História Roommate's lover - Hot Imagine Mark Tuan - Capítulo 2


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags Got7, Harem, Hot, Mark Tuan
Visualizações 69
Palavras 3.899
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Harem, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha eu aqui de novo kkkkkk

Eu percebi que as senhoritas gostaram tanto que resolvi postar capítulo hoje mesmo! 😉
Espero que dêem muito amor pra essa fanfic pois eu estou escrevendo com o maior amor e carinho, e vocês são a minha maior motivação. ❤

Aprecie sem moderação!

Capítulo 2 - Mark, O iceberg oxigenado


Fanfic / Fanfiction Roommate's lover - Hot Imagine Mark Tuan - Capítulo 2 - Mark, O iceberg oxigenado

Meu despertador como sempre toca pontualmente às 6:00AM. Sexta-feira, aleluia! Estico-me para desligar aquela música. Tudo estava como sempre, menos uma coisa: Mark dormindo ao meu lado, esses olhinhos inchados já não me ajudam em nada, agora sorrir quando me vê é covardia!

Como ele veio parar na minha cama estreita? Como nós dois cabemos aqui? E o pior: COMO NÓS DOIS ESTAMOS DE ROUPA?!

Flashes da noite anterior tomam minha visão. Beleza, eu não transei com ele. Pelo menos isso me alivia.

Flashback on

Esse não é o Mark que eu conheço, mas sempre soube que por trás da carinha de nojento havia um homão da porra como o que está bem diante de mim, que sempre julguei existir apenas nessa minha imaginação um pouco estranha.

Ainda estou estática olhando aquela cena.

Meu Deus, aquilo era novidade. O cara é bem dotado... me ferrei! Pensei que asiáticos fossem... pequenos.

-E então, vai querer ou vai ficar babando com essa cara de espanto?

Nem sabia que tinha grilos aqui!

-Terra chamando S/N...

Sinto minha vista escurecer e eu desmaiar subitamente.

Flashback off

-Bom dia. Antes que possa dizer algo, vou deixar algumas coisas claras: não estava mentindo quando disse que queria te pegar. Você desmaiou do nada, mas eu cuidei muito bem de você.

Já pensando merda eu arregalo os olhos.

-Calma sua coisa, não é porque eu te desejo que eu vou te comer na primeira oportunidade. - Bufa impaciente - Sou safado, não estuprador. Aliás, você tem algum problema com desmaios?
-Maldita pressão baixa...

Aquela cena me fez pensar na vida...

Será que eu sou pobre demais a ponto de morar com um homem que não gosto com a desculpa de que a faculdade é cara demais para bancar o apartamento sozinha?

Talvez sim, mas o problema nem é a minha falta de dinheiro ou a falta de privacidade (já que compartilhamos do mesmo quarto), e sim porque eu o adoro e o odeio ao mesmo tempo.

Mark Tuan... ah...! Lembro quando olhei para aquele magricela metido a nerd pela primeira vez. O nosso santo não havia batido. Naquele momento eu pensei que seria uma tortura viver no mesmo apartamento apertado com ele, mas por necessidade tivemos que nos juntar.

Como eu posso resumir ele tentando ainda ser educada...? Ele é muito reservado, bagunceiro, cheio de manias, fala apenas o básico e vive com a cara nos livros. A bagunça do rei vai toda para a besta aqui limpar. E quando eu vou reclamar, pelo menos pra quem escutar um fonema sequer nem que seja uma risada irônica, eu sou ignorada bonitamente... como se eu não estivesse lá, apenas uma mosca zumbindo. Não é só em casa, mas em qualquer lugar que eu seja arrastada por ele. Até hoje não sei como ele consegue me convencer de sair "junto" com ele.

Um nerd bonito, cobiçado, misterioso, frio, que adora uma festa e me arrasta com ele, me deixando plantada em qualquer canto ou conversando com o nosso amigo, Jackson.

Eu sei, a educação voou pela janela, mas Mark é uma incógnita ambulante.

