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História Rosas e Girassóis (Mark Lee) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Faz tempo que eu queria escrever algo com o Mark e acabei fazendo essa one toda amorzinho, espero que gostem tanto quanto eu gostei <3

Capítulo 1 - Único, como o sentimento que você me causa


Mark Lee não conseguia lembrar-se de qual havia sido a última vez em que se sentira nervoso com alguma garota, não se lembrava dessa sensação de coração acelerado e borboletas no estômago que estava sentindo graças a garota de cabelos cacheados.

Mark se lembrava muito bem de quando a vira pela primeira vez, no geral, a garota era muito bonita, a pele morena o lembrava chocolate e o cabelo cacheado era fofo, sempre que a encontrava pelos corredores tinha vontade de tocá-los, nunca teve coragem o suficiente para cumprimentá-la ou até mesmo sorrir sem parecer estranho, a princípio pensou que isso não fosse durar muito, ele nunca ficou interessado em uma garota por tanto tempo, mas ela havia sustentado o interesse dele por quase um ano.

— Cara, estou falando, você está nessa já faz meses. — Jeno resmungou, revirando os olhos e tomando um pouco da água que havia em sua garrafa. — É só convidá-la para sair, o máximo que vai acontecer é você receber um não.

— Não é tão simples e eu não quero receber um não. — Mark retrucou sem tirar os olhos do livro de estudos em que lia.

— Não acho que ela vá falar não. — Jaemin falou, deixando o olhar cair sobre Mark. — Eu nunca pensei que a gente fosse ter que encorajar você para chamar uma garota para sair.

— Vocês estão falando que posso receber um não, isso não é encorajar ninguém. — Retrucou fechando o livro ao ouvir o sinal soar, indicando que as aulas começariam.

— Deixem ele, ele vai chamar ela quando estiver pronto. — Renjun falou, se levantando e juntando suas coisas.

— E quando isso vai ser? Quando seus dentes estiverem caindo? — Donghyuck debochou olhando para Mark.

Mark apenas revirou os olhos enquanto alcançava o celular no bolso da calça, deslizando o dedo sobre a tela para fazer a senha e conferindo as notificações que haviam chegado, ele ainda podia ouvir os amigos discutirem sobre sua vida amorosa atrás de si, mas optou por ignorar e fingir não estar ouvindo nada. Se distraiu tanto com o aparelho em suas mãos que não notou que vinha alguém na mesma direção que ele, fazendo com que seus corpos se chocassem e o celular junto de uma penca de livros fossem ao chão.

— Ah! Merda, me desculpe. — Murmurou enquanto se abaixava para pegar o celular, o enfiando no bolso e então juntando alguns dos livros que haviam se espalhado pelo chão. — Me desculpe. — Repetiu levantando o olhar pela primeira vez.

Seu corpo travou no lugar, como se todo o seu sistema tivesse dado erro e sobrado apenas uma tela azul, o coração disparou tanto que ele podia jurar que sairia do peito, os cachos presos em um coque lhe dava uma boa visão do rosto da garota, ela cheirava a flores, um cheiro que Mark jurou ser o seu favorito no momento.

— Obrigada, Mark. — Sorriu fracamente se curvando levemente e pegando os livros das mãos do garoto. — Estava distraída e não notei que você vinha na mesma direção que eu, me desculpe.

Mark piscou algumas vezes, se distraindo com o sorriso fofo e então balançou a cabeça tentando afastar todos os pensamentos e se concentrar.

— Não, não tem problema, eu quem sou. — Falou de forma rápida gaguejando um pouco. — Que dizer, distraído, eu quis dizer que eu sou distraído. — Se enrolou um pouco, falando nervosamente.

Mark sentia vontade de cavar um buraco e se enterrar ali mesmo, ele sentia as bochechas queimarem de vergonha e tentou ignorar as risadas baixas que vinha dos amigos.

— Certo. — Ela riu fracamente. — Mesmo assim, me desculpe. — Se curvou algumas vezes e então voltou ao seu caminho pelo corredor.

Mark a seguiu com o olhar até que a perdesse de vista deixando um suspiro escapar de seus lábios.

— Eu não estou apaixonado. — Donghyuck implicou imitando a voz de Mark e dando uma risada enquanto passava um dos braços pelos ombros dele. — A chame para sair logo cara.

 

¸.*♡*.¸

 

Mark mal havia conseguido prestar atenção na aula, sua mente parecia travada na imagem da garota sorrindo, as bochechas se elevando de forma fofa e os olhos dela eram a coisa mais linda que ele já havia visto, o cheiro de flores também parecia estar agarrado nele.

