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História Romântico Anônimo - Capítulo 36


Escrita por: , Ana_chase14 e Maia_18


Notas do Autor


Oiii polvos
Esse sábado eu vou para a roça, por isso preferi adiantar o cap, por que se não vcs cobram kkk
Alguém adivinhou o casal do cap kkkk as vezes vcs me assustam
Boa leitura 💕

Capítulo 36 - Clube de música


             POV. Nico

Eu estava um pouco estressado, esses dias meu pai me colocou de castigo por ter brigado com a Perséfone de novo, ou seja, sem meu violão e fones de ouvido. O que acaba completamente com a minha sanidade. Mas Hazel acabou me dando uma ótima ideia, o clube de música da escola. Não gosto muito de me enturmar, apenas meu primo conseguiu mudar isso, Percy é um cara muito sociável e por causa dele acabei fazendo alguns amigos, então os clubes escolares e atividades acadêmicas estavam completamente fora de cogitação. Porem essa é minha última opção, se eu não quiser ficar doido.

Procurei saber com o diretor, mas ele só me mandou procurar o representante do clube e me inscrever. Mas onde raios eu ia encontrar o representante ou quem era esse ser o meu querido diretor não disse, queria xingá-lo mas como provavelmente ia pegar uma advertência eu desisti e fui procurá-lo eu mesmo. Lugar óbvio para procurar o representante de música? A sala de música.

Andei por alguns corredores até finalmente encontrá-la, foi fácil até. Entrei e aquele lugar parecia o paraíso. Tinha um piano de cauda, meu sonho sempre foi ter um desse na minha sala, acho tão chique, tinha uma parede só de instrumentos pendurados, muitos metais e vários de corda, os de percussão estavam na parede oposta, tinha uma linda bateria, e varias cadeiras também, partituras e estantes. As paredes pareciam ter isolamento acústico, enfim era perfeita, minha única pergunta era por que eu nunca tinha vindo aqui antes?

Não sabia nem por onde queria começar, se pudesse tocava todos de uma vez só, mas definitivamente o piano me atraiu como nenhum outro. Caminhei até ele, era a coisa mais linda que eu já tinha visto, passei meus dedos por todas as teclas assim que abri, o som era magnífico. Deixei meus dedos flutuarem sobre as teclas. Quando notei já tocava a melodia e comecei a cantar também.

             Não estou tentando ser diferente

          Não estou tentando ser descolado

      Só estou tentando me entregar a isso

Diga-me, você também está?

Você consegue sentir onde está o vento?

Você consegue sentir ele passando

Por todas as janelas

Deste quarto?

Ouvi alguém entrar na sala, mas nada fiz, apenas continuei cantando e tocando.

Porque eu quero te tocar, amor

E quero te sentir também

Eu quero ver o Sol nascer

Sobre seus pecados, só eu e você

Me assustei quando a voz começou a cantar comigo, mas ainda não parei.

Esquente as coisas, estamos em fuga

Vamos fazer amor esta noite

Nos aproximar, nos apaixonar

Tentar

Senti a pessoa se aproximar a cada passo até se sentar comigo no banco do piano. Suas mãos assumiram as teclas também, ajudando com a melodia.

Mas você nunca ficará sozinha

Eu estarei com você do crepúsculo ao amanhecer

Eu estarei com você do crepúsculo ao amanhecer

Amor, eu estou bem aqui

Eu vou te apoiar quando as coisas derem errado

Eu estarei com você do crepúsculo ao amanhecer

Eu estarei com você do crepúsculo ao amanhecer

Amor, eu estou bem aqui

Eu estarei com você do crepúsculo ao amanhecer

Amor, eu estou bem aqui

Acabamos e eu quase cai para trás quando vi quem era, como eu não percebi sua voz?

— Uau, estou impressionado. Sua voz é incrível. — Willian Solace estava me elogiando, zerei minha vida.

— Ham, obrigado, a sua também. — eu disse, estava com muita vergonha.

— Não sabia que tocava piano. — ele comentou tentando puxar assunto porque se dependesse de mim ele teria se encerrado ali mesmo.

— Toco e alguns outros instrumentos também. — eu realmente não sabia conversar.

— É mesmo, quais? — ele parecia empolgado.

— Bom, clássicos eu toco o piano e violino, mas também toco violão, guitarra e um pouco de bateria. Mas o violino eu não pratico tem muito tempo, e piano também, mas sempre me dei melhor com essas teclas. — brinquei no final.

— Uau, é quase um gênio da música. — ele brincou. — Além de cantar maravilhosamente bem. — ele falou e eu ri.

— Que nada, sua voz é bem melhor. — falei e ele ficou vermelho, ele estava adorável dessa forma. — E você? Vi que toca piano, toca mais alguma coisa? — olha eu estou impressionado comigo mesmo, consegui manter um assunto de uma forma decente.

— Eu toco piano, um pouco de violão, flauta, saxofone, e canto também. — ele disse e parecia orgulhoso. — Mas recentemente eu assumi o cargo de representante do clube de música. — então ele era o cara. Que sorte a minha.

— Nossa eu estava mesmo te procurando. — ele me olhou meio confuso.

— Por quê?

— Bom, eu quero fazer parte do clube, ou pelo menos poder usar os instrumentos.

— Oh, é sempre bom receber novos membros, será um prazer te ter na equipe, somos um número considerável. Não é bem um time de futebol, mas contamos com 15 membros, agora 16. — ele estava bem empolgado com o clube, parecia ser realmente importante para ele. Só consegui sorrir. — Seu sorriso é muito bonito, você devia sorrir mais. — ele falou e eu me senti corar.

— Não fale uma coisa dessas.

— Mas é verdade. — ele sorria também. Eu não conversava muito com ele, depois daquele dia da piscina mal nos falamos, apenas em conversas em grupo, e eu não me permitia prestar tanta atenção assim nele, afinal ele foi o meu crush por muito tempo, foi ele que me ajudou a superar minha quedinha pelo meu primo, mesmo que nenhum dos dois saiba disso. Não podia me iludir assim, quanto maior o crush maior o tombo.

— Já que está tudo resolvido eu já vou. — falei me levantando. Mas fui parado por uma mão.

— Espera, o papo está tão bom, por que você não me acompanha em um café, eu já acabei minhas coisas por aqui também. — e agora, curtir um encontro com o crush ou ir ficar em casa trancado no meu quarto?

— Claro vamos. — ir ao encontro com o crush óbvio. Ele sorriu daquela forma calorosa que só ele conseguia. Saímos da escola e fomos para uma cafeteria não muito longe dali. A cafeteria era moderna, mas não perdia o ar aconchegante. Nos sentamos em uma mesa mais ao fundo, elas tinham os bancos acolchoados, sentamos lado a lado.

 — Boa tarde, o que os senhores desejam? — um garçom perguntou.

— Eu gostaria de um capuccino e um pedaço de bolo de banana. — Will pediu.

— Eu gostaria de um chococcino e um pedaço de torta de morango. — eu fiz o meu pedido, o garçom anotou tudo e se retirou.

— E então, já estamos no segundo ano, já escolheu sua faculdade? — Will novamente salvando a gente de ficar em silêncio.

— Já sim, eu quero fazer música, quero virar produtor musical.

— Que incrível. Eu também quero fazer música, mas quero abrir uma escolinha, sempre foi meu sonho, por isso gosto tanto do clube, é como se fosse um treinamento. — uau, não tinha como não me apaixonar cada vez mais por esse menino, a paixão que ele tem pelo que faz e o brilho nos seus olhos ao falar do futuro, me hipnotiza, tanto que eu me aproximei sem nem notar. — Nico? O que você está fazendo? — ele falou em um tom mais baixo e isso me deixou extremamente arrepiado,

— Posso beijar você? — tirei coragem do cu para falar isso, mas talvez o transe seja tão grande que assim que voltar ao normal eu vou enfartar de vergonha, mas ele não pareceu assim tão assustado, já que quem quebrou o espaço e juntou nossos lábios foi ele, e foi o melhor beijo que eu já provei. Mas fomos interrompidos, o garçom já tinha colocado os pedidos na mesa e deu uma tosse falsa para chamar nossa atenção.

