História Romione - grama recém cortada, pergaminho novo e Ron - Capítulo 75


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Categorias Harry Potter
Personagens Arthur Weasley, Carlinhos Weasley, Córmaco Mclaggen, Dominique Weasley, Fleur Delacour, Fred Weasley, Fred Weasley Ii, Gina Weasley, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Hugo Weasley, Jorge Weasley, Lilá Brown, Lílian L. Potter, Lucy Weasley, Luna Lovegood, Molly Weasley, Molly Weasley II, Percy Weasley, Roxanne Weasley, Viktor Krum
Tags Amizade, Romance, Romione
Visualizações 240
Palavras 2.270
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 75 - A partida do meu herói


Fanfic / Fanfiction Romione - grama recém cortada, pergaminho novo e Ron - Capítulo 75 - A partida do meu herói

POV Hermione

Tinha se completado um ano da viagem dos meus pais, eles tinham percorrido diversas cidades que sonhavam pelo mundo e chegariam em uma semana. Recebia um postal para cada cidade visitada, fotos e cartas, além de várias ligações, estava morrendo de saudade deles, assim como as crianças e Ron. Rose já estava quase completando cinco anos e adorava a escola, ela era muito adiantada para a idade e precisei a transferi três classes à frente para que ela pudesse se encaixar melhor com o nível da sala, Hugo por outro lado em seus quase três anos era uma verdadeira pestinha, detestava a escola e vivia aprontando, Ron tentava me convencer a deixá-lo sair da escolinha e passar a infância como ele, mas não queria que ele ficasse mimado e desistisse de tudo que não gostasse, então acabava adiando sempre essa decisão.

Rose continuava arrancando suspiros do pai, ela tinha Ron nas mãos, ele sempre acabava fazendo tudo o que ela queria, por sorte era uma menina “certinha” e não pedia muitas loucuras, a relação deles me lembrava a minha com meu pai, sempre acabava falando mais com mamãe nas ligações e sentia falta dele. Um dia papai me ligou e me pediu segredo e ajuda para fazermos uma surpresa para mamãe, ele queria renovar os votos no aniversário de casamento de 30 anos deles que estava se aproximando, eu estava praticamente responsável em organizar a pequena festa intima, Will andava me ajudando com os preparativos, tínhamos alugado um salão com um grande e florido jardim, e preparado cada detalhe, a festa, os convites, os trajes, tudo.

Papai queria realizar a cerimônia uma semana depois do retorno deles da viagem, então ainda tínhamos mais duas semanas para organizar tudo. Estava com Will em casa em uma tarde de domingo revisando os últimos detalhes, Ron tinha levado as crianças para assistirem um jogo de quadribol junto com os primos e os tios, aproveitei a tranquilidade da casa para me reunir com Will. Tínhamos acabado de decidir os últimos detalhes, ele me faria o favor de ligar para a cerimonialista repassando os últimos detalhes no dia seguinte.

Assim que acabamos abri um vinho para beber com Will, ele estava me contando animado de seu novo namorado, Oswaldo, um rapaz tão bonito quanto ele e um médico reconhecido. Comentamos dos problemas que nossa prima Lola causou naquele último ano, por sorte depois da última visita ela nunca mais tinha dado as caras em casa, mas Will não teve a mesma sorte, ele revirava os olhos contando como ela tentou também seduzir Oswaldo que não deu a menor bola para ela. O papo estava tão bom que nem vi a hora passar, meus dois pequenos foguetinhos adentraram a porta gritando e completamente imundos seguidos por meu charmoso marido que estava tão sujo e animado quanto às crianças.

- Já para o banho! Os três! – Gritei e eles acenaram para Will e correram para cima.

- Que família linda One! Acho que a próxima comemoração de bodas de 30 anos depois dos seus pais será a sua! – Will batia palminhas animado.

- Ainda não fizemos nem 10! Mas tenho certeza que chegaremos aos 30. Ai Will! Confesso que Ron ainda deixa minhas pernas bambas da mesma forma que ficavam quando ainda erámos apenas colegas de escola. – Ria sem graça.

- Ron é um homem muito charmoso e bonito One! Hugo também vai arrasar com o coração das garotas, é a cara do pai! – Ele sorria.

O telefone tocou e corri para atender.

- Filha? – Mamãe perguntava em uma voz engasgada.

- Mãe? Como tá a viagem? A ligação está meio ruim, sua voz está estranha, como está o papai? – Perguntei pedindo silêncio para Will que estava rindo pensando na cara de mamãe ao descobri nossa surpresa. – Mãe? Onde estão? – Insisti quando ela não respondeu.

- Filha, preciso que ... – Silêncio.

- Alô? Srta. Granger? – Uma voz grossa e desconhecida perguntava. – Sou o Dr. Raul, preciso que a senhora venha o mais rápido possível para Caracas! – O homem com um forte sotaque dizia.

- Por quê? ... O que aconteceu? Está com a minha mãe? – Perguntava já sentindo que o pior tinha acontecido.

