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História Rosas vermelhas - BoruSara - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


[ONE-SHOT]

» Senas de tortura não muito descritas.

» Personagens de Masashi Kishimoto.

» Não é adaptação.

» Sita estupro.

» NÃO SIGA O EXEMPLO DOS PERSONAGENS! NÃO mate. NÃO torture. NÃO fique com pessoas psicopatas! Tenham cuidado!



“Me diga você se isso é um conto de fadas ou um conto de horror.”

Capítulo 1 - Capítulo único: Rosas vermelhas


Fanfic / Fanfiction Rosas vermelhas - BoruSara - Capítulo 1 - Capítulo único: Rosas vermelhas

“Basta apenas dois erros, e você facilmente se apaixonara por uma psicopata.”


Já ouviu a história da garotinha que sempre andava com um capus vermelho? A mesma que por ordem da mãe,  atravessou a floresta e no caminho foi abordada por um lobo? O lobo que devorou sua avó e planejava fazer o mesmo a ela? E que por sorte o caçador chega a tempo e o mata? Se sua resposta é sim, sinto em lhe informar que te contaram a história de forma errada. Porque para começo de história, não era um lobo, era uma raposa.

_ _ _ _


A muitos séculos atrás, o clã Uzumaki foi amaldiçoado misteriosamente por uma bruxa. A maldição era hereditária, passava de geração à geração. Era uma maldição simples, porém irreversível. Ao completar três anos de vida, a criança em questão porderia se transformar constantemente em uma raposa de uma ou mais caudas. Tendo como características a fome constante, o instinto de uma fera, a cede por sangue e o desejo insaciável, sendo conhecida como gananciosa. Conta-se a lenda de que até hoje existe o clã com a maldição das caldas, como foi chamada.

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Boruto Uzumaki

Estranhamente avia se perdido em meio à floresta, era estranho pelo fato de conhecê-la como a palma da mão. Nunca avia me perdido por aqui, mas hoje cedo quando decidi seguir por uma estranha trilha, acabei por perdido.

O caminho era escuro, quase não se via suas patas à frente. Os pássaros pareciam não passar por aqui, pois não avia um sonido se quer. O sol deve ter escolhido não iluminar essa parte misteriosa da floresta, não avia um raio de luz. A trilha era longa e não conseguia ver a saída. Caminhei devagar para evitar barulhos.

O cheiro da trilha é distinto, nada era familiar por esse caminho. A cada passo o cheiro se fazia mais presente. 

Foi quando meus olhos pousaram sobe uma capa vermelha.

Era uma garota, dava para ver algumas curvas do corpo dela. Estava de costas para mim, consentrada em um arbusto de rosas vermelhas. Apesar de consentrada, notei que ela avia se percatado de minha presença, mesmo assim não parecia assustada, como por suposto deveria já que sou um poderoso predador, vi ela olhar para mim pelo canto dos olhos e abrir um discreto porém belo sorriso. Ela tratou de me ignorar e voltar sua atenção novamente para a flor que estava a sua frente, pegando-a e colocando em sua cestinha.

Me esgueirei entre as árvores devagar, sem baixar a guarda, parei de frente à ela, alguns metros nós separavam. Ergueu a cabeça e me olhou. Sorriu, dessa vez um sorriso carinhoso e visível. Inocente, pensei.

« Mal sabia eu, que se tinha um inocente entre nós, não era ela. Mas aquele belo e aparentemente inocente sorriso me encantou. Foi meu primeiro erro. »

De frente à ela, observei sua linda e delicada face. Era realmente branca, parecia nunca ter visto a luz do sol. Os lábio naturalmente vermelho sangue. Os cabelos pretos como carvão, moldavam perfeitamente seu rosto. Os olhos tão grandes e tão negros, parecia verdadeiramente uma boneca. O corpo escondido por uma bela capa vermelha, com uma toca também vermelha.  Parecia que a qualquer ataque se quebraria como vidro caindo ao chão. Mas sua postura forte e seus intimidantes olhos davam um toque de "Mecha comigo e se arrependerá profundamente", ela passava imponência e sua aparência, delicadeza. 

Ela se levantou, ainda sorrindo e pude perceber que ela era de uma altura média. Nem tão baixa, nem tão alta. Se aproximou e se abaixou novamente.

— Só irá me observar? — Perguntou ela como se soubesse que eu podia responder. — Que falta de educação a minha, meu nome é Sarada.

