História Rosas na porta da frente - Capítulo 1


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Categorias Riverdale
Personagens Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III
Tags Amor, Bughead, Loverbela, Rosas
Visualizações 28
Palavras 1.315
Terminada Sim
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie! Essa estória é narrada pela Issa, ou seja, eu.
Só que em um universo alternativo em que eu sou a vizinha da Betty.
bjos.

Capítulo 1 - Uma porta de distância


Eu me lembro exatamente do dia em que Betty virou minha vizinha de porta. 

Ela parecia triste, devastada, então dei meu melhor sorriso e a ajudei a levar as caixas para dentro.

-Eu sou a Isabela, mas pode me chamar de Issa, todo mundo me chama assim.- Disse eu, estendendo-lhe a mão depois de botar a última caixa no chão.

-Meu nome é Elisabeth, mas pode me chamar de Betty.-Falou, com um sorriso fraco mas amigável no rosto.

 

Os dias se passaram e nossa amizade se fortaleceu, só depois de 2 meses ela me disse o real motivo de ter se mudado.

-Eu não conseguia, não conseguia olhar para aquelas pessoas com caras de pena, porque ele havia me deixado.-Suspirou pesadamente- Então, juntei minhas coisas e fui embora.

-Que merda.

-Está com pena de mim, não é?

-Não, não sinto pena de você, é só que...Você deixou ele se explicar? Ou cortou totalmente o contato?- Sei que era uma pergunta boba, mas sempre acreditei em segundas chances.

Ela me olhou atordoada, sua expressão denunciava sua confusão interna.

Mas ela não respondeu, só bebericou seu suco e olhou pro horizonte, me dando uma resposta silenciosa, um não.

 

Pensei nisso o mês seguinte inteiro, e quando rosas começaram a aparecer de forma misteriosa em sua porta diariamente, o meu dilema piorou.

Eram dezenas em uma semana, centenas em um mês, milhares em um ano.

Virou algo tão rotineiro que, quando rosas não apareceram em sua porta no seu aniversário ela se deprimiu completamente, então a levei pra sair junto de algumas amigas nossas. E quando chegamos, literalmente, 10 tipos de rosas apareceram na porta de Elisabeth.

Eu estava tão curiosa pra saber quem era o admirador secreto dela, que acordei as 5 da manhã no sábado para ver se conseguia pega-lo no flagra.

Não demorou mais de trinta minutos e ele chegou, o tão misterioso entregador de rosas. Ele usava um gorro cinza, blusa e calça de cores escuras e All stars surrados.

E era ele, o tal partidor de corações que Betty descrevia.

Completamente idêntico.

Nunca fiquei tão agradecida por ter um olho mágico acoplado a minha porta de madeira branca.

Ele olhou para os lados e levantou a mão pra bater na porta, mas por algum motivo seu punho parou no ar, a um centímetro da madeira de carvalho, simplesmente virou-se e foi embora.

Desde então, passei a acordar às 5 da matina para ve-lo falhar miseravelmente em todas as tentativas de chama-la. Dava pena.

Uma vez, haviam tantas rosas na casa de Elisabeth que ela perguntou se eu queria pegar as próximas. Eu aceitei é claro.

Mas assim que peguei meu primeiro buquê, vi que não era eu quem deveria estar fazendo aquilo, porque aquele ramo ela especial, vinha uma carta consigo, e nela estavam escritas as mais belas palavras de amor que já tinha visto. E eu li. Eu li todas elas.

Depois da primeira, as flores vinham com bilhetes, algumas com cartas, ele passou a levar rosas vermelhas e amarelas. E eu sei que ele esperava uma resposta, mas eu já havia me intrometido demais. E não conseguia dizer a Betty que o ex-namorado dela a amava, e que tudo foi um mal entendido, que sentia sua falta e que sem ela nada fazia sentido.

Não conseguia, também, parar de pegar as suas flores e ler suas cartas.

A culpa me consumia, e quando ele parou de enviar as flores, percebi a merda que tinha feito. E era bem grande.

Sua última carta dizia que se ela não o respondesse, ele iria embora para sempre.

Então eu tive de tomar vergonha na cara e dar as cartas a Betty. Então, de madrugada, fui até sua porta, ele realmente não havia vindo. Ele me enviou uma mensagem dizendo que sentia falta dele e que o amava e que não aguentava mais essa vida. Mas estava escrita assim:

"Oie eeu quwriaa di zr que eu amoj el e e qe n consgh viker s er ele.,e;.< Tow soinhsa vw chorrat"

Ótimo, agora ela mandava mensagens bêbada.

Não podia jogar essa bomba nela, com esse estado.

então tomei providências.

'Querido Jughead,

Venha a minha casa às 10, precisamos conversar."

Eu sabia que a carta estava uma droga, nem poderia ser considerada uma, estava mais pra um bilhete bem mal feito, mas o que mais poderia escrever? Eu mal o conhecia.

Mas Betty sim, e prometi a mim mesma que assim que ele pisasse no primeiro degrau do 5º andar, iria explicar-me totalmente aos dois, e dizer-lhes que minhas intenções se não as melhores, eram ao menos boas.

Odiava mentir, e por mais que estivesse somente omitindo os fatos, pra mim era a mesma merda então me sentia culpada do mesmo jeito.

 

Ele havia chegado e apertado a campainha de Betty, saí às pressas do meu apartamento, eram 9:58 da manhã e sua pontualidade me irritou num nível bem alto, afinal era Nova York bosta, o trânsito é ruim. Mas qualquer resquício de raiva evaporou-se do meu corpo quando uma Betty sonolenta abriu a porta e ficou estática apoiando se no batente encarando-o incessavelmente.

'ferrou bunito"

-For-Forsythe...- Finalmente se mexeu-O-oque faz aq-qui?- Sua voz estava trêmula assim como os lábios, e todos os nossos rostos se contorciam de dor.

-Desculpa! Desculpa, desculpa, desculpa, desculpa!- Me pus na frente dos dois-Isso é culpa minha, essa situação...desculpa!-Lágrimas caíam dos meus olhos-Bee quando você perguntou se eu podia receber algumas flores, os buquês começaram a vir com cartas, e , e eu sei que não devia, mas eu li, todas elas, não te falei porque estava com medo que ficasse triste comigo ou com ele... Então omiti tudo, quando você saiu com a Cheryl aquela noite indo pro Pub, eu ia te entregar as cartas, mas aí me mandou aquela mensagem dizendo que ainda o amava-Ambos coraram-Então e-eu..... escrevi uma ca-arta pra ele, pedindo pra ele vir aqui hoje porque-que vocês s-se amam e não adm-mitem! Então, descu-culpa-Já estava soluçando.

Me acalmei e respirei fundo.

-Desculpa.

-Eu sabia que não era a Betty, ela sempre me chama de Forsythe ou Jug.- Disse ele olhando para os próprios pés.

-E-eu não sei o que dizer, realmente.-Pronunciou Betty, finalmente.

-Diga que o ama!-Gritei.

Eles me olharam como se fosse uma garotinha impaciente com os trailers invés do filme no cinema.

-Desculpa, eu... eu vou entar, se resolvam e me perdoem, não consigo lidar com a culpa.- Falei, enquanto saía vagarosamente de costas esbarrei num vaso de flor-Merda!-Corei, eles estavam prestes a se beijar, certeza, e a mula atrapalhou o momento. Ô bosta

 

-Eu nunca te deixaria Betty, minha mãe estava mal, e tive de ir o mais rápido possível, fiquei tão nervoso que esqueci de te avisar, me desculpa.

-Por que as flores?

-Você sempre amou rosas. Foram as flores que te dei no nosso primeiro encontro, também foram a primeira coisa que eu vi ao acordar e perceber que te amava.

-Eu te perdoo, mas só se me perdoar também.

-Eu te perdoei assim que olhei seu rosto, pra falar a verdade, esqueci até o meu nome quando olhei nos seus olhos de oceano.-Ela riu, com certeza.

-Eu te amo.

-Eu também te amo.

-ISSO PORRA!-pus a mão na boca, e me desencostei da porta na mesma hora-Eita...

 

Ouvi risadas e me senti aliviada, eu não era anjo, mas tinha virado meio que um cupido.

 

Jughead se mudou pra lá dias depois, fiquei feliz, pois Beth não iria embora, minha amiga estava feliz e iria ficar, eba!

 

Eles se casaram depois de alguns meses e me chamaram pra ser testemunha, eram ansiosos e discretos, então Vegas era perfeito.

Eu não fiquei na seca, conheci um carinha muito gente boa, e estamos namorando, ele mora comigo.

Eu me sentia realizada, tinha ajudado minha amiga a amar.

Eu fui muito feliz, ela também.

Não desista porque ficou difícil.

Amor é difícil. 

Isabela.

 


Notas Finais


Não sei se tá bom, se gostaram me falem.
gente, eu sei que é chato e tals mas, sério, meninas, escolham um cara que te ama e quer te fazer feliz, um que faça de tudo pra te ver sorrir e não um que te bota pra baixo e te priva de ver seus amigos ou usar a roupa que você quiser, se um relacionamento ficar abusivo, tome providências, porque geralmente esses caras acabam virando assassinos quando são negados a algo.
Beijos.


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