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História Romantic Gesture - Capítulo 1


Escrita por: e juju2222


Notas do Autor


eu sou misteriosah, então o nome da pessoinha que está sendo presenteada estará nas notas finais heheh

Capítulo 1 - Too good to be true


Fanfic / Fanfiction Romantic Gesture - Capítulo 1 - Too good to be true

Em um sábado de inverno, Park JinYoung e Mark Tuan estavam encolhidos embaixo de um cobertor felpudo comendo pipocaprestando atenção no longa metragem que era exibido na tela grande da TV da sala. Ambos já sabiam o conteúdo, mas mesmo assim mantinham os olhos vidrados nas cenas.

Mark tinha sido o responsável por escolher o filme daquele dia, optando pela sua opção favorita: 10 coisas que odeio em você, uma comédia romântica clássica dos anos noventa. O americano sabia descrever todas as cenas, além de já ter decorado a maioria das falas. Sempre se animava mais do que o normal ao falar da trama e esse pequeno — mas muito fofo — detalhe, era o que fazia JinYoung assistir a mesma coisa várias e várias vezes.

Comédia romântica passava longe de ser o gênero cinematográfico favorito do mais novo, que preferia dramas densos e filmes baseados em fatos. Contudo, amava muito o namorado e adorava passar aquele tempinho abraçado com ele, então não reclamava muito das opções repetitivas do outro.

O cômodo passou a maior parte do longa em silêncio, sendo preenchido apenas por algumas reações do Tuan, expressandoindignação, surpresa e fofura. Porém, quando Patrick Verona estava cantando em plenos pulmões “Can’t take my eyes off you” saracoteando para lá e para cá nas arquibancadas da escola, Mark virou-se para JinYoung em uma expressão esperançosa e perguntou:

— Você faria isso por mim, JinYounggie?

Sem tirar os olhos da tela, o Park respondeu:

— Pagar um micão desses? Eu não! Até parece que não me conhece, Mark. — soltou uma risadinha.

O mais velho nada respondeu, apenas mudou a expressão facial para uma claramente decepcionada e se afastou um pouco do namorado. Permaneceu assim até o final do filme.

[...]

Aquele clima estranho perdurou até pouco antes do casal deitar-se para dormir.

— Vai ficar de birra por mais quanto tempo? — alfinetou o Park. — Não quero dormir com um bicudo do meu lado.

JinYoung tentou cutucar as costelas de Mark, para iniciar uma brincadeira, mas o outro presente no quarto desviou o mais rápido que conseguiu.

— Mark, não estou entendendo. Aconteceu alguma coisa? — preocupou-se JinYoung.

O Tuan, que segurou dentro de si todas as palavras que queria proferir, finalmente tomou coragem para encarar JinYoung.

— É claro que aconteceu! Aconteceu que você é um estúpido que nunca se declara para mim! — exclamou, irritado.

— Espera aí, isso é por causa do que eu falei hoje de tarde durante o filme? — JinYoung perguntou retórico. — Aquilo é ficção, Mark! Ninguém faria esse tipo de coisa para pessoa que gosta na vida real. Se toca.

— Não é só por causa do filme! Você é sempre seco comigo, às vezes nem parece que gosta de mim! Sou sempre eu que faço surpresas, que me declaro… Eu que dei o primeiro passo para essa relação acontecer. Aposto que se eu não tivesse te beijado no seu aniversário três anos atrás, estaríamos trocando só olhares até hoje! — os olhos de Mark marejaram, exibindo a real fragilidade daquilo que dizia.

— Está dizendo que eu não te amo?

— Não! Não tô dizendo isso, que saco! — o Tuan jogou os braços pra cima, em sinal de chateação. — Eu só queria que você demonstrasse mais! Eu sinto como se só eu corresse atrás do nosso relacionamento.

— Desculpa Mark, mas não tô te entendendo.

— Você não quer entender. — ditou o Tuan, limpando as lágrimas e saindo do quarto a passos duros.

Passou pela cozinha, buscando as chaves de seu carro, agarrou o primeiro casaco que encontrou no cabideiro que ficava no canto da sala e saiu sem olhar para trás.

Parado no meio do corredor, JinYoung ainda estava atônito e tentando processar o que tinha acontecido ali. Pensou em ir atrás do amado, mas não o fez. Conhecia Mark como ninguém, sabia que ele precisava daquele tempo sozinho. O Park, sem sono algum, acendeu as luzes principais do apartamento todo, sentando-se no sofá e jogando a cabeça para trás, suspirando fundo. Droga, será que era tão insensível assim?

[...]

Mark dirigiu com cuidado, devido a toda adrenalina que corria em suas veias. Fez o caminho que conhecia respirando fundo, tentando organizar as ideias na cabeça. Depois de estacionar na frente do edifício grande e digitar a senha no painel eletrônico, Mark subiu as escadas correndo, parando só quando tocou a campainha da casa de Lim JaeBeom.

O coreano demorou um pouco para abrir a porta, mas se surpreendeu ao encontrar um Mark com cara de choro do outro lado.

— O que tá fazendo aqui a essa hora? — perguntou assustado, devido ao estado do amigo.

— JinYoung e eu brigamos.

