História Romione - Envenenamento - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter
Personagens Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Lilá Brown, Luna Lovegood, Ronald Weasley, Viktor Krum
Tags Futuro, Harry Potter, Hermione, Hermione Granger, Lilá Brown, O Enigma Do Principe, One-shot, Romance, Romione, Rony, Rony Weasley
Visualizações 282
Palavras 2.139
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Romance e Novela, Saga, Suspense

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A história original e os personagens dessa fanfic são de criação da J.K. Rowling.

Capítulo 1 - Capítulo único


Fanfic / Fanfiction Romione - Envenenamento - Capítulo 1 - Capítulo único

[...] Mas Rony, que não pareceu estar ouvindo o brinde, já virará o hidromel de um gole.

Transcorreu um segundo, pouco mais que uma pulsação, em que Harry notou que havia alguma coisa terrivelmente errada, e Slughorn, pelo visto, não percebeu.

— ... e que esta data se repita por muitos...

— Rony!

Rony tinha deixado cair a taça; fez menção de se levantar da cadeira e desmontou frouxamente, suas extremidades sacudindo descontroladas. Ele babava espuma e seus olhos saltavam das órbitas.

— Professor! — berrou Harry. — Faça alguma coisa!

Slughorn, porém, parecia paralisado pelo choque. Rony se contorceu e engasgou: sua pele começou a azular.

— Que... mas... — gaguejou Slughorn.

Harry saltou por cima de uma mesinha baixa em direção ao estojo de poções aberto, tirou frascos e bolsinhas, enquanto o medonho ruído da respiração gorgolejante de Rony enchia a sala.

Então Harry a encontrou: a pedra com aspecto de rim murcho que entregara a Slughorn na aula de Poções.

Tornou a correr para junto de Rony, abriu sua boca e jogou dentro o bezoar. O amigo deu um estremeção, um arquejo estertorante, e seu corpo ficou mole e imóvel.

 

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            Acordei meio atordoado, meus ouvidos estavam zunindo. Parecia que eu tinha dormido muito tempo. Eu estava deitado em uma enorme cama de casal, um quarto bem maior que o meu na toca. Paredes pintadas de branco, eu caminhei para uma porta gigante de vidro, abri e dei para uma sacada, Havia no canto direito duas poltronas de fibra e uma mesinha do lado esquerdo havia alguns vasos de folhagens. O dia estava nublado, parecia estar por volta de oito horas da manhã. A casa estava situada em um condomínio trouxa, ele via ao longe a Millennium Wheel.

            _Onde é que estou? Ontem mesmo eu estava em Hogwarts e...

            Voltei para o quarto correndo, abri as portas do armário e encontrei roupas femininas de um lado e masculinas do outro, tudo milimetricamente organizado.

Procurei nas roupas masculinas alguma pista que revelava a quem pertencia o quarto, encontrei três casacos iguais, todos tinham cor de tijolo e com uma letra R bem grande na frente.

_São meus, o que está acontecendo?

Eu tirei o pijama e vesti uma roupa qualquer e saí do quarto às pressas, passei por um corredor com algumas portas, uma delas estava aberta e entrei. Um quarto com algumas caixas grandes de papelão. A campainha tocou. Voltei para o corredor e encontrei as escadas.

Desci em uma sala ampla com uma lareira no fundo, no lado oposto a escada tinha vão com o hall de entrada. Atravessei a sala e abri a porta.

_Sr. Weasley? – perguntou um homem baixo e de meia idade.

_Sou eu – respondi.

_Entrega para o senhor, é só assinar aqui – o homem falou me entregando uma folha e uma caneta de plástico. Ele agradeceu depois que assinei e me entregou uma caixa grande e pesada.

Retornei a sala com a caixa. Abri logo e vi artigos de decoração e uma cortina de renda. Larguei a caixa em cima do sofá. Nada fazia sentido.

Encontrei a cozinha, ela era como os outros cômodos, grande e organizada. Vi um papel na geladeira, era um bilhete escrito às pressas que dizia:

Bom dia amor, eu já estou indo para o Ministério. O primeiro ministro da Itália chegou antes do previsto. Deixei seu café na mesa. Encontre-me na sorveteria Florean Fortescue ao meio dia, para comprarmos o restante das coisas.

Bjos!

Obs.: não se esqueça que a encomenda que a minha mãe fez para mim, irá chegar hoje. Fique em casa até a caixa chegar.

_OK, amor. Mas você poderia ter assinado para eu saber quem é você e o que está acontecendo.

A letra no bilhete talvez ficasse mais caprichosa se a pessoa quem a escreveu não tivesse com tanta pressa.

