1. Spirit Fanfics >
  2. Roqueiros - As Notas Do Amor >
  3. Prólogo

História Roqueiros - As Notas Do Amor - Capítulo 1


Escrita por:


Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Roqueiros - As Notas Do Amor - Capítulo 1 - Prólogo

ANTES...

Eu conheci Kihyun quando ele ainda era uma criança...

Meu pai e eu havíamos acabado de nos mudar e enquanto estávamos descarregando o caminhão, eu percebi que havia uma criança observando a espreita, toda a nossa locomoção.

Por fim quando meu pai e eu terminanos de descarregar as mudanças, eu me encaminho na direção em que o garoto se encontra, mas ele apenas se encolhe para mais perto das grandes latas de óleo vazias em frente a casa da qual eu deduzi que fosse a sua. Me sento na grama virado em sua direção.

— Você mora nessa casa? - Pergunto porém não obtenho qualquer reposta. — Eu serei seu novo vizinho agora. Qual o seu nome?

Vendo que eu não iria obter qualquer resposta enquanto não ganhasse a sua confiança, eu corro para dentro de casa e pego uma pelúcia dentro de uma das caixas que iriam para o porão e logo volto para fora me sentando na grama novamente.

— Hm... Eu te trouxe um presente de amizade... - Não posso evitar sorrir ao vê-lo sair um pouco de trás das latas de óleo. — Você se tornaria meu amigo?

A pequena criança de olhos castanhos está com o dedo na boca enquanto caminha em minha direção com um dos braços esticados em direção a pelúcia, creio eu que esse é um modo dele dizer sim a minha pergunta.

— Antes de pegar o presente, devemos nos apresentar. - Digo sorrindo para ele, mas não deixando de notar alguns hematomas antigos em seus braços e pernas, o que me preocupa um pouco. — Eu me chamo Son Hyunwoo, e você?

Retirando o dedo da boca, a criança me encara por longos segundos antes de sorrir timidamente mostrando a falta de um dentinho em cima.

— E-eu me chamo Y-Yoo Kihyun. - Ele gagueja um pouco e isso o deixa mais fofo. — V-você realmente vai m-me dar i-isso?

— Sim, ele é todo seu!

Entrego a pelúcia ao pequeno Yoo e o mesmo me presenteia com um lindo sorriso iluminado com direito a uma fofa janelinha.

— O-obrigado! - Ele diz e eu posso perceber o rosadinho em suas bochechas. — E-esse é o m-melhor presente de aniversário que e-eu já ganhei.

As palavras de Kihyun me pegam de surpresa e eu sinto um grande aperto no peito.

— Kihyun? - Chamo o seu nome e o mesmo desvia sua atenção de volta para mim. — Hoje é o seu aniversário?

— S-sim... - O pequeno responde e na mesma hora, a sua expressão se torna triste. — M-mas o meu appa n-não está em casa... e-ele saiu ontem dizendo que me c-compraria um presente.

— Você está sozinho em casa desde ontem? - Com o dedo de volta na boca, eu recebo apenas um sinal afirmativo de Kihyun. — Nós devemos consegui um bolo para você?

Após Kihyun escutar o que eu disse, seus olhos logo se iluminam como duas pequenas estrelinhas enquanto ele afirma freneticamente para mim.

— Me espere aqui um minuto que eu já volto.

Sem esperar por uma resposta do pequeno, eu corro novamente para dentro de casa a procura das caixas que estão nomeadas por despensa. Quando as encontro, vou cavando por cada uma delas até encontrar uns pacotinhos de mini bolinhos e colocando-os no bolso da minha calça, eu aproveito para pegar o acendedor do fogão e duas caixinhas de suco de laranja, eles estão em temperatura ambiente, mas ainda assim dá para serem consumidas.

Volto correndo para fora de casa e encontro Kihyun parado no mesmo lugar em que eu o havia deixado. Retiro os bolinhos de dentro do meu bolso antes de voltar a me sente de frente para ele. Retiro a embalagem e pego o acendedor com o intuito de usá-lo como vela já que não tenho nenhuma no momento e logo começo a cantar parabéns para ele.

— Saengil chukhahamnida... Saengil chukhahamnida... sarangha-neun Kihyunnie... Saengil chukhahamnida. - Observo seus olhinhos brilhantes ao que uma lágrima escorre pela bochecha fofinha. — Você tem direito a um pedido Kiki.

Ele me olha rapidamente antes de fechar seus olhinhos e soprar apagando a chama do acendedor. Para a minha surpresa, sinto seu pequeno corpo se chocar contra o meu ao que seus pequenos braços se envolvem ao redor do meu pescoço. Logo eu sinto minha camisa umidecer e eu sei que Kihyun está chorando, mesmo que ele o faça em silêncio. Sinto meu coração apertar ao ver que essa pequena criança, se emocionou por tão pouco. Largo o acendedor no chão e envolvo o pequeno em meus braços enquanto prometo a mim mesmo que a partir de hoje, eu farei o possível para protegê-lo.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...