Tem suas exceções sim. Quando me ensina algo se mostra um ótimo professor, como conselheiro sempre acerta em seus palpites, quando fico doente quem me ampara é ele, chega a ser comovente.

Mas é só o voltarmos a rotina que o gelo cristaliza novamente.

Lá se foram onze meses de convivência.

Tem pessoas que acham que somos um casal simplesmente por morar com ele... que calúnia! (Se bem que seria divertido...)

Isso nunca vai acontecer, se depender dele.

Nossos vizinhos sabem que moramos juntos, mas não a galera da faculdade.

-Então você deve comer mais sal e tentar não passar muito tempo sem comer.
-Desde quando eu te contratei pra ser meu médico particular?
-Ai S/N! Para de ser tão ignorante!
-Eu? Ignorante? - risadas irônicas - Você que vive me deixando no vácuo e é eu que sou ignorante?
-Você nem sabe o porquê que sou assim.
-É, realmente eu não sei. Mas não sou essas vagabundas que você pega sem ao menos saber o seu nome. Ou seja, eu tenho que te conhecer melhor para me sentir segura o suficiente para termos alguma relação mais íntima.

Ele pareceu estar pensativo, olhando para pontos aleatórios do quarto e apertando os lábios.

-Você está totalmente certa, também teria essa decisão. Vamos nos conhecer mais, tentar sermos no mínimo amigos.

Quer dizer que não somos amigos?

Mark chega perto do meu ouvido e sussurra:

-Mas se pensa que eu pego qualquer uma, está se equivocando.
-Esqueci que você é um cu doce ambulante. - fico próxima do seu nariz, olhando fixamente em seus olhos, ele engoliu a seco. - Mas para esse tipo de glicose eu sou diabética, então nem tente me afastar de você, ou eu desisto dessa história.

Dou um beijo em sua bochecha esquerda e saio da cama apressada. Já são 6:07AM, preciso tomar banho rápido ou vamos perder o ônibus, mas como eles quase voam então vamos chegar a tempo. 7:15AM começam nossas aulas. (Eu sou a neurose em pessoa.)

Tomo um banho gelado pensando em tudo que aconteceu. Tive um progresso hoje, isso é o que importa.

Saio usando duas toalhas, um para o corpo e outra para meu cabelo. Mark estava esperando do lado de fora, com a toalha no ombro direito. Quando percebe que saí me olha um pouco... vermelho? Ele quase sempre me vê assim. Ou sempre me ignorava?

-Vou fazer nosso café.
-Vai chover. Mentira que você está ajudando em alguma coisa!
-Se continuar assim eu posso comer tudo e te deixar com fome.
-Eu tenho que comer mais, esqueceu?
-Só vai logo. - entra no banheiro batendo a porta.
-A bênção mãe!

Abre a porta e responde rindo:

-Deus te abençoe, minha filha!

Ai que sorriso lindo! Que risada gostosa! Calma, S/N... não dá trela para ele.

Me arrumo passando cremes corporais, penteio meus cabelos os deixando secar naturalmente, visto uma camisa de gatinho lilás, uma calça comprida preta e meu amado casaco preto, uma maquiagem simples e uma botinha azul escuro de cano médio. Termino com o perfume que meu amigo Youngjae me deu de aniversário. Olho as horas, são 6:37AM.

-Tá demorando demais! Nem parece que é o homem da casa!
-O homem da casa aqui já tá pronto.

Me viro e percebo que ele está atrás de mim, e por incrível que pareça, me deu um abraço apertado. Estava trajado com uma camiseta branca, uma camisa xadrez aberta por cima, calça jeans azul marinho e um all star vermelho. Parece que mudou o perfume.

-Como você se arrumou? Nem te vi entrar!
-Eu não queria ser inconveniente e te ver se arrumando, então levei tudo para o banheiro. Aliás, você está linda.

Fala rente ao meu ouvido, dando um beijo.

Queria falar que você está perfeito, mas sou orgulhosa demais para isso...

