História Romeu e Julieta - Capítulo 1


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Alice, Emma Swan, Lacey (Belle), Mérida, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Brave Red, Mad Archer, Swanqueen, Swanqueen Mad Archer, Wicked Beauty, Yuri
Visualizações 40
Palavras 2.428
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Continuo?

Capítulo 1 - Capítulo 1


Capítulo 1:
"O fruto do meu amor também és fruto do meu ódio, tão cedo para amá-lo e tarde para conhecê-lo." *Romeu e Julieta*.

ALICE’S P.O.V:
Eu estava na aula de física e não prestava atenção em merda nenhuma que a professora falava. Nessa aula, apenas eu e Emma ficávamos juntas. O que nos restava conversar. 
- Vamos treinar um pouco lá na academia de boxe hoje? – Emma falou do meu lado.
- Não sei... – Bufei. – Ontem eu já treinei demais. – Ela me olhou. – Será que hoje eu agüento? Quero mesmo treinar, e ficar bem melhor que a Mills, aquela idiota. 
- Pelo amor de Deus, Tilly. – Emma rolou os olhos. – Esquece a Robin.
- Você não entende, né? – A olhei incrédula. – Eu sou melhor que ela. E vou provar isso. 
- Como quiser. – Ela riu. – Mas vamos ou não vamos lá na academia hoje?
- Vamos sim, minha thuthuca. – Falei e ela riu.

...

