História Romanov Riddle - Capítulo 35


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Categorias Anastasia, Harry Potter
Personagens Alastor Moody, Alecto Carrow, Alvo Dumbledore, Amycus Carrow, Anastasia, Antonin Dolohov, Arthur Weasley, Augustus Rookwood, Bellatrix Lestrange, Blásio Zabini, Cho Chang, Cornélio Fudge, Dimitri, Dolores Umbridge, Draco Malfoy, Fenrir Greyback, Fílio Flitwick, Fred Weasley, Gellert Grindelwald, Gina Weasley, Gregory Goyle, Grigori Rasputin, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Horácio Slughorn, Jorge Weasley, Kingsley Shacklebolt, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Maria Feodorovna, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Nymphadora Tonks, Pedro Pettigrew, Percy Weasley, Personagens Originais, Rabastan Lestrange, Remo Lupin, Rita Skeeter, Rodolfo Lestrange, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid, Severo Snape, Sirius Black, Theodore Nott, Thorfinn Rowle, Tom Riddle Jr., Viktor Krum, Walden Macnair, Yaxley
Tags Riddle, Romanov
Visualizações 27
Palavras 3.056
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 35 - Acima de tudo


Fanfic / Fanfiction Romanov Riddle - Capítulo 35 - Acima de tudo

A ponta de seus dedos deslizaram pela marca em seu antebraço; recém adquirida. No fundo sentia-se uma grande hipócrita mas como ela várias vezes repetiu a si mesma, era por uma boa causa.


Hermione largou seus pudores, abandonou seus ideais pelo simples desejo de ser aceita e ela pensava, se nem com isso conseguiria, o que mais ela poderia fazer.


— Mulheres são apenas objetos de prazer nas mãos dos homens. Eles se cansam, precisam de algo maior, um herdeiro, um filho. Eles sempre se divertem com a primeira tola que aparece em sua frente mas ele necessita continuar sua linhagem e vai atrás de uma mulher que possa lhe dar o que ele precisa e quer. Uma mulher que não da um filho ao marido é uma mulher descartável.


Às palavras de Anastasia rodeavam seus pensamentos de maneira torturante. Seria realmente isso? Um filho? Se ela desse um filho a Alexandre ela seria aceita? Ele seria capaz de trocá-la por outra?


Ao mesmo tempo que a torturava a chateava. Ela era tão jovem. Apenas quinze anos. Queria viver tanto antes do prazer da dedicação materna. Mas ela também não queria ser uma mulher descartável.


E esse seria o novo objetivo de Hermione; não ser uma mulher descartável.



— Odeio aquele cão.


— Sirius?


— É. — respondeu mal-humorada ao ouvir aquele nome.


— Até agora eu não compreendi o do porquê.


— É insuportável! Arrogante, idiota, infantil. — o olhar da loira sobre si era como se lhe dissesse " E o que mais? " Iris suspirou. — Nós nos beijamos.


A xícara de Anastasia caiu de suas mãos em direção ao chão. Sua boca aberta em um perfeito " O " demonstrava um espanto raro.


Ele me beijou. — rapidamente se corrigiu. Anastasia abriu um sorriso malicioso. — Oh, não ouse!


— Iris, Iris, Iris. — disse rindo. — Você e o Sirius? Interessante. Está apaixonada?


— Não! — bufou.


— Eu acho que...


— Você não acha nada! — a cortou. — Podemos mudar de assunto? Por favor.


— Se você insiste. Como está sua adaptação como humana?


— Desinteressante. — suspirou. — Queria voltar a ser como eu era.


— Por acaso você já tentou? — Iris negou. — Tente.


Iris fechou os olhos e respirou fundo. Afastou todos seus tormentos de seus pensamentos até aquele com nome de Sirius. E ela conseguiu, transformou-se em anel, em seguida em humana de novo e finalmente em cobra.


— Ah, finalmente! — disse aliviada.


— Não vai mais voltar a ser humana? Confesse que é bem útil, pode correr, abrir portas, conseguir com mais facilidade a sua comida.


— Hum, quem sabe. Mas estarei como humana no casamento do Alexandre. — disse a cobra deslizando para o colo da loira. — Como vão às coisas com a Granger?


— Eu estava entediada.


