História Room A Thousand Years Wide - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias Audioslave
Personagens Chris Cornell, Personagens Originais
Visualizações 12
Palavras 2.418
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite meninas! Tudo bem?
Vamos lá ver no q essa fuga deu? Então vamos nessa!

Tenham uma boa leitura ^^

Capítulo 5 - Dificil de confiar


Fanfic / Fanfiction Room A Thousand Years Wide - Capítulo 5 - Dificil de confiar

Chris então foi dirigindo o carro. Ben estava no banco do lado e Duda sentada no banco de trás timidamente. Os dois ficaram alguns minutos em silêncio, talvez porque não sabiam como puxar assunto com a garota, e isso estava a incomodando.

Foi então que com as mãos no volante, Chris deu uma tossida e suspirou.

-Então, er… Duda… Esse daqui é o Ben - Apontou para ele.

Ben deu um oizinho olhando para atrás e a garota retribuiu com um sinal de positivo.

-Nós conversamos antes de te resgatar, e combinamos então umas coisas. Você vai passar no hospital e fazer alguns exames primeiro, queremos garantir a sua saúde e se está tudo bem com você. Depois, você irá para o hotel com a gente - Chris e Ben olharam um para o outro e depois se virou olhando para a frente de novo - Mas bom… Certeza que muita gente vai perguntar quem é você e o que você faz aqui, inclusive a minha esposa, então decidimos que você tem que fingir ser algo do Ben, e não achamos outra escolha a não você fingir ser a namorada dele.

-Namorada?! - Estranhou - Pera ai, eu tenho que fingir ser namorada dele e eu tenho que dormir no mesmo lugar que ele, é isso?

-Fingir ser namorada só na frente das pessoas - Disse Chris - Mas você não é obrigada a dormir na mesma cama que ele.

-Duda - Disse Ben calmamente - Eu sei que parece estranho, mas… Precisamos fazer isso! Pelo seu bem…

-Nós não temos condições de pagar um hotel separado pra você - Disse Chris - E nós temos medo de acontecer alguma coisa contigo caso você estiver sozinha, porque é certeza que alguem vai te reconhecer e saber que você já foi uma garota de programa.

-Tá, mas eu posso fazer uma pergunta para vocês dois?

-Diga - Disse Ben.

-O que levaram vocês a me tirar dali? Por que vocês estão fazendo isso?

-O por que?! Ah… - Ben olhou para a cara de Chris e os dois gaguejaram - È que…

-Empatia?! - Disse Chris olhando para Ben.

-Sim, empatia!

-Nós queremos fazer essa boa ação contigo. Você é nova! Não tem que estar lá sendo obrigada a transar!

-Isso mesmo! - Disse Ben logo depois - Afinal, quantos anos você tem?

-16.

-PUTA QUE PARIU! - Gritou Ben - Sério?!

-Por que?! Pensou que eu tinha quanto?!

-17 pra 18 anos.

-Não! Eu não tenho tudo isso, tá?

-Vai ser difícil… - Murmurou Chris.

-Vocês me sequestraram pensando que eu era maior de idade? È isso?

Ben ficou sem onde enfiar a cara, pois no dia em que viu a Duda dançando, ele secou a garota até a onde não podia com os olhos, mas na fé de que talvez ela estivesse chegando perto de seus 18 anos. Agora se sentia mal por ter tarado uma adolescente de 16 que por incrível que pareça, tinha mais corpo do que qualquer mulher de 20, inclusive peito e bunda.

-Não é isso! Esse não foi o motivo do sequestro, é que…

-È que o que?!

-Ah… Deixa quieto!

Duda olhou para os dois e apoiou as costas no banco.

-Vocês são muito esquisitos… - Murmurou.

 

 

Após fazer uma pilha de exames e rapidamente receber os resultados, a garota então foi com os meninos até o hotel com a certeza de que não tinha nenhuma doença pelo corpo. Entrou no carro novamente e os três chegaram no hotel de madrugada.

Ben saiu do carro e a garota saiu logo atrás. Fecharam as portas e Ben finalmente pode ver o rosto da garota e a beleza que ela mostrava que tinha. Os dois se olharam por alguns segundos e o rapaz ficou meio hipnotizado. Naquele momento ele percebeu que talvez fosse péssima ideia ter tirado a garota de lá, já que tem que ficar com ela no mesmo quarto de hotel, mas já era tarde demais, e agora Ben teria que aprender a se controlar.

Gaguejou e estendeu a mão.

-Então… Vamos?

-Ah… Sim! Vamos! - Respondeu a garota pegando em sua mão.

Chris se aproximou de Ben e pegou em seu braço livre.

-Ben - Disse o rapaz - Seja o que for… Promete para mim que não vai fazer nenhum mal para ela?

-Chris, eu não tenho a intenção de fazê-la sofrer.

-Òtimo! Pois essa vai ser a nossa regra: Ninguem vai se envolver com ela, nem emocionalmente. Está me ouvindo?

-Sim, eu estou ouvindo.

Chris se virou em direção a garota.

-Se ele tentar fazer algo que você não queira, você fala pra mim que eu quebro ele na porrada, ok?

-Pode deixar senhor Cornell! - Respondeu.

-E senhor não! Eu ainda não tenho 30 anos. Agora vamos!

Chris virou as costas e trombou com uma mulher que chegava perto dele.

-Chris?! - Disse a moça estranhamente.

-Susan?!

-A onde você estava?! Eu cheguei em casa e não te achei!

-Eu é que pergunto a onde é que você estava! Eu cheguei em casa e vi um bilhete seu dizendo que ia sair por aí!

-Eu só estava dando uma volta em Madrid como de costume - Susan olhou para atrás de Chris e estranhou - Quem é ela?

Ben envolveu o braço em torno do pescoço de Duda naquele momento.

-È minha nova namorada - Respondeu o rapaz.

-Namorada? Você está namorando uma espanhola, Ben?

-Brasileira. Ela mora em Seattle e está aqui na Espanha de férias.

-Prazer em conhecê-la senhorita Cornell. Eu sou a Eduarda - Estendeu a mão.

Susan abriu um leve sorriso e apertou a mão da Duda.

-Prazer em conhecê-la Eduarda. Deu muita sorte em poder namorar o Ben! Ele é um homem maravilhoso! Ao contrário de certas pessoas - Susan encarou Chris sériamente e soltou a mão de Eduarda em um tom seco - Estou te esperando lá dentro. Precisamos conversar.

-Sobre?

-Você vai saber.

Susan virou as costas e Chris bufou virando o olhar para o “casal” em um tom desanimado.

-Ok! Vamos nessa antes que a onça fique faminta.

 

 

-Achei legal o lance que você tem com a RG - Disse Ben enquanto os dois saiam do elevador - Eu fico mais tranquilo em saber que se a polícia nos parar eu não vou ser preso.

A garota permaneceu quieta. Ela não abriu a boca durante o caminho todo, e apenas deixou Ben falar. O rapaz que costumava a ser calado, já nem mais entendia o porque ele estava parecendo uma matraca, mas ele esbanjava um sorriso simpático que fazia com que a garota respondesse todas as suas perguntas com um sorriso discreto no rosto, sem dar muitas expectativas.

-Olha, amanhã vai ter o show do Soundgarden e eu quero que você vá. Vai ser divertido! Você precisa ver como o Matt e o Kim são engraçados quando estão bêbados! Que falando nisso… Eu vou avisar para eles amanhã que você está aqui, e vou conversar com eles sobre isso, mas olha… Espero que não se sinta incomodada, ok? Eu te darei toda a liberdade possível para você fazer o que quiser. Você pode até fugir caso queira, mesmo que eu não ache muito recomendável, mas agora você é uma garota livre, não é? - Ben tirou as chaves de sua bolsa e colocou na fechadura - Gosta de pizza? Se quiser eu posso encomendar umas para nós! Ou melhor… Esfiha! O que acha?

Ben abriu a porta e a garota entrou devagar na sala olhando o detalhes sem dizer nada.

-Desculpe a bagunça! Eu não tive tempo de organizar nada… - Disse ele.

Eduarda ainda permanecia desconfiada. Ela não sabia das intenções de Ben e estava com medo do que ele poderia fazer. Ouviu a porta bater atrás dela e um Ben com sorriso simpático suspirou.

-Bom, antes de mais nada, eu…

Eduarda pegou seu canivete, e abriu apontando em direção ao pescoço de Ben, que arregalou os olhos e levantou seus braços.

-Ok! Já chega de palhaçada! O que você e o seu amigo querem de mim?! - Perguntou a garota irritada.

-Duda… Duda… Calma! Eu não quero seu mal! Eu só quero te ajudar! - Respondeu assustado.

-Como você pode me provar isso hein? Como vou saber se você e o seu amigo me tiraram do puteiro só pra ganhar uma prostituta particular? Ou pior que isso! Me tiraram de lá só pra fazer ruindades comigo?!

-Eu não vou fazer nada demais com você Duda! Eu já disse isso! - Disse Ben já assustado.

-Eu tive cinco melhores amigas… Cinco mulheres incríveis vinda do Brasil para cá sendo enganadas que nem eu fui. Essas cinco foram iludidas com fugas de clientes e nunca mais voltaram, sabe por que? Eu já contei o porque para o seu amigo, e você deve saber muito bem do que eu estou falando! Então não venha com essa ideia de eu ser obrigada a fingir ser sua namorada ou ter que dormir no mesmo lugar que você Ben, pois homens que nem vocês eu já vi de um monte por aí!

-Duda… Por favor… Abaixa esse canivete… Vamos conversar…

-Eu não vou largar esse canivete enquanto você não me der confiança.

-E como você quer que eu te prove que eu não vá fazer mal para você?

-Ficando longe de mim!

-Duda… - Ben pegou a mão da garota devagar e tentando manter uma expressão mais calma - Duda… Vamos conversar…

-Pode falar.

-Tira essa porcaria do meu pescoço, por favor…

-Não!