- Srta. Granger estou com sua mãe, lamento, não posso informar todos os detalhes por telefone, mas a Sra. Granger não está em condições de ficar aqui sozinha. – Ele insistiu.

Não lembro de quase mais nada, a palavra sozinha já foi o suficiente para entender, papai! Alguma coisa com papai tinha acontecido. Minha pressão caiu automaticamente assim que concluí.

- One? Meu deus! Ron! Rápido! – Will tentava me segurar e assim que me apoio no chão pegou o telefone. – Alô, sou sobrinho deles, sim. Estamos indo! Por favor, me passe o endereço! – Ele anotava rápido com o máximo de eficiência que conseguiu com sua tremedeira de nervoso.

- Amor? Will? Mione? – Ron tentava me manter acordada o senti me segurando no colo e apaguei.

(...)

Acordei na cama, Ron, Will, meus tios e os Potters me olhavam preocupados. Levantei assustada.

- O que aconteceu? – Perguntei temendo a resposta.

- Podem esperar lá fora um minuto, por favor? – Ron pediu para saírem, imaginava onde aquela conversa acabaria pelo choro descontrolado da minha tia e pelos olhos inchados do meu tio, Will parecia também que tinha perdido todo sangue do corpo e Harry e Gina me observavam com pena, assim que eles saíram Ron começou.

- Amor, precisa ser forte, eu estou aqui com você. Cuidarei de você e de sua mãe! – Ele começou.

- Ron...papai? – Não conseguia formar as palavras – O que aconteceu? – Soluçava.

- Mione, eles estavam jantando em uma cidade na Venezuela, pelo que Will me explicou é um local muito violento... Houve um assalto, seu pai não reagiu, mas ele não entendeu a língua dos bandidos, ele entregou tudo, mas atiraram. Seu tio conversou com a polícia de lá, parece que os bandidos se assustaram com a reação de outro cliente que estava jantando na mesa de trás e seu pai foi atingido, ele ficou entre o atirador e o outro homem. – Ele falava me observando com atenção. – Sinto muito amor, ele era um homem formidável! Fique aqui, eu vou lá buscar sua mãe e cuido de tudo, trarei os dois! – Ele acariciava minhas mãos.

Não consegui dizer nada, estava em choque.

- Amor? Minha família, Will e sua tia cuidarão de você, eu vou viajar com seu tio, juro que trago sua mãe, não se preocupe. – Ele secava minhas lágrimas.

- Eu quero ir! – Me desesperava.

- Mione, você está muito abalada, precisa ficar calma! Deixe que cuide de tudo, seu tio também acha que não será bom ir! – Ele me consolava me abraçando.

- Ron me faça dormir, eu não estou aguentando! – Pedia desesperada.

- Tem certeza amor? – Ele me analisava, confirmei e ele mirou a varinha para mim. – Eu te amo, daqui duas horas o efeito do feitiço vai passar e Gina vai ficar aqui com você. – Apaguei.

(...)

Acordei e Ron já tinha partido com meu tio, Gina me olhava preocupada.

- Gina cadê meus filhos? – Perguntei preocupada.

- Estão com a mamãe e o papai, ainda não sabem. – Ela me falou apreensiva. – Estão brincando com meus filhos no quintal. Sua tia fez uma sopa com ajuda de Will, você precisa comer! – Ela insistia.

- Estou sem fome! – Disse chateada – Ele era meu herói Gina! Eu o amava! – Cai no choro e Gina me abraçou.

(...)

Depois de dois dias de cama, Ron voltou. Todos ainda estavam hospedados em casa, se revezavam cuidando de meus filhos e de mim. Fiz um esforço no dia da volta de Ron quando Gina me avisou que estavam chegando, precisava ser forte por mamãe, tomei um banho e continuei evitando qualquer comida que Gina e Harry insistiam que comesse, estava sem o menor apetite. Quando desci para a sala todos me olharam com pena e preocupação.

- Eles devem chegar em meia hora! Ron me ligou, já estão no carro a caminho, seu tio ficou para cuidar da documentação de liberação do corpo e chegará mais tarde. O velório e enterro serão amanhã, Will já cuidou de tudo não se preocupe! – Harry me informava preocupado com meu estado.

- Mamãe! – Rose e Hugo pulavam em meu colo.

- Oi meus amores! – Acariciava os cabelos dos meus pequenos vermelhos como o fogo.

Ron abriu a porta da sala e entrou apoiando minha mãe, Harry correu para ampará-la, fui logo atrás e a abracei, ela soluçava desesperada.

- Vovó? Cadê o vovô? – Rose saia para o procurar no carro.

- Filha! – Ron saiu atrás dela logo em seguida.

- Ele era o meu grande amor! – Mamãe soluçava e aumentava a minha dor. – Foi tudo tão rápido, ele falou que aquela cidade era perigosa eu que insisti em irmos, é minha culpa! – Ela se desesperava.

- Mãe sente! – Foi tudo o que consegui falar.