Robin’s P.O.V: 
- Quero ver você fazer melhor que isso, Parrilla Mills. – Sorri irônica depois de Regina tentar me acertar. Eu e Regina treinávamos no ringue de luta, eu, claro, ganhava dela. Não que eu me achasse, ou algo do tipo... Mas eu era a melhor dali. Pelo menos até uma certa pessoa chegar. Aí ficaria meio a meio. Por isso eu esperava que ela demorasse bastante pra chegar, ou fosse atropelada no caminho vindo pra cá. Dei um soco na barriga de Regina e ela se afastou um pouco pra respirar. Ri dela.
- Hey, meu amor! – Ouvi a voz de Lindsay e virei meu rosto para encará-la. Sorri estupidamente pra ela e acenei. O que não foi muito legal, já que na hora Regina me deu um soco na cara. Tão forte que me fez cair no chão e me deixar alheio do mundo por alguns segundos. Retorci-me no chão.
- Um... Dois... Três. – Ouvi a voz de Regina. – Perdeu, playboy. – Regina falou rindo. – Nunca desvie a atenção da luta, Robin. – Ela falou e saiu do ringue de luta. Sentei-me um pouco tonto.
- Oh, meu Deus! Me desculpe, Robin! – Vi Lindsay entrar no ringue e se ajoelhar ao meu lado. – Você tá bem? – Ela perguntou preocupada. Ri e tirei o protetor de dente. 
- Sim, eu estou. – Eu falei me levantando. Ela também se levantou. 
- E então... – Ela mordeu os lábios. – Senti saudades. – Ela falou e eu sorri. Tirei meu capacete e as luvas e a coloquei contra as cordas do ringue.
- Ah é? – Rocei nossos narizes. Ela fez uma cara de nojo.
- Eeew, Robin! – Ela falou me afastando. – Você está muito suada. – Lindsay falou e eu ri. Aproximei-me dela novamente.
- Ah, fala sério que você não gosta de ver sua namorada assim? – Falei e ela riu.
- Eu gosto quando eu faço minha mulher ficar assim. – Ela piscou e me deu um selinho. Sorri malicioso. Tirei minha blusa, ficando apenas com um topp. – O que você está fazendo?
- Tirando a blusa? – Falei como se fosse óbvio. Lindsay riu.
- Eu sei que você tá tirando a blusa. Mas por quê? – Ela perguntou.
- Porque eu tô com calor? – Falei como se fosse óbvio. Ela riu.
- Vai tomar um banho, badgirl. – Ela piscou. – Se não vamos nos atrasar pro filme.
- Como quiser, badgirl. – Falei e saí do ringue. Fui andando até o banheiro feminino, trombando com Alice que saiu.
- Me desculpe... – Alice me olhou. – Ah, é você, Mills. 
- Uau. – Falei rindo. – Vou considerar isso como um elogio. 
- Ok. – Ela rolou os olhos. – Oi, Mills! – Fingiu estar feliz em me ver. Ri.
- Oi, Jones. – Dei de ombros. Alice vestia um short bem pequeno e uma blusa sem mangas larga. Já havia luvas de boxe na sua mão.
- Cansou de apanhar? – Falou rindo e eu ri irônica.
- Há-há. Como você é engraçada, Jones. – Falei também irônica. – Só que minha namorada está aqui e eu vou no cinema com ela. – Falei. Nós ainda nos encarávamos frente a frente. 
- Ah, vamos lá, Robin. Só um ringue. – Ela falou. Arqueei a sobrancelha.
- Não sou do tipo de mulher que bate em outra. – Falei e ela riu irônica. 
- Mas você não vai bater, só vai apanhar. – Ela piscou.
- Está se achando muito hein, gatinha? – Falei. Ela riu.
- Vamos lá, Mills! – Ela fez manha. Ri.
- Promete que não vai me denunciar pro instituto da mulher ou sei lá que merda for? – Falei e ela riu alto.
- Não vai ser preciso. – Ela mordeu minha bochecha e saiu andando em direção ao ringue. Dei uma boa olhada na sua bunda, claro. Ri e acompanhei o seu caminho. Lindsay me parou.
- Onde a senhora vai? – Fuzilou-me com os olhos.
- Só um ringue, gata. – Fiz manha e Lindsay riu. – Ela me desafiou. – Fiz bico. Ela rolou os olhos. 
- Só um ringue. – Ela falou me dando um selinho. Sorri. – Vou ao banheiro enquanto isso. – E então saiu andando. Entrei no ringue e Alice punha o capacete e o protetor de dentes. Peguei as minhas luvas e as pus, logo depois pus o capacete e depois o protetor de dente. 
- Pronto pra perder, Mills? – Ela falou. Ri irônica.
- Eu não vou perder. – Falei e ela riu. Emma tocou o sino, ou sei lá que merda é aquela, e nós duas continuamos nos encarando. Parti pra cima dela tentando dar um soco, mas ela abaixou me fazendo ir um pouco pra frente. Tentei dar outro e ela abaixou novamente. E então deu um soco na minha barriga. Juro que meu estômago deu uma volta inteira. – Filha da... – Respirei fundo segurando minha barriga e ela riu. Depois virou um soco na minha cara. Mal deu tempo de respirar e ela me deu um chute alto, também no meu rosto. E depois chutou o meio das minhas pernas fazendo com que eu caísse no chão e gemesse de dor. Ouvi a risada de Alice ecoar pela academia. Depois ela se sentou por cima de mim tirando meus braços da “minha parte íntima” e os prendendo no chão. Aproximou seu rosto do meu.
- Um... Dois... Três. – Falou calmamente e depois riu. – E Robin Mills perde para mim novamente. – Ela disse e eu bufei.
- Tem sorte deu não ter coragem de bater em você. – Falei e ela riu irônica.
- Mais sorte da próxima vez, Mills. – Ela falou e beijou a ponta do meu queixo se levantando e saindo do ringue. Bufei me sentando.
- Ah, a Robin perdeu pra uma menina de novo. – Ouvi a risada escandalosa de Zelena vindo das arquibancadas e mandei um dedo do meio pra mesmo. Sério, aquela Alice ainda me deixaria pirada.

... 

