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História Romance no halloween - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Não sou exatamente uma novata no ramo das fanfics do amor doce, mas não vejo razão para não me apresentar. Sou Mavi
Primeira fanfic com o Armin e é uma one-shot, espero que gostem
Se curtirem essa procurem minhas outras fanfics

Capítulo 1 - Capítulo Único


Halloween de 2009 – Nova York.

As luzes alaranjadas do ambiente piscavam de forma dramática, a medida que os corpos suados se remexiam ao ritmo da música eletrônica tocada. Algumas pessoas se agarravam com seus respectivos parceiros, outras com meros desconhecidos, o intuito ali era que todos se divertissem e aproveitassem a comemoração.

O prédio abandonado; local onde a festa acontecia, estava devidamente decorado com coisas assombrosas, tais como : Abóboras cortadas em forma de rosto, caveiras em todas as mesas vazias, corvos pendurados no teto, perto dos refletores, balões com desenhos de fantasmas, velas decorativas, entre outras coisas.

Mas o que mais chamava atenção devido a criatividade eram as fantasias de todos; Piratas, bombeiros, personagens de filmes, cantores antigos e outras esquisitisses. Aqueles eram os estudantes da famosa universidade Columbia. Calouros, e veteranos, misturados em um único lugar, naquele belo 31 de outubro.

Dentre esses se encontrava um rapaz no auge de seus 21 anos que acabara de chegar. Era ele Armin Lahote. Estava decidido a não ir aquela festa, preferia finalizar seus trabalhos pendentes do recente curso iniciado de direito, mas seu melhor amigo, Kentin — com quem também dividia um quarto na faculdade. — foi muito convincente em seus argumentos...Na verdade ele o ameaçou dizendo que se ele não começasse a se divertir ligaria para seus pais  e diria que seu filho está se privando da vida.

Kentin estava tão empenhado na missão de leva-lo a essa festa que até lhe comprou uma fantasia antecipadamente. Uma de vampiro para ser mais especifica, mesmo Armin tendo achado o traje patético, resolveu usa-lo para não criar caso. Enquanto Kentin estava usando uma fantasia de soldado, decentemente aceitável.

Desviou com maestria de um calouro bêbado que passava por ele com um daqueles copos vermelhos típicos de festas nas mãos, e lançou um olhar irritado para Kentin, mas esse por sua vez o ignorou devidamente e sumiu sem explicação. Armin odiava festas que envolvessem estudantes de faculdade. Ele odiava o cheiro de cerveja barata que se impregnava em sua roupa, junto com o odor de cigarro presente no ar. Ele era um daqueles estudantes, tudo bem, mas não havia nenhuma regra que afirmasse que ele deveria gostar daquele tipo de coisa.

Rodou os olhos por toda a festa a procura de Kentin para xinga-lo por ter o obrigado a ir aquela festa e revirou estes ao avistar seu melhor amigo dançando de um jeito vergonhoso com a atual namorada Lynn. Se tinha uma coisa que Armin odiasse mais do que festas de faculdade, essa coisa era Lynn. Era uma espécie de ódio gratuito não explicado, ele só tinha a intuição que aquela relação não acabaria bem para Kentin. Mas preferia manter aquilo para si mesmo, pois sabia que  não o levaria a sério.

Vendo que não havia outra opção, que não fosse tentar se divertir, Armin decidiu procurar algo que pelo menos o distraísse. Como dançar estava fora de cogitação,seguiu para o bar, pensando que ficar bêbado naquela altura não seria de todo mal.

Desviou de mais corpos suados e mãos bobas e seguiu para onde queria. Teve sorte em conseguir um banco desocupado e rapidamente se sentou, erguendo sua mão para pedir ao Bartender qualquer bebida alcoólica.

— Se você me pagar uma bebida te deixou chupar meu pescoço. — virou-se rapidamente ao escutar uma voz sexy pronunciar aquelas palavras. Não tinha como negar, a garota era bonita, tinha um rosto felino que se adequava perfeitamente a fantasia de mulher gato. Os cabelos loiros claríssimos cobriam boa parte de seus seios, mas as curvas de baixo ficavam bem evidentes por conta do traje de couro.