— Mark… — Ouviu Donghyuck o chamar enquanto andava ao seu lado no corredor. — Eu preciso daquela matéria dá…

— Vou chama-la para sair. — Falou interrompendo o amigo, a voz soando com toda a certeza do mundo.

— O quê? — Questionou confuso.

— Vou chama-la para sair comigo, Hyuck. — Afirmou, olhando para o garoto ao seu lado e esperando por alguma reação.

— Finalmente! — Falou animadamente. — Quando vai falar com ela?

— Hoje? — Murmurou inclinando a cabeça para o lado. — Eu ainda não sei como vou falar com ela. Eu deveria levar alguma coisa?

— Eu não sei. — Murmurou, pensando por um momento. — Talvez flores?

— Flores? — Repetiu.

Nunca havia comprado ou dado flores para alguém em toda a sua vida, não fazia muito o estilo dele e também não entendia nada sobre isso.

— É, as garotas gostam e parece combinar com ela. — Sorriu dando de ombros.

— Mas isso não é clichê demais?

Donghyuk apenas deu de ombros dando um sorriso leve enquanto o seguia para fora do prédio universitário, os dois se despediram rapidamente depois que Mark entregou o caderno ao garoto.

Ele ainda pensava na ideia das flores, parecia clichê demais, porém nenhuma outra ideia parecia tão boa, o único problema era decidir quais flores compraria já que não sabia absolutamente nada sobre isso.


 

Perto das sete e meia, o garoto seguiu pelas ruas até o endereço que havia achado no Google, havia pesquisado todos os tipos de flores possíveis na internet, mas agora mal se lembrava de alguma das que tinha visto.

Mark se sentia extremamente nervoso, estava indo comprar as flores, mas ainda não tinha noção alguma de como falaria com a garota e isso estava o deixando louco.

Quando enfim encontrou a floricultura ele deu um leve sorriso, atravessando a rua e seguindo até a calçada repleta de flores de todas as cores e tipos, o cheiro forte adentrou suas narinas e por um momento ele pode se lembrar da garota.

O cheiro era muito bom.

De início não viu ninguém dentro da loja, um pouco perdido ele rodou os olhos pelas prateleiras observando todas as flores que continham ali, algumas eram muito bonitas, mas nenhuma delas pareciam boas o suficiente para chamar alguém para um encontro.

— Boa tarde, eu posso ajudá-lo?

A voz suave atraiu a atenção de Mark, que rapidamente se virou ao notar a silhueta feminina ali, seu coração acelerou pela vigésima vez naquele dia quando seus olhos encontraram os dela, as mãos suaram com o nervosismo e ele se sentiu um pouco perdido, esquecendo completamente o que tinha ido fazer ali.

— Mark! Oi! — Ela riu fracamente surpresa em ver o garoto ali. — Você precisa de ajuda? — Perguntou educadamente sentindo as bochechas corarem um pouco ao olhar para o garoto.

— Não! — Respondeu rapidamente sem pensar, negando freneticamente com a cabeça. — Quer dizer, eu… — Se perdeu um pouco, fechando os olhos por alguns segundos e se xingando mentalmente. — Desculpe, eu estou nervoso, eu não sei o que comprar. — Confessou por fim, arrancando uma risada da garota.

— Eu te ajudo. — Falou deixando as coisas que estavam em suas mãos sobre o balcão e sorrindo fracamente enquanto se aproximava do garoto. — Escolhi tantas flores hoje que não vai ser uma missão difícil para mim, é sua namorada? Rosas geralmente é o mais indicado.

— Não, eu não queria dar rosas, acho clichê demais. — Mark falou passando o olhar em volta e se sentindo um pouco nervoso com toda a atenção da garota. — Ela não é minha namorada, nem nada. — Gesticulou com as mãos. — Mas é alguém que eu gosto muito e…

— Oh! Certo, entendi. — Falou pensando por um momento e então fazendo um sinal para que ele a seguisse.

Mark soltou o ar discretamente, encolhendo os ombros enquanto a seguia para outro corredor, se assustando quando ela se virou de forma abrupta enquanto segurava um punhado de flores com as mãos.

— Algo assim? — Perguntou mostrando o pequeno buquê e então fazendo uma careta ao notar a expressão dele. — Pelo visto não foi nada assim que você pensou. — Suspirou.