-Eu tô como sempre!

Desfaz o abraço, apertando minha cintura.

-Então! Você sempre está linda.

Minhas bochechas coram instantaneamente, vendo-o rir com minha atitude.

R.I.P S/N.

-Obrigada...
-Vamos logo, o ônibus tá quase chegando.

Fomos para a "cozinha" (que na verdade é uma mistura de sala, cozinha e escritório) e Mark termina de arrumar o café da manhã. O de sempre: pão e acompanhamentos com nescau (nescau é crucial para nós). O acompanhamento de hoje é ovo frito, bacon e requeijão. (BACON!!!)

Cada um pega seus pães e começa a comer.

-E aquele seu ficante, o coreano, não vem te dar uma carona? - Pergunta dando um gole generoso do nescau.
-Youngjae? Nunca fiquei com ele.
-Namorado?
-Você sabe que eu não tenho namorado. E ele é meu amigo.
-Não é o que parece. - Dá mais um gole.

Levanto do balcão, batendo as mãos com força, Mark se engasga, batendo o punho no peito.

-Tá com ciúmes?

Depois de um tempo ele normaliza e levanta.

-Quer a verdade? Tô sim! Você dá mais atenção pra ele do que pra mim, e nem pra te dar uma carona ele presta!

Carai borracha!

-Ele vai de bicicleta pra faculdade! Como ele pode me dar uma carona?!
-Dando ué!
-Ah, pra você é fácil falar! E o Jackson que tem carro!? Não te dá uma carona por quê?!
-Não quero incomodar ele!
-Eu penso como você!! Youngjae é ocupado demais!! E não tem como dar carona em uma bicicleta, caralho!!

Alguém bate na porta impaciente e eu vou atender. Uma senhora rabugenta com uma cara nada boa surge.

-Dá pra vocês pararem de gritar! O prédio inteiro tá ouvindo essa discussão! Tente conversar com o seu namorado mais calma, gritar não concerta nada.
-Ele não é meu namorado. Desculpe o incômodo.
-Tenha um bom dia.
-Igualmente.

Fecho a porta o olhando mortalmente.

-Já vou.

Pego a mochila e saio em direção à porta.

-Não vai tomar café?
-Perdi a porra da fome.
-Você tem que com-

Bato a porta e saio para o ponto de ônibus de cara fechada. Uma enxurrada de mensagens de Mark chegam. O meu ônibus chega e agora essa peste vai atentar com ligações. Pago o cobrador e vou para um lugar qualquer perto da janela. Resolvi atender, mas não para escutar ele.

-S/N!!
-Ô seu babaca! Dá pra me deixar em paz?! Tô no ônibus e não me faça voltar pra quebrar cada um dos teus ossos!

Desligo o celular e noto que todos estavam me olhando espantados.

Coloco meus fones e escuto um trap pra tentar me acalmar.

Alguns olham para mim como se eu fosse uma doida, mas ninguém me pergunta o que aconteceu.

Humanos são hipócritas mesmo.

Admiro a paisagem da minha cidade. Nublada, barulhenta e movimentada. O veículo para e um homem se senta ao meu lado, tocando em meu ombro de leve. Se for aquele iceberg eu juro que acabo com a raça dele aqui mesmo!

-Ei... tá tudo bem?

Aquela voz de algodão doce foi o suficiente para me levar nas nuvens e voltar na velocidade da luz, mesmo de fones. Pelo sotaque não é brasileiro.

-Tá sim. - forço um sorriso enquanto tiro os fones.
-Está mentindo. Você é uma péssima mentirosa, e eu odeio mentiras.
-Fui pega. - rio ainda olhando para a janela - Briguei com um... nem sei o que nós somos.
-Deixa eu advinhar... você gosta dele.
-Infelizmente.

Olho para o asiático ao meu lado. Ele é muito fofo, parece uma criança, as orelhas são levemente para fora e o perfume... ah o perfume!