Por não ir muito a festas, Armin também não era tido como um cara mulherengo, ele saia com algumas garotas de vez em quando, mas não via muita graça em transar com uma garota após uma festa, só tendo trocado cinco palavras com ela. Ele preferia ter um bom momento com ela primeiro; Um jantar num restaurante italiano, ou até mesmo um lanche em um bom carrinho de cachorro quente. Se sentisse que ela era legal, poderia tentar levar as coisas para frente.

— Antes que você me ache uma depravada, só fiz esse comentário por conta da sua fantasia de vampiro. — ela esclareceu, ao receber um silêncio intenso. Ele piscou algumas vezes, antes de sorrir sem graça.

— Desculpe, não é todo dia que recebo uma proposta como essa. Não soube como reagir.— disse divertido. Mesmo não querendo o que ela ofereceu por meio de uma camuflagem de palavras, ele não via necessidade em ser grosso.

— Está sozinho? — foi direta ao perguntar.

— Esperando minha namorada. — essa foi a primeira mentira que veio a sua mente. Ele nem ao menos tinha uma. A mulher gato riu com desdém.

— É claro que está. — aparentemente, Armin não sabia mentir bem.

Se Kentin o visse naquele momento o chamaria de idiota por estar dispensando uma garota como aquela. Mas, não era o que Armin queria no momento. Para começo de conversa ele nem queria estar ali naquela festa. Armin amava o Halloween isso era uma verdade... Só que ele amava o Halloween quando tinha 6 anos e pedia doces nas ruas frias de sua cidade na França.

A loira se afastou e ele finalmente pôde fazer seu pedido, mesmo que no fundo tenha se arrependido por não ter ao menos perguntado o número dela. Mas guardou esse sentimentos num canto escuro de sua mente. Não demorou muito para seu whisky puro chegar e ele degusta-lo sem pressa.

Foram 5 copos, ele contou. Cinco copos de Whisky e ele não se sentia nem ao menos alto. O banco ao lado dele fora ocupado por 8 pessoas diferentes ao longo desses 5 copos e nenhuma dessas parecia ser suficientemente interessante para que ele se sentisse tentado a iniciar uma conversa e mudar aquela cara de rabugento.

Mais dois copos e 3 cantadas, e nada das coisas se tornarem melhores. Enquanto ele se encontrava bem e sóbrio o resto das pessoas da festa estavam bêbados como gambás e a essa altura algumas das fantasias já estavam vomitadas.

Foi a uma da manhã que as coisas começaram a mudar. Quando Armin estava prestes a pular daquele banco e dar um jeito de fugir daquela festa outra loira apareceu em suas vistas. Sua fantasia era ironicamente a de uma vampira. Mas com certeza ficava bem mais sexy nela do que ficava nele. O corpete preto marcava as curvas generosas de seu corpo, e as meias rasgadas combinavam perfeitamente com o cabelo loio moldado por cachos bagunçados. E as botas de cano alto deixavam as pernas delas incríveis.

Ele se preparou para dispensa-la prevendo que ela daria alguma cantada por estar bêbada, mas ela não fez isso, simplesmente se sentou ao seu lado em silêncio, o que o Armin considerou um tanto suspeito.

Ele não se considerava a 8 maravilha do mundo, ou algo do tipo. Mas ele sabia que era ao menos atraente e que em festas como aquela você tendo pelo menos uma nota 6 de beleza já seria paquerado, e sem modéstia ele era um baita nota 9. Mas a garota aparentemente não se importava com isso.

Ela sustentava uma carranca no rosto quando o Bartender lhe entregou um copo com alguma bebida colorida. Armin batucava os dedos na madeira do balcão, decidindo se deveria puxar conversa ou não. Ele sabia que se falasse ela o paqueraria. Ele não queria ir para cama com ela, mas precisava ser cantado para alimentar seu ego. Ao menos isso naquela festa tão chata.

— Também não gosta de festas como essa? — aquela pergunta era estúpida, ele sabia. Mas não pensou em nada melhor que aquilo.