Ficamos ali abraçadas em silêncio, titia nos abraçou e Will trouxe água para mamãe. O Sr. e Sra. Weasley nos observavam do outro sofá tentando encontrar alguma forma de ajudarem. Levei mamãe para o quarto e me deitei com ela, o dia seguinte seria muito difícil.

(...)

Sentia o peso do mundo em minhas costas, me arrumei e desci. Mamãe e todos já estavam prontos. Rose parecia entender o que tinha acontecido e era visível sua cara de choro, não sabia nem mesmo o que Ron tinha falado a ela, estava me sentindo tão vazia que nem mesmo consegui cuidar dos meus próprios filhos.

Todos seguiram para o enterro e velório, Gina ficou com as crianças um pouco longe do corpo. Concordamos que era demais para eles, todos os irmãos e cunhadas de Ron estavam lá nos apoiando. Ron não saia do meu lado, ele se revezava apoiando minha mãe e eu, meu tio e Will cuidaram de tudo, foi uma cerimônia bonita e papai aprovaria cada escolha.

Voltamos para casa e todos se despediram, Gina levou as crianças para casa com o intuído de os distraírem e mamãe foi para casa conosco. Ron preparou um chá para nos duas.

- Minha vida era ele, eu não sei o que farei sem ele! – Ela falava baixinho, segurava sua mão, estava sentada ao seu lado. – Me sinto completamente perdida! – Ela falava mais para ela mesma, seus olhos estavam vidrados.

Ron se aproximou e ajoelhou a sua frente, o observava tentando entender o que estava fazendo.

- Amélia, não está sozinha, ainda tem uma família inteira. Você tem nos dois e seus netos. – Ele a abraçava. – Meu sogro não ia querer ver as duas assim! Não se preocupe que não estão desamparadas, cuidarei das duas com a minha vida. – Ele prometia.

- Oh querido! Roberto gostava tanto de você! – Ela o abraçou emocionada, Ron era incrível, ele cuidava da minha mãe como se fosse a dele.

- Sabe que nossa casa está aberta se quiser mudar para cá! Sei como é difícil ficar em um lugar cheio de lembranças de uma pessoa que amamos, ainda mais sozinho. – Ron a observava com atenção, tinha certeza que ele falava de seu irmão. Ron tinha dificuldade em entrar no quarto de Fred e Jorge, sempre que precisava buscar algo do estoque na loja e ia sozinho voltava com os olhos vermelhos e inchados.

- Não quero atrapalhar a vida de vocês, começaram há pouco tempo, mal completaram sete anos de casado. Uma velha intrometida só atrapalharia. – Ela respondia sem graça.

- Não! Estou oferecendo um lar para minha sogra amada, você nunca atrapalharia, te amamos. A senhora ainda é muito nova e não quero nenhum engraçadinho se aproximando! – Ele tentava a distrair me fazendo sorrir pela primeira vez desde aquela ligação.

- Tem certeza? Filha por você tudo bem? – Ela se virava para mim com os olhos marejados.

- Claro mamãe! Adoraria ter a senhora aqui, temos um quarto livre, podemos decorar com seu gosto e seus netos vão adorar saber que virá morar conosco. – Sorria e sentia meu coração um pouco mais leve a vendo esboçar um sorriso de gratidão.

Mamãe adormeceu em seu novo quarto depois de tomar um calmante, desci para a sala para encontrar Ron.

- Você foi maravilhoso com ela amor! Obrigada! – O beijei com carinho.

- Não por isso, gosto muito de sua mãe sabe disso, vai ser ótimo a ter por perto. Como você está? Gina falou que não comeu nada. – Ele me olhava preocupado.

- Estou sem fome. – Respondi tentando fugir do prato que ele estava preparando.

- Mione...Precisa comer, sua mãe também quase não se alimentou e precisa dar o exemplo para ajudá-la a superar! – Ele estava certo, concordei e sentei para comer um pouco. – Essa é minha garota! – Ele me beijou na testa.

- Ron e Rose? Ela já sabe né? – Perguntei apreensiva.

- Ela é sua filha, já compreendeu tudo! Foi difícil ela chorou muito, mas falei que precisava ser forte para ajudar a mamãe e a vovó que estavam tristes e ela se acalmou. Até me ajudou a explicar para Hugo que o avô virou uma estrelinha no céu. – Ele falava com a voz engasgada, Ron não era muito de se emocionar, mas parecia abalado e preocupado.

- Ai Ron! – Cai no choro.

- Estou aqui amor! – Ele me abraçou.

- Me prometa que nunca vai embora? Que nunca vai morrer! – Exigi mesmo sabendo ser uma promessa impossível.

- Se eu pudesse eu prometeria. – Ele sorriu entre meus cabelos, ainda me abraçando.

- Então exijo ir primeiro! – Me afastei o bastante para poder ver seu rosto. – Ron? – Insisti.

- Tudo bem, você que manda! – Ele me beijou. – Eu prometo! – Ele finalmente cedeu.



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