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História Rosa é o novo preto - Capítulo 1


Escrita por: Dominatrix_021

Notas do Autor


Hello! É eu sei que estou sumida, mas me deu vontade de escrever e eu preciso muito dessa válvula de escape. Espero que gostem

Me sigam no twitter: https://twitter.com/Dominatrix_021?s=09
Eu vou publicar algumas coisinhas dessa fanfic por lá tambem.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Rosa é o novo preto - Capítulo 1 - Prólogo

[Jeon Julieta POV]

Muitos dizem que a paz só pode ser conquistada com guerras. Para a segurança do povo, do reino e de seu território o Rei veste uma armadura, segura uma espada e monta um corcel preto; ao seu lado um fiel escudeiro que não tem mais de dezoito anos, no meio de seu exército existem homens de família, que estão vivendo o seu primeiro amor, que ainda não conheceram o amor ou que simplesmente não queriam a guerra.

Sentindo frio durante as longas noites e lutando bravamente durante o dia, perdendo sangue e gritando feito loucos a cada golpe. E quando um Rei cai, o outro é o vencedor, o conquistador, o verdadeiro guerreiro; com aplausos, flores e festas. Mas, sua armadura está limpa, seu escudeiro morto e metade de seu exército não voltou para casa. Tudo pela paz... 

— Que patético. — declaro enquanto acaricio a crina de meu belo cavalo branco que relincha, como se respondesse a minha pergunta. — Um rei não vence a guerra, guerreiros vencem! — dito e bebo um pouco de água do meu odre. 

O outono faz o reino do sul ser mais belo que tudo, a campina que dança com o vento é um verdadeiro brilho para os olhos. Mesmo em tempos de guerra, o povo está seguro e prosperando cada vez mais. Ao longe, vejo a torre mais alta do castelo criar um maravilhoso contraste com o nascer do sol e logo abaixo, nas sombras, o povoado começando a ficar movimentado.

Respiro fundo, imaginando a vida da filha mais nova do rei e de como ela vai estar maravilhosa, em um enorme vestido e dançando feliz, comemorando o aniversário do irmão mais velho. Apesar de estarmos em guerra, a tradição é comemorar o aniversário do rei e de seus herdeiros com um grande baile, mesmo que sangue fora derramado em combate. Meus pensamentos se foram, quando escuto o relinchar do meu cavalo. 

— Quem está aí? — questiono alto, segurando meu punhal com apenas uma parte da lâmina para fora da bainha. Espero breves segundos, olhando para todos os lados e não obtendo resposta, apenas a imagem de um vulto preto passando por trás das árvores. — Talvez ele só se assustou... — afirmo, passando a mão na cara do animal. — Com você, Jisoo. 

— Pensei que conseguiria te pegar de surpresa dessa vez. — exclama, saindo com cuidado de trás da árvore para não rasgar seu vestido. Com minha ajuda ela consegue pular algumas pedras e atravessar o rio de onde meu cavalo bebia água. — Sua mãe me pediu para te buscar. — Pegou sem aviso minha água e começou a beber. 

— Eu acabei de sair. — me sento no chão e logo recebo a companhia de minha amiga que com dificuldades consegue se sentar. — Por que não usa menos tecido? Isso te ajudaria e seria mais confortável. 

— Nem todas as meninas usam calça e bota como você. — apontou para meu corpo e ergueu as sobrancelhas em ironia. Acabei por rir de sua afirmação e me deitei na grama, admirando o céu azul sobre nossas cabeças. — Está pensando em quem? 

— No meu pai e no meu irmão, de quando eles me ensinaram andar a cavalo. — não pude evitar sorrir com as lembranças, mas logo o sorriso se desfez quando me lembrei de onde eles estão agora. 

— Eles irão voltar, não se preocupe, Julieta. — Jisoo imediatamente tenta me distrair, mas até mesmo ela fica abatida. — Será que Jungkook está bem? Sinto tanta falta dele. 

— Ele te beijou uma vez e já está fantasiando um romance! — me levantei rapidamente, estendendo a mão para que a Kim se segurasse, olhei uma última vez para o reino e peguei as rédeas que estavam no chão. Foi necessário apenas balançar o couro que meu cavalo veio ao meu encontro. 

— Eu amo o seu irmão... mesmo que ele não me ame. — disse a última parte em um sussurro, me fazendo revirar os olhos e negar com a cabeça. — Imagina eu sendo esposa e mãe dos filhos dele, esperando o meu amado Jeon toda noite para nos amarmos. — ela falava com entusiasmo. 

— E vocês vão se casar na igreja? Meu irmão estará esperando por você no altar enquanto entra com um vestido roxo bordado a ouro, com várias camadas de tecido e meu pai te levando até o altar... — falei ironicamente enquanto subia no cavalo e ajudava Jisoo a subir também. Ela abraçou minha cintura e apoiou o queixo no meu ombro, provavelmente imaginando o que eu disse. — Você não muda jamais, sempre amou meu irmão. Iah! 

Com o comando, o cavalo começa a andar em uma velocidade considerável. Enquanto a mais velha segura firme para não cair, apenas deixo o vento bagunçar alguns fios de cabelo e tocar meu rosto me fazendo sentir-me mais livre, como uma águia na imensidão do céu azul. 

{...}

Termino meu banho e coloco minhas roupas comuns que, infelizmente, incomodam muito. O longo vestido branco com algumas camadas de tecido, a cinta bem apertada e um tecido azul bordado que deve ir por cima da saia. Observo meu reflexo no espelho e apenas respiro fundo, saindo do banheiro calmamente. 

— Venha logo, Julieta! — minha mãe segura na minha mão e me guia até meu quarto, onde me sento de frente para ela. A mais velha cruza os braços e me encara furiosa. — Vai ficar fugindo agora? E pelo telhado, Julieta?! Você poderia ter caído, se machucado ou pior! 

— Eu sei, mãe, mas eu não cai e nem vou. — tento acalmá-la mas de nada adiantou. Ela mantém o olhar severo sobre mim. Sei que ela só quer me proteger, como toda mãe, ela não seria a exceção, mas eu jamais iria escorregar. — A senhora me conhece muito bem, sabe que não cairia de lá. 

— Pegou o cavalo do seu avô, o punhal do seu irmão e, ainda por cima, usou as roupas de montaria que costurei para a filha da rainha! — negou com a cabeça e respirou fundo, se sentando ao meu lado na cama. — O que é que eu posso fazer com você, Julieta? 

— Me desculpa, mãe. — abracei a mais velha e recebi um carinho em meus cabelos, assim como ela fazia quando eu era criança e aprontava. Separamos o afeto e com o olhar entendi o motivo de sua preocupação. — Eles vão voltar. Jungkook é o melhor guerreiro e meu pai é um excelente médico. 

— Você tem razão. — ela secou as lágrimas solitárias com o avental e se levantou, ajeitando o vestido e indo para a porta do meu quarto. — Não demore, vou precisar de sua ajuda no restaurante e... pode ficar com a roupa de montaria. — meus olhos brilharam com suas palavras. — Mas, na próxima leva um manto. 

— Sim, mãe. — assim que ela fechou a porta abri meu armário e peguei a roupa que estava escondida junto do punhal. A lâmina era um presente de família, passado para o filho mais velho assim que tem idade, quando meu irmão recebeu ficou tão feliz que logo propôs um desafio ao nosso pai e ganhou. 

Tratei de pendurar a roupa no cabide e guardar o punhal dentro de uma gaveta da minha mesa para ficar seguro. Escuto o sino da igreja tocar, anunciando o fim da missa do meio-dia e logo desço para o restaurante que iria ficar lotado nos próximos minutos. Jisoo, como sempre, estava sonhando com meu irmão e nem percebeu quando cheguei. 

 — No que está pensando agora? — questiono, já sabendo que se tratava do meu irmão. Ela solta o ar dos pulmões e debruça sobre o balcão. — Deixa, eu não quero nem imaginar.

— Ele definitivamente sabe fazer amor. — ela mordeu o lábio inferior e nego internamente por ter que ouvir isso. O sininho em cima da porta toca e logo alguns clientes vão entrando. — Sejam bem vindos! 

{...}

A porta bate contra a parede com força e revela um homem sujo de sangue, carregando um javali morto, fruto de sua caça. Todos no recinto ficaram em silêncio e o homem veio direto para o balcão, jogando o javali sobre a madeira e se sentando de frente para mim. Servi a cerveja e esperei que ele dissesse alguma coisa, mas apenas virou tudo em um único gole e logo pediu mais.

— Sinto muito, mas não pode deixar aqui. — apontei para a cabeça do javali. O homem ignorou completamente o que eu disse e continuou bebendo, me deixando irritada o suficiente para não encher o seu copo com mais nada. — Ou tira o javali ou não bebe mais. 

— Eu sou um mercenário e isso aqui é meu almoço, mocinha, apenas me serve mais essa cerveja.

— Que bom. Fico feliz por ser um bom caçador, mas ou você tira esse animal de cima do meu balcão ou você não bebe mais! — com toda a minha força, finquei a faca de cozinha que fica embaixo do balcão no crânio do animal. — Então…

— Garotinhas como você são verdadeiras vadias, pena do homem que se casar com você. — cuspiu as palavras, em seguida se levantou, pegando o javali e jogando sobre o ombro. A faca com o sangue foi deixada no balcão junto com o dinheiro da cerveja. — Eu se fosse vocês, sairia daqui…

Todos no recinto riram de sua frase, afinal o cheiro do animal morto era desagradável para qualquer um e o modo como fui intimidada não faz dele o dono da razão. Quando finalmente me vi livre do problema, as risadas pararam e o único som ouvido por todo o reino foi do sino da igreja anunciando a volta do rei e seu exército. Aos poucos todos foram para fora, em direção a rua principal por onde os cavaleiros e o rei irão passar. 

— Jisoo, vai com a minha mãe! — exclamei, sentindo meu coração acelerar como se estivesse quase parando. 

O sentimento de saudade me movia entre as pessoas que também corriam para receber seus entes queridos, algumas crianças subiam nas árvores, outras passavam por debaixo das pernas das pessoas, tudo para chegar mais rápido. Quando finalmente pude ficar em um lugar favorável, tentei recuperar o fôlego enquanto observava a multidão.

Ao lado do rei estava seu filho e futuro rei, Park Jimin. O cavalo preto marchava majestoso enquanto o príncipe olhava ao redor, ele parecia analisar o rosto de cada pessoa, seja homem ou mulher. Quando nossos olhos se conectaram ele sorriu simples, eu apenas retribui, desigual às demais mulheres. 

Procurei por meu irmão e meu pai, mas não os encontrava até que as carroças com os homens mortos começaram a passar e o mal pressentimento me fez dar um passo para trás. 

— Abram espaço! — o perdigueiro exclamou. Gritos e choros começaram a ser ouvidos, algumas mulheres desmaiavam quando viam os rostos dos seus amados. Mas, nada me tirava o foco da última carroça, era a bandeira da equipe médica, era a bandeira do meu pai. 

— Com licença, deixe-me passar! — meus passos em direção a carroça eram rápidos e quando finalmente pude ver o corpo dentro dela senti meu mundo desabar. O corpo sem vida do meu pai ocupava sozinho o compartimento, com as mãos cruzadas sobre o peito e o óculos com a lente quebrada, estava tão diferente que mal pude reconhecer. — Pai…

— Ei, não olhe. — meu irmão logo apareceu, segurando meu braço e me puxando para perto de seu peito. Seus braços me envolveram e quando olhei para cima, pude notar seus olhos vermelhos e inchados de tanto chorar. — Foi tão rápido... — ele apoiou o queixo no meu ombro e minha única atitude foi corresponder o abraço e chorar. 

Quando eu era criança via meu pai como um herói, sem armadura e espada, apenas com um bom coração e um desejo enorme de ajudar a todos com seu conhecimento. Mas, agora ele está morto e meu coração despedaçado. Tudo isso pela paz… pela maldita paz.





Notas Finais


Espero que gostem, viu. E se tudo der certo, vou publicar um capitulo por semana. Meus agradecimentos ao @Flowtup por essa capa maravilhosa, eu sou muito apaixonada nela de verdade 😍

Aqui uma pasta no pinterest com algumas referências: https://pin.it/zkWCYiO sempre que estou escrevendo é nela que busco inspiração


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