Até então por causa das luzes ele não havia visto o rosto da mulher. Mas então ela se virou. Os olhos chocolates foram a primeira coisa que Armin reparou. Eles eram lindos e combinavam perfeitamente com a pele de porcelana dela. Armin podia apostar que aquele tom nada tinha haver com a fantasia. O nariz fino e arrebitado era caminho para uma boca fina e rosada. Simplesmente atraente.

Céus essa mulher parece um anjo. — foi o que ela pensou.

— Se eu não gostasse não estaria aqui. — Ela claramente não parece um anjo. — voltou atrás em sua constatação.

A garota tomou sua bebida em um só gole e então passou a mão por seu rosto, como se tivesse muito irritada ou frustrada com algo. Ela parecia querer chorar, e também parecia prestes a quebrar a cara de alguém.

— Eu odeio festas como essa. — Armin falou não se dando por vencido, aquilo chamou a atenção da loira, que novamente se virou e dessa vez se fixou nos olhos azuis dele. —Odeio de verdade. — reafirmou.

— Então por que está aqui? — ela se viu no dever de perguntar.

— Eu não sei. — Armin admitiu, com uma risada sem humor.

Ela não se deu ao trabalho de continuar a conversa, simplesmente pediu mais uma bebida. E nada de cantadas. Aquilo deixou Armin mais determinado ainda.

— Deixa eu adivinhar... Levou um fora do namorado em pleno Halloween? — Armin ariscou, aquilo seria um motivo aceitável para ela ainda não ter paquerado ele.

— Eu pareço ser o tipo de garota que bebe para superar um fora? — devolveu, antes de revirar os olhos.

— Com esse humor, suponho que não. — Armin respondeu e assim pediu mais um Whisky.

— Eu sou uma pessoa controladora, as coisas sempre acontecem do jeito que eu quero, mas algo que eu não esperava aconteceu. Não sei lidar com mudanças. Mudanças que não foram planejadas por mim. — ela explica com um ar sério.

— Eu não sou o tipo de pessoa que acredita totalmente nesse lance de destino, mas acredito que as vezes é bom não ter controle sobre tudo, deixar as coisas acontecerem simplesmente por acontecerem. Deixar algumas decisões ao acaso. — Armin falou em um tom firme, e a garota sorriu brevemente para ele.

— Eu gosto de festas como essa. Gosto de Halloween. — esclareceu por causa da primeira pergunta dele. Ela percebeu que foi um tanto rude.

— Gosta de ficar bêbada e transar com um cara aleatório, sem nem ao menos saber qual é a banda preferida dele? — Armin perguntou e ela o olhou divertida.

— Gosto de ver pessoas e de beber com estranhos que odeiam festas de faculdade. — murmurou, e logo bebericou um pouco do Whisky de Armin.

— Está flertando comigo? Porque meu ego ficaria muito feliz com isso. — ele comentou a olhando com um sorriso.

— Talvez eu esteja. — falou misteriosa. — Em todo caso...Qual é sua banda preferida? — questionou divertida e Armin pela primeira vez naquela noite se sentiu feliz por ter ido aquela festa.

— É uma banda de Denver, não é muito conhecida, se chama The Fray. — respondeu dando de ombros. Sabia que metade das pessoas de Nova York nem faziam ideia de que banda era aquela.

Ela gargalhou e então revirou os olhos, antes de fazer algo que ela considerou ridículo.

— Be still and know that I'm with you,Be still and know that I am here,Be still and know that I'm with you. — cantarolou um trecho de uma das músicas da banda. E ele tinha que admitir, a garota cantava bem.

— Be Still. — Armin reconheceu.

— Minha preferida. — ela disse, tirando uma mecha de cabelo da frente de seu rosto e a colocando atrás da orelha.

— É difícil conhecer pessoas que gostem da banda. — ele diz admirado.

— Eu conheço, não deve ser tão difícil assim. — fala sorridente.

— Então, vampira, faz faculdade de quê? — indaga curioso.

— Literatura Inglesa. — aquela resposta surpreendeu Armin. Ela soava como alguém que cursaria algo como jornalismo ou algo que exigisse firmeza.

— Direito. — antes mesmo que a pergunta seja feita, Armin diz.

— Advogado...Aposto que você fica bem de terno. — ela comentou divertida.

