História Romance Proibido - Capítulo 8


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Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Itasaku, Naruto, Romance
Visualizações 337
Palavras 1.699
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 8 - Capítulo VIII


No dia seguinte, Sakura ligou para a biblioteca dizendo estar doente para que pudesse arranjar uma creche para Sarada. Como não possuía carro, estava limitada a uma creche particular cujas taxas eram extorsivas. Não teve notícias de Itachi nos dois dias seguintes. Tudo parecia tão irreal que Sakura às vezes se perguntava se não tinha imaginado coisas. Contudo, no terceiro dia, ela recebeu uma carta informando que a cerimônia de casamento seria realizada em 15 de julho. Sentiu um calafrio. Parecia não haver saída. Teria de casar com  Itachi para ficar com Sarada.

Ficava aterrorizada só de pensar que teria de fingir ser Karin por meses, talvez anos, mas não tinha alternativa. Incrível que umas poucas palavras ficassem entre ela e sua liberdade. Se dissesse: "Não sou mãe de Sarada", não haveria casamento. Cinco palavras que a deixariam livre, mas que lhe roubariam Sarada. para sempre. Como esperava, Karin não fizera mais contato. Sakura tinha tentado o celular, mas as inúmeras mensagens de texto continuavam sem resposta. Largou a carta para dar atenção aos choros de Sarada, evitando pensar que se casaria com um homem que a odiava muito. Quando voltava à pequena sala de estar com Sarada no colo, o telefone tocou e Sakura correu para atender.

— Sakura. — A voz profunda de Itachi soou ao seu ouvido. — É Itachi.

— Que Itachi? — Estava novamente com a personalidade de Karin, como se ouvir a voz macia ligasse um interruptor às suas costas. Ouviu Itachi respirar fundo e se parabenizou mentalmente por ganhar aquela pequena batalha, mesmo sabendo que o mais provável era Itachi ganhar a guerra no fim.

— Tenho certeza de que sua reputação faz com que alguns nomes se repitam em sua mente — ele comentou insolentemente.

— Nem queira saber — ela respondeu.

— Recebeu minha carta?

— Deixe-me ver. — Remexeu a pequena pilha de contas reunidas sobre a mesa apenas para irritá-lo. — Ah, aqui está. É um contrato pré-nupcial, não?

— Pensou que me casaria sem me proteger?

— Isso depende de que tipo de proteção está falando.

— É um acordo comercial, Sakura. Nada mais.

— Por mim está tudo bem. Desde que você não volte atrás com suas palavras. Como garantir que posso confiar em você?

Houve um tenso instante de silêncio. Sakura o imaginou rangendo os dentes no esforço de manter certa educação.

— Receberá o dinheiro assim que estivermos casados, nem um segundo antes — ele afirmou enfim.

— Não confia em mim, Sr. Uchiha? — Imitava o jeito da amiga com satisfação. — Está com medo de ser enganado?

— Gostaria muito que tentasse — ele a desafiou. — Acho que não preciso lhe alertar das conseqüências caso isso não passe de fingimento seu.

Sakura estremeceu ao pensar na ironia daquela frase. O fingimento já não fizera com que cavasse a própria cova?

— A propósito, já que vamos nos casar em questão de dias, seria inapropriado continuar me chamando pelo sobrenome.

— Itachi — ela sussurrou o nome sedutoramente.

—  É de origem japonês, como minha mãe.

— Fala japonês tão bem quanto inglês?

— Sim, e várias outras línguas.

Sakura estava impressionada, mas não admitiria.

— E você? — ele perguntou logo em seguida.

— Eu? — Ela bufou. — De jeito nenhum! Inglês é a língua universal, não entendo por que as pessoas se preocupam em ficar falando outros idiomas.

Sakura era razoavelmente fluente tanto em francês quanto em italiano, mas preferiu não revelar. Havia estudado idiomas na escola e na faculdade, adquirindo bom nível de proficiência. Mas agora era conveniente que Itachi a considerasse uma completa cabeça-de-vento que não tinha nada melhor a fazer senão gastar dinheiro para preencher o tempo.

— O advogado virá ao meu escritório para que assinemos o contrato pré-nupcial. Você precisa trazer sua certidão de nascimento para que eu possa dar entrada na licença de casamento. Pode ser amanhã às dez?

O coração de Sakura disparou de apreensão. Tinha conseguido se passar pela amiga, mas agora começaria a assinar documentos na presença de um advogado. E se a mandassem para a prisão? O que aconteceria com Sarada? A sorte era ter dito seu nome verdadeiro porque, mas e se vissem a certidão de nascimento de Sarada? Era o nome de Karin que estava impresso lá. Como conseguiria explicar aquilo?

— Sakura? — A voz profunda interrompeu o instante de pânico.

— Desculpe. — Ela ajeitou a sobrinha no colo.

— Sarada estava escorregando.

— Está com ela no colo?

Sarada deu um murmúrio animado, como se estivesse respondendo ao tio.

— Sim — disse Sakura sorrindo para a Sarada

— Eu ia colocá-la para dormir quando você ligou.

— Como ela está?

— Está bem.

— Ela acorda muito à noite?

— Poucas vezes. Mas logo dorme outra vez.

— Diga-me, Sakura. — Havia um tom indefinível em sua voz. — Você gosta de ser mãe?

Sakura não hesitou em responder.

— Claro que sim.

Houve um estranho silêncio. Ela se perguntava se deveria ter sido tão honesta. Karin provavelmente responderia de maneira completamente diferente; talvez ele estivesse confuso com a súbita mudança de personalidade.