-Duda, apontar esse canivete em mim não vai mudar em nada!

-Claro que vai! Eu posso te furar, te matar e fugir!

-E eu posso tomar ele dá sua mão.

-Você não consegue!

Ben pegou a mão da Duda, e apertou o pulso, fazendo a garota soltar o canivete de sua mão, gemendo de dor, e rapidamente pegou o canivete, deixando a garota de olhos arregalados.

-Eu poderia muito bem pegar esse canivete e mirar no seu pescoço agora e te obrigar a ir para a cama comigo - Disse Ben seriamente - Mas não. Minha mãe me criou para ser um homem, e não um animal - Ben fechou o canivete e entregou em direção a Duda - Toma. È seu! Você precisa disso pra se defender.

Duda ficou surpreendida com a atitude de Ben. Ela esperava que Ben a fizesse mal assim que ela entrasse, e ficou com medo quando o viu pegar o canivete na mão, mas o ato de ele entregar o objeto para ela a fez ficar sem reação. Viu Ben andar em direção ao telefone do hotel e olhou para Ben que parecia estar tranquilo.

-Sabe o numero da casa dos seus pais?

A garota estranhou e gaguejou confusa.

-Por que quer o número deles?

-Você não quer saber de notícia deles?

A garota sentiu uma sensação de esperança no peito quando ouviu Ben dizer aquilo, e olhou para o aparelho naquele instante. Se aproximou do objeto e o pegou na mão levando até a orelha.

-Deixa que eu ligo!

A garota então discou o número com as mãos tremendo de ansiedade. Ela rezava para que seus pais não tivessem mudado de número, e sentiu a alegria tomar conta de si quando ouviu o telefone chamar e uma voz sair do outro lado da linha.

-Alô?!

A garota gaguejou e seus olhos se encheram de lágrimas naquele instante. Ela olhou para Ben que a encarava tranquilamente e depois olhou de volta para o aparelho sem dizer nada, até que ouviu a voz mais uma vez.

-Alô?!

A garota balançou a cabeça e as lágrimas caíram.

-Mãe?!

-Filha?!

-Mãe! Sou eu, a Eduarda!

-Filha! Eu não acredito! Meu Deus do céu! Como você está?

-Eu estou bem mãe! Passei por tanta coisa durante esses dois anos, mas graças a Deus estou bem agora!

-O que aconteceu com você filha?! Você foi pra Espanha e desde então eu nunca mais tive contato contigo!

-Mãe! Denúncia a empresa que me levou para cá! Eles não são de agência de modelo, eles na verdade fazem tráfico de mulheres!

-Sério?!

-Sim mãe! Eu passei dois anos trancada em uma boate e… - A garota começou a chorar - Mãe, estou salva agora!

-A onde você está?

-Eu estou em um hotel. Fui resgatada por dois integrantes de banda de rock. Eles disseram que vão passar no Brasil daqui a dois meses e quando chegarem aí eles vão me entregar pra vocês.

-Meu Deus filha! Que benção! Eu mal vejo a hora de você poder estar aqui de volta com a gente!

-Eu tambem mãe! Estou tão feliz! Eu estou morrendo de saudades! - Soltou um suspiro de emoção - Como está o papai?

-Está bem filha! Ele conseguiu o emprego que queria!

-E a Kika?

-Serelepe! Está uma cadelinha super inteligente!

A garota fechou os olhos e deixou mais lágrimas cairem.

-Filha, qual é o nome dos homens que te tiraram de lá da boate?

-Ben e Chris. Eles fazem parte de um banda chamada Soundgarden.

-Quando você vier, eu quero agradecê-los pessoalmente. Não sabe o alívio que trás no meu peito em ver que você está bem.

-Eu tambem - Suspirou - Eu passei esses dois anos pensando em vocês dois e como vocês estão. Eu achava que eu nunca mais iria vê-los, mas agora eu vejo que nem tudo está perdido. Mãe eu amo você muito e quero logo voltar para a casa.

-Eu tambem te amo filha. E em breve você estará aqui com a gente.

-Eu vou desligar aqui mãe, mas eu prometo que ligarei mais vezes assim que for possível!

-Tudo bem filha! Eu esperarei ansiosamente pelo seu retorno.

-Tudo bem mãe! Amanhã de manhã aqui na Espanha eu te ligo, tá?

-Pode ligar filha! Não tem problema!

-Até mais então mãe.

-Até mais filha! Foi bom falar com você!

-Igualmente!

 

Após de terem se despedido, Duda bateu o telefone e começou a se desmanchar de lágrimas. Ben então observou a situação. Lógico que ele não entendeu um terço da conversa por causa da garota que falou em português pelo telefone, mas ficou surpreso quando viu a garota abraça-lo, deixando suas lágrimas caírem em seu ombro.

A Duda precisava muito naquele instante de alguem que pudesse abraçar e desabafar suas lágrimas, e Ben não negou o ombro quando a garota estava precisando, e comovido com a situação, ele a abraçou e deixou que Duda estravazasse tudo o que ela sentia por dentro.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...