Continuaram aquela conversa com assuntos aleatórios e Armin nem notou o tempo passando, a garota ao seu lado era simplesmente encantadora. Como nenhuma outra havia sido até então. De repente ir aquela festa foi a melhor decisão que tomou. Aquela desconhecida era incrível e mesmo que isso soasse como algo ridículo naquele instante Armin notou que nunca conheceria alguém como ela. Ele queria aquela garota em sua vida, não por uma noite, mas por um longo e eterno período.

Mas a bolha de encantamento se rompeu quando o sol começou a aparecer e a estranha notou o quão tarde era. Ela precisava ir.

— Foi realmente incrível conhecer você, eu estava tendo uma noite horrível até  puxar assunto comigo. Quero ser uma escritora, porque assim conseguirei controlar os personagens da minha história, mas você de um jeito simples me fez perceber que ter controle sempre as vezes é ruim. A noite foi realmente maravilhosa. Mas eu preciso voltar a realidade. — ela murmurou o encarando.

Armin sentiu uma decepção estranha.

— Podemos trocar os números de celular e marcar um encontro. — Armin ofereceu e ela mordeu os lábios.

— Não! — negou sorrindo.

— Não? — Armin indagou sem entender.

— Que tal seguirmos o que você me disse; Deixar as coisas acontecerem por acontecerem? Se o destino quiser que nos encontremos novamente, ele dará um jeito. Não vamos controlar isso. — Armin se arrependeu da maldita hora que disse aquilo.

— Sério? Nem um pouco de controle? — ele arqueou uma sobrancelha.

— Bom, se não nos encontrarmos por destino dentro de um ano eu virei a essa festa e então nos encontraremos. — ela combinou, oferecendo sua mão.

— Acho justo. — Armin aceitou. — Eu nem ao menos sei seu nome. — ele notou.

— Blair. — falou, sorrindo.

— Armin. — ele se apresentou também, mesmo que isso soasse estranho, levando em conta que eles conversaram por horas naquela noite, e nem ao menos sabiam o nome um do outro.

— Vejo você em breve. — ela disse ainda sorrindo.

— Eu espero que sim. — ele disse de volta. E ela mais uma vez colocou o cabelo atrás da orelha.

Ele quis se despedir dela com um beijo, mas pareceu ousadia, já que ela não deu nenhum sinal de que queria aquilo.

Eles não se viram por um bom tempo.

Um dia após aquela festa Armin foi até a administração da faculdade e buscou por todas as Blair matriculadas. Tudo isso com a ajuda de Kentin, que mesmo achando aquilo loucura, aceitou ajuda-la. Mas ele não a encontrou, não havia nenhuma Blair matriculada em Literatura Inglesa na Columbia, naquele semestre.

Ao longo da semana Armin foi todos os dias em uma cafeteria que no meio da conversa deles, Blair deixou escapar que adorava, mas ele não a encontrou lá.

Duas semanas depois, ele reencontrou a primeira loira que o paquerou naquela noite; Ambre Dilaurentis, ela deu entrada no curso dele de direito penal e foi um tanto embaraçoso quando se viram devido o fato de que ele a dispensou. Mas não reencontrou quem queria de verdade

Um mês após a festa, ele ainda continuava obcecado com a ideia de ver Blair de novo, e durante seu jantar com Kentin finalmente notou algo.

— Ela queria que eu a beijasse. — constatou assustado, enquanto saboreava seus tacos mexicanos.

 — Ela quem? — Kentin indagou confuso.

— Blair. — o loiro revirou os olhos ao ouvir aquele nome, Armin falou dessa mulher por todo o mês, Kentin chegou a se arrepender de ter levado o amigo aquela festa.

— Por que acha isso? — perguntou pacientemente.

— Ela colocou o cabelo atrás da orelha duas vezes. Isso era um sinal. — ele murmurou aturdido. Kentin avaliou isso.

— É! ela realmente queria que você a beijasse. — Kentin concorda.

— Droga! Desperdicei isso, e agora o universo não faz questão de nos ver juntos. — Armin fala passando a mão por seu rosto.

— Siga em frente, cara. Ela é só uma garota que você conheceu numa festa. Chame outra garota para sair. — Kentin diz.

