História Romione - grama recém cortada, pergaminho novo e Ron - Capítulo 16


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Categorias Harry Potter
Personagens Arthur Weasley, Carlinhos Weasley, Córmaco Mclaggen, Dominique Weasley, Fleur Delacour, Fred Weasley, Fred Weasley Ii, Gina Weasley, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Hugo Weasley, Jorge Weasley, Lilá Brown, Lílian L. Potter, Lucy Weasley, Luna Lovegood, Molly Weasley, Molly Weasley II, Percy Weasley, Roxanne Weasley, Viktor Krum
Tags Amizade, Romance, Romione
Visualizações 475
Palavras 2.753
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - Almoço com os Grangers


Fanfic / Fanfiction Romione - grama recém cortada, pergaminho novo e Ron - Capítulo 16 - Almoço com os Grangers

POV Rony

Após o café, Hermione subiu para o quarto de Gina para se arrumar e eu voltei para meu quarto, tomei um banho e comecei a vestir a roupa que Gina havia escolhido. Gina achava que deveria passar confiança e escolheu uma camisa branca e calças escuras com sapatos bem lustrados e tinha passado horas me ensinando a arrumar o cabelo de um jeito que segundo ela faria qualquer homem querer me entregar sua filha, Gina sempre foi muito exagerada, mas não tinha muita opção, não tinha ideia do que vestir e mamãe me achava lindo até usando o traje de gala horrível que usei no baile de inverno que pertencerá ao falecido marido de tia Muriel, ela inclusive tinha sugerido que o usasse hoje.

Tinha planejado levar algo para meus sogros, mesmo não sendo exatamente o primeiro encontro com eles depois do inicio do namoro, precisava fazer Hermione acreditar que com pelo menos o pai dela era. No dia em que fui ao beco diagonal com Harry buscarmos os anéis que havíamos reservados, aproveitei para comprar um vinho feito por bruxos do sul da França para meu sogro, por sorte havia uma pequena poupança dos dias em que trabalhei na loja de Jorge e Fred em algumas férias antes da guerra. Hermione uma vez comentou o quanto seu pai apreciava vinhos e como era curioso a respeito de nosso mundo. Não entendia absolutamente nada de vinhos, mas Carlinhos conhecia um pouco mais que qualquer um da minha família, ainda mais pelo fato de viver viajando, ele tinha indicado uma loja e qual vinho deveria comprar e salvou minha pele. Mamãe gentilmente havia colhido mais cedo algumas flores pelos jardins da Toca e feito um lindo buque para dar a Sra. Granger.

Quando estava finalmente pronto peguei o embrulho com o vinho e desci para pegar o buquê com mamãe. 

- Uau... Roniquito! Quem diria que até você tinha jeito, jurava que era um caso perdido e me culpava por ter roubado toda beleza quando nasci! - Jorge zombava assim que apontei na escada.

- Oh querido está tão lindo! - mamãe me apertava. - Já é um homem!.

Ouvi um assobio de Jorge e virei para ver Hermione descendo as escadas junto com Gina. Ela usava um vestido rodado amarelo e uma sandália alta branca, estava linda, seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo e seu pescoço estava ainda mais irresistível a mostra. Hermione corou com o assobio de Jorge e aceitava sua mão estendida para ajudá-la a descer da escada.

- Como Roniquito conseguiu uma gata dessas? - Jorge a fazia dar uma volta assim que terminou de ajudá-la a descer das escadas. - Que Angelina não me ouça, mas se tudo der errado ainda podemos fugir juntos cunhadinha! - Jorge dava uma piscadela me provocando.

- Deixa de ser bobo Jorge. - Hermione sorria corando com as brincadeiras dele. E ao me ver sorriu constrangida, parecia estar lendo meus pensamentos sobre seu pescoço.

- Que casal lindo! - papai aprovava da entrada, tinha acabado de chegar com Harry dos jardins. 

- Andem, já estão atrasados. Boa sorte meu querido, tenho certeza que será aprovado pelos Grangers. Hermione querida, não esqueça do casamento de Percy amanhã ao por do sol, traga seus pais. - Mamãe falava enquanto nos empurrava para a saída.

Segurei a mão de Hermione e aparatamos em frente a sua casa. A Sra Granger estava na janela e parecia nos esperar e assim que percebeu nossa presença correu para abrir a porta.

