História Romances Tóxicos - Capítulo 9


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Coréia Do Sul, J-hope, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Namjoon, Romance, Romance Hetero, Suga, Taehyung, Yoongi
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Palavras 2.252
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, LGBT, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aqui está!!!!!!

Boa leitura, me perdoem por qualquer erro <3

Capítulo 9 - Nós ficaremos bem


Vesti uma saída de praia longa e branca por cima do biquíni, e um chapéu maior que eu junto a um protetor solar fator 80 (eu nem sabia que eram fabricados) foram me dados por Namjoon, agradeci por todo o cuidado e então desci até o térreo com um livro debaixo do braço e uma sacola de praia no ombro esquerdo.

Eram 10 horas e não havia absolutamente ninguém na área da piscina, então aproveitando aquilo procurei uma daquelas áreas próprias para fumantes (aqui na Coreia você não pode fumar livremente em qualquer lugar, como neste hotel) e para minha felicidade, havia um banquinho bem abaixo de uma sombra gostosa um pouco longe da piscina, mas não tinha problema.

Estendi minha toalha no chão, encostei as costas no banquinho e abri o livro enquanto fumava um cigarro. Eu tinha consciência de que aquele não era um hábito saudável, mas a ocasião pedia um para que eu ficasse com o humor um pouco melhor.

Almocei tarde, sozinha, ao menos vendo, nem por um segundo, qualquer sinal de algum dos meninos. Deduzi que estavam dormindo, recuperando as energias, mas ao voltar de fininho para o quarto e não achar Jungkook ou Namjoon, percebi que eles estariam fazendo qualquer outra coisa, menos dormindo.

Decidi tomar um banho de banheira demorado, eu amava ficar sozinha, minha companhia não era um problema para mim, mas as circunstâncias não eram boas. Após vestir um vestido de verão leve, ouvi a porta do quarto sendo aberta.

– Oi. – Jeon entrou todo suado e meio cabisbaixo.

– Aconteceu alguma coisa, Ggukie? – Eu estava tirando o excesso de água do cabelo com uma toalha, mas assim que percebi que ele abria a boca para falar e acabava fechando-a, parei com o que estava fazendo e respirei fundo. – Jungkook, sou eu. Vamos lá, não pense muito, apenas diga. – Lhe dirigi um olhar compreensivo, o que pareceu apenas deixa-lo mais nervoso.

– Vic... – ele cruzou os braços na frente do corpo e encarou um ponto fixo no chão. – Eu não quis falar aquelas coisas mais cedo...

Jungkook estava muito sobrecarregado, parecia que poderia entrar em curto-circuito a qualquer instante. Os ombros malhados estavam tensos e os olhos grandes um pouco esbugalhados, seria até engraçado se aquela cena não estivesse apertando meu coração.

Eu sabia que eu deveria deixa-lo se acalmar sozinho, que eu não deveria falar por ele, nem cobrar para que falasse. E eu realmente não faria nada daquilo, mesmo que todos os meus instintos gritassem para que segurasse suas mãos e tentasse filtrar todas as milhões de coisas desconexas que eu sabia que estavam passando a um milhão de km/h em sua mente, para que fizessem sentido. Eu fui está Hyunah por muito tempo com ele, e Jungkook parecia que não queria mais ela por perto. Ele já havia se desculpado, já bastava.

– Eu entendo. – Disse por fim e ele me olhou u pouco confuso. – O que você quis dizer com aquilo. –Encostei o quadril na escrivaninha e cruzei os braços também. – Você realmente já está se tornando um homem Jungkook, tem questões e conflitos internos, devo parar de achar que o seu mundinho gira entorno de mim – lembrei da mensagem que Yoongi me chamava de egocêntrica e fiz uma careta. – Se você precisa de espaço para pensar, eu darei esse espaço, eu não tenho que ficar pegando no seu pé.

Jeon ficou em silêncio por mais alguns minutos e então me fitou, seus olhos brilhavam, mas eu não soube dizer se eram em agradecimento, ou se estavam tristes. Algo estava acontecendo, Jeon não ficaria perturbado desse jeito por pouca coisa, mas eu o deixaria para me contar quando quisesse, e se quisesse também. Nós somos amigos, os melhores amigos um do outro creio eu, e estava na hora de agir como tal.

Talvez eu tenha passado tempo demais tomando conta de Jungkook sozinha, criei em minha cabeça que ele tinha a obrigação de me contar tudo, que eu precisava saber de tudo, mas na realidade, não.

Doía em meu peito não poder fazer nada por ele, não saber o que tanto mexia com aquela cabecinha me afetava de formas que eu, nem sequer, imaginei um dia que afetaria. Mas tudo ficaria bem, nós ficaríamos bem.

– Você está linda, noona. – Ele sorriu para mim e meus olhos se encheram de lágrimas.

– Vá tomar um banho, mini samurai, o quarto já está fedendo a cachorro molhado. – Recomecei a esfregar a toalha nos cabelos para esconder a minha vontade de chorar.