Atravessei os portões do colégio suspirando. Mais um dia chato, entediante, e sem valor naquela bosta. Ok, eu realmente deveria estar mal-humorada. Encontrei com Mark na porta principal. 
- Hey. – Sorri e ele também.
- Parece cansada. – Ele falou. Concordei.
- Não dormi muito bem ontem à noite. – Dei de ombros.
- Que seja. – Ele falou. Depois parou e começou a me analisar de cima a baixo.
- Que foi? – Perguntei. Provavelmente eu estava com uma bela cara de mosca morta.
- Que roupa é essa, Sra. Jones? – Ele me olhou parecendo estar bravo.
- Que que tem? – Olhei para minha roupa. Parecia normal. – Calça jeans e bata. Algum problema?
- Sim, na calça. – Ele falou e eu ri. – Aliás, na parte traseira da calça. 
- Era a única limpa, falou? – Eu falei. Ele me olhou de braços cruzados. – Vê se não enche.
- Tanto faz. – Ele rolou os olhos e voltamos a andar pelo pátio. – Só fique sabendo que todos os seres por aqui estão olhando pra sua bunda nesse exato momento. 
- Isso é meio desconfortável. – Eu fiz uma cara pensativa. – Mas você só está exagerando.
- Se olhar a sua volta, verá que não estou. – Ele falou rindo. Olhei pra uns meninos e umas meninas que passavam e na hora eles desviaram o olhar de mim, como se não tivessem me olhado a poucos segundos atrás.
- Você cansa minha beleza, Mark. – Falei e ele riu. Na mesma hora trombei com Robin. Sem cumprimentar nem algo do tipo continuei andando.
- Hey, Jones! – O ouvi me chamar. Rolei os olhos e virei o olhando.- Cuidado por onde passa com essa bunda enorme, falou? – Ok. Eu deveria ficar indignada, certo? Mas eu vou deixar algo bem claro por aqui. Nada que venha da Mills me atinge. Fiz uma cara de pena e ela me olhou confusa.
- Pena que você nunca vai poder pegar numa assim, né, Mills? – Pisquei e ela ficou com cara de bunda. Ou outro adjetivo, que não é muito bacana de se falar.Voltei a andar.
- É engraçado ver vocês duas brigando. – Mark riu. Olhei-o. 
- Aquela menina é detestável. – Rolei os olhos. 
- Tem aula de que agora? – Ele perguntou.
- Literatura. – Bufei.
- Eu também. – Ele falou despreocupado.
- Como se eu já não soubesse. – Falei e ele riu. Literatura era a única aula que eu e Mark tínhamos juntos. Aliás, Mark é a pessoa mais nerd que eu já conheci. Eu não conheço muitas, mas ele com certeza é muito nerd. Esqueci de falar que ele tem dezesseis anos? É, não tomou nenhuma bomba ou algo do tipo que nem eu e meus amigos. Mas ele era bem gato pra ter dezesseis. Mas era gato também pra ser gay, então...

...

- Quanto tirou na prova? – Mark perguntou baixo ao meu lado. A professora de literatura havia acabado de entregar as provas, e como sempre, eu não havia ido bem. 
- 4,2. – Falei tediosa. Mark riu. – E você?
- 9,8. – Ele falou. Bufei.
- Porque isso não é uma surpresa para mim? – Falei irônica. 
- Mau humor? – Ele perguntou revisando sua prova. 
- Você não tem noção. – Suspirei e ele riu.
- Sra. Jones? – A voz aguda da loira oxigenada lá na frente me chamou. O nome dela é Tyla não-sei-o-que. Sim, é um nome estranho. Ela é minha professora de literatura. Aliás, eu não costumo chamar as pessoas que eu não conheço de vadias, mas eu a conheço, e ela é uma vadia. Na tá acreditando? É só olhar pra cara dela. Novinha, 25 anos, loira dos olhos verdes, corpinho bonito. Não é isso, é que ela já ficou com metade do corpo estudantil. Sem comentar algumas certas pessoas. Sim, Robin Mills. Mas eu não importo com isso, não mesmo. 
- Sim? – Olhei para ela. 
- Está sendo chamada na diretoria. – Ela falou. Típica frase que vem me atormentando há uns três anos. Já me acostumei com ela até. Bufei e me levantei da cadeira, saindo da sala. Andei até a diretoria. Bati na porta e ouvi um “Entre” abafado. Abri a porta e dei de cara com, Robin, Emma, Ruby, Belle, Regina, Zelena e Mérida sentadas pela sala. A Sra. Cooper estava em sua mesa e me olhava. Já falei que minha escola é anormal? Porque eu realmente acho que minha diretora deveria ser baixinha, gorda, velha e enrugada. Mas não. A Sra Cooper tinha aproximadamente 27 anos, cabelos pretos e lisos, olhos cor de mel, e um corpo bem adequado para uma diretora. Mas usava uns óculos de grau. Pelo menos isso.
- Bom dia, Sra. Cooper. – Falei entrando na sala confusa. 
- Bom dia, Jones. – Ela assentiu. – Sente-se. – Puxei uma cadeira me sentando ao lado de Emma. O nome da Sra. Cooper era Rebecca. Rebecca H. Cooper. E eu também tinha antipatia dela, se quer saber. – Bom, vocês todos devem saber porque estão aqui. – Ela se levantou e começou a andar pela sala com as mãos na cintura. Robin a analisou de cima a baixo. Idiota. 
- NÃO FUI EU! – Regina berrou se levantando. Rebecca a olhou assustada. – As grades do ginásio caíram sozinhas e...
- Quieta, Parrilla Mills. – Ela falou séria e Regina se calou sentando novamente. – Depois conversaremos sobre isso. - Ela a olhou com um olhar mortal e ela se encolheu na cadeira. – Voltando ao assusto... – Ela bufou. – Estive avaliando suas notas. – Todos a olharam. – Não estão boas. 
- Isso nós já sabemos, por que nos chamou aqui mesmo? – Emma perguntou. Rebecca a olhou.
- Me desculpe, eu não a autorizei a falar, Swan. – Rebecca falou. Ainda séria e rígida. – Vocês também já devem saber que não tem mais jeito. – Ela falou. – Estão reprovados já. – Ela suspirou e se sentou em sua cadeira atrás de sua mesa. – Mas... – Todos a olhamos confusos. – Decidi ser boa com vocês.
- Como assim boa? – Robin perguntou. 
- Vocês todos já levaram duas bombas. – Ela suspirou. – Alguns aqui como a Sr. Mills e a Sr. Dubroch, três. – Olhou de relance para Robin e Mérida. – Portanto, acho que quatro pegaria muito mal pra você. E três também, para os outros.
- E aonde você quer chegar? – Perguntei.
- Decidi propor uma atividade para vocês, valendo o tanto que vocês precisam para passar. – Ela falou. Olhamo-la abismadas.
- Você o quê? – Belle disse incrédula.
- É uma atividade prática. – Ela explicou. – Muitas escolas fazem isso de vez em quando. É como passar uma tarefa pra vocês, que se vocês fizerem certo e me apresentarem no final, passarão de ano direto. – Ela falou. Ficamos boquiabertos. – Claro que durante as férias, vocês terão aulas particulares quatro dias da semana, três horas. – Ela disse e todas bufaram. – Mas pelo menos irão para o segundo ano. 
- E o que seria essa atividade? – Zelena se pronunciou pela primeira vez.
- Um filme. – Ela falou. 
- Um filme? – Ruby perguntou, ainda incrédula.
- Sim, Sra. Luccas. Um filme. – Ela sorriu nos olhando.
- E como nós faremos um filme? – Robin perguntou. – Aliás, que filme? 
- Ótima pergunta, Mills. – Rebecca falou. – Primeiro quero que vocês saibam que não precisa ser nada extravagante. Compramos o material necessário para fazer um filme simples. E eu tenho uma amiga que é diretora de filmes. Ela disse que ajuda vocês e...
- Você está louca? - Perguntei incrédula. Rebecca me fitou séria.
- Não, não estou, Sra. Jones. – Ela falou. – Vocês irão fazer esse filme. Caso contrário, serão todas reprovadas novamente. – Bufei.
- E que filme? – Regina perguntou.
- Isso é decisão de vocês. – Ela falou. - Podiam fazer algo romântico e antigo, tipo Romeu e Julieta. Podia se inspirar no livro, ou até mesmo no filme. Aquele Romeu Julieta. Seria realmente bacana.
- Romeu e Julieta? – Zelena riu. – Não mesmo. – Ela disse e todas concordamos.
- Isso é escolha de vocês. – Ela bufou. – Pode ser qualquer filme, ou qualquer livro.
- Poderíamos fazer exatamente igual? – Emma perguntou. – Ao filme, quero dizer. Não temos tanta criatividade.
- Sim, claro. – Rebecca falou. – Bom, quero o filme pronto três dias antes do término das aulas. Caso aconteça algum imprevisto, me avisem. – Ela falou ajeitando alguns papéis em sua mesa. – Amanhã irei chamá-las novamente aqui para conhecer minha amiga que ajudara vocês. – Falou e todas concordamos. – Estão dispensadas. – Todas levantamos e saímos da sala abismadas. Aquela mulher era louca, não é possível.


Notas Finais




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