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História Rosas Vermelhas - Capítulo 12


Escrita por:


Notas do Autor


CheGay!

Gente, eu tava muito empolgada quando escrevi esse capítulo, meu Deus! Quando fui revisar, vi que tava com tipo 10.000 palavras e tive que dividir no meio kkkkkk

Enfim, espero que vocês gostem!
Boa leitura ❤💕

Capítulo 12 - Levanter - Parte I


Depois de comer, Minho ainda levou Jisung a mais um lugar: uma loja de tortas onde eles comeram bolo de morango e beberam café. A tarde foi agradável, e Jisung imaginava maneiras de poder contar a verdade. Uma ideia tímida surgiu em sua mente: voltar a Yellow Wood. Afinal, o tempo que passaram lá pareceu mágico e foi quando ele começou a olhar para Minho com olhos mais amigos.

Não teve tempo de desenvolver aquela ideia porque Minho o tirou dos pensamentos quando disse.

- Acabe logo com esse bolo, Jisung! Já são quase 18 horas e nós ainda temos umas coisinhas para arranjar antes de ir para Levanter!

- Parece que o senhor ranzinza voltou... – Jisung disse enquanto propositalmente demorava mais para levar a torta até a boca.

- Dai-me paciência! – Minho reclamou – Você é insuportável quando quer, sabia? Acabamos de conversar sobre o quão grave e importante é a investigação que estamos fazendo e você me vem com essa falta de compromisso logo de cara?

Jisung se arrependeu do que tinha feito assim que percebeu o olhar raivoso que Minho lhe direcionava.

- Desculpa, hyung. Foi só uma brincadeira. Vou terminar rapidinho – Ele disse já levando mais uma garfada generosa para a boca e mastigando o mais rápido que podia.

- Também não precisa exagerar – Minho suspirou – Só, não enrola.

Depois de Jisung terminar de comer, eles pagaram e foram para o carro. Jisung percebeu que Minho estava indo por um caminho estranho, definitivamente ele não estava indo para a delegacia.

- Aonde vamos? – Perguntou curioso.

- Minha casa – Jisung olhou parar ele com surpresa e dúvida estampados na face. Minho sentiu a necessidade de explicar – Eu achei que seria um lugar melhor pra nos arrumarmos. Precisamos de um banho e de trocar de roupa, não me sinto confortável de fazer essas coisas na delegacia.

Jisung assentiu apoiando o cotovelo na janela e olhando para fora do carro. Ele iria conhecer a casa de Lee Minho? Sem perceber, ele tinha um pequeno sorriso no rosto. Como seria a casa dele? Imaginou uma casa pequena, simples, mas aconchegante. Algo que combinasse com o Minho que ele conhecia. Em sua cabeça, Jisung se perguntava se isso queria dizer que Minho realmente confiava nele, ou se ele teria feito o mesmo com outro parceiro.

O bairro no qual estavam era simples, mas não chegava a ser pobre como Miroh. O carro estacionou em frente a um pequeno prédio de 3 andares. Jisung já desceu do carro olhando ao redor e esperando que Minho abrisse o portão do prédio, mas em vez disso, o detetive foi para detrás do carro abrir o porta malas. Jisung estranhou e seguiu ele para ver o que estava fazendo, afinal Minho tinha essa mania de agir sem explicar o que estava fazendo.

- Esse é o seu – Minho entregou para Jisung um cabide cujo conteúdo estava escondido por uma capa preta, sem maiores explicações. Apenas olhando para a marca da loja lindamente bordada na capa e a qualidade do material, Jisung deduziu que era alguma loja muito cara. Enquanto ele olhava sem entender para o cabide em suas mãos, Minho tirou outro cabide do porta malas, igualmente coberto com a capa preta e com a mesma marca estampada – Vamos lá, temos que nos trocar – Minho, ao perceber o rosto confuso de Jisung deu um longo suspiro – Você não achou que fossemos ir a maior casa noturna de Suel, cheia de ricos vestindo qualquer coisa, né? Temos que nos disfarçar! Eu até preparei identidades falsas pra gente – Disse tirando do bolso dois documentos falsos – O meu nome vai ser Youne e o seu Mijito – Jisung fez uma careta quando escutou aquele nome horrível – Somos empresários que acabamos de chegar do Japão.

- Porque eu tenho que ser o Mijito? Parece mijo! Eu odiei!

- Deixa de ser idiota, Jisung! É só pelo disfarce.