Ele riu baixo achando fofo a maneira em que ela inflou as bochechas e levantou um pouco os pés para colocar as flores de volta na prateleira.

— Eu não pensei em nada, mas não queria nada muito extravagante… — Falou em tom baixo, umedecendo os lábios e então a olhando fixamente. — Se fosse você, o que você gostaria de ganhar?

A garota sentiu-se perdida por um momento diante do olhar dele, balançou a cabeça levemente de um lado para o outro e timidamente cruzou os braços, desviando o olhar enquanto pensava.

— Bem, eu não sei, nunca recebi flores, envio flores para todo mundo, mas ninguém nunca enviou uma para mim. — Riu, pressionando os lábios e pensando por um momento. — Mas eu gosto de girassóis e se algum garoto algum dia me desse um, eu provavelmente casaria com ele naquele momento mesmo.

— Girassóis? — Murmurou em tom baixo e então sorriu. — Girassóis então.

Sorrindo, ela se afastou seguindo para outro corredor, Mark se apressou em segui-la, seu coração estava um pouco acelerado, se o perguntassem, ele não saberia dizer se era de nervosismo ou se estava infartando.

— Você quer alguma quantidade específica?

— Pode fazer com quantas achar necessário.

— Posso colocar algumas rosas? Dão um bom contraste e não é muito extravagante, é fofo.

Mark assentiu, a olhando pegar todas as flores necessárias para conseguir fazer alguma coisa apresentável, os dois seguiram de volta até o balcão, onde ela se manteve atenta ao montar todo o buquê, Mark a observou em silêncio, achando bonita a forma na qual a garota se concentrava no que fazia, quando enfim o buquê foi montado, ele o observou, vendo que havia ficado melhor do que tinha imaginado, ela as poucas rosas haviam dado contraste com os girassóis, assim como ela tinha dito, ele não entendia muito de flores, nem sobre o que as garotas achavam bonito, mas aquele buquê era incrivelmente belo.

Rosas e Girassóis juntos ficavam melhor do que poderia imaginar

— Você quer um cartão?

Ele pensou em negar, mas uma lâmpada se acendeu no fundo de sua mente e ele assentiu positivamente, sorrindo ao escolher o cartão e pegar a caneta que ela o havia emprestado. No papel de cor vermelha ele escreveu com a caneta preta, se esforçando para que sua letra saísse bonita e legível.

 

Eu levei tempo demais para conseguir te falar isso, mas gosto de você, gosto da forma em que seu cabelo me lembra molas e sempre quero tocá-los, gosto da forma em que suas bochechas ficam fofas quando você sorri e do cheiro de flores que me perturba todos os dias e me faz sentir milhares de borboletas dentro de mim. Eu gosto de você. E gostaria muito que pudéssemos sair juntos.

Ass. Mark Lee.

 

— Obrigado. — Respondeu, fechando o cartão e devolvendo a caneta. Ele a entregou o dinheiro e esperou para pegar a notinha fiscal. — Que horas aqui fecha?

Ela conferiu o relógio de pulso e sorriu levando o olhar a ele enquanto entregava o troco e a notinha.

— Agora. — Riu baixo.

Mark riu baixo, assentindo com a cabeça e guardando as coisas no bolso, ele pegou as flores e o cartão cuidadosamente, como se sua vida dependesse daquilo e então agradeceu caminhando até a porta de saída. Quando sua mão tocou a maçaneta, ele puxou lentamente o ar, tentando esquecer toda timidez e nervosismo e tomar um pouco de coragem.

Quando menos percebeu suas pernas tinham criado vida própria e voltado para perto da garota que o olhou franzindo o cenho, não segurando o sorriso leve que surgiu em seus lábios.

— Esqueceu alguma… — Ela parou de falar assim que o viu parar a sua frente, apenas o balcão os separava ali.

— Esqueci, na verdade, é o mais importante. — Murmurou, soltando o ar e a olhando, suas mãos lhe estenderam o cartão e ainda confusa ela o pegou, hesitante o abrindo e então lendo as palavras que haviam sido escritas minutinhos antes, Mark sorriu estendendo as flores para a garota. — Você disse que se casaria com alguém se te dessem girassóis, não estou fazendo um pedido de casamento ainda, mas gostaria, sinceramente, que você saísse comigo.

Dando uma risada, ela balançou a cabeça enquanto segurava as flores que lhe eram estendidas, automaticamente as levando até o nariz para sentir o aroma.

— Eu nunca diria “não” para você, mesmo se não me desse os girassóis.



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