Foi interrompido por um Joseph preocupado abrindo sua porta sem escrúpulos; se amaldiçoou por não ter a trancado. O moreno se aproximou da cama, lançando um olhar analítico ao outro rapaz antes de se sentar ao seu lado. 

-- Você comeu direito hoje? 

-- Claro que sim! Você mesmo viu, almoçamos e tomamos café juntos - Respondeu agora se sentando ao lado do colega de apartamento e melhor amigo. Ambos fitavam o armário com portas abertas e roupas ameaçando cair das gavetas com olhares distintos. Enquanto Joseph tinha um olhar focado, a fim de encontrar alguma possível solução, Caesar tinha o seu tenso, por algum motivo. 

-- Ah, claro… Hehe. Perdão. - Jojo disse levando uma das mãos até a nuca, enquanto um sorriso bobo se formava em seus lábios. - Então… Dormiu direito? 

-- De acordo com o horário que o meu corpo se adaptou, sim. Eu fiz tudo direito, Jojo. Creio que essa dor seja por eu ter forçado demais os olhos enquanto lia...

-- Qual era o romance da vez?

-- Ugh! Nem me lembro do nome, comprei hoje de tarde, mas é horrível. Um clichê odioso - Ao fitar a expressão indignada do mais baixo, o Joestar riu, exibindo seus dentes alinhados e perfeitamente brancos. Caesar sentiu cócegas na barriga; mas por que

Se irritou mais pela sensação inusitada que o sorriso do amigo causou em si do que pela cara de pau deste, quem ele acha que é para rir de sua desgraça assim? E logo uma careta mal-humorada fez morada em sua face. 

-- Algum dia já parou para pensar e percebeu que você nunca gosta dos livros que compra naquela livraria? 

-- A esperança é a última que morre. E realmente, se acha que eu vou cruzar a cidade para chegar à outra livraria, está ficando louco - Disse, e o americano começou a tagarelar, como de costume. 

O moreno falava sem fitar o rosto do outro rapaz, por isso o último tomou aquela oportunidade para observá-lo. E realmente se assustou com a velocidade que seu coração bateu. Não via necessidade daquela reação por parte de seu corpo, mas tinha um palpite do possível motivo daquilo. Joseph era muito bonito; estaria mentindo se dissesse que o melhor amigo não era atraente, e sabia disso. Chegava a ser irritante a maneira harmoniosa que os traços do rosto e a corpórea airosa do Joestar combinavam. 

Na realidade, tudo era atraente no rapaz. Sua aparência, as roupas que usava, sua voz, mas principalmente o seu cheiro. Caesar perdeu a conta de quantas vezes seu corpo amoleceu quando o aroma masculino característico de Jojo entrou em contato com as suas narinas. Era torturante. 

Ainda mais quando o amigo chegava bêbado de alguma festa e resolvia tentar seduzir Zappeli, a parte engraçada é que na maioria das vezes ele conseguia. Mas o italiano resistia, apesar de sempre sobrarem… Consequências, por assim dizer. Físicas mas também psicológicas, e estava sentindo algo semelhante naquele momento. 

Seu peito estava aflito, e o coração permanecia acelerado, ao passo que as palmas pálidas de suas mãos suavam frio. E quando os sentidos voltaram a funcionar adequadamente, viu a mão larga  se esticar até a sua testa juntamente à feição preocupada do moreno - Provavelmente estava mais pálido do que o comum. Foi apenas por um ato de desespero, mas disse: 

-- Acredita em amor verdadeiro, Joseph? - Não sabia se deveria estar aliviado ou em pânico pela pergunta que fizera. Aquilo poderia soar sugestivo demais, e insinuar algo que não era verdade. Ele não estava apaixonado, ora! 

-- Credo, que pergunta difícil. Por que quer saber? - Só lhe restou rir sem graça, pois definitivamente não tinha uma justificativa para a pergunta que fizera. 

-- Ah… Eu… Quando li o livro me perguntei sobre, sabe? Amor verdadeiro, ou amor à primeira vista. São coisas que não soam reais, não é? 

-- Eu acho que não. Eu já me apaixonei por pessoas apenas por olhar 'pra elas 

-- Verdade, esqueci que você é como uma vadia - E recebeu um soco no ombro seguido de gritos de reclamações por parte do amigo, enquanto ria, sem conseguir disfarçar o quão engraçada aquela situação era para si. 

Sempre olhava ou interagia com o amigo de forma superficial, pois moravam juntos, e com a correria de suas vidas, era somente por educação. Então costumava se esquecer de que amava aquilo; a forma bizarra e idiota que Joseph o divertia, ou dos sentimentos estranhos que sentia ao lado do moreno. Por mais mal-humorado que parecesse, realmente gostava das interações que tinha com o melhor amigo. 

-- Não sou como uma vadia! Seu filho da puta. Se fosse, não acreditaria nem em amor 

-- Ué, vadias não acreditam no amor? 

-- Se acreditassem, estariam no mínimo apaixonadas, né? 