- Seja bem vindo Ron, querido. Está um pão!. - Ela me cumprimentou muito animada. Entramos e ela me convidou a sentar. - ROBERTO! DESÇA LOGO! - Parecia se esquecer da doçura que usou para me cumprimentar ao chamar o Sr. Granger. Ela me lembrava muito Hermione, principalmente em suas drásticas e rápidas mudanças de humor. 

- Obrigado, é para a senhora - Entreguei o buquê com um ouvido ainda zumbindo com o grito que ela acabará de dar.

- Oh quanta gentileza, muito obrigada! Que rapaz galanteador querida, não poderia escolher melhor! Mais que lindas flores! - A Sra. Granger dizia as levando para a cozinha atrás de um vaso. Sentia minhas orelhas queimarem com os elogios.

O Sr. Granger acabará de descer. - Olá rapaz! Como vai? - Ele oferecia a mão que apertei sem demora. - Querida está maravilhosa nesse vestido, amarelo é realmente a sua cor! - O Sr. Granger olhava para Hermione como um leão orgulhoso de sua cria.

- É para o senhor! - Entreguei o vinho rezando para Carlinhos estar certo. O Sr. Granger olhava a garrafa e parecia impressionado.

- Que interessante, vou experimentá-lo agora mesmo no almoço, estou muito curioso. Obrigado meu jovem! - O Sr. Granger continuava lendo seu rótulo fascinado, ele me lembrou papai quando via algo trouxa, parecia ter agradado com o presente.

- Papai, sabia que Ron era goleiro no time da Grifinória? - Hermione tentava inciar um papo entre nos dois, a agradeci mentalmente estava totalmente perdido. O Sr. Granger me olhava agora como se estivesse reconhecendo um velho amigo.

- Sério? Ganhei bolsa na minha faculdade graças ao futebol, jogava como goleiro pelo time da faculdade, é uma posição fascinante! Sabe nunca fui o melhor aluno, diferente de Amélia que é uma nerd de berço, graças a deus Miono puxou sua inteligência - O Sr. Granger já se sentava no sofá e parecia muito mais confortável - Não é uma posição para homens fracos, precisa ter muito controle...

 

POV Hermione

Subi para o quarto com Gina após o café e enquanto ela me ajudava com a maquiagem contei um pouco de minha noite com Ron. Gina tinha ficado eufórica.

- Por Merlin! Ron é um Weasley!  - Dizia erguendo as mãos para os céus.- É Mione se fosse você já revisaria de novo o livrinho, se Rony puxar papai nos dois tipos de apetites é melhor escolherem uma casa com capacidade para pelo menos uns 11 filhos. Já sabemos que com comida ele puxou papai! - Gina falava da vida sexual dos pais com sua naturalidade habitual. - Mas então... hoje é o grande dia e depois de hoje não há mais motivos para continuar torturando meu irmão! Já sabe quando será? Você vai voltar para cá hoje ou Ron vai dormir lá? - Gina me bombardeava com perguntas e me fez perceber que realmente depois de hoje nada mais impediria que me entregasse a Ron. 

- Não sei ainda Gina, só sei que nem eu estou conseguindo esperar mais. Hoje cedo se Ron não tivesse se controlado eu não o teria parado. - Confessei sentindo meu rosto corar.

- É Mione acho que você também já é uma Weasley. Acho que uma casa com 17 quartos deve ser suficiente! - Gina zombava da minha cara entre risos.

Descemos e Jorge me matou de vergonha já nas escadas. Foi quando o vi, ele estava lindo, tinha realmente se tornado um homem maravilhoso. Ron não lembrava em nada aquele garoto chato e magrelo de 8 anos atrás, ele me olhava com cara de bobo, talvez apenas isso denunciava que ele um dia foi sim aquele garoto no expresso de Hogwarts. 

A Sra. Weasley nos apressou e aparatamos em cima da hora para minha casa. Mamãe como sempre esperava ansiosa na janela, ela abriu a porta e foi muito simpática com Ron, acho que eu não era sua única fã ali. Rony tinha levado um buquê lindo para mamãe e um vinho muito famoso no mundo bruxo, pretendia comprar o mesmo vinho para o aniversário de papai, mas estava feliz que Ron tinha dado aquele mimo. Era encantador Ron tentar agradar meus pais em sua estréia na minha família, nunca imaginei que ele teria esse tipo de sensibilidade, o olhava suspirando. 