Sim, minha cidade tem algumas colônias de imigrantes, a maioria vem da Coréia, Japão, China, Tailândia e Taiwan.

(A: Miga sua loka, quero me mudar pra aí!)

-Qual o seu nome?
-S/N, e o seu?
-Jinyoung, mas pode me chamar de Junior.
-Prazer Junior. Seu nome é muito bonito.
-O prazer é meu S/N, o seu também é, menos complicado que o meu.
-Qual o seu país de origem?
-Coréia do Sul, mas digamos que me considero mais brasileiro.

Ri nostálgico. Por que só entra asiático bonito na minha vida?! Pra foder ela de vez e me deixar mais doida?!

-E então, o que aconteceu?
-Digamos que eu sou uma idiota por gostar de um gelo em forma de homem.
-Você não é idiota, pelo pouco que conheço sobre você, me parece ser uma boa menina. O único idiota da história é ele. Sei que é falta de educação dar conselhos sem ser requisitado, mas eu vou te dar um.
-Magina, tô precisando.
-Homens são os seres mais complicados que existe, eles não seguem o coração e acabam se ferrando por causa disso. A maioria tende a criar uma barreira contra o amor com ignorância. Mas para ele te dar valor, então faça ele ficar no seu lugar.
-Dar um gelo nele?
-Exato.
-Talvez funcione. Obrigada Junior! Me ajudou bastante.
-De nada.

Trocamos números e conversamos um pouco mais.

-Minha parada chegou, prazer em conhecê-lo, Junior.
-Igualmente, S/N.

Praticamente vôo até minha aula. 7:03. Quase ia me atrasar!

Fiquei um tempo lendo os livros da faculdade e percebi o quanto são interessantes, já que nunca havia os apreciado.

O professor de literatura chega me dando uma olhada e levantando uma sobrancelha.

-Bom dia, abram o livro na página 127.

Abro o livro na página requisitada e o assunto é Arcadismo.

Resumindo: os poemas do Arcadismo falam sobre a simplicidade da vida e a harmonia com a natureza, que são a chave para a felicidade e o amor, usando alguns seres da mitologia grega. Realmente me chamaram a atenção.

Acabei imaginando Mark e eu em um bosque, admirando tudo e nos beijando... calma S/N, é só um poema...

Mesmo sendo um poema, aquilo mexeu comigo. Mas o gelo se faz necessário, então não posso desistir assim de pôr meu plano em prática.

Meu professor pediu um poema Árcade ou inspirados no Arcadismo. Estou tão inspirada que consegui faze-lo em pouco tempo.

-S/N, pode ler o seu poema?

Achei isso meio ensino fundamental, mas beleza.

-Isso é bem pessoal, professor.
-Melhor ainda.

É hoje que eu morro de vergonha.

-O título é "Iceberg".

"Oh Querido iceberg azulado

Tu que vagueias pelos mares da frieza

Se tu tivesses aqui ao meu lado

Setiria-me entregue à sua escondida pureza.


Todas as noites rogo aos céus

Para boiares até os ilhéus

E derreter na areia quente do prazer


E sem nada para fazer

Nos entregar ao momento.

Mesmo querendo teu acalento

Escuto o som do vento

Mostrando que chegou nosso momento."

(A: Sei que não ficou muito bom, mas é o que temos pra hoje, crianças! Então me perdoem.)

Todos me olham espantados pois não sabiam que eu arriscava de autora de vez em quando.

-Sua estrutura de poema é interessante, mas respeitou as regras árcades, as rimas não estão dentro dos padrões, o que deu um sentido bem pessoal como você disse. Gostei, muito bem S/N.
-Obrigada.

Graças a Deus nós não estamos nas mesmas classes. A não ser...

Química.

Infelizmente saporra é um verdadeiro gênio nessa matéria e eu sou uma merda.

Falando nisso, por ironia do destino a última aula é de química.

Todos pensam em quem eu pensava quando fiz o poema, mas ninguém acertou. Como eu havia dito, Mark e eu não nos falamos muito no Campus.

