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História Roqueiros - As Notas Do Amor - Capítulo 14


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Capítulo 14 - It's All Right


Fanfic / Fanfiction Roqueiros - As Notas Do Amor - Capítulo 14 - It's All Right

YUGYEOM

Quando estaciono na garagem da casa de Hyunwoo, ouço-o soltar um longo suspiro, antes de suas mãos serem esfregadas contra seu rosto e cabelo.

— Você diz para Hoseok não se culpar, mas quando é que você também fará isso?

Hyunwoo interrompe seu momento exasperado ao olhar para mim, em compreensão as minhas palavras.

— Eu tento... Juro que tento, mas... - Suas palavras se perdem por alguns segundos antes dele retornar a falar. — Desde que os conheci, eu os acolhi como a minha família, por isso eu sempre senti que eles eram minha responsabilidade e que a minha única função, era mantê-los longe de qualquer coisa que pudesse machuca-los, mas depois de algumas situações, eu percebi que não posso protegê-los totalmente...

— Mesmo não os conhecendo a muito tempo, eu sei que assim como você quer protegê-los, eles também querem proteger você. - Acaricio seu rosto, que agora carrega um semblante cansado e preocupado. — Você já faz mais que o suficiente para eles, e eu tenho certeza de que eles estão definitivamente cientes disso.

Seus olhos me encaram por longos segundos, antes de um sorriso suave tomar conta de seus lábios.

— Obrigado... - Sua voz é apenas um sussuro. — Obrigado por estar comigo agora, Moranguinho.

— Você não precisa me agradecer, pois se eu estou aqui, é porque eu amo você. - Beijo seus lábios brevemente antes de soltar nossos cintos de segurança. — Agora vamos entrar. Eles devem estar pensando que você passará a noite fora novamente.

Saindo do carro, Hyunwoo toma uma de minhas mãos na sua antes de entrarmos. Se não fosse pelos murmúrios e luz acesa na cozinha, poderia-se dizer que não havia ninguém em casa, pelo fato de estar tudo escuro.

Hyunwoo se encaminha para o cômodo de onde estão vindo as vozes e nele encontramos todos, menos Hosoek.

— Como ele está? - A pergunta de Hyunwoo é feita para ninguém em particular. 

— Ele está mal Hyung... Aquela última pergunta mexeu ainda mais com ele. - Jooheon responde enquanto brinca com a borda da taça a sua frente. — Eu gostaria de marcar uma consulta para ele com o Doutor Chen, mas você sabe que isso tem que partir dele, porque se não será um início em vão.

O silêncio pesa no cômodo e mais uma vez, eu sinto um profundo incômodo ao não ver o sorriso deles brilharem em seus olhos. Eu não conheço a história por trás das recaídas de Hosoek, mas pelo que os meninos dizem, foi algo que realmente o desestruturou. Mesmo que ele se culpe pelo ocorrido, ele sequer poderia fazer algo, já que ainda era uma criança.

A única coisa que eu desejo, é que ele e todos os outros passem bem por tudo isso.

[•••]

SHOWNU

Leves beijos são distribuídos por todo o meu rosto, enquanto uma respiração morna faz cócegas em minha pele. Uma risada baixa pode ser ouvida por mim, enquanto resmungos deixam meus lábios.

— Já passou do meio dia Hyunwoo, você não vai acordar para almoçar? - A voz de Yugyeom denuncia seu divertimento pela situação. — Kihyun e eu fizemos Nakji Bokkeum.

Abro meus olhos abruptamente apenas para ver Yugyeom se assustar, antes dos meus braços circundarem sua cintura, trazendo seu corpo para baixo, junto do meu.

— Eu não imaginei que você fosse tão difícil de acordar. - Seu sorriso se torna mais radiante ao que seus olhos se encontram com os meus. — Mas ainda assim você não supera Chae Hyungwon, então faça o favor de levantar e fazer suas higienes antes de ir almoçar.

— Tem certeza de que eu não posso apenas ficar aqui abraçado a você? - Resmungo antes de fungar seu pescoço, sentindo o meu perfume na pele de Yugyeom. — Eu poderia ter você aqui agora sabia!? 

— Eu sei e não tenho qualquer dúvidas de que você faria, mas... - Em um momento de distração da minha parte, Yugyeom toma um impulso, conseguindo assim se levar para longe dos meus braços. — Nesse momento você vai tomar um banho e lavar esse seu cabelo que está todo oleoso. 

Após as ordens terem sido dadas, Yugyeom se retira do quarto, mas não antes de lançar um beijo soprado em minha direção. Será que esse menino tem ao menos uma mínima noção do quanto ele me tem em suas mãos? 

Levanto-me rapidamente e enquanto a água morna lava o meu corpo, eu me permito pensar no quão grato eu sou por ter Yugyeom ao meu lado agora. Se fosse em outros tempos, eu apenas teria remoido toda essa culpa internamente e a última coisa que nós precisamos agora, é de mais uma pessoa em uma situação delicada. 

Hoseok não merece passar por isso, então eu farei o que estiver até mesmo além do meu alcance, para fazê-lo se sentir bem novamente.