—Você não entende, ela conhece The Fray e ela não me olhou com repulsa por não gostar de festas como aquela. Ela é a garota certa para mim. — Armin afirma.

— E você nunca mais a verá, lide com isso. — seu melhor amigo diz solidário.

Armin não desanimou, sabia que em todo caso se eles não se encontrassem em um ano se encontrariam naquela mesma festa e foi assim que ele esperou pelo próximo 31 de outubro.

Halloween de 2010 – Nova York.

No ano seguinte, Armin foi com a mesma fantasia de vampiro, pois queria ser reconhecido por Blair, se separou de Kentin, e se sentou no bar, a espera da desconhecida que despertou algo estranho nele.

Estava cheio de expectativas e nem ligava para o fato de se encontrar numa festa de faculdade. Esperou o ano todo por aquilo, mal conheceu outras garotas, apenas esperando por Blair. Esperando por aquela festa, por mais uma conversa inspiradora com ela, com o beijo que deveriam ter dado, e com o possível encontro que teriam logo mais.

11 copos de whiskys. 15 cantadas e nada dela. Nenhuma vampira, ou garota frustrada com uma situação sem controle. Duas da manhã e nenhuma Blair se sentou ao seu lado.

Foi somente quando o sol surgiu no horizonte que ele entendeu que ela não viria. O destino não os queria juntos e ela não cumpriu sua palavra.

Halloween de 2011 – Nova York.

Naquele ano, Armin foi de novo a festa, pensou que talvez, Blair tenha simplesmente se atrasado e pensado que disse que eles se encontrariam de novo após dois anos. Seguiu a tradição dos dois últimos anos e vestiu a mesma fantasia, sentou no mesmo lugar, tomou mais doses, recebeu mais cantadas e nada novamente. Ela não apareceu.

Halloween de 2012 – Nova York.

A tradição continuou, mas naquele ano Armin tentou fingir que não pensava mais em Blair, e foi acompanhado de Ambre, com quem estava saindo há dois meses. Foi de vampiro novamente, apenas por garantia, bebeu acompanha de Ambre, conversou um pouco com ela, trocou alguns beijos, mas em sua mente, ainda existia uma pequena esperança de Blair aparecer. Bom, ela não apareceu.

Halloween de 2013 – Nova York.

Naquele Halloween ele estava namorando sério com Ambre, mas isso não o impediu de ir aquela festa, dessa vez sozinho. Armin mudou a fantasia, trocou o whisky por cerveja, até conversou com algumas meninas que o paqueraram por educação, e mais uma vez esperou que o banco ao seu lado fosse ocupado por Blair, mas isso não aconteceu.

Halloween de 2014 – Nova York.

Já estava noivo de Ambre naquela festa e nem ao menos se fantasiou daquela vez. Ele não entendia porque continuava a insistir naquilo, ele estava feliz com Ambre, então por que acreditar que Blair apareceria?.

Halloween de 2015 – Nova York.

Havia acabado com Ambre naquele, ela disse que não poderia se casar com alguém que estava apaixonado por uma garota que conheceu numa festa de Halloween anos atrás, não podia construir uma vida com uma pessoa que estava apaixonado por uma ilusão. Armin foi a festa de novo, seu último ano na faculdade, tentou convencer a si mesmo que só foi afogar as mágoas, mas no fim sabia que não foi por isso.

Naquele ano a festa não aconteceria na casa abandonada, mas como ainda mantinha uma esperança secreta, Armin convenceu a todos a faze-la lá.

Halloween de 2016 – Nova York.

Fechava sua mala com frustração, a medida que seu melhor amigo Kentin o encarava de um jeito estranho.

— Tem certeza que não vai a festa esse ano? —  questionou, pois sabia que por mais louco que aquilo fosse ir aquela festa era importante para Armin.

— Para quê? Para tentar encontrar uma garota que nunca vai aparecer? Agi feito um idiota por todos esses anos, terminei com a Ambre por ir naquelas festas, mesmo sabendo que no fim era bobagem investir nisso. — ele gesticulou frustrado.

— Já te passou pela cabeça que você pode não ter a encontrado porque procurou por ela? A garota te pediu para deixar o destino juntar vocês e você não fez isso. Tentou burlar o destino e iniciou uma busca inacabável por ela. — Kentin falou tentando soar sábio.

— Ela disse que iria aquela festa. — Armin relembra.

— É! Mas algo pode ter a impedido de ir. — Kentin a defendeu.

— Ela teve os anos seguintes para ir. —  retruca.

— Qual é! Vocês se conheceram numa festa, flertaram e tudo mais. Caras fazem isso em todas as festas, como ela ia adivinhar que você ainda esperava por ela? Como saberia que você não seguiu em frente?. — ele indaga.

— Ela deveria saber que eu era diferente. — Armin murmura.

— Ela não te conhecia. Esse é o ponto. — Kentin fala. — Você agiu como um idiota por todo esse tempo é fato!. Seu irmão Alexy, até tentou te apresentar uma garota, quando você terminou com Ambre, e você simplesmente furou no natal, e com a sua família também. Você não seguiu em frente, essa garota deve ter seguido. Lembra-se quando Lynn me traiu? Nos separamos e eu superei e comecei a namorar Peggy, e isso porque estava com Lynn há 3 anos. Você conhecia essa garota há 3 horas. — ele relembra.

— Primeiro: Eu furei com a garota porque não me sentia preparado para um novo relacionamento, e isso não tem haver com Blair, Ambre havia acabado de me dar um fora. Segundo: Foi realmente chato, eu ter furado com minha família no natal e não ter ido para França, consequentemente por não querer conhecer essa garota, mas eu vou recompensa-los, passando o Halloween com todos eles. Terceiros: Sua ex namorada era uma vaca e Peggy é incrível, claro que foi fácil supera-la. — sem mais argumentos, Kentin se dá por vencido.

[...]

Quando Armin chegou a França percebeu que a decisão de passar o Halloween lá foi ótima. Pôde aproveitar um tempo com sua família antes de virar um advogado ocupado na caótica Manhattan; Jogou vídeo game com seu cunhado Evan, assistiu a um jogo de beisebol com seu pai, comeu a maravilhosa lasanha de sua mãe, implicou com sua irmão Alexy, e por fim ficou decidido que ele levaria seus sobrinhos, Alec e Emery para coletarem doces na vizinhança de França e depois deixaria ambos na festa da escola deles pela noite.

Passar um tempo com as crianças foi realmente divertido. Ele até ignorou Blair por um tempo e o fato de que não estaria naquela festa esse ano para esperar novamente por ela.

Enquanto dirigia a caminho da escola das crianças zombou de Alec, por ele (ironicamente) estar vestido de vampiro. Emery por sua vez, trajava de forma fofa um vestido de princesa.

Apenas por precaução levou as crianças até a porta da escola e quando viu que estavam devidamente seguras seguiu para o estacionamento, onde tirou o celular do bolso de seu casaco grosso e teclou uma mensagem para Kentin, querendo saber como ele estava.

Então ele ergueu os olhos e foi ai que a viu. Lá estava Blair. Os anos haviam feito muito bem para ela, pois ela estava bem mais linda do que da última vez que se viram. Obviamente não trajava uma fantasia de vampira, estava vestindo um sobretudo bege, que combinava perfeitamente com o cachecol cinza pendurado em seu pescoço. Os cabelos antes loiros e longos, estavam castanho escuro, repicado na altura dos ombros. Mas o sorriso, esse continuava o mesmo.

Mas ela não estava sozinha, ela acompanhava uma garotinha de no máximo 7 anos. Blair se agachou na altura da menina, e ajeitou sua fantasia,que — pasmem. — era de vampira. A garotinha sorriu para ela, e em resposta Blair beijou sua bochecha.

Blair se levantou, e por fim notou Armin, parado feito uma estátua, a encarando. Armin então encarou os olhos verdes dela, e isso foi uma surpresa porque ele se lembrava deles chocolate.

A menininha foi correndo em direção a entrada do colégio e em passos hesitantes, Blair seguiu em direção ao Armin.

— Você é Armin, certo? — ela arriscou o encarando.