-- E você está apaixonado? 

-- Sim 

-- O quê? 

-- O quê? - Fitou o americano com uma das sobrancelhas arqueadas. Enquanto o outro permanecia com as orbes esmeraldas coladas num canto aleatório do quarto. Obviamente estava se fazendo de bobo e também tentando disfarçar o que dissera. Mas por que ele faria isso? Geralmente sempre contava tudo desse tipo ao italiano, sempre tinha um amor de sua vida novo, então era de se estranhar que não quisesse dizer. 

-- Por que não quer me contar? 

-- Porque é para ser surpresa… 

-- 'Tô fazendo aniversário, por acaso?! O que está escondendo de mim? - Indagou já bastante irritado, e agora de verdade. Odiava quando ele escondia coisas de si, mas se indignou de fato por esconder algo daquela conotação. 

-- É que sei lá, é bem inesperado então… Deixa quieto, 'tô ficando nervoso 

-- Quem se importa? Você nunca me esconde essas coisas e agora me vem com esse cu doce. Isso é irritante, Joseph. Vamos, desembucha! - Cada vez mais Jojo ia se encolhendo, e seu olhar se tornava mais distante ao passo que transbordava nervosismo. E então Caesar notou que algo não estava em seus padrões. - É a Suzie-

-- Argh! É você! - O coração do mais baixo ameaçou parar de bater, e sentiu um arrepio cruzar a sua espinha de forma arrebatadora. Era uma brincadeira, certo? Só que a confusão tomava conta de si quando percebia que a face do Joestar era mais do que sincera. 

Em outras circunstâncias, provavelmente estaria tentando recusar quem se declarou à si. Mas simplesmente não conseguia, sua garganta estava seca, e nenhuma palavra ousava tentar sair por ela. A ideia de ter Joseph gostando dele não soava ruim, e este era o problema. Ele não sabia o motivo pelo qual adorou ouvir aquilo, só sabia que seu coração iria explodir se continuasse nervoso daquela maneira. 

-- Era por isso que eu não queria falar, puta merda! Olha a sua cara - Jojo choramingou se levantando abruptamente logo em seguida, evitando contato visual com o loiro. - Merda, eu sinto muito… 

E saiu do quarto, deixando um Caesar atônito para trás. 




A comida que entrava na sua boca parecia não ter gosto e muito menos consistência. Estava jantando com o outro rapaz, e provavelmente aquele era um dos momentos mais estranhos de sua vida. 

Ambos os olhares não permaneciam mais de um minuto parados em algum ponto, e é claro, nem ousavam entrar em contato um com o outro. Desde a preparação da mesa, até agora não trocaram uma palavra que não fosse "Vamos jantar". Teria sido um erro insistir naquilo? Mas sentia que já tinha passado por uma situação como aquela antes. 

-- Joseph - Chamou-o, e recebeu um olhar padecido e hesitante. Mais nada. Então resolveu continuar. - Iremos ficar assim até quando? 

-- Até eu desistir de gostar de você, ou até você se declarar pra mim de volta. Quem sabe? - O moreno suspirou pela feição incrédula do italiano, complementando, portanto. - É uma brincadeira. Não espero que se declare para mim 

-- É que é bem desconfortável

-- Eu sei, por isso que não queria falar naquele momento 

Observou o amigo intensamente mais uma vez naquela noite. E se amaldiçoou por não conseguir negar os fatos, de não conseguir ser frio a ponto de ignorar a volúpia do Joestar. Se remexeu na cadeira; desconfortável.

"O amor verdadeiro é aquele onde nada abala e que resiste a qualquer dificuldade, fazendo com que o casal fique unido nos momentos ruins e celebre todos os momentos alegres juntos. E era assim com o casal, que se conhecera numa situação tão comum. Tão ignóbil." Lembrou do que leu no livro, e pela primeira vez, aquilo fez sentido para si. Como não tinha percebido?! 

Quis rir da ironia, do quão ridículo que era. Estava a algumas horas completamente irritado pelo romance barato que lia; só não tinha percebido que vivia um. A mais ou menos dois anos e meio. 

-- S-shiza, o qu- - Joseph tentou questionar, visivelmente surpreso e confuso ao ter seu rosto agarrado subitamente, e em seguida seus lábios cobertos pelos rosados do Zappeli. 

E permaneceram daquela forma por muito tempo, em certo momento permitindo que suas línguas realizassem uma coreografia necessitada; como se esperassem muito tempo para que aquilo acontecesse; não que fosse mentira. Com sentimentos confusos e desorganizados entrando em fricção. Mas não tinha problema, eles eram assim. Um casal confuso; fora de ordem; atrasado; mas se amavam mais do que podiam imaginar. Das formas mais estranhas que podiam imaginar. Aquilo era o amor verdadeiro. 

-- É, me desculpe. Acho que gosto de você também

Talvez romances baratos não fossem tão ruins assim, no final das contas. 





Notas Finais


♡♡♡


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