Tinha que ir para a cozinha ajudar mamãe e como conhecia bem meu pai e Ron, sabia que poderiam ficar naquela sala por horas sem trocar uma palavra. Os dois eram orgulhosos demais para iniciar um assunto, resolvi apressar as coisas para poder ir para a sala sem receio de voltar e encontrar a sala congelada com a falta de intimidade daqueles dois. Joguei a fagulha e quando sai para a cozinha já havia um calor aconchegante como uma pequena fogueira em uma tarde de outono. Sabia que os dois compartilhavam duas paixões, esportes e eu, não seria idiota de deixar dois ciumentos falarem de mim, aquilo poderia se tornar uma bomba relógio em uma primeira conversa então os empurrei para o sentido oposto.

Papai estava falando animado sobre sua juventude como goleiro, Ron parecia impressionado e começavam a falar sobre táticas de defesa quando sai para a cozinha com um sorriso satisfeito, eles nem mesmo perceberam minha retirada. Ajudei mamãe a terminar o almoço, ela gentilmente tinha adiantado boa parte de meu cardápio tão carinhosamente escolhido, tinha selecionado comidas trouxas que sabia que Ron não conhecia, a maior parte eram receitas de família e entre elas  algumas vinham de outras culturas, tinham sido herdadas de parentes distantes que eram originado de países mais distantes ainda.

Quando o almoço ficou pronto os dois estavam distraídos analisando um jogo clássico na televisão, papai explicava a Ron como conseguia mostrar um jogo que tinha acontecido há quase 30 anos atrás em uma caixa. Ron nem piscava, e enchia papai de perguntas, ele ia de perguntas sobre a tecnologia trouxa a sua frente a observações de movimentos errados do goleiro, papai por sua vez concordava com Ron e falava qual seria a defesa correta, pareciam melhores amigos. Precisei os chamar quatro vezes, eles respondiam sem se mover, até que desliguei a TV.

O almoço parecia uma reprodução dos meus sonhos, Ron e papai continuavam a conversa e nas pausas elogiavam a comida. Mamãe sorria observando como papai estava encantado com Ron tanto quanto nós duas, desistimos de participar daquela conversa sobre traves e diferenças entre esportes do mundo trouxa e bruxo. Mamãe agora falava animada sobre o casamento do dia seguinte comigo e papai, estava curiosa e ansiosa para participar de uma festa bruxa. Quando papai e Ron tinham devorado praticamente toda a mesa, partiram correndo para a sala para terminar de assistir a partida, ajudei mamãe a limpar a cozinha e voltamos para a sala. 

Quando o jogo acabou, depois do que me pareceu uma eternidade. Ron e papai não eram mais estranhos, estavam mais para amigos de infância, até que Ron segurou minha mão em um impulso, papai lhe lançou um olhar desconfiado. Apertei a mão de Ron e ele entendeu que tinha chegado a hora de fazer o pedido.

- Sr. Granger e Sra. Granger, agradeço pelo convite e por esse dia tão agradável. Eu gostaria de pedir permissão para namorar Hermione, tenho as melhores intenções, prometo respeitar ela e os senhores e gostaria de futuramente também entrar para a família. - Ron falava com uma impressionante confiança e uma clara sinceridade.

- Ah querido, claro. Ficaremos tão felizes em tê-lo em nossa família! É visível como estão apaixonados. - Mamãe falava com brilho nos olhos. Papai continuava paralisado, mamãe deu um nada discreto cutucão em sua costela.

- Espero que faça minha princesa feliz, eu aceito desde que não faça minha filha sofrer. Ela é meu tesouro e não medirei esforços para protegê-lá. - Papai falava sério e parecia analisar as reações de Ron. Ele não se intimidou, sustentou o olhar de meu pai, nem parecia ser o meu Ron sempre tão inseguro.

- Ela é minha vida, senhor. Tudo que quero é fazê-la feliz. - Ron respondeu com sinceridade. Papai parecia satisfeito com sua postura e resposta.

- Querido fique a vontade, estou ansiosa para encontrá-lo amanhã! Roberto vamos assistir um filminho lá no quarto, meu bem? - Mamãe falava de forma doce, mas em seu olhar se via que era uma ordem e não um convite.

- Mas ainda vamos assistir o jogo de 87. Ainda é cedo para se deitar, e... - Papai insistia como uma criança pedindo para brincar só por mais vinte minutos. Ele percebeu mamãe entortar a boca e se calou, sabia que tinha ultrapassado uma linha perigosa e resolveu não insistir antes que fosse pior. 

- Vocês terão outras oportunidades, deixe os meninos namorarem um pouco, Roberto! - Mamãe falava e já ia se levantando. - Querida, fiz um docinho para vocês está na geladeira, se quiserem ver um filme fiquem a vontade. Assim que meus pais subiram abri as partes retrateis do sofá para podermos ficar mais confortáveis e busquei o doce de mamãe. Deixei Ron escolher um filme e claro ele escolheu um horroroso de terror, detestava esse tipo de filme, mas como ele nunca tinha visto um filme resolvi não reclamar.

- Acha que me sai bem? - Ron perguntava enquanto eu colocava o filme.

- Melhor impossível, acho que já pode pegar o diploma de conquistador de Grangers. - Respondi sorrindo.

Ron abriu um sorriso enorme e me puxou para seus braços, coloquei minha cabeça apoiada em seu ombro e não resistir a esconder meu nariz entre seu pescoço e cabelos, quem precisava ver filme com aquele cheiro bom bem ali? Só lembrava que estava passando um filme quando Ron se assustava e dava pequenos pulos.

- Mione você precisa mostrar esse dilme para o Hagrid! Ele ia adorar esses monstros - Ron falava fascinado.

- É filme amor-  Respondia sorrindo. Mas sem tirar o nariz de meu cantinho favorito.

 

Quando o filme acabou esqueci completamente que estava na sala de meus pais e o beijei com desespero, Ron me apertava com intensidade. Ouvi os passos pesados de papai na escada e me afastei de Ron, fingi que estávamos discutindo sobre Transfiguração avançada, Ron tinha uma cara de quem não estava entendendo nada o que foi perfeito. Papai sempre me ouvia falar que Ron tinha uma cabeça oca quando ainda eramos apenas amigos e não entendia meus sentimentos por ele. 

- Opa crianças, só vim buscar um copo d'água! O filme já acabou? - Papai tentava disfarçar seu tom desconfiado. Ele não me enganava, estava espionando e por pouco não nos pega. Seria difícil conseguir uma brecha com Ron em casa e agora não via a hora de conseguir um pouco de privacidade com para aproveitar tudo que podia com Ron.

- Hermione já está ficando tarde, ainda preciso ir para o chalé das conchas. Vou dormir lá para participar dos preparativos de Percy, como Audrey fará o dela na Toca e os dois não podem se encontrar até o altar como a tradição, preciso ir para a casa de Gui. - Ron já tentava escapar da situação com meu pai, ele também parecia ter percebido suas espionagens.

- Mione deixe o rapaz ir para a despedida de solteiro do irmão, logo estaremos todos juntos na festa. - Papai tentava encerrar meu momento com Ron.

- O que é despedida de solteiro? - Ron parecia perdido.

- Não é nada, depois te explico. - Droga, se Ron soubesse da tradição trouxa sem dúvida ia querer uma. Olhei torto para papai que entendeu, ele se despediu de Ron e subiu mais rápido do que tinha descido.

- Obrigado por vir! Fiquei tão feliz, você foi ótimo, obrigada por fazer isso por mim! - Falei com um jeito manhoso acompanhando Ron até a porta, não queria que já fosse embora. - Sentirei saudades. 

- Eu adorei Mione, seus pais são bem divertidos. - Ron beijava minha testa. - Também sentirei.

Depois desse pequeno momento romântico, Ron me beijou com grande intensidade de surpresa. Fiquei chocada com sua audácia, papai quase tinha nos pego há poucos minutos atrás, Ron realmente não era mais aquele garoto medroso.

- Amanhã pode dormir fora de casa? Podemos trazer seus pais e dar uma volta? - Ron perguntava e seus olhos já escureciam.

- Posso, vou pedir cobertura a mamãe, ela me ajudará com certeza. Aonde vamos? - Perguntei curiosa

- Não seja tão curiosa Srta. Granger. Só lembre-se que meus limites acabaram hoje à tarde naquela sala. - Ron sussurrava em meu ouvido e para minha surpresa tinha dado um aperto em minha bunda que me fez arfar. - A Srta é esperta, acho que minhas mãos já te deram uma dica do que faremos amanhã.- Ron sorria e dava passos se afastando para o jardim ainda virado para mim. Ele aparatou me deixando ali na porta, estava toda arrepiada, chocada e paralisada. "Amanhã Ron não teria mais limites"...eu continuava parada na porta.

 

 

 



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