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História Romione: Você salvou minha vida - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Capítulo Dois


Quando entro no hospital logo vejo um monte de gente acumulada ali, e mesmo que aqui seja um lugar cheio de doenças, ainda é o lugar que eu mais gosto de ficar, eu gosto de cuidar das pessoas, de dar uma chance a elas de continuarem sua vidas, sendo felizes, diferente de mim.

Eu cobri meus machucados, por causa dos pequenos pedaços de vidros que entraram na minha pele e o hematoma que ficou após o tapa, com maquiagem, eu já fiz isso tantas vezes, que já virei expert nisso. Em fingir que está tudo bem, em fingir que eu vivo uma vida perfeita, em fingir que que eu amo ele, em fingir que meu rosto não está doendo, pelos tapas que ele me dá. Eu sei fingir muito bem.

Assim que chego na recepção a enfermeira me entrega uma prancheta, onde está o nome de meu novo paciente, eu sou oncologista, eu cuido de pessoas com câncer, é um trabalho meio difícil e infeliz na maioria das vezes, mas eu gosto de fazer ele. 

— Obrigada. — digo a enfermeira, depois de ela me entregar a prancheta com a ficha do meu novo paciente, que tinha sido transferido para esse hospital. 

Eu começo a ler sua ficha:

Nome: Ronald Bilius Weasley.

Idade: 28 anos.

Problema de saúde: câncer no pulmão.

Estágio: estágio IV.

E mais algumas informações básicas sobre ele.

Ele já está em um estágio mais avançado, estágio quatro pode não ter mais cura, mas através de medicamentos eu ainda posso ajudar ele a ter mais anos de vida sem dor. E eu vou ajudar ele, eu posso não ter quem me ajude, mas eu posso ajudar meus pacientes.

Eu entro no quarto hospitalar que está escrito na ficha que ele está é quando entro, ao invés de estar com a família, ou algum amigo, ele está sozinho, ali olhando pro teto, tão estático que penso que já até morreu, mas ao ouvir eu fechando a porta do quarto, ele olha para mim, sem mexer o corpo, só vira a cabeça em minha direção, me olha de cima a baixo e volta a olhar para o teto. Que medo desse homem.

Ele tem cabelo ruivo, que está crescendo, e tem olhos azuis, e é até que bem bonito, mas eu não reparo muito, pois ele é meu paciente, e eu tenho que ajudar ele, e não me interessar, até porque se eu me interessar por ele, Vítor é capaz de diminuir o tempo de vida dele.

— Olá, eu sou Hermione Granger e eu vou acompanhar seu caso. Muito prazer. — Eu digo, sorridente para ele. Ele nem se mexe, e nem me responde. Não me deixo abalar e continuo falando. — Como é seu nome? — Que pergunta idiota é essa Hermione? Ele não é seu primeiro paciente. Faça-me um favor. Você acabou de ver a ficha dele criatura.

Ele me olha, olha pra prancheta em minha mão, e olha de novo ora mim com uma cara que deve significar: "Não sabe ler o que está escrito aí?"

Ele volta a olhar pro teto, o que esse homem tem?

— Por que nenhum dos seus parentes ou amigos está aqui com você? Foi transferido hoje, então deveria estar acompanhado. — pergunto, enquanto ando até o lado da sua cama.

Ele não responde, só fica olhando pro teto. Tá, esse homem não está bem.

— Você é mudo? — pergunto, me sentando em uma poltrona que tinha ao lado de sua cama. — Não estou vendo isso escrito na sua ficha. Será que esqueceram de colocar? — digo, enquanto procuro alguma informação dizendo que ele é mudo ou algo assim.

— Eu não sou mudo. — diz em uma voz baixa, e eu paro de procurar olhando pra ele. — Você sempre faz tantas perguntas assim, para seus pacientes?

— Ótimo, por que está olhando para o teto? — pergunto, sem me importar de responder sua pergunta.

— Estou em crise existencial, pode me deixar continuar? Obrigado. — diz me dispensando.

Eu não saio, em vez disso vou em direção a uma banca que estão os medicamentos que ele precisa tomar. Começo a colocar tudo na ordem que está descrito na ficha, depois disso me viro para ele. E me assunto ao ver que ele está sentado, olhando para mim sem nem piscar. 

— Por que está escondendo machucados? — Pergunta, e parece bem interessado.

Eu me espanto, eu vou até um espelho que está ali, pra ver se a minha maquiagem tinha saído, mas não, ela está ali, intacta. Como ele consegui ver? Ele tem visão de raio x?

— Não, eu não tenho visão de raio x. — responde. Então ele lê mentes também? — E também não leio mentes. — mas que porra- — É só que, meio que dá pra ver que você está escondendo algo no seu rosto. Tem muita maquiagem, no seu rosto.

— É só maquiagem. — Eu digo, sem graça, querendo fazer ele acreditar no que estou falando.

— A maioria das pessoas que usam maquiagem, usam ela por quatro motivos: por que querem esconder seu rosto verdadeiro com um quilo de maquiagem, pois o acham feio, ou tem alguma coisa que eles chamam de "imperfeição"; ou quando são atores, cantores, ou algo assim, e não podem deixar seus rostos brilharem na tela; ou por que só gostam de maquiagem; ou quando querem esconder machucados e hematomas, e seu rosto é bem bonito, e acho que você não seria aquele tipo de pessoa que usa mil troços na cara só por usar, mas se bem que pode ser só maquiagem, mas acho que não. Mas nem te conheço direito mesmo. — diz e volta a se deitar, voltando a olhar pro teto.

 Eu fico ali parada, me perguntando se ele acabou de me dar uma cantada. Ou eu estou endoidando.

— Então... eu irei buscar uns medicamentos que estão faltando aqui... E eu já volto. — digo, saindo daquele quarto, que homem estranho. 

Em um momento parece que ele está morto e no outro me enche de perguntas sobre a minha maquiagem.

Vou pegar os medicamentos que faltavam, e vou indo em direção ao quarto do meu novo paciente. É, isso pode ser interessante.



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