 — Os senhores desejam mais alguma coisa? — minhas bochechas já estavam escarlates e Will não estava muito diferente. Até o garçom parecia meio acanhado.

 — Não obrigado. — eu disse e o garçom pediu licença e se retirou. Olhei para o Will e ele não conseguiu segurar a risada, rimos um pouco, depois comemos o que pedimos e a conversa era leve, mais uma vez graças ao Will, mas eu gostei muito. Assim que acabamos pagamos, na verdade ele pagou, quase brigamos por causa disso, eu insisti em pagar pelo menos o meu e ele dizia que não porque ele quem tinha convidado e que da próxima vez eu pagava. Isso me deixou cheio de borboletas no estomago, quer dizer, teria um próximo?

— Onde vamos? — ele me perguntou e eu fiquei confuso.

— Eu que te pergunto, estou te seguindo. — e agora foi ele.

— Como assim? — ele perguntou. — Eu que estou te seguindo. — não nos aguentamos rimos muito. — Mas tem um parque aqui perto, quer ir até lá? — não respondi apenas concordei com a cabeça, ele entrelaçou nossos dedos e saiu me puxando. Se antes tinhas borboletas no meu estomago agora ela voavam enlouquecidas, batiam para todos os lados e trombavam uma nas outras. O local era lindo, tinha algumas árvores um pequeno parquinho, mas não tinha muitas pessoas por ali. — Vamos nos sentar em baixo de uma árvore. Vem. — ele me puxou e nos jogamos ali.

—E o que viemos fazer aqui? — eu perguntei.

— Não sei você, mas eu quero outro beijo. — ele se aproximou, e tinha como negar. Só paramos com isso quando já estava tarde, e eu o levei até sua casa onde mais uma vez nos despedimos com outro beijo e eu voltei para casa quase flutuando.

POV. Will

Entrei em casa com uma alegria que não cabia em mim e por isso tentava rasgar a minha cara com um enorme sorriso.

— Quem foi a linda garota que lhe roubou o coração e te deu em troca? — meu pai perguntou enquanto arrumava a mesa do jantar, como sempre apesar do cansaço seu cabelo e sorriso perfeitos estavam ali. — Sumiu durante a tarde pelo que sua irmã me falou. — ele falou e vi Rachel entrando com uma panela de comida e colocando na mesa, junto as que já estavam ali. Seria aquele o momento certo?

— Pai, preciso te contar uma coisa. — acho que ele vai aceitar de boa, sua personalidade sempre foi tão liberal, acho que ele é o adulto mais mente aberta que eu conheço.

— Pode sim filho.

— E-eu... — não me julgue é difícil sair do armário para o seu pai. — Pai não foi uma menina, na verdade nunca era, eu bom... Eu sou gay. — minha revelação pareceu assustá-lo um pouco, sua feição estava congelada.

— Nossa, uau, por essa eu não esperava. Sou o único que gosta de vagina nessa casa?

— Bem, quanto a isso não se preocupe, eu também jogo desse lado. — Rachel disse na lata. Ela sempre foi mais direta, e acho que aproveitou o fato do meu pai não falar nada sobre mim. E se antes sua expressão estava assustada antes, agora seu queixo quase se colava no chão.

— Será que eu acabei trocando vocês dois? — ele perguntou.

— Credo pai. — falamos juntos. E ele riu.

— Foi uma brincadeira, agora vamos jantar que eu estou morto de fome. — foi tudo que ele disse e a noite se encerrou dessa forma, esse foi o melhor dia da minha vida.


Notas Finais


Bem lindos esses dois kkkk
Amo o Apolo sério 💛
Caso vcs não conheção a música
https://youtu.be/tt2k8PGm-TI
Foi isso amores, próximo cap de volta ao hospital, mas está acabando amores logo logo a Annie já estará bem kkk
Até o próximo
Bjs
Gabi 😍


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