O recreio bate e todos vamos para o pátio. Sem amigos (Youngjae estava trabalhando em um projeto com a professora de artes) ou fome, vou até a biblioteca, lendo alguns livros que julguei interessantes. Peguei um livro chamado "A divina comédia" de Dante Aligheri. Mesmo não entendendo muita coisa, continuei lendo. Ainda estava no segundo canto quando vejo uma silhueta sentando a minha frente.

-Pensei que não gostasse de ler.

-Pensou errado. - respondi frígida.
-"Divina comédia"? Ele exige um nível de conhecimento maior.
-Tá me chamando de burra?

Finalmente vejo em suas mãos "Hamlet" (Romeu e Julieta) de William Shakespeare, meu autor favorito. Não sou muito fã de Hamlet, mas conheço as falas de cor.

-Claro que não, mas é uma leitura complexa. Está entendendo alguma coisa?
-Um pouco, é interessante.

Volto minha atenção ao livro e ele continuou a tentar me incentivar a parar de ler.

-Está me ouvindo? S/N?
-Silêncio, estamos numa biblioteca.

O tio olhava para Mark com uma cara nada boa. A campainha toca para nos mostrar que a amada hora do recreio havia acabado.

-Nos vemos na aula de química. - Pisca e passa a mão na minha coxa.

Tiro-a dando um tapa que faz ecoar o som pelo local.

Quem esse idiota pensa que é?

Peguei o livro emprestado e saí da biblioteca, agora é uma aula de artes, matéria que eu adoro.

O que aquele filho da mãe tá fazendo aqui?! Me olha com um sorriso sacana e batendo na cadeira ao lado dele, as meninas o olham suspirando.

Olho para o lado e lá estava Youngjae conversando com a professora, assim que me olha dá um sorriso largo. Já disse que tenho uma queda por asiáticos?

Sento na primeira cadeira que parecia ser de Youngjae e ele sorri mais ainda.

-Alunos... - a professora levanta e Youngjae vem se sentar ao meu lado, deixando Mark possesso de raiva. Uma menina pede para sentar na cadeira vazia ao lado, mas ele apenas nega com a cabeça com o olhar fuzilador. - Como prometido, estamos tentando reativar o projeto do teatro. Para isso vamos apresenta-lo da maneira mais óbvia possível. Mark Tuan?

Todos olham para ele, que abaixa a mão.

-Uma peça teatral?
-Sim. E por isso precisamos de voluntários para votar em um clássico para apresentar.
-Eu tenho uma sugestão. - Levanta o livro de Hamlet que estava lendo na biblioteca.
-Perfeito! Nada mais clássico que Romeu e Julieta! Quem além de Mark tem sugestões?

Todos se animaram com a peça.

-OK, será Hamlet. O aluno Youngjae será responsável pelos voluntários. Pode anotar para mim?

Ele se levanta do meu lado e pega um caderno e caneta.

-Levantem as mãos quem se interessou.

Como eu sou shakespeariana louca levantei a mão junto com quase todas as garotas da sala.

-S/N, Bia, Helena, Lucas, Mark...

Ah, mentira!

Aquele sorriso vitorioso de novo. Ele está brincando comigo. Não vai ficar assim!

Depois que anotaram os nomes de todos os voluntários, foi a parte maia difícil: escolher os papéis.

-Quem acha que pode ficar com o papel de Romeu?

A sala foi tomada pelo mesmo nome.

-MARK TUAN!

Eu já esperava isso. Mas o que viria a seguir era uma facada no meu coração.

-E Julieta? Mark, está muito participativo hoje!
-Acho que Milena é perfeita para o papel.

Não, não, NÃO! Todas menos a putiane do Campus!

Ela olha para Mark já mordendo os lábios, ele volta a sua expressão fria como sempre. Jogo minha cabeça na mesa, frustrada e derrotada.

-S/N será a mãe de Romeu. Terá poucas falas porque sei que é tímida. Está tudo bem?

Assinto e tento parecer normal. Youngjae volta a se sentar ao meu lado e faz carinho em minhas costas.

-Eu sei que não tá tudo bem, fala o que aconteceu.
-Mark...
-Não me dizer que ainda gosta desse babaca...
-Pois é...
-Eu posso ir pra sua casa no final da aula, se quiser desabafar...
-Acho melhor não. Obrigada pela preocupação.
-Tá, sabe que eu estou aqui né?
-Sei. - Me abraça de lado.
-Eu só não entendi porquê ele tá me matando com o olhar.
-Deixa ele pra lá.

O sinal toca, fim da aula. Hora de ir para o laboratório de bioquímica.

Vou em direção ao laboratório colocando os fones sem música sendo seguida por Mark, que toca no meu ombro de leve.

-Tentei falar com você, mas me ignorou a aula toda.

Continuo andando e o ignoro.

-Sei que não está escutando música. Por favor, fala comigo. Me bate, me xinga, sei lá!

Jackson chega e começa a falar com Mark. Esqueci que ele também está na minha turma de química.

-E aí cara, oi S/N.
-Oi Jackie.

Ele é o único que vai lá em casa sem Mark me expulsar. O único amigo dele que conversa comigo.

-O que aconteceu? Vocês tão com uma cara péssima.
-Minha cara sempre foi assim. - Ri do meu comentário.
-Okay, hoje eu vou para a casa de vocês, pode ser?
-Por mim tudo bem.

Vou para a sala e o professor ainda não havia chegado. Já que hoje é dia de experimento, temos que colocar os equipamentos de proteção.

-Hoje nós vamos fazer experimentos com ácidos. Parece interessante. - Falo um pouco empolgada.
-Só espero esse desastre ambulante chamado Mark Tuan não me jogar nada. - Jackson ri da cara do amigo colocando a máscara. - Me ajude com o jaleco, S/N?

Coloco o jaleco nele, parecia mais feliz.

O professor chega já de equipamento e sem dar bom dia começa a arrumar os recipientes.

Time skip

-Esse ácido aqui, é especial, tem exímia importância para nós. - levanta uma proveta com um líquido verde.
-S/N, pode colocar essa moeda aqui dentro? Com cuidado para não espirrar.

Coloco a moeda de 5 centavos e ela começa a ser corroída pelo ácido.

-Sim, nós temos esse ácido no estômago! Agora pegue essa colher com o bicarbonato e jogue aqui. - faço e o líquido borbulha, ficando transparente.

Após um tempo, joga o líquido em uma travessa de vidro, e a moeda estava quase toda corroída.

Depois a explicação do professor, mais alguns experimentos e ele passar um trabalho em trio a campaínha bate. Hora de ir para casa.

-Vamos, eu dou uma carona para vocês, aí a gente aproveita e come alguma coisa fora, por minha conta.
-Não quero incomodar, eu posso ir de ônibus. - digo sem graça.
-Ah, larga de frescura S/N! Vamos logo!

Jackson me puxa pela mão até o estacionamento e Tuan nos segue em silêncio. Sento no banco do passageiro ao lado e Mark atrás.

-O que vamos comer? - Diz ele ligando o carro.
-Você que está pagando, você escolhe.

Jackson é filho de um advogado e nasceu em berço de ouro, mas ao mesmo tempo é humilde e bondoso.

-Que tal um hambúrguer artesanal? Sei que você gosta S/N.

Só de imaginar já babo. Realmente amo esses sanduíches!

-Está me espionando, senhor Wang?
-Pode se dizer que uma certa pessoa adora falar de você para mim.

Mark olha para mim vermelho. Mas pela expressão de raiva é melhor deixar pra lá.

Jackson para na frente da lanchonete (que pelo jeito é a minha favorita) e saímos do carro com a barriga roncando. Vida de universitário não é fácil. Universitário e pobre pra completar.

Sentamos na mesa e pegamos o cardápio. Jackson ao meu lado e Tuan em frente abrindo o livro de Hamlet.

-Esse aqui é muito bom. - Jackson chega perto mostrando seu cardápio com um sorriso estonteante.
-Ainda não provei.

Chama a garçonete que anota os pedidos.

-Três hambúrgueres à moda da casa, um balde tamanho família de batata frita, uma vitamina, um suco de abacate e... - olha para mim com um sorriso lindo - um suco de maracujá com leite.
-Como você sabe que é o meu preferido?!
-Segredo...

E como nós somos ligados nos memes, Mark começou a dizer:

-Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles, no pão com gergilim!

E foi aí que nós rimos até nos acabar recebendo um olhar engraçado da garçonete.

Time skip

Já em casa de bucho cheio nos jogamos no sofá da sala.

-Nossa, devemos ir mais vezes. O hambúrguer de lá é o melhor! -Jackson dá dois tapas na barriga me joguei ao lado dele.

Mark se jogou no chão com o balde de fritas na mão que já estava no final, rindo feito um maconhado.

-Obrigada Jackie!
-De nada, coisa fofa! - sorri e me dá um abraço quase morrendo.
-S/N, preciso ir pro quarto pra ensaiar a peça. Não sei as falas de cor e salteado como você.

Como ele sabe que eu gosto de Hamlet?

Sai da sala morrendo de raiva.

-Isso foi esquisito.
-Bastante. Mas enfim, vamos fazero trabalho de química?
-Eu não vou fazer pra aquela peste de graça, não! - aponto para o quarto.
-Ele faz depois.

Time skip

Depois da pesquisa pronta, Jackson me encarou por um tempo.

-O que foi?
-O Mark... ele... ah, não quero ser dedo duro!
-Fala logo Wang!
-Não dá! Eu vou estar traindo o meu amigo!
-Não precisa Jackie, eu mesmo conto. - Essa porra tava atrás de mim, como ele varou lá?!
-Ah que susto, capeta!

Ele estava vestido com um casaco de donnuts amarelo (A: A mesma roupa de Just Right) que eu admito que ficou super fofo nele.

-Pode ir pro quarto, por favor?

Um pouco desconfiado se levanta e sai, chegando perto do ouvido de Mark, sussurra algo e os dois sorriam docemente.

-Não me deixa aqui, Wang!

Se senta ao meu lado um pouco confuso, estalando os dedos.

-S/N... eu... não sei como dizer isso.
-Se for me fazer perder tempo, não precisa nem falar.
-Caralho, S/N! Eu tô tentando expressar meus sentimentos e você está estragando esse momento lindo!

Eu nunca o vi tão nervoso e inseguro.

-Você realmente acha que eu estou morando com você por necessidade?

Oi?

-Não sei, já disse que não sei quase nada da sua vida.
-Na verdade eu sou herdeiro de uma fortuna. Meu pai é dono de uma grande rede de roupas e minha mãe é advogada, amiga do pai do Wang.

Morta com azeite.

-Então por que continua aqui?
-Não é óbvio?
-Nem um pouco.
-Eu... eu te amo, S/N.

Morta com azeite ao quadrado.

Não sou capaz de raciocinar, apenas continuo como uma retardada de boca aberta.

-E você não sabe o quanto eu te odeio por te amar!
-Por quê?! O que foi que eu fiz?! Me fala agora ou eu juro que sumo daqui!
-Que merda, fala baixo! Nós moramos num apartamento. - Sussurra nervoso. - Eu tenho medo de te magoar ou você dizer que se cansou de mim.
-É sério isso? Cara, isso não é desculpa pra maltratar alguém! Agora quem tá com ódio de você sou eu!

Corro para o quarto sentindo um olhar confuso do loiro, bato a porta com força.

-Eu odeio aquele iceberg oxigenado!

Desabo nos braços de Jackson, que me abraça forte.


Notas Finais


Tá bem novela mexicana, eu sei que tô exagerando, mas não desistam!

Ppoppos ❤😙


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