– Só se você aceitar tomar um sorvete comigo depois. – Ele chegava mais perto de mim vagarosamente, com os braços abertos.

– Sim, sim! Claro! – Falei rápido e esticando um braço na frente para que ele não me abraçasse.

– Ótimo! – Ele riu. – Vamos por todos os assuntos em dia!

Sem nem entender o que tinha acontecido, Jungkook me puxou pelo braço e beijou meu rosto, mas cuidadosamente me segurou para que eu não encostasse em sua camiseta ensopada de suor. Ri quando ele correu para que eu não o batesse com a toalha e fechou a porta do banheiro rapidamente.

– Covarde! – Gritei e sua gargalhada fez meu coração se aquecer.

 

Após jogar uma muda de roupas para dentro do banheiro, Jungkook e eu saímos de braços entrelaçados e até o elevador. Era engraçado ver o contraste de cores que usávamos, mas nada diferente do comum. Jungkook amava branco, preto e cinza, em sua mala mesmo só vi estas cores, enquanto minhas cores preferidas eram amarelo, verde e laranja.

Jeon nos guiou até onde eu almocei mais cedo, era uma área gigantesca, cheia de mesas e cadeiras de bambu forradas com grossas almofadas brancas. A nossa esquerda, havia muitos carrinhos coloridos e enfeitados espalhados, cada qual com uma especialidade, e fomos direto para a de sorvete.

– Posso ajuda-los? – Uma garota que parecia mais nova que eu, talvez da idade de Jungkook, nos recebeu vestindo o uniforme branco e turquesa, com os cabelos num tom de vermelho vivo.

– O que vai querer, noona? – Senti quando o braço de Jungkook deslizou para minha cintura e me abraçou.

– Kook. – Desviei daqueles braços malhados com um sorriso desconcertado, me libertei e passei a mão nos cabelos para disfarçar uma olhada nada sutil para a atendente, para sinaliza-la ao meu amigo.

– Aaah sim. – Jeon apertou os lábios e franziu a testa, assentindo, como quem entendeu tudo. – Um milk-shake extragrande de Ovomaltine, por favor. – Ele sorriu galanteador para a ruiva, quis soca-lo por aquilo.

Lancei um olhar estreito a ele enquanto a menina anotava seu pedido, Jeon deu de ombros com um sorriso provocante, mas sua sorte foi que a atendente não pareceu se deixar afetar nenhum pouco pelo seu charme.

– E a senhorita? – Eu e o babaca do meu melhor amigo fingimos plenitude quando aquele lindo rosto se voltou para nós novamente.

Ela não era nem de longe coreana, ao menos ascendente, e se eu tivesse prestado um pouco mais de atenção na pronuncia dela, teria percebido antes que o coreano dela era razoável e nada fluente. Estrangeira. Seus olhos eram grandes e redondos, diferentes dos de Jeongguk que eram grandes, mas ainda bem definidos nas extremidades; tinham um tom lindo de mel que contrastava com o tom do cabelo; e a boca era cheia e pintada com um batom vermelho vibrante. Dar em cima, ou não? Dar em cima, ou não...

– Jungkook-ah! – Esfreguei o lado do braço que ele havia beliscado.

– O mesmo para ela. – O vi levantar as sobrancelhas para mim e depois me puxar pelo braço para nos sentarmos. – Você já foi melhor nisso, Vic.

– Do que você está falando? – Puxei meu braço com força e o encarei com raiva.

– Você ficou olhando para cara daquela garota por um tempão sem falar nada. – Sua mão bateu na cadeira ao lado da sua, e me acomodei ali emburrada. – A Victoria que eu conheci a três anos atrás, já teria conseguido o número dela antes mesmo que a moça conseguisse anotar os pedidos.

Bufei e acomodei os cotovelos em cima da mesa, não sabendo se estava mais frustrada por Jungkook estar coberto de razão ou mais irritada por ele ter me beliscado. Eu já era uma mulher de 22 anos (ou quase isso), quando eu via algo que queria, alguém, eu só chegava, jogava um pouco de conversa fora e pronto! Ou eu conseguia o número, ou até mesmo um beijo dependendo da situação, ou um “não estou interessada” e eu ia embora sem azucrinar a paciência de ninguém.

Eu sempre fui uma pessoa muito comunicativa, sempre gostei de estar rodeada de gente, sempre gostei de me envolver, então para mim era muito fácil chegar em alguém; e eu já tinha maturidade suficiente para saber até onde eu poderia ou não ir. Eu não possuía nenhum tipo de beleza padrão, tinha a estatura média, cabelos ondulados escuros que eu gostava de deixar num comprimento um pouco antes da cintura, um sorrisinho até que charmoso e olhos escuros, nada chamava muita atenção em mim, mas o que me faltava em beleza natural, eu conquistava com carisma. Perdi as contas de com quantos desconhecidos, que depois viraram colegas de balada ou uma transa fixa, eu virei a noite conversando em um barzinho. Jungkook sempre acabava indo embora sozinho sem se importar com isso e bem, eu só chegava no outro dia, muito... satisfeita.

Nunca me gabei por conseguir sexo casual, muito menos por conquistar facilmente as pessoas na conversa, nunca achei que isso fosse uma qualidade para sair exaltando. Já tive muitos casos sim, mas poucos amores e sempre os respeitei acima de tudo, quando eu estava com alguém era para valer, eu me tornava um cãozinho na coleira (péssima referência, ignorem).

Isso me fez lembrar do motivo de estar aqui, na Coreia, naquele hotel com o meu melhor amigo que jurava que nunca mais veria na vida e sobre o que queria conversar com ele.

– Você disse alguma coisa? – Perguntei estourando minha bolha que eu criava toda vez que caia em algum tipo de reflexão, na maioria das vezes eu nem sequer escutava o que as pessoas ao meu redor estavam falando quando minha linha de raciocínio era muito comprida.

– Não, noona. – Aquele sorrisinho doce fez meu coração inquieto se acalmar um pouco. – Está tudo bem?

Eu sabia o que ele queria saber/dizer com aquela pergunta, então fui direto ao ponto:

– Eu e Laís... nós demos um tempo. – Foi quase um sussurro, mas os bons ouvidos de Jungkook capturaram facilmente aquelas palavras, e vi sua expressão mudar gradualmente quando o desgraçado tentava fingir preocupação para disfarçar um sorriso de vangloria. – Kook... – Repreendi.

– Vic... – Ele começou, mas um sorriso grande o interrompeu. – Olha, eu sei que você a amava muito e que deve estar com o coraçãozinho na mão, mas... – ele se recostou na cadeira, sua cara era desprezível, de pura satisfação – veja bem, não importa como estou me sentindo, e sim como você está, me conte mais sobre.

Respirei fundo e apoiei o queixo sobre meu punho fechado, observando com calma o rosto alegre de meu amigo. Mesmo com aquele comportamento infantil, eu sabia que ele estava preocupado comigo. Recapitulando: ele a odiava, tanto quanto ela o odiava – Jungkook parecia doentio com aquele sorriso, e se ele não fosse meu amigo a anos, diria que ele estava comemorando minha desgraça, mas era o meu Kook, meu doce Jeon, ele só estava feliz porque achava que Laís não me merecia – ele sempre deixou isso muito claro.

Olhei para a vista que tínhamos para o mar daquele lugar, o sol já se punha e segundo depois me voltei ao moreno que ainda sorria, mas me olhava com calma e compreensão, fazendo parecer que tinha todo o tempo do mundo para mim e meus dramas pessoais. Com aquele olhar o laço que tínhamos parecia se estreitar novamente, eu tinha reencontrado o meu lar.

– Ciúmes aconteceu, como sempre. – Suspirei. – Você sabe como ela é... – cocei a sobrancelha vagarosamente para tentar encontrar algo que a definisse que não fosse pejorativo e desse à Jeongukk mais motivos para sorrir – sensível. Quando eu resolvi chorar por você durante uma semana, ela ficou encanada.

– Você só chorou por mim na primeira semana? – Ele levantou as sobrancelhas para mim.

– Você realmente colocou um “só” no meio dessa frase? – Franzi o cenho de volta.

– Eu chorei os dois primeiros meses longe de você inteiros, Vic. – O ouvi resmungar e ele deixou os lábios finos se fecharem em um biquinho emburrado adorável.

– O meu bebê sentiu falta da omma dele? – Fiz beicinho e cheguei mais perto para acariciar sua bochecha, usando uma voz toda melosa que o fez rir.

– História para outro momento, Vic. – Jungkook falou doce, segurando a minha mão que estava em seu rosto. – Continue, por favor.

Expliquei o óbvio para ele, Jeon conhecia-a bem o suficiente para que eu não precisasse dar muitos detalhes e sinceramente, não tem muito sobre o que falar do que aconteceu comigo e Lais. Só estávamos desgastadas uma com a outra, eu sentia falta de Jungkook e ela não conseguia compreender, então aqui estava eu!

– Você precisa falar com ela. – Ele suspirou pesado quando terminei de falar.

– Eu sei que sim... – baguncei o cabelo um tanto frustrada.

– Sabe, e está adiando isso desde quando?

– Desde o segundo dia aqui. – Fiz uma careta e me recolhi com a cara de desaprovação que recebi de Jeon.

– Depois do jantar. – Foi o que ele precisou falar com a voz um pouquinho mais firme para eu assentir derrotada.

– Depois do jantar. – Confirmei e já senti as palmas da mão suando.


Notas Finais


Vocês também estavam com saudades da interação fofinha desses dois? Pq eu sim!
O que será que o Kookie tem? Em?
Gente, não to sabendo lidar comigo direito hoje, to euforica e isso me atrapalha quando quero me expressar.
Queria deixar clara a minha gratidão por continuarem me acompanhando, vocês são essenciais de verdade!
Enfim, até a semana que vem! <3


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