A voz calma era melodiosa. E logo conclui que queria ouvi-la falar  mais uma vez. Levantou os olhos para minhas caldas, e então à notei contando. Eu tinha catorze caudas, uma à mais que meu pai. 

— Catorze, em. Que bonita raposa você é. — Rapidamente me senti envergonhado pelo elogio — Imagino que esteja perdido. Quer que eu lhe mostre o caminho?

Não dei resposta. Falar na forma de raposa era difícil e cansativo. A olhei se levantar e caminhar mais a dentro da floresta.

Eu deveria segui-la? Ela era estranha e tinha um cheiro estranho. Mas não parecia querer me fazer algum mal ou ter segundas intenções. Resolvi que à seguiria, mas com a guarda alta. Andei atrás dela, observando o local por onde andavamos. Paramos frente a um jardim. Todas as flores eram vermelhas, e nevava muito, como se só nevasse aqui dá floresta toda. As flores não pareciam se incomodar com a neve que caia sem descanso. O vento mal soprava e aqui não tinha muito barulho. Era um local calmo e pacífico. Perfeito para relaxar, eu diria.

Sarada continuou andando. Chegou perto de outra trilha, olhou para mim e sorriu, bem pequeno. 

— Seu caminho. — Ela disse e deu meia volta.

Olhei analisando a trilha, era escura, mas no final dava para ver luz do sol. Esse lugar era realmente estranho. Olhei para trás, mas não vi ela. O cheiro avia desaparecido como se ela tivesse se teletransportado. Sem mais o que fazer, segui a trilha e voltei para o lugar de onde avia estado minutos antes de me perder.

°°°

Dês de que Sarada, ou chapeuzinho vermelho como avia decidido chamá-la,  desapareceu como se nunca ouvesse aparecido as coisas não foram mais as mesmas. Estive inquieto ultimamente, algo não estava certo. 

Sai para caminhar pela floresta, funcionava como um calmante. Ouvir o vento soprar e bater contra o meu rosto, os pássaros cantarem e namorarem entre as árvores. Caçar algum cervo ou coelho que estão distraídos. 

Andei novamente na forma de uma raposa, sem me importar nem um pouco com o frio que fazia agora. Preferia o inverno do que a primavera ou o verão. Talvez seja pelo fato de que estava nevando quando à encontrei pela primeira vez.

Continuei a passear sem prestar muita atenção ao meu redor, até sentir um cheiro maravilhoso e familiar exalar. Reconheceria esse cheiro em qualquer lugar! Sangue! E não qualquer sangue, não! É sangue humano! Raramente sentia esse cheiro, mas era delicioso. Meus instintos naturais se ligaram automaticamente e em segundos eu já corria a toda velocidade na direção do cheiro.

Parei de prestar atenção no caminho por onde corria, não iria fazer diferença mesmo, alcancei a ver algumas gotas de sangue na neve branca. Cada vez mais perto. Cheguei até uma cabana, nunca a tinha visto por aqui. Era de madeira e a trilha de sangue continuava para dentro dela. A curiosidade e a sede me tomou e com cuidado entrei. A porta não estava trancada, foi fácil entrar, o chão todo cuberto por gotas de sangue. As gotas já tinham se transformado em possas de sangue conforme eu avançava. A porta do quarto estava aberta, sem esperar por um convite, entrei. 

Foi então que me deparei com a sena mais estranha, e eu diria até a mais doentia da minha vida. Eu vi a chapeuzinho vermelho, Sarada, com uma faca na mão, a faca respingava sangue para todo lado, em cima de um homem. Um homem morto. Ele tinha marca de esfaqueamento por todo corpo. Seu pênis avia sido cortado. Estremeci só de olhar.

Sarada passava a faca pela barriga dele, próxima ao umbigo, e fazia movimentos circulares quando chegou na parte do coração. Pude ver que apesar de que agora ele já estar morto, provavelmente sofreu muito antes da morte chegar. Mesmo assim ela continuava a corta-lo mais. Olhou para o lado, onde avia uma jaula, outro homem estava lá dentro, inconsciente mas ainda vivo. Por hora... 

Ela então jogou o cadáver no chão e ergueu a cama, revelando embaixo uma cama de tortura. Abriu a jaula e acorrentou o homem inconsciente, e sem muito trabalho o acordou com álcool. Ele arregalou os olhos, um olhar de terror, nojo e impotência era transmitido a ela. Ele tremia como se caminhasse no gelo, e implorava para que Sarada tivesse misericórdia. Implorava em vão. Observei ela passando a faca com cuidado na carne dele, e como ele dava gritos estridentes e altos, que foram ficando roucos e sem voz. Não cortou nenhuma veia, tratou de mantê-lo vivo enquanto o torturava. 