Alguns minutos depois e uma ducha bem agradável, eu entro na cozinha sentindo o cheiro do Nakji Bokkeum invadir minhas narinas, fazendo meu estômago roncar na mesmo hora.

— Olha só se não é a bela adormecida. - Changkyun debocha e para a sorte dele, eu não ter nada ao meu alcance para tampar nele; pelo menos nada que não vá fazer um grande estrago. — Dormiu bem Hyung?

Ele se aproxima, ocupando a cadeira ao meu lado. Enquanto Yugyeom termina de por a mesa, Kihyun parece dar alguma finalização ao prato do dia.

— Melhor do que eu havia imaginado poder. - Preencho os copos da mesa com o chá preto que estava na jarra. — Onde estão Jooheon e Hoseok?

— O Honey estava terminando de salvar os dados de uma produção que ele fez e Hoseok... Ele disse que estava sem fome.

Deposito a jarra na mesa com um pouco mais de força do que eu havia planejado, fazendo eu me arrepender do meu ato ao ver Kihyun se assustar e acabar queimando o dedo.

— D-desculpa...

— Está tudo bem Hyung, nós entendemos como você está se sentindo agora, e eu realmente peço a você que não carregue esse peso sozinho. - A mão de Changkyun agora se encontra repousada em meu ombro em um ato de conforto e compreensão, e eu sei que ele só não correu até Kihyun, porque Yugyeom o fez antes. — Antes de qualquer sentimento, nós somos todos irmãos.

Aceno para Changkyun antes de arrastar a minha cadeira para trás, e me levantar.

— Eu vou ver como ele está... - Digo olhando agora para Kihyun e Yugyeom. _ Você está bem Ki? - Ele acena em resposta antes que eu volte minha atenção para Changkyun novamente. — Eu realmente só vou ver como ele está, não irei força-lo a nada.

Saindo da cozinha, eu encontro com Jooheon na sala. Apesar do sorriso suave direcionado a mim, a dor e o pesar em seu olhar não pode ser mascarado. Entro no corredor e respiro fundo antes de parar diante da porta do quarto de Hoseok, dando dois toques e entrando ao ouvir sua voz se pronunciar baixo.

No quarto, as cortinas estão fechadas e se não fosse a luz refletida pela tela do celular, o quarto estaria em um breu total.

— Você não apareceu na cozinha para almoçar. - Digo enquanto me aproximava lentamente da sua cama, me sentando na borda livre ao seu lado. — Eu senti sua falta, sabe!? É que sempre almoçamos juntos  nos finais de semana.

— Eu estou sem fome Hyung ... - Suas palavras são apenas sussuros sem qualquer vestígio da sua contagiante alegria. — Não sinto vontade de sair daqui.

— O que você está sentindo Seok? - Meus dedos afagam seus fios agora totalmente descoloridos e desgrenhados. — Fala pra mim... Não guarde só pra você.

Seus olhos inundam-se na mesma hora em que um soluço que estava sendo reprimido tenta escapar por entre os seus lábios.

— Dói Hyung... Dói ao ponto de eu sentir que estou sufocando. - Ele se encolhe em sua cama e apesar da sua estrutura corporal ser robusta por músculos, nesse momento, ele não passa de uma criança assustada diante os meus olhos. — Os pesadelos são tão reais quanto aquela noite... Só que dessa vez eu estou parado assistindo aquele... SER tirar não só a vida da minha mãe, mas a do Honey também...

— Calma Seok... - Digo antes de puxa-lo para os meus braços e acariciar suas costas e cabelo. — Ele não pode machucar qualquer um de vocês dois. Está tudo bem Seok...

— E-eu juro que não queria que as coisas tivessem chegado aqui novamente Hyung. - Seus soluços são tão dolorosos quanto da última vez e isso realmente me quebra por dentro. — E-eu queria ser mais forte, mas infelizmente eu n-não consigo...

— Seok, não fale assim... Está tudo bem não ser forte o tempo todo, isso é algo do qual ninguém consegue.

Eu sei que ele está ouvindo minhas palavras atentamente, mas eu também sei que no momento não está sendo fácil assimilar qualquer uma delas. Deixo um beijo em sua testa, antes que ele volte a se deitar. 

Retiro meu celular do bolso da minha calça e envio uma mensagem para Kihyun, pedindo a ele para que com a ajuda dos outros, transferissem o nosso almoço para o quarto de Hoseok. 

Menos de dois minutos depois, a porta é aberta lentamente antes de Kihyun entrar no quarto com uma vasilha de vidro contendo o Nakji Bokkeum, enquanto Changkyun trás a panela de arroz, Jooheon carrega uma bandeja com os copos cheio de chá preto, e por último, Yugyeom com a louça e os talheres.

— O-o que ...

— Você não precisa ficar sozinho aqui Seok. - Sorrio em sua direção, ao ver seus olhos brilharem por um momento sem qualquer vestígio do medo que estavam neles a uns minutos atrás. — Quando você não quiser sair, basta nos avisar para que possamos vir até você.

Mesmo com as lágrimas escorrendo silenciosamente pelo seu rosto, nós podemos nos permitir sorrir ao presenciar o vestígio de um sorriso dele.



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