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História Roqueiros - As Notas Do Amor - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Reason For My Confusion


Fanfic / Fanfiction Roqueiros - As Notas Do Amor - Capítulo 5 - Reason For My Confusion

Quando Changkyun estaciona o Impala na garagem de casa, eu só não fui o primeiro a pular para fora do carro, porque o espaço do banco traseiro é pouco para uma pessoa de 1,81 de altura e estrutura corporal massante.

Sou o último a passar pela porta quando Kihyun surge vindo da cozinha com um pano de prato em um dos ombros.

— A cara de vocês... Estão bem fodidas... Sim, fodidas as descrevem bem. - Kihyun ri de nossas expressões antes de caminhar até Changkyun selando seus lábios aos dele. — O que aconteceu? 

— Nada de novo, apenas a correria de sempre para finalizar o mini álbum. - Digo passando por ele e empurrando Changkyun para que eu possa ter passagem para a cozinha. — Há algum analgésico por aqui?

— Na gaveta de sempre!

Assim que passo pela porta da cozinha, me surpreendo ao encontrar Yugyeom escorado no balcão enquanto segura em uma taça de vinho por entre seu dedos entrelaçados. Acho que devo ter ficado tempo demais o encarando, já que o mesmo sorri antes de depositar a taça no balcão e endireitar a postura. Tão lindo como sempre foi.

— Olá Hyunwoo ! 

— Olá pra você também Moranguinho. - Devolvo o cumprimento de modo a provocá-lo. — Faz alguns meses desde a última vez em que nos vimos.

— Pois é, eu estive fora por um tempo.

Quando penso em continuar a questiona-lo, os meninos entraram na cozinha rindo e falando alto, o que rouba a atenção de Yugyeom. 

— Olha se não é o pequeno Yug. - Jooheon caminha em direção a Yugyeom e o abraça; essa aproximação dos dois me causa um pequeno desconforto. — Por onde você esteve andando? Não te vimos desde que voltamos de Malibu.

— Não me chame de pequeno, eu sou mais alto que você Hyung. - Yugyeom diz ao que caminha com Jooheon em direção a mesa para ocuparem seus lugares. — Me desculpe pelo meu repentino sumiço, é que eu estive fora por um tempo. Fui fazer uma visita ao meu irmão mais velho e acabei ficando mais tempo do que eu havia planejado.

— Você tem um irmão mais velho? - Hoseok pergunta e Yugyeom o responde com um aceno. — Eu pensei que fosse só você e o Tae.

— Aqui na Coreia realmente somos apenas nós dois. - Yugyeom fala enquanto se serve de mais um pouco de vinho ao que eu ocupo o assento a sua frente. — O Chae está no Japão a mais ou menos três anos. Ele é modelo e por causa do trabalho teve que se mudar.

— Espera! O Chae que você está falando é o Chae hyungwon? - Kihyun pergunta empolgado recebendo um aceno positivo vindo de Yugyeom. — O modelo e ator? Amigo de Lee Minhyuk, dono da marca Diory, que tem um atelier no centro de Seoul? 

— Sim, ele mesmo.

— Pelos céus, isso é demais ! - Kihyun pula em seu lugar como uma criança que acabou de ganhar doces antes do jantar. 

— Porque vocês tem sobrenomes diferentes? - Hoseok pergunta e eu posso ver a curiosidade em seu olhar. — Chae seria um nome artístico? 

— Na verdade não. - Yugyeom sorri diante as palavras de Hoseok. — Wonnie é meu meio irmão, somos filhos de mães diferentes.

— Ah sim... 

Me sirvo de um pouco de Yukgaejang enquanto observo toda a interação dos meninos com Yugyeom. Algumas vezes seu olhar recaia sobre mim e eu fazia questão de sustentá-lo. 

O jantar seguiu tranquilamente com o foco totalmente em Yugyeom e toda a sua história. Olhando para esse ser de sorriso fácil e encantador, você não imagina que ele passou por várias coisas ruins como a negação dos pais e a expulsão de casa por apenas ser quem ele é. Desde então, ele veio morar com o Tae já que não queria ir para o Japão morar com seu meio irmão e o melhor amigo dele. Saber disso faz com que eu queira protegê-lo.

Durante as horas em que ficamos conversando, eu mantive todo o meu foco em Yugyeom. Observei todos os movimentos feitos por ele, das palavras ditas aos sorrisos encantadores, até que em um certo momento da noite ele se levantou me tirando do meu transe.

— Eu vou indo agora, está ficando tarde e o Tae com certeza vai começar a ligar daqui a pouco. 

— Porque sempre que você vem visitar a gente, parece que as horas passam voando? - Kihyun diz com indignação palpável. — E porque a vida tem que ser tão injusta ao ponto de você morar em outro condomínio fechado?

— Eu acho que podemos cobrar isso do Tae e do Matth em uma ocasião oportuna. - Ele abraça Kihyun com carinho sendo instantâneamente retribuído. — Muito obrigado pela companhia e também pelo jantar, estava tudo maravilhoso.

— Não demore a voltar ok!? 

— Tudo bem Kiki, mas você sabia que eu tenho uma casa da qual você também pode visitar? - Yugyeom sorri diante a expressão de Kihyun. — Eu não sei cozinhar tão bem quanto você, mas ainda assim eu sei fazer muitas coisas.

— Tudo bem então! Vamos marcar um dia e eu irei visitar você.

Yugyeom se despede de um por um até chegar em mim. Ele me ofereceu sua mão que eu logo pego embalando dentro das minhas. No momento em que o aperto de sua mão se torna firme sobre a minha, eu sinto algo semelhante a uma corrente elétrica reverberar por todo o meu corpo.

— Até a próxima Hyunwoo Hyung! 

— Até a próxima Moranguinho.

O olhar de Yugyeom se mostra mais intenso que antes mas ainda assim sem perder sua essência angelical. Quando pareceu que eu poderia me perder em seus olhos cor de chocolate, ele recolheu sua mão, logo seguindo em direção a porta onde se despede de Kihyun mais uma vez antes de sair. 

Soltei o ar do qual não havia reparado que estava segurando e o mesmo saiu como um suspiro, o que acabou chamando a atenção de Kihyun para mim. Os meninos foram se retirando para seus aposentos e Changkyun que estava esperando por Kihyun, logo recebeu um sinal insinuando que ele deveria ir na frente. Quando faço menção ir em direção ao meu quarto, sinto meu braço ser segurado por suas pequenas mãos.

— Espera Hyung... Eu quero falar com você rapidamente. 

— Tudo bem Kiki, você pode falar...

— É ele não é? - Kihyun diz e eu faço uma expressão confusa mostrando ao menor que eu não entendi o que ele estava tentando me dizer. — Yugyeom é o motivo da sua confusão!?

— Você... - As palavras de Kihyun me surpreenderam ao ponto de me fazer perder a fala por um momento. — Eu fui tão óbvio assim? 

— Até que não. Eu só percebi porque venho te observando ultimamente já que ando preocupado com você, mas... eu tenho quase certeza que Hoseok Hyung também deve ter reparado seus olhares em direção a Yugyeom.

— Tudo por causa de um maldito beijo. - Suspiro me sentando no degrau do hall de entrada. — No começo era só atração e vontade de tê-lo em minha cama, mas agora eu... eu o quero totalmente para mim.

Kihyun que se sentou ao meu lado, repousando sua cabeça em meu ombro. Ele começando a fazer leves carícias do meu antebraço até nossas mãos entrelaçadas. O carinho dele me conforta.

— Devo te dar essa notícia ou deixo você descobrir sozinho? 

— Tenha pena e ajude o seu irmão. - Digo dando um sorriso fraco mesmo que Kihyun não o veja. — As vezes penso que talvez eu já tenha a resposta, mas estou com medo de confirmá-la.

— Você não deve ter medo do amor Hyung. Sei que ele machuca quando começado de maneira errada, mas também serve para curar quando dado pela pessoa certa. - Kihyun se afasta um pouco e olha diretamente para mim. — Yugyeom é uma ótima pessoa Hyung, se você for amá-lo, com certeza será retribuído, mas eu só te peço uma única coisa. 

— Tudo por você meu pequeno. 

— Não o machuque. - Kihyun diz e eu vejo a súplica em seu olhar. — Ele já tem cicatrizes demais em seu coração, e ainda há algumas que estão abertas, a última coisa da qual ele precisa agora, é de mais uma. 

— Não se preocupe Ki, eu convivo com o medo de ter meu coração cortado por alguém, então antes de machucar Yugyeom, eu prefiro machucar a mim mesmo.

— Eu não desejo isso para nenhum dos dois, eu os amo e quero o melhor para vocês. - Fecho os olhos ao receber um leve carinho de Kihyun. — Ainda mais agora que alguém finalmente conseguiu ultrapassar essas barreiras que você manteve erguidas por tantos anos.

— Obrigado por tudo Kiki. - Dou-lhe um beijo em sua testa e sou retribuído com um sorriso terno. — Eu não seria nada se não tivesse você e os meninos em minha vida.

— Assim como nós também não seríamos nada sem você Hyung. - Kihyun deposita um beijo em meu rosto antes de se levantar. — Eu estou indo me deitar agora, por favor não demore a fazer o mesmo.

— Eu vou tentar ok!? 

Com um aceno, Kihyun caminha em direção ao corredor logo sendo engolido pela escuridão do mesmo enquanto eu permaneço sentado com mil e uma coisas passando pela minha mente.

Eu caí de amores por Yugyeom sem ao menos perceber, e mesmo que Kihyun — a pessoa que eu mais confio — diga que meu amor seria devidamente retribuído, eu não consigo parar o medo que tenta assolar o meu coração.



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