— E como se desentediou?


— Digamos que estive atormentando-a a pouco. — ambas riram e Anastasia contou a Iris o que disse a Hermione. — Um neto. Um neto daquela garota.


— Bom... Ainda sim seria filho do seu filho, você não o amaria?


— Se saísse dela seria repulsivo. Mas você tem razão, ainda seria meu neto e eu o amaria.



 Hermione estava em sua aula com Dimitri. Ela era sempre muito atenta, mas naquele dia ela estava inquieta.


— Hermione?


— Porque você não me conta a história da Anastasia? 


— Não cabe a mim isso.


— Por favor! Eu não consigo parar de pensar nisso. — Dimitri parou para pensar. — E então você vai me contar? — Dimitri suspirou e se sentou.


— Por onde devo começar? — perguntou para si mesmo pensativo


— Que tal do começo?


— Oh, engraçadinha. — disse sarcástico. — Tudo bem, vamos lá. — Hermione ajeitou-se melhor em seu assento. — Tudo começou no início do século XIV. Toda a população russa e européia estava voltada para os acontecimentos em São Petersburgo. Europa e Ásia esperavam o nascimento de um herdeiro, o Czar e a Czarina estavam confiantes que depois de três filhas viria o tão aguardado herdeiro. Mas para o desapontamento e frustação geral, em 18 de Junho de 1901, a Czarina deu à luz a quarta Grã-duquesa da Russia, Anastasia Nikolaevna Romanov.


— Então desde antes de nascer Anastasia vem surpreendendo. — Dimitri assentiu


— O czar ficou momentaneamente desapontado, mas não pode deixar de se encantar e amar tão doce e vivaz garotinha que era a Grã-duquesa. Quando Anastasia tinha acabado de completar três anos, o tão esperado herdeiro nasceu.


— Alexei. — Hermione concluiu com um sorriso ao se lembrar do amável garoto que frequentara Hogwarts por um curto período.


— Todos pareciam extremamentes satisfeitos, afinal, a dinastia seria preservada. Mas descobriu-se meses depois que a criança herdará a hemofilia da mãe, assim como suas irmãs, mas a de Alexei era mais forte. O Czarevich sofria em suas crises e a única pessoa capaz de lhe arrancar sorrisos era Anastasia. Os dois possuíam uma enorme devoção ao outro. Angustiada na possibilidade de perder seu único filho, a Czarina voltou-se para o misticismo, e então ele surgiu, o camponês siberiano...


— Rasputin.


— A czarina havia ficado encantada com os supostos poderes de cura do monge, e como ele conseguia trazer conforto ao seu coração preocupado. Sim, ouveram tentativas de o afastar, ele não era visto com bons olhos por boa parte dos nobres, uma destas tentativas fora pouco antes do início da grande guerra, ele foi afastado, mas logo voltou.


— Li sobre isso. O czar tentou mantê-lo longe mas ele sabia que se o filho moresse a mãe de Anastasia nunca o perdoaria.


— E pelo imenso amor que tinha pela esposa, ele trouxe Rasputin de volta. Com aquela atitude às especulações aumentaram dentro e fora dos portões do palácio.


— Rasputin e a Czarina eram amantes. — Dimitri fez uma careta de desagrado


— Mentira. Nunca repita isso na frente de Anastasia, a ideia de manchar a imagem de sua mãe a deixa furiosa.


— Dimitri... Como era o relacionamento de Rasputin e Anastasia?


— Todos na família gostavam dele e com Anastasia não era diferente.


Todos na família? — aqueou a sobrancelha


— Refiro-me a Czarina, Alexei e as garotas. A avó de Anastasia, boa parte dos tios e primos não confiavam nele, achavam que Rasputin exercia muita influência sobre a Czarina, e temiam que aquilo pudesse afundar a dinastia já que...


— A Czarina exercia influência sobre o Czar.


— Ela tinha controle total sobre ele, de uma boa maneira, é claro. Sobre o relacionamento de Anastasia e Rasputin, ela gostava muito dele, até mesmo trocavam cartas. — Hermione arregalou os olhos. — Haviam suspeitas de que ele havia seduzido mãe e filhas, mas era mentira. Anastasia gostava muito dele, mas apenas no modo em que ele ajudava à aliviar a dor de seu irmão. O último ataque a Rasputin foi feito em 1916...



 Dimitri terminou a história deixando Hermione em choque. Era muita coisa para absorver. Toda a dor ia muito além do assassinato de sua família. Granger ficou desacreditada quando Dimitri disse a ela sobre a família de Anastasia.


— Dimitri, o que tanto você faz para ela?


— Ela me nomeou seu secretário particular. Trago para ela as cartas e envio.


— Cartas de quem?


— Da mãe dela. A Czarina. 


— Como? 


— Todos os Romanov. Desde o grande czar Ivan, o Terrível estão nesse momento no Palácio de Inverno. Todos os Czares e Czarinas, Grão-Duques e Grã-Duquesas. Obviamente, não estão vivos, oh, mas você tinha que ver como parece real. Bem... Faz parte da maldição de Rasputin para castigar Anastasia.


— Eu suponho que ela receba muita pressão dos Czares para ela derrotar Rasputin e deixá-los livres da maldição para quem possam partir.


— Exatamente. É muito triste. Nós não deveríamos estar falando essas coisas. — disse se levantando. — A aula acabou por hoje, eu tenho alguns assuntos a resolver.



 Anastasia andava de um lado para o outro. Bufou frustada e bateu o pé no chão com força. Não estava acreditando no que ia fazer. Como eles puderam fazer isso com ela? 


— Anastasia, calma. — a voz de Iris ecoou dentro da cabeça da loira. A cobra estava em seu disfarce de anel. 


— Eu estou bem calma, não queira me ver com raiva.


— Eu certamente não quero.


— Ótimo! — cortou ríspida e Iris prendeu o riso.


 Era dia de visita de Anastasia a sua mãe, compromisso a qual ela nunca faltava. Naquele dia não era apenas a loira que tinha coisas a resolver. Tom e Alexandre tinham qualquer coisa com os Comensais, Ariana e Harry haviam ido passear e sabe se lá onde Sirius estava. 


 Por causa disso a garota ficaria sozinha, porque Dimitri tinha coisas a resolver, Anastasia pensou ser seu pedido e por isso o deixou ir. Alexandre havia pedido que ela não deixasse Hermione sozinha e Anastasia cedeu pela insistência do filho. 


 Mas Hermione estava demorando demais e aquilo tirava a paciência dela. Quase quinze minutos depois a menina se juntou a Anastasia vestindo um simples vestido azul longo e de mangas. Anastasia reprimiu um comentário ácido de como ela havia ficado horrível naquela roupa e puxou a mão de Hermione aparatando. 


 Hermione caiu no chão duro com um gemido de dor. Olhou para cima e Anastasia já havia começado a andar, a castanha se levantou e rapidamente e a seguiu, nunca conseguindo acompanhar os rápidos passos da sogra. 


 Foi quando Hermione viu. O Palácio de Inverno. Era lindo, magnífico, esplendoroso. Não haviam adjetivos suficientes para descrevê-lo. O Palácio de Inverno era um desbunde que impressionava logo na chegada do visitante pela fachada de 325 metros  Havia sido utilizado cem quilos de ouro apenas para decorar a fachada — 


 Quando ela finalmente desipnotizou seus olhos da construção foi que notou seres sombrios, grandes, cobertos de capas pretas voando aos arredores do palácio. Dementadores. 


 Claro para a segurança. Ela pensou. Mas se perguntou se os bruxos que por ali passavam não os viam. 


 Quando elas entraram, Hermione foi ficando cada vez mais impressionada com todo aquele luxo. Tão distraída ela estava que nem ao menos notou que a outra havia parado e acabou batendo nas costas de sua sogra que se virou para ela com um olhar ameaçador.


— Essa daqui é a Granger, Papa. — Anastasia saiu da frente de Hermione para que o homem que era mais alto do que as duas pudesse ver a mais jovem. — Noiva do meu filho. — houve uma pontada de desgosto em sua voz.


— É um prazer conhecê-la senhorita. — O czar cumprimentou-a em Inglês. Hermione o encarava estática. Quando Dimitri lhe disse que eles pareciam vivos ela pensou que ele foi ao pé da letra.