Jisung não fez outros comentários, só pegou a identidade falsa com um biquinho nos lábios e guardou na própria carteira. Depois ele voltou a atenção para o cabide em suas mãos e resolveu espiar o que tinha ali dentro. Abriu o ziper na lateral para encontrar as peças de roupa extremamente refinadas que deveria ter custado uma fortuna. A camisa social era de linho branco. O paletó, a calça e o colete eram de tweed azul marinho e a gravata era preta e discreta. Jisung não pode evitar uma careta, aquelas roupas chiques não traziam boas lembranças...

- Onde você arranjou isso? – Perguntou ainda com uma careta.

- Eu comprei – Disse simplesmente e Jisung quase sentiu os olhos caírem pra fora do rosto de tanto que os arregalou.

- Como assim? Isso parece ter custado uma fortuna! – Jisung quase gritou.

- Custou mesmo, por isso, acho bom você cuidar bem delas, pelo menos até a gente chegar em Levanter. Depois que terminarmos, vou tentar vender por um preço razoável – Minho olhou para as roupas – Ou será que devo guardar para outro ocasião..? – Disse mais para si mesmo que para Jisung.

- Quanto você pagou por isso? – O detetive bochechudo perguntou sério.

- Por quê você quer saber? – Minho perguntou desinteressado, enquanto recolhia alguns papéis do carro.

- Pra poder te pagar de volta depois.

- Você e essa mania insuportável de querer pagar por tudo! – Minho revirou os olhos – Eu tenho dinheiro guardado só para usar nas investigações, não gosto de depender do departamento, acho sufocante ter que dar satisfação de tudo que faço. Além de que, uma vez eu precisei deles para uma coisa e eles não ajudaram. Desde então, eu decidi nunca mais depender deles. Não tenho muitos gastos, já te disse isso. Moro sozinho em um apartamento pequeno, passo a maior parte do tempo trabalhando... Sobra bastante dinheiro no final do mês, então eu guardo e gasto com o que eu quiser e eu quis gastar com esses ternos. Agora, temos coisas mais importantes para fazer, então deixa essa história pra lá.

Jisung achava aquilo inacreditável. Não era a primeira vez que ele via esse desapego de Minho com relação ao dinheiro, mas ainda era estranho pra ele. Como ele podia se importar tão pouco com isso? A vida inteira, Jisung aprendeu que dinheiro era a coisa mais importante na vida das pessoas, mas Minho parecia simplesmente gastar com os outros sem esperar nada em troca. Jisung até mesmo havia presenciado o dia em que ele pagou o lanche de uma família porque eles tinham esquecido a carteira. Mesmo com a família insistindo, dizendo que era só ir em casa buscar, que não moravam longe, Minho pagou mesmo assim, dizendo que seria mais rápido.

É, Minho realmente era estranhamente desapegado com seu dinheiro.

Depois disso, Minho finalmente retirou as chaves do bolso de seu casaco e destrancou o portão do prédio. Jisung seguiu ele, olhando em volta para a estrutura simples. Eles seguiram pela escada até o segundo andar onde Minho usou novamente as chaves para abrir a porta de madeira sob o número 221B.

Minho deu espaço para que Jisung entrasse primeiro. Jisung agradeceu, passando por ele e olhando tudo ao redor na pequena sala de Minho. Ele sorriu ao constatar que estava certo sobre a casa de Minho: pequena, simples e aconchegante. Não tinha muita decoração, quadros ou coisas do tipo. O que mais surpreendeu Jisung foram as cores, apesar de não ser uma sala realmente colorida, tinha um sofá em um tom de azul marinho e móveis de uma madeira marrom avermelhada. Aquilo dava um ar alegre e descontraído que Jisung não imaginava que fosse encontrar, mas gostou muito.

Minho já tinha trancado a porta e chamou Jisung para lhe mostrar onde ficava o banheiro. A casa era mesmo pequena, tinha apenas um quarto e um banheiro. Jisung não conseguiu ver o quarto de Minho porque a porta estava fechada. Em vez disso, ele entrou no banheiro e fez como Minho tinha a lhe mandado, tomando um banho rápido e depois vestindo o famigerado terno. Ou a parte do terno que ele sabia vestir: a calça e a camisa.

Quando já estava devidamente vestido, ele finalmente saiu do banheiro chamando por Minho. O detetive veio rápido e, assim que olhou para ele, arregalou os olhos como se tivesse algo muito errado. Jisung ficou momentaneamente sem reação, tentando entender o que poderia ter feito de errado, mas em poucos segundos Minho já tinha corrido até ele e jogado uma toalha sobre sua cabeça.

- Jisung! Eu não acredito! Vai molhar a roupa toda, você tem que secar os cabelos antes de se trocar! – Minho reclamava enquanