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História Romance de um mês - Capítulo 3


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Notas do Autor


Oi de novo, minna! Todos os que me acompanham sabem que eu costumo lançar os primeiros cinco capítulos mais rápido do que os seguintes, até porque eu acho que o início é muito mais do que um só capítulo! Então, boa leitura, meus amores!

Capítulo 3 - Divisão de quartos


Fanfic / Fanfiction Romance de um mês - Capítulo 3 - Divisão de quartos

Após a declaração daquela carta peculiar e assustadoramente antiga, os integrantes dessa nova realidade e eu decidimos que seria bem mais inteligente se aceitassemos a derrota e aproveitassemos o restante da tarde de verão. Ambos sentamos na areia quente e conversamos sobre as rotinas que foram tomadas de nós... Não demoramos para estabeler uma relação amigável e de certa estabilidade.

- Eu vim de Hollywood - Juvia brincava com os grãos de areia enquanto respondia a pergunta da pequena Mavis. Que por falar nela, fiquei extremamente surpresa quando soube que a mesma tinha dezoito anos.

- Conheceu muitos famosos?? - a lourinha esticou-se na direção da azulada, coberta de empolgação.

- Não saio muito de casa... Mas já cheguei a ver o Tom Cruise pela varanda... Quase morri - brincou, tímida.

- Alguém levou um tiro? - Gajeel entrou no papo.

- Que mané tiro! - repreendeu a Erza. - Dá pra tentar, só tentar, ser menos violento?

- Só tô perguntando, inferno - emburrou a cara. - Não é difícil alguém levar um tiro quando um famoso anda nas ruas. Esses riquinhos vivem cercados de seguranças.

- Se houve tiro, eu não ouvi - a voz da Juvia era quase inaudível.

- Agora tô curioso - Laxus abraçou as pernas e voltou-se para o roqueiro marrento. - De onde você veio?

- Da cadeia? - Gray riu sozinho e pouco depois, passou a cheirar os grãos de areia após ser empurrado pelo Gajeel. - Vai se ferrar!

Gajeel revirou os olhos e pôs-se a responder educadamente:

- Eu sou brasileiro.

- Na boa?! - Natsu quase saltou sobre o moreno. - Cara, aquele lugar é incrível! Já visitei o Rio. Foi fantástico!

Um risinho sarcástico formou-se no canto dos lábios do moreno, acompanhado por um olhar incrédulo e irritantemente irônico:

- Em que ano você foi?

- 2014.

- Não volte mais - seu aviso parecia alertar perigo, coisa que nenhum de nós entendemos. Ao observar nossas feições confusas, ele complementou: - Olha, cara, naquela época, o Rio de Janeiro era uma maravilha. Hoje, se você pisar lá, leva um tiro.

- Quanta violência - resmungou a Levy. - Inacreditável.

- Por isso que o grandão aqui é assim - Laxus brincou e foi o próximo a cheirar areia. - Olhe, você pare com isso!

- De qualquer forma, eu sou de São Paulo... - continuou. - O que vocês nem devem saber o que é, até porque para os gringos, no Brasil só tem Rio de Janeiro.

- Não. Já estudei sobre o Brasil - Levy ajeitou os seus óculos. - Sei que São Paulo é o estado mais poluente do seu país e também, mais populoso. Mas eu não fazia ideia de que os indícios de violência haviam tomado tal proporção.

- E você veio de? - o marrento mudou de assunto.

- França.

- Explica o perfume - comentou o rosado do meu lado.

- É um ótimo lugar para se morar, de fato - prosseguiu. - Muito tranquilo.

- Chaaato - Gajeel resmungou.

- Com que evidências você aponta isso? - deu para sentir a ameaça que possuira a azulada.

- Qualquer lugar que não tem Carnaval, é uma porra. Vocês sabem o que é frevo? Sabem o que é beijar dezenas de bocas numa só noite e depois acordar como se não tivesse feito nada?! Não sabem, né? Fim de papo.

- Meu Deus - Erza deu início a uma série de risadas. - A última coisa que eu pensaria no mundo era que você curte Carnaval!

- O quê? Só porque curto rock não posso festejar? Bando de preconceituosos...

- Cara, nós moramos tão longe uns dos outros - concluiu a Mirajane, mergulhada no seu próprio mar de pensamentos infinitos. - É tão estranho pensar que estamos aqui, tendo essa conversa agora. Isso devia ser impossível.

- É, geograficamente falando, não era para sabermos nem mesmo da existência uns dos outros. - apontou a Levy.

- O Destino queria que nos encontrássemos, certo? - falei depois de algum tempo calada. - Mas pra quê?

- Ele disse que descobririamos - Mavis meditou. - De qualquer forma, isso viola tudo que conhecíamos até agora.

- Sim, eu estava pensando nisso! - concordou o quieto do Zeref, só não tão quieto quanto o Jellal, que não dissera nada desde a nossa chegada. - E se não tivermos só uma vida?

- Como assim? - questionou o Natsu.

- E se existirmos em milhares de realidades diferentes? - o emo ajeitou a coluna. - Quero dizer, nós estamos aqui agora. Isso não é um sonho. Por alguma razão, tínhamos que estar aqui porque, para essa realidade em específico, devíamos nos encontrar.

- Deve ser isso - sussurrou o Laxus.

- Faz sentido se pensar assim - disse a Erza. - Mas quando isso acabar, voltaremos para as nossas vidas... Será como se isso nunca tivesse acontecido. Não haverão provas. Será como...

- Um sonho. - Juvia deu conclusão e a ruiva concordou com a cabeça.

O silêncio tomou conta das nossas mentes e abriu espaço para vários e vários questionamentos. Não sabíamos mais o que era real e o que não era. Não sabíamos se havia um sentido, não só naquele acontecimento em específico, mas em nossas vidas. E se fossemos as únicas pessoas no mundo que sabiam disso?

- Bom - Laxus limpou a garganta. - Talvez seja melhor esquecermos essa parte por enquanto e aproveitarmos o que temos. É pra isso que estamos aqui, afinal.

- É, devíamos aproveitar. - concordei. Ah, fala sério, eu estava louca para curtir aquela oportunidade!

- Então vamos começar escolhendo os quartos! - sugeriu o Gray, levantando o ânimo de todos ali presentes.

É, aquele rosort era fantástico... Tudo ali parecia conter algumas das mais avançadas tecnologias. Nem preciso explicar como era a cozinha e a sala de TV. As cores das paredes dos corredores caíam em degrade, um trabalho muito bem feito por sinal. Imaginei como seria doido andar por ali estando bêbada. No quarto corredor do andar de cima, os seis quartos estavam bem enfileirados um ao lado do outro, como num dormitório da mais alta classe. 

- Mas o que... - Laxus expôs surpresa ao notar que, de alguma forma sobrenatural, os nomes de cada casal foram postos sobre determinadas portas. - Os quartos já foram escolhidos!

- Isso não tava aí antes - Zeref franziu as sobrancelhas.

- Que se dane - Gajeel pôs-se a falar. - Quarto é quarto. Tendo uma cama, tá bom. Cadê o meu? - olhou ao redor, até dar de cara com a infelicidade cabisbaixa e pálida que quase chorava de frente a uma das portas. Era a Levy, lamentando por ter que ficar presa no mesmo ambiente que aquele grosseirão. - Olha só, parece que ficamos no mesmo quarto, hein, nanica!? - apoiou o cotovelo o topo da cabeça da mesma. O rosto da garota aderiu um rubor enraivecido.

- Pare com isso! - ordenou.

- Olha aqui, já vou adiantando que meus ouvidos são sensíveis a gritinho de mulher que mia.

- É o quê?

- Miar - tentou fazê-la entender. - Você fala miando, e quando grita piora tudo, então quanto mais calada puder ficar, melhor.

- Ora seu...


Natsu On


Estávamos naquele resort há quase seis horas e já dava para perceber que a maioria de nós havia se dado bem uns com os outros. Todos nós compartilhavamos diferenças e era isso que tornava a convivência um prato cheio. Eu gostaria de dizer que a minha alegria simplificava-se apenas às minhas novas amizades, mas eu estaria mentindo.

- Esse é o nosso. - a loura gostosa apontara o nosso quarto. Mal sabia ela o quão louco eu estava para ficar preso entre quatro paredes com a mesma e o seu corpo macio e tão apetitoso. Cara, mesmo com ela estando vestida, eu não conseguia parar de pensar no momento que tivemos no mar. Sentir os seus seios enormes e firmes contra o meu peitoral tinha sido uma das melhores sensações que eu tivera em tempos, e aquela bunda... Oh, céus!

Quando ela abriu a porta, não demorei para reconhecer vários objetos que faziam parte do meu próprio quarto na terra. Como o meu gatinho de pelucia que eu tinha desde os quatro anos de idade, o cachecol que o papai deixara para mim e a fotografia da família Draganeel. 

- Minhas chaves! - Luce correu até a penteadeira branca e pegou um chaveiro curioso. - Até o meu diário está aqui... - pôs-se a pensar. - Como? 

- O Destino deve ter adaptado os nossos quartos para que nos sentissemos à vontade... - reparei nos mais chamativos detalhes do cômodo. - Nossa...

- É lindo - ela mordiscou o lábio inferior e logo abriu um sorriso. - Olha o tamanho dessa cama! 

De fato, a cama era gigantesca, do tipo que me faria querer ficar deitado nela para todo o sempre. 

- Olha esse banheiro! - exclamei ao analisar aquela belezura.

- É o quarto dos sonhos! - atirou-se na cama com um sorriso que estendia-se de orelha-à-orelha. As suas madeixas douradas haviam se espalhado ao redor da sua cabeça e algumas mechas tocavam o seu rosto de maneira sexy. Naquela posição, pude ver o formato dos seus seios naquela camisa e a grossura das suas coxas na calça jeans. Era o céu, sem dúvidas. 

- É, é o quarto dos sonhos - não temi que ela me visse admirá-la, eu queria que ela visse. Queria que soubesse o quanto eu a desejava... O quanto eu queria dominá-la. 

- Você não perde tempo, não é? - voltou os meus olhos para a sua face. 

- Tenho medo de que seja um sonho. 

- Hm - mordeu o lábio mais uma vez. Se controla, Natsu, muita calma! - O que é aquilo? - apontou com o queixo para algo próximo do meu ombro esquerdo. 

- Isso? - peguei um papel bem parecido com aquele que o Gajeel encontrou. Regras. Maravilha. - Parece um aviso. - sentei-me do seu lado, tentando não ser tomado mais novamente pelo desejo de me atirar sobre o seu corpo. 


"Olá, mais uma vez, casais! Perdoem-me por aparecer para cortar o seu barato, mas é justo da minha parte dizer que qualquer tentativa sexual só será permitida após uma semana no resort! Caso quebrem as regras, todos da casa tomarão um choquinho inofensivo, mas capaz de nocautea-los se não for parado logo. Boa semana! "

AH, TAVA BOM DEMAIS PARA SER VERDADE! 

- Isso é brincadeira - tentei não parecer tão pasmo, mas era inevitável. 

- Significa que... - Luce levou a mão direita até a parte interior da minha coxa. Quando fitei o seu rosto, foi como ver a figura do diabo. A mais genuína tentação. A maçã do jardim do Éden. Porra, Destino! -... Não podemos transar? 

Ouvi-la sussurrando aquelas palavras tão ilícitas fez o meu estômago embrulhar. Eu precisava tê-la. Eu tinha que tê-la. E os meus instintos eram mais fortes que eu, por mais que eu não gostasse de admitir. 

Mirei a sua figura sapeca e pus-me por cima dela. Nossos rostos estavam próximos o suficiente para que eu pudesse beijá-la. Mas não o fiz. Eu queria que ela me desejasse um pouco mais... Foi aí que levei a minha mão até o seu seio esquerdo e apertei-o com força, tirando dos seus lábios um gemido prazeroso, capaz de arrepiar todo o meu corpo. Àquela altura, eu já estava pensando com a cabeça de baixo, que estava louca para tomar as rédeas da situação. Foi então que... 

- AH, PORRA! QUE PORRA FOI ESSA?! - Laxus berrou no mesmo segundo em que o meu corpo se jogou involuntariamente para longe do da Luce. É, o lance do choque não era um blefe. 

- TAO QUERENDO MATAR A GENTE! O DESTINO VAI MATAR A GENTE! - dramatizou o Gajeel. 

- CALEM A BOCA, SEUS FRESCOS - foi a vez da Erza. - TOMAMOS O CHOQUE PORQUE ALGUNS DE NÓS RESOLVERAM SE PEGAR! 

- NATSUUUUUUUU SEU DESGRAÇADO - continuou o roqueiro dedo duro. - SE FIZER ISSO DE NOVO, EU CORTO TEU PAU FORA! 

Um segundo depois, a loira e eu nos entreolhamos e caímos na gargalhada. Rir para não chorar! 

Vai ser uma loooonga semana... 



Notas Finais


Kkkkkkk curtiram o choquinho, meus safadinhos? É óbvio que não seria tão simples assim!

Até o próximo capítulo!


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