  Hermione sorriu nervosa e fez uma reverência desajeitada, ela abaixou a cabeça tentando esconder suas bochechas coradas. Imediatamente ergueu à cabeça novamente quando o Czar voltou à falar.


— Creio que será gentil e paciente com sua nora. Parece-me ser dedicada à aprender.


   Em uma vista rápida para Hermione o Czar Nicolau era gentil. Havia algo especialmente amigável em seu olhar e na sua maneira. Os seus olhos brilhavam com sua expressão benevolente, era fascinante. Havia olhado diretamente para ela quando estava à falar, atitude que nem mesmo Anastasia tomava. 


— Ela é. O senhor sabe onde está a mama? Vim lhe fazer uma pequena visita.


— Está na sala malva.


— Obrigada. Com sua licença. — ela deu um aceno de cabeça à seu pai e pôs se à andar. Ouve um pigarreio pela parte do Czar e ela voltou-se para trás.


— Não deixe-a desacompanhada por aqui. — referiu-se a Hermione.


— Ah, não. 


— Tenho alguns assuntos à resolver, nós nos vemos em breve. — Anastasia assentiu. O Czar lançou um aceno de cabeça à Hermione quando passou por ela para ir embora.


 Elas passavam por muitos corredores que continham muitos quadros, e foi num desses que uma voz infantil gritou:


— Nastya! 


— Oh, Alyosha! — o menino correu até Anastasia, concedendo-lhe um abraço apertado, quase fazendo cair o buquê de lilás que ela trazia.


— Você nunca vem me ver, só quer saber da mama. — reclamou o menino emburrado.


— Não seja resmungão. — disse despenteando-lhe seus cabelos.

 

 O menino se virou para Hermione e ele arregalou os olhos e logo após, sorriu.


— Oh, olá Hermione. — ela ficou sem reação. — Não lembra de mim? Sou eu, o Dimitri. 


— Ah, sim, me lembro! Mas, você está tão pequeno e...


— Morto? — riu. — Sim, sim, mas estive daquele jeito por causa da maldição do Rasputin. Não podemos no despedir, mas eu senti muito a sua falta depois que fui embora. — Hermione sorriu, o irmão de Anastasia havia sido um bom amigo naquele curto ano que ele permaneceu em Hogwarts durante o Torneio Tribruxo. — Natsya, por que ela está aqui com você? — perguntou o menino passando o braço pela cintura da irmã enquanto ela passou pelo pescoço dele.


— A Granger é noiva do Alexandre, Alexei. Eles vão se casar. 


— Eu posso ir ao casamento?


— Você sabe que não pode sair do Palácio.


— Ah, que chato! — reclamou. — Mas eu lhe desejo as mais sinceras felicitações, Hermione, foi muito bom te ver e boa sorte com a Nastya, ela é muito chata. — disse começando a correr.


— ALEXEI NIKOLAEVICH! — Anastasia repreendeu.


— MAS EU TE AMO, NASTYA! — o grito ecoou junto da risada infantil enquanto ele sumia pelos corredores. Anastasia sorriu inconscientemente, durante uma vida toda seu irmãozinho foi condenado a passar seus dias em repouso, sem poder brincar, pois um mísero arranhão poderia lhe matar e agora, mesmo morto, ele podia desfrutar dos prazeres de uma infância que nunca teve. Seu sorriso sumiu quando ela percebeu que a outra a encarava demais.



 Hermione apenas adentrou a porta branca depois de Anastasia.


— Eu trouxe flores frescas, mama. — ela pode escutar Anastasia dizer. 


— Oh, obrigada, querida. 


 A czarina ainda era uma mulher bonita naquela altura. Era alta e magra e tinha um porte soberbo. Mas tudo isso deixou de contar quando Hermione a olhou nos olhos, aqueles olhos azuis tão tristes e melancólicos que mostravam as emoções de uma alma sensível.


— Olá. — Alexandra cumprimentou.


— Olá. — Hermione nunca pensou que seria cumprimentada por uma czarina, ainda mais a mãe de Anastasia —... Senhora. — disse abaixando a cabeça respeitosamente.


— Quem é sua amiga, Nastya? — para Hermione era estranho o fato de em um Palácio de czares Russos todos falarem Inglês. Anastasia fez uma careta ao som da palavra " amiga ".


— Essa é a Granger, mama. A futura esposa do Alexandre.


— Oh, a noiva de meu neto! É um prazer.


— O prazer é todo meu, senhora. — disse com um pequeno sorriso.


 Alexandra pareceu querer dizer alguma coisa mas Anastasia foi mais rápida intertendo a mulher com uma conversa em Russo.


 Hermione analisou o ambiente ao seu redor. Era uma sala maravilhosa onde o amor da imperatriz por todos os tons de malva era bem visível. O ar era perfumado por grandes quantidades de lilás e lírios.


 A mobília era malva e branca, e era fácil encontrar muitos “cantinhos acolhedores”. Havia uma grande mesa onde se encontravam várias fotografias da família, com especial destaque para uma da rainha Vitória, avó da czarina, que ocupava um lugar de honra.


 Uma das paredes era completamente coberta por ícones religiosos, incluindo um grande quadro da Virgem Maria. Tinha também um piano vertical em cor creme e nas prateleiras várias fotografias de família.


 Tudo ali era lindo, de aparência frágil e acolhedora, mas principalmente, era simples. Não era tão suntuoso quanto os outros cômodos do Palácio, era mais um ambiente familiar.


 Hermione sentiu-se deslocada ali. Não pelo ambiente, mas pela situação. Anastasia não parecia disposta a dividir a atenção de sua mãe com ela e por isso silenciosamente Hermione saiu do palácio pelo caminho que havia feito e com uma pequena chave de portal que havia trazido consigo, foi embora.



 Horas depois, quando já se era visível o por do sol, Anastasia retornou encontrado todos na sala. 


— Você teve uma briga com uma galinha? — Alexandre perguntou, retirando uma das muitas penas que estavam presas entre os fios loiros. Anastasia deu um imperceptível sorriso ao se lembrar de que estava naquela situação por conta de uma guerra de travesseiros que tinha tido a pouco com suas irmãs. 


 Com um aceno simples de mão, sua aparência tornou-se impecável e ela também tratou de secar instanteneamente Harry que estava ensopado de cima a baixo — Devido a volta de seu passeio com Ariana em que eles foram para o jardim e ele tentou beijá-la em frente a fonte, mas foi surpreendido por um certo irmão protetor com seu " sentindo Ariana " que acabou por jogá-lo na fonte —.


— Bem já que estamos todos reunidos, vamos para a sala de reuniões, o círculo íntimo nos aguarda.



 Os comensais se curvaram para o Lord quando ele entrou sendo seguido pelo resto — exceto Anastasia —. Sirius e Bellatrix se fuzilavam com o olhar, o animago também encarava de maneira nada agradável o servo, Rabicho.


 Anastasia chegou depois, acompanhada de Dimitri e de Iris em sua forma humana.


— Oh, Dimitri, é lindo! — Anastasia disse e todos se voltaram para um grande quadro que parecia ser a única fonte de luz e paz naquele ambiente cheio de pessoas ruins.


— Realmente é muito bonito. — Tom disse.


— É a minha mãe. Me transmite paz e espero que me induza a ser benevolente com aqueles que me desagradam.


 Quando disse aquilo os comensais rogaram silenciosamente para que aquele quadro realmente pudesse amolecer a Lady.


— Bem, vamos ao que realmente interessa. Potter, eu lhe disse uma vez que para você ser digno dessa família, especialmente da minha filha não seria fácil. — Tom começou. — E você disse que estaria disposto a tudo.


— E estou. — disse frio e firme.


— Pois bem, hoje você vai provar diante de todos os aqui presentes que você é... Esforçado.


 Anastasia não gostou nada do sorriso que seu marido trocou com seu filho. Ela sabia que algo nada bom estava por vir. 


 GreyBack e mais dois sequestradores entraram cada um com uma pessoa.


 Harry conhecia muito bem aqueles três. 

Eram eles. Sua odiosa família. Os Dursley.

Tom aproximou-se de Harry e sussurou para ele.

— Você é mesmo capaz disso? Não está nos seus valores eu creio. — Harry deu apenas uma resposta a ele. Apenas a mais pura verdade.

— A Ariana está acima de tudo.



Continua...



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