— Sim. — foi a única coisa que ele conseguiu dizer. Enquanto por dentro queria xinga-la por soar tão indiferente.

Céus! Ele a encontrou bem no momento que parou de procura-la. Ele a encontrou na França. Kentin estava certo então.

— Não é incrível nos reencontrarmos 5 anos depois numa festa de Halloween? — ela perguntou divertida, ao confirmar que era ele realmente.

— 7 anos para ser mais específico, mas quem está contando?. — aquele comentário irônico de Armin, soa como uma brincadeira aos ouvidos de Bella.

— 7 anos? Uau, tantas coisas aconteceram ao longo desse tempo. — ela fala franzindo as sobrancelhas. Então seus olhos focam na garotinha que veio com ela, que está deslizando pelo chão molhado. — Leonor, se comporte!. — ela grita.

E foi ai que Armin ligou os pontos; Quando ele conheceu Blair, ela estava em uma situação fora de seu controle. Ela nunca compareceu as festas de Halloween. Aquela merina era a copia fiel dela e tinha aparentemente 7 anos. Era isso: Blair estava grávida quando o conheceu.

— Quando nos conhecemos...Você estava numa situação que saiu do seu controle, e hoje eu te vi com uma criança de 7 anos... Quando nos conhecemos você estava grávida? — deu voz as suas dúvidas.

Blair gargalhou por aquela pergunta.

— Céus! Não!. — negou rapidamente, Armin se sentiu ao mesmo tempo aliviado e frustrado com essa resposta. Aliviado pois seria estranho se a mulher por qual ele se apaixonou a primeira vista anos atrás tivesse uma filha, e se sentiu frustrado porque aquela teoria esclareceria todas as incógnitas. — Leonor é minha irmã. — ela diz.

— Irmã? — Armin questiona confuso.

—Sim. Sabe...Quando eu tinha 5 anos meus pais se separaram e eu sai da França com a minha mãe, fomos para NY, ela não se relacionou com mais nenhum homem, e foi assim até eu completar 18 anos, só nós duas. Então, ela decidiu dar uma nova chance ao meu pai, e no Halloween ela anunciou que estava grávida dele e que voltaríamos para França. Eu surtei literalmente. Sempre foi só eu e ela, e eu sabia como seriam as coisas entre os dois, eles ferrariam com tudo e essa criança pagaria por isso. Então, revoltada como eu estava, coloquei a fantasia mais louca que consegui e fui para uma festa qualquer e conheci você e com uma simples conversa, você me fez entender que mudanças poderiam ser boas, e foi a noite mais incrível que eu podia ter tido.E Leonor se tornou tudo em minha vida. — as palavras dela fizeram Armin suspirar.

— Eu procurei por você nos registros da Columbia, mas não havia nenhuma Blair lá. Eu achei que o destino fosse dar um jeito de juntar a gente, mas aparentemente não era o que ele queria. —  Armin admiti num tom sereno.

— Eu fui aceita na faculdade da França naquele semestre. — Blair comunica, surpresa por ele ter procurado por ela.

— Eu procurei por você, mas do que se é possível explicar, e então ansiei pela festa no ano seguinte, te esperei, mas você não apareceu. — desabafa.

— E tentei ir, mas todos os voos para NY foram cancelados por causa de uma tempestade naquela noite, então quando cheguei a festa no dia seguinte, ela já havia acabado. — Armin bufa por aquele desencontro.

— Você não foi nas festas seguintes. — comenta frustrado.

— Armin, nos conhecemos em uma festa, foi mágico...Mas por que eu colocaria expectativas nisso? Como eu poderia saber que você estaria na próxima festa? Você odiava elas, e além do mais você era um universitário da Columbia, o lema é: Cada semana uma garota diferente em sua cama. — o protesto dela faz Armin sorrir com escárnio.

— Eu fui a cada maldita festa nos últimos anos, esperando encontrar você, eu perdi coisas por isso. — praticamente grita. — Eu me apaixonei por você naquela noite, e não houve um dia que eu pensasse no quão bom seria ter te reencontrado e ter feito a gente dar certo. Eu queria que o destino tivesse dado uma chance para gente. Mas não aconteceu. — fala e a essa altura lágrimas se formam nos olhos de Blair.