— Você não me parece ser do tipo maternal. — A voz estava repleta de escárnio.

— Então como lhe pareço, Itachi? — Sakura respondeu com voz sedutora, querendo consertar sua falha. 

Sentado em seu escritório, Itachi suspirou, ignorando a pergunta.

— Irei buscá-la amanhã às nove e meia.

— Você tem assento infantil no carro?

Itachi franziu a testa. Não tinha pensado nestes detalhes.

— Mandarei instalarem um hoje.

— Não irei com você se seu carro não estiver adaptado para transportar uma criança. Não é seguro.

Itachi suspirou irritado.

— Mandarei instalar o assento, nem que seja a última coisa que eu faça, certo?

— Ótimo. Então posso confiar em você?

Itachi fechou os olhos e contou até dez.

— Itachi?

Ele abriu os olhos ao ouvir seu nome. Sakura tinha uma voz tão suave.

— Sim. — Ele limpou a garganta. — Pode confiar em mim.

— Então até amanhã.

— Sim. — Itachi começou a se sentir sufocado com a gravata. — Até amanhã.

***

Quando a campainha soou às nove e meia no dia seguinte, Sarada ainda chorava, o que fazia desde cinco da manhã. Sakura estava ficando desesperada. Acariciava de leve as costas de Sarada ao atender à porta, o cabelo caído sobre os ombros e os olhos fundos por ter dormido pouco. Quando viu a figura imponente de Itachi Uchiha parada ali, quis chorar feito a menininha em seu colo.

— Ela está doente? — Itachi perguntou enquanto entrava.

Sakura afastou o cabelo do rosto, sentindo-se angustiada.

— Não sei. Ela está assim desde quando acordou.

Itachi pegou a menina, colocando a palma da mão sobre a testa dela para ver a temperatura.

— Não está muito quente. Ela comeu?

Sakura meneou a cabeça.

— Já ofereci três ou quatro vezes, mas ela continua rejeitando.

— Talvez seja melhor levá-la ao médico — Itachi sugeriu. — Quem costuma examiná-la?

Sakura ficou muda. Não sabia onde Sarada era levada para os check-ups mensais, considerando-se que Karin fizesse tal coisa.

— Eu.

Itachi a fitou de maneira acusadora.

— Você já a levou ao médico, não?

— Eu.

Ele bufou, furioso.

— É uma criança pequena — ralhou. — Precisa tomar vacinas e verificar o peso regularmente para garantir um crescimento adequado.

— Ela é muito saudável — Sakura disse, afligindo-se quando Sarada recomeçou a chorar.

Itachi ergueu uma sobrancelha. Sakura mordeu o lábio.

— Talvez sejam os dentinhos.

— Qual a idade dela? Quatro meses? Não é um pouco cedo?

— Não sei! Nunca. — Deteve-se antes de terminar a frase. Quase dissera não saber nada sobre bebês! O que Itachi pensaria dela?

Ele afagava as costas de Sarada. Depois de um tempo o choro se transformou num leve soluçar e, em seguida, os olhinhos dela já se fechavam. Sakura não deixou de admirar a habilidade de Itachi. Estava há horas tentando acalmar o bebê sem qualquer sucesso. Parte dela se ressentia do fato. A outra parte o admirava secretamente.

— Vá se arrumar — Itachi disse baixinho para não acordar a menina. — Ainda temos tempo, mas o trânsito a esta hora do dia é sempre uma incógnita.

Sakura foi para o quarto e fechou a porta suavemente. Examinou o conteúdo de seu armário com desânimo. A maioria das roupas era conservadora ou ultrapassada. Seu trabalho como bibliotecária não exigia nada sofisticado, e como freqüentemente precisava quitar os débitos da amiga, não comprava nada novo para si mesma há muito tempo. Possuía muitos jeans, na maioria peças descartadas por Karin, e uma coleção de blusas, também de Karin, muito reveladoras. No fim, optou por uma das roupas de Karin. Fingia ser a amiga, então devia vestir-se como ela, mesmo que repugnada por exibir tanto de seu corpo, especialmente para alguém como Itachi Uchiha.

Tudo nele a perturbava. Seus modos tinham um ar masculinamente ameaçador. Embora soubesse que, no fundo, Itachi era movido pelos mesmos motivos que ela, não podia deixar de ficar agitada em sua presença. Provavelmente por sua falta de experiência com homens; não sabia lidar com alguém tão forte, tão no controle, tão obstinado. Suspirou enquanto alisava o vestido justo. Quem dera se passar pela amiga fosse tão fácil quanto vestir aquela roupa. Pegou um cardigã de caxemira, colocou-o casualmente sobre os ombros e voltou para onde Itachi a esperava. Ele estava de pé com Sarada nos braços, as linhas sérias do rosto suavizadas enquanto olhava para a menina adormecida.

Sakura respirou fundo ao ver a cena. Era óbvio que ele adorava a sobrinha e faria qualquer coisa para protegê-la, mesmo casar com uma mulher que odiava. Seguiram até o escritório de Itachi em silêncio, e Sakura sentia-se imensamente agradecida por isso. Sarada finalmente tomara uma mamadeira e caíra no sono logo depois de ser acomodada no assento infantil instalado no carro. Itachi estava concentrado no trânsito intenso da manhã. Sakura observou as unhas roídas enquanto imaginava o que estava por vir. O que ele teria dito ao advogado sobre o casamento? Deveria fingir que eram como qualquer outro casal?

 

Continua...



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