 

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Aparatei no Beco Diagonal, o meu relógio marcava cinco minutos para o meio dia, caminhei até a sorveteria Florean Fortescue. O lugar parecia o mesmo, porém estava com um ar mais alegre, fiquei contente ao ver que as lojas reabrirão. Passei em frente à loja Gemialidades Weasley, estava cheia. Os gêmeos devem estar tendo bons lucros. Se eu não descobrir o que está acontecendo depois eu converso com eles. Uma mulher veio ao meu encontro conversando com uma criança que andava saltitante. O que era estranho, pois para um tempo de guerra, as pessoas parecem bastante felizes.

_Oi, Rony como vai você? – ela me cumprimentou com uma voz sonhadora. Agora de perto, percebi que se tratava de Luna Lovegood, porém mais velha.

_Oi, Luna – falei – o que aconteceu com todo mundo? Tudo está tão estranho.

_Do que você está falando? – ela perguntou e fez uma careta.

_Até ontem todos estavam com medo de Você-Sabe-Quem e hoje acordei com tudo estranho, até em uma casa estranha.

_Absolutamente não sei do que está falando. Os zomzóbulos devem ter entrado na sua mente, não se preocupe é só uma perda de memória temporária – ela falou abrindo uma bolsa de tecido e tirando uma cebola verde, logo me entregou – É raiz-de-cuia, vai te proteger dos dilátex vorazes, sabe, zomzóbulos atraem eles.

_Ah... Obrigado! – falei.

_Não é nada de mais, eu tenho um monte! Tenho que ir, mas antes para te atualizar, hoje completa sete anos que Harry Potter derrotou Lord das Trevas. Te vejo na comemoração à noite?

_An... Sim claro!

_Certo, até lá.

_Até.

Então de algum modo eu viajei para o futuro. E Harry venceu Voldemort. E devo estar casado com a Lilá Brown. E Hermione deve estar casada com alguém que a mereça. Pensativo, eu sento em uma mesinha na calçada da sorveteria Florean Fortescue, para esperar a minha grudenta esposa. Avisto Harry, vestindo uniforme de auror, vindo ao longe acompanhado por uma mulher com roupas elegantes, um grupo de pessoas paradas conversando bloqueiam a minha vista. Parece que a mulher está com os braços dados com ele. Deve de ser sua esposa. Se o amigo tiver derrotado Voldemort mesmo, ele merece uma esposa bonita e elegante. Mas e Gina? A acompanhante de Harry não pode ser a minha irmã, não cabelos ruivos. Ela não deve ter aguentado à tamanha fama do namorado. Queria saber da Mione. Ela não pode ter casado com aquele búlgaro idiota, não mesmo. Ele só queria aproveitar dela, por ser amiga do seu adversário, isso, ele só queria tirar informações dela. Vitor Krum a beijou só para tirar informações. Mione burra, ela achou que o Vitinho estava caidinho por ela, até parece. Deixou se enganar por aquele... Não pode ser! É ela! Não estou acreditando, não pode ser, não, não e não.

            Harry chegou com os braços entrelaçados com Hermione. Eu me levantei num pulo. Ela estava linda, a mulher mais linda do mundo. Estava sorridente, feliz e grávida. Não pode ser, Harry e Mione vão ter um bebê. Casados e felizes esperando um bebê.

_Obrigada Harry! – ela disse soltando-se dele vindo até a mim.

_Olá Rony como vai licença médica? – Ele me perguntou – Você melhorou? Você assustou todos nós. Bom, de certo modo foi sorte você ter sido envenenado aquela vez em Hogwarts, eu soube exatamente o que fazer dessa vez.

_Harry não fala assim – repreendeu Mione. Ela pareceu ser a mesma de sempre – Oi Ron – disse ela aproximando de mim e me beijou nos lábios.

Não tive reação. Ela e Harry não estavam juntos? Então porque ela me beijou? E na frente dele? Como assim? Congelei. Harry não reagiu, parecia estar acostumado. Senti não só as orelhas, mas o todo o rosto queimando.

_Hermione – eu sussurrei lentamente – Hermione.

_Então, eu estava perguntando a Hermione se vocês vão à comemoração? – Harry perguntou – A Gina está querendo muito, mas eu não sei, o Thiago é pequeno e Gina descobriu que está grávida.

_Grávida? – eu me espantei, minha irmã caçula grávida!

_Meu Deus! Me desculpa Ron, eu acabei me esquecendo de te contar. Sua irmã me contou ontem e quando cheguei em casa você já estava dormindo, eu não quis te acordar e acabei esquecendo.

Em casa? Então ela que é a minha esposa e não a Lilá, que alivio. Mione e eu, casados. Dei o sorriso mais alegre e sincero que já dei em toda minha vida. Meu coração disparou. Eu vou ser pai. E a Mione mãe, do meu filho.

_Eu agradeço que tenha ficado tão feliz por mim e a Gina – disse Harry, me despertando.

_Isso, parabéns. Eu vou ser pai... e tio! – exclamei.