— Se quer saber, eu também me apaixonei por você. Eu também pensei em você. Só que eu pensei que você seria somente uma memória boa da minha vida. — ela explica.

— Depois daquela festa, eu fiquei pensando sobre quando você colocou o cabelo atrás da orelha, aquilo era um sinal para que eu te beijasse? — indaga querendo acabar com aquela dúvida.

— Não! — ela esclarece. — A peruca incomodava. — Ela não era loira então. — Foi um sinal quando eu cantei para você, eu não canto para ninguém. — ela afirma.

— Você usou lentes. — ele comenta.

— Eu queria ser uma vampira de olhos chocolate. — ela fala dando de ombros.

— Então, eu vou estar livre no próximo Halloween, e na Ação de Graças, no Natal e na Páscoa...E seria muito bom saber se você estará livre também. — Armin diz a encarando com um sorriso.

— Você está livre hoje? — ela pergunta divertida.

— Completamente. — Armin responde.

Blair respira fundo.

— Be still and know that I'm with you,Be still and know that I am here,Be still and know that I'm with you. — ela cantarola a canção com um sorriso.

— Isso é um sinal? — Armin indaga.

— Completamente. — depois disso não demora muito para que ele a beije. Um beijo que aconteceu na hora certa, segundo ele. Naquele momento os momentos de espera se tornaram uma lembrança vaga. Ele estava tendo seu tão esperado beijo com Blair. Depois de tanto tempo.

Quando os dois se separaram, viraram-se na direção onde Alec e Leonor conversavam animadamente sobre algo. Dois mini vampiros com uma bela história pela frente.

— Okay, nada de esperar pelo destino, sua irmã vai passar o número de celular dela para o Alec. — Armin decreta, sabendo quanto tempo isso pouparia.

— Por que ela daria o número do celular dela para seu próprio melhor amigo? — Blair questiona confusa.

— Você conhece o Alec? — ele indaga sem entender.

— Claro, ele é filho de um colega de trabalho, Morgan. — ela diz como se fosse obvio.

— Ele é meu sobrinho. Sou irmão do outro pai, com certeza nunca deve ter o visto se não nos reconheceria somos gêmeos.  — ele fala com um suspira, então nota algo. — Você era a garota que Alexy disse que Morgan queria me apresentar no natal. — diz.

— E você me deu um bolo. — Blair anuncia. — Está vendo, de um jeito muito estranho o destino tentou nos juntar. — ela diz como se fosse um consolo.

— E eu dei um jeito de fugir disso. — fala com um sorrisos em humor.

— Mas você está aqui agora, e eu estou disposta a passar meu número hoje. — Blair diz divertida.

— Kentin não pode ficar sabendo disso, mas nos 48 do segundo tempo, eu pensei em desistir de vir para França e ir a festa, então comprei dois ingressos para o show do The Fray em NY, para no caso de por um milagre você aparecer, então iriamos juntos... Então, quer ir comigo? — oferece e Blair morde os lábios.

— Claro que sim. — responde então o beija de novo.

Armin continuou odiando festas de faculdade, mas esse não era o ponto. O ponto era que ele encontrou seu grande amor num lugar que odiava. O ponto é que Blair percebeu que mudanças nem sempre eram ruins. O ponto é que Armin notou que as coisas que queremos acontecem quando menos esperamos.

Pois quando algo tem que acontecer, simplesmente acontece.

Aquele 31 de outubro de 2009 foi o Halloween mais assustador de todos, pois foi o ano em que uma controladora de carteirinha se apaixonou por um cara que acreditava parcialmente no destino e vice versa. Foi assustador pois foi naquele ano que a controladora de carteirinha decidiu deixa-se levar pelo destino, e o cara que acreditava parcialmente no destino decidiu controla-lo.

Halloween de 2019 – Nova York.

Naquele ano, Blair e Armin não foram a festa que os marcou tanto, ambos ficaram no apartamento dele, e eu deixo a vocês a missão de imaginar o que aconteceu ali.. .Mas confidencio, que as fantasias escolhidas naquele Halloween foram de Adão e Eva... Sem a parte das folhas.

 



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