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História .roommates - Capítulo 9


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Notas do Autor


peço desculpas pela demora, pelo tamanho e pela qualidade (ou falta dela) do capítulo, mas eu realmente não tô muito bem e 0 pique pra escrever, revisar, enfim....
espero que o(s) próximo(s) esteja(m) melhore(s) e que continuem acompanhando a história

Capítulo 9 - VII, Renjun.


Segunda-feira, 05/11/2018

Minhas mãos percorriam o corpo bem definido de Jeno e sentia as suas fazerem o mesmo, arrancando-me um arfar quando senti minha bunda sendo esmagada por seus dedos. Nossas línguas afoitas não se separavam por nada e o peso de seu corpo sobre o meu limitava ainda mais minha respiração, tornando minha sensibilidade aguçada.

Aquilo estaria sendo extremamente prazeroso se minha cabeça não estivesse em outro lugar. Passava das onze da noite e Jaemin ainda não havia chegado do trabalho, não era de seu feitio ficar na rua até tarde, principalmente sem nenhum aviso. Liguei algumas vezes, mas minha única resposta era a mensagem de caixa postal. 

Senti Jeno deslizar a mão para dentro das minhas calças, apertando meu membro coberto apenas pelo tecido fino da cueca e o gemido entalado em minha garganta sairia se não fosse pelo toque especial vindo do meu celular, indicando que o Na estava ligando.

— Espera, espera. — Falei, separando meus lábios abruptamente dos de Jeno. — Me dá um minuto, pode ser importante. 

Tenho quase certeza que ouvi um xingamento por parte do maior, mas estava ocupado em alcançar o aparelho na mesa de cabeceira. 

— Ei! — Atendi, sentando-me devidamente quando o corpo alheio não estava mais sobre o meu. — Você me preocupou, seu idiota. 

— Desculpa. — Ele respondeu. Fiquei aliviado ao perceber que, aparentemente, estava bem. — Saí com uns amigos do trabalho e acabei ficando sem bateria. 

— Mas tá tudo bem? — Perguntei, apenas para ter certeza. — Você precisa de alguma coisa? 

— Relaxa, Injun. — Sorri ao ouvir o apelido. — Tá tudo certo, daqui a pouco tô aí.

— Ok. — Murmurei, afundando-me um pouco na cama. — Se cuida, ok? Vou te comprar um carregador portátil.

— Beleza, Junnie. — Pelos sons ao fundo supus que ele já estava no metrô. — Te amo. 

— Também te amo muito, muito, muito. — Mais um sorriso. — Até. 

O coreano se despediu e desligou em seguida, deixando-me novamente com Jeno, que parecia um pouco decepcionado. 

— Você gosta dele, não é? — O Lee bufou, sentando-se diante de mim. 

— Ele é meu melhor amigo, Jeno. 

— Parece mais que isso. — Revirei os olhos com aquela crise de ciúmes totalmente inconveniente. 

— Não é, ok? — Me inclinei, segurando seu queixo e beijando-o intensa e lentamente, finalizando com uma mordida leve em seu lábio. — Eu não beijo meu melhor amigo assim. 

— Só eu? — Apesar do porte intimidador de Jeno, às vezes ele se comportava como uma criança. 

— Só você. 

Ele se inclinou, apoiando sua cabeça em meu ombro após deixar um beijo ali. 

— Quero namorar com você. — Ele murmurou. 

Acariciei suas costas, deixando um suspiro escapar. Acho que depois de tantas semanas nos encontrando e fodendo, talvez aquele fosse o momento ideal para isso. 

— Eu também quero namorar com você. — Respondi, simplista.

As coisas são bem simples quando são rasas.

 

 

 

 

Minha gripe eventualmente passou, mas meu coração continuava apertado. 

Acho que acabei ofendendo Jaemin de alguma forma, porque logo notei a diferença em seu tratamento. Não podia culpá-lo, concordo que não era uma notícia fácil de digerir, já que nem eu mesmo fui capaz de fazê-lo. 

Eu não deveria ter falado nada. 

Um clima tenso estabeleceu-se no apartamento até a noite da sexta-feira, quando ele foi visitar os pais — o que era atípico, o coreano apenas cruzava o país em datas especiais e eu conhecia bem sua família para saber que não havia nada importante naquele final de semana — e me deixou sozinho com meus ressentimentos. 

Chamei Jeno para uma foda casual no sábado, mas aquilo apenas me deixou pior. Como pude ter sido tão cego esse tempo todo? Jeno não era Jaemin e apenas Jaemin me sabia satisfazer meu corpo e alma. 

— Isso significa alguma coisa? — O moreno perguntou, vestindo sua camiseta novamente. 

— Significa que eu estava carente e com tesão. — Respondi com frieza. — Nada além disso. 

— Ótimo. — Fiquei feliz por entrarmos num consenso sobre aquilo, não tinha energia para me relacionar de novo com ele, ainda mais sendo a bagunça de sentimentos que eu havia me tornado. — Isso tem alguma coisa a ver com o Jaemin? 

Minha cara fechou, nunca soube bem esconder o que sentia. 

— Acho melhor você ir embora, Nono. — Foi tudo o que disse.

E ele foi, dando-me de presente um domingo ocioso e melancólico para pensar no garoto rosado e chatear-me sabendo que nem adiantava sonhar acordado daquele jeito. 

Na hora do jantar, passei quase uma hora encarando um sanduíche, tentando convencer meu corpo de que, por mais que a situação embrulhasse meu estômago, eu precisava comer algo e foi aí quando a porta se abriu com força. 

O rosado aproximou-se de mim com um olhar um tanto transtornado, trazendo desajeitadamente a mochila consigo.

— Como foi a viagem? — Perguntei, mesmo que não estivesse realmente interessado.

— Eu sinto o mesmo.

Minhas sobrancelhas arquearam-se e fiquei boquiaberto, embora não conseguisse pensar em uma palavra sequer para respondê-lo. Entrei em um estado de choque absoluto. 

— Eu viajei justamente para pensar em todas as coisas que estavam acontecendo e eu não tenho sido honesto nem com você, nem com a Junghyun, nem comigo mesmo. — Ele começou a falar mais rápido do que eu conseguia processar. Suas mãos seguraram as minhas e tudo o que pude sentir era meu coração dando cambalhotas e tentando pular para fora do peito. — Você foi meu primeiro e único amor, Renjun, e a única certeza que eu tenho é que eu quero ficar com você. 

Puxei-o para perto, encaixando minha cabeça na curvatura de seu pescoço e deixando ali um beijo casto. 

—Eu te amo infinito. — Murmurei em seu ouvido.  — Eu não sei nem o que dizer, Nana. Tá tudo dando certo demais pra ser minha vida. 

Ele riu soprado, passando seus braços ao redor do meu corpo.

— Eu ainda preciso falar com a Junghyun e acho que tudo vai dar certo se a gente tiver calma. — Calma era tudo o que não tínhamos, mas, bem, podíamos tentar. — Mas deixo avisado que se você não me prometer que vai comer direito, retiro tudo o que disse. 

— Idiota. — Afastei-me com um sorrisinho bobo. — Prometo comer se você cozinhar pra mim. 

— Fechado. — Ele disse, depositando um beijo na minha testa.

Pela primeira vez em semanas, sentia-me feliz. Pela primeira vez na vida, sentia-me completo.



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