— Por favor tenha piedade! Eu nunca mais faço aquilo! Te imploro! Posso servir a você até o fim de minha vida! POR FAVOR! — Ele implorava entre gritos.

Não adiantava.

— Não quero e não preciso de que uma pessoa suja como você me sirva. — Respondeu ela.

Algumas horas se passavam mas o tempo parecia parar para eu assistir aquilo. Na minha visão era simplesmente um espetáculo! Como ela se movia sensualmente enquanto carregava um sorriso inocente no rosto e arrancava algumas unhas dos dedos dele. Como ela deixava ele sofrer com todas as torturas. Era tudo excitante para mim. Eu tenho completa consciência de que aquilo era doentio. Aquilo era maldade da parte dela. E sadismo da minha parte, por querer ver mais e mais daquilo. Mas por alguma razão, era divertido de assistir. E ela ficava até mesmo fofa na minha visão. 

No final ela não o matou. O jogou perto de um vilarejo, mas antes escreveu em letras grandes e cortes profundos "Sou um violador".

— Sabia que não é bonito espiar as pessoas, raposinha? — Ela virou-se para mim.

Mudei de forma para a de um humano. 

Ela não pareceu ligar para minha nudez. Coisa que acontecia seguidamente porque as roupas não mudavam de forma.

— O que vai fazer com ele? — Sinalei para o homem sem vida jogado ao lado da cama.

— Não vou deixar você come-lo, se é isso o que pensa. Não é uma carne boa. Estupradores não são gostosos.

— Já comeu algum? — Perguntei com verdadeira curiosidade.

— Touché! — Falou ela. — Vou enterra-lo embaixo de uma roseira. 

Ela sorriu. Era aquele mesmo sorriso. O sorriso inocente que escondia um sádico por baixo. Agora eu sabia. Não me importo em o mínimo. 

— Por que embaixo de roseiras? — Perguntei.

— Elas crescem mais rápido assim. O sofrimento da carne é perfeito para elas. — Ela disse convicta.

E então me perdi nos olhos dela, que mais pareciam buracos negros me puxando à eles. Sádica, chapeuzinho vermelho. Uma garota má!

« Meu segundo erro. Me encantei pela crueldade que ela escondia. E de alguma forma eu já estava ligado à ela, como se ela tivesse me marcado como dela. »

Cheguei mais perto de seu rosto, próximo o bastante para lamber o sangue que escorriam por sua bochecha. Movimento esse que ela não prévio, já que seus olhos deram uma leve esbugalhada e não conseguiu conter o gemido de surpresa.

— Eles abusaram de você? — Perguntei rouco, escondendo meu rosto na curva de  seu pescoço e a abraçando de forma protetora. Rogava para que a resposta fosse um "não".

— Não. — Ela falou me devolvendo o abraço.

Dei um suspiro de alívio. Um suspiro baixo mais audível.

— Por que está me perseguindo? — Perguntou ela.

— Não sei. — Respondi sincero. Realmente eu não sabia o porquê. Simplesmente era como se a gravidade me puxasse junto à Sarada. — Mas não vou deixar de te seguir.

— Percebi. — Respondeu sorrindo de lado — Qual seu nome raposinha?

— Boruto.

« Foi aquele dia. Aquele dia eu me apaixonei por uma psicopata maldosa e virei um maldito masoquista pelo seu amor. Não me arrependo. Não posso me arrepender por isso. Foi simplesmente perfeito! »

« Ela era a maldita rosa vermelha. A mesma que aprecia o sofrimento da carne de pecadores abusivos. Minha sádica e maldosa chapeuzinho vermelho. »

Então não venha com a história da garotinha inocente que foi abordada por um lobo mal na floresta, e que teve a avó morta pelo mesmo, mas que no final um caçador mata o lobo mal e retira a avó de sua barriga. É mentira. Chapeuzinho vermelho não é inocente e nem mesmo uma garotinha pequena. O lobo mal, não é um lobo. É uma bela e maravilhosa raposa.

E essa é a verdadeira história. Sem um estúpido final feliz como sempre. Com um final real.


Notas Finais


[ONE-SHOT]

Bjs da Anne_nee_chan!<3


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