_Sim tio novamente – Harry disse, ele e Hermione começaram a rir.

Tudo está bem. Harry venceu Voldemort e se casou com Gina. Eu me casei com a bruxa mais inteligente, esperta e bonita do planeta. Agora só tenho que voltar para o presente, em Hogwarts. E eu sei que tudo ficará bem. Mas como eu vou voltar a...

_Harry, nós vamos sim à comemoração. Você e Gina deveriam ir também, não posso dar informações, mas Kingsley me contou que nesse ano vai ter uma área infantil, um parque de diversão no estilo trouxa, eu acredito que o Thiago vai gostar.

 _Qual outra novidade? – quis saber o outro.

_Só você indo para descobrir – disse ela.

_Tudo bem, nós vamos e encontramos vocês lá – ele falou se virando.

_Até lá Harry – eu disse e me virei para a minha esposa - O que vamos fazer agora?

_Vamos aproveitar a minha tarde livre e vamos tomar um sorvete bem grande, o meu desejo por sorvete de chocolate ainda não passou – eu comecei a rir, Hermione dizendo que está com desejo de comer?! – o que foi?

_Nada.

_Eu acredito que você não queira que sua filha nasça com cara de sorvete de chocolate.

_Não, claro que não, de onde você tirou isso?

_Esquece, é “piada” trouxa.

_Piada? Mas não tem graça um bebê com cara de sorvete.

_Eu já disse para você esquecer, é expressão trouxa, eu esqueci e você não vai entender.

_Mas...

_E depois que tomarmos sorvete – ela me cortou – nós vamos comprar a tinta para o quartinho de bebê e o restante dos móveis.

_Todas aquelas caixas e a encomenda que chegou hoje são para o quartinho?

_Por que o espanto? Foi você que ficou tão empolgado e saiu comprando tudo relacionado a bebês, eu te avisei que precisávamos comprar primeiro o essencial, mas não, você quis comprar tudo o que encontrou pela frente...

_Eu fiquei tão empolgado assim? – eu deixei escapar.

_Ainda pergunta? Você esqueceu que até chorou quando te dei no natal o sueterzinho que pedi sua mãe para fazer?

_Bom eu...

_Eu sei que você não sabia, foi uma surpresa.

 

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            _Nem vem que você se divertiu igual a uma criança naquele parque de diversão – Mione falou alegre.

            _Foi uma boa escolha, ao escolherem os trouxas como tema deste ano – eu disse.

            _Você ouviu o que eu disse no discurso – Hermione disse, ela havia feito um discurso sobre a importância de lembrar-se dos trouxas mortos durante o Período de Trevas, nome dado pelo Ministério ao período da guerra.

            _Sim, você foi aplaudida por minutos. Mandou bem.

            _Não tinha nada preparado, eu não sabia que Kingsley fosse me chamar para falar.

            _Você sempre manda bem – eu fui sincero.

            Hermione me abraçou, estava tremendo. Apertei o abraço, eu nunca havia a sentido desse jeito. Já havíamos nos abraçado antes, é claro, mas não assim. Antes não era nada além de abraços de amigos, talvez com um pouco de sentimentos escondidos. Agora é diferente, eu sinto o seu calor, cada pedacinho de seu corpo colado ao meu. Um abraço de amor sincero, nada semelhante aos abraços da Lilá. Lilá, Hogwarts, chocolates, Romilda Vane, hidromel, envenenamento. Tudo ficou repetindo na minha mente. A realidade. Adormeci.

 

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            Abri os olhos, eu estava na ala hospitalar. Eu me sentia confuso, relances do meu sonho vieram à tona. Uma casa grande e bonita. Hermione com Harry. Ela sentada ao meu lado numa mesinha, grávida do nosso primeiro filho. Uma menina. Fogos de artifício. A vista de cima em uma roda gigante trouxa. O calor de seu abraço. A sensação de seu abraço. Minha vista tampada por fios e fios de cabelo castanho.

            _Rony! Eu fiquei tão preocupada com você quando eu soube que fora envenenado. Que bom você acordou! Ah Rony! Me desculpa, me desculpa mesmo por ter me afastado de você.

            _Tudo bem Mione, eu é que tenho que pedir desculpas – ela me soltou, meu nariz a poucos milímetros do dela.

            _Com licença Srta. Granger, preciso examiná-lo agora que acordou – Madame Pomfrey interrompeu - e fazer algumas perguntas. Pode voltar após o término das aulas.

            _Volto mais tarde, Ron – ela falou baixinho e saiu.

            _Abra bem a boca – mandou a enfermeira.

            Não me lembro muito bem do sonho, mas ele me deu uma esperança com a Mione.

            A esperança aumentou mais ainda com o presente de aniversário que recebi dos gêmeos, um exemplar do livro “Vinte Maneiras Seguras para Encantar Bruxas”.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Greangeriana.
XOXO


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