JaeBeom não disse mais nada, apenas abraçou o mais velho e o levou para dentro de casa. Preparou rapidamente um pouco de água açucarada para acalmá-lo, antes de pedir para que contasse o que tinha acontecido.

Mark lhe contou tudo enquanto fazia carinho em Nora, uma das gatinhas do mais novo.

— Bem — o dono da casa começou, pensando em como expor sua opinião sobre o ocorrido. — Não vou dizer que você está errado ou exagerando, mas acho que temos que enxergar o lado do JinYoung também.

Mark tombou a cabeça para o lado, não entendendo o que o outro quis dizer.

— Você sabe que ele sempre foi o mais fechado da rodinha. — JaeBeom falou, sorrindo. — Ele nunca foi de falar abertamente sobre sentimentos como eu e você, muito menos de fazer ou dizer qualquer coisa antes de pensar em todas a possibilidades pelo menos três vezes. JinYoung tem naturalmente um pé atrás para qualquer situação!

— É que às vezes eu só queria que ele gritasse para o mundo que me ama… Que fizesse alguma coisa sem pensar muito.

— Entendo como se sente, mas você tem que concordar comigo que nosso JinYoung não é assim. O jeito dele de dizer que te ama é diferente do seu. Você faz surpresas, e demonstra seu amor nesses gestos românticos super bregas! — exclamou, fazendo com que Mark soltasse uma risadinha. — JinYoung é completamente o oposto, faz as coisas por baixo dos panos, mostra que te ama nas coisinhas mínimas do dia a dia. Assistir o mesmo filme várias vezes no mês é uma prova disso. — provocou, dando uma cotovelada leve no ombro do americano.

— Acho que você está certo. — murmurou, levando as palmas das mãos ao rosto, em sinal de preocupação. — Droga! Não devia ter saído de casa desse jeito. JinYoung deve estar morrendo de culpa.

— Não se cobra tanto, beleza? — JB falou compreensivo. — Toma um banho e dorme por aqui hoje.

Mark concordou com a cabeça, levantando e indo até o banheiro.

JaeBeom estava preparando a cama do quarto de visitas para Mark quando escutou seu telefone tocar. Ao encontrá-lo, olhou o nome conhecido no ecrã e atendeu com um sorrisinho.

— O Mark está aí? — a voz aflita de JinYoung penetrou o ouvido do Lim.

—  Oi JinYoung, tudo bem?

— JaeBeom, o Mark está na sua casa? — repetiu, ignorando o deboche do amigo.

— Está sim.

— Graças aos céus. Eu tentei ligar para ele, mas deixou o celular aqui. — suspirou. — Queria ter ido atrás dele, mas não iria adiantar, você sabe como ele é.

— Sei como os dois são. — falou JaeBeom. — Mark vai dormir aqui hoje, beleza? Acho que amanhã de manhã ele volta para casa e tudo se resolve.

— Na verdade, você consegue segurar ele aí? Eu pensei em uma coisa para me desculpar com ele…

[...]

Mark levantou cedo na manhã seguinte, pronto para voltar para casa. Entretanto, antes que pudesse se despedir de Jaebeom, este o chamou para acompanhá-lo ao mercado. O Tuan não era o maior fã de fazer mercado, mas achou conveniente ajudar o amigo, como um agradecimento pela noite anterior.

O Lim foi estranhamente lento durante as compras, o que fez o mais velho ficar com uma pulga atrás da orelha. Voltaram para casa de JB, e ele pediu ajuda com o almoço, o que era mais estranho ainda, já que Mark não sabia fazer nem macarrão instantâneo.

A resposta para todas as perguntas que faziam em sua cabeça foram respondidas quando escutou “Can't take my eyes off you” estourando nas caixas de som de um carro que passava pela rua. Curioso, foi até a varanda da casa do amigo para descobrir a origem da música, e se surpreendeu ao ver JinYoung parado ao lado de um senhor e seu carro desom. — Markie, você pode descer aqui um pouquinho? — a voz do Park ecoou nos alto falantes  do automóvel.

O Tuan, vermelho de vergonha, desceu as escadas correndo, encontrando o namorado sorridente.

— Não acredito que você está me fazendo passar essa vergonha! — exclamou Mark, com as mãos no rosto, a fim de escondê-lo.

— Tentei expressar meus sentimentos melhor, funcionou? — JinYoung perguntou, deixando o microfone no banco do carro e se aproximando do mais velho. — Sou seu Patrick Verona!

— Não precisava ter feito isso. — sussurrou.

— Precisava sim. Eu posso ser meio quieto, mas eu te amo muito muito muito! Me desculpa por não demonstrar de um jeito mais aberto. — JinYoung puxou as mãos de Mark, segurando-as com carinho.

— Eu tenho que te pedir desculpa também. Exigi uma coisa sem sentido, e saí de casa fazendo cena.

JinYoung envolveu Mark em um abraço apertado, que falava mais do que mil palavras. Com ou sem gestos românticos, os dois se amavam do fundo do coração.  


Notas Finais


A pessoa que tirei foi @gyulover! espero que tenha gostado, eu tentei fazer alguma coisa bem fofinha!

Gostaria de agradecer a @azriel pela betagem e @angryflower pelo design muito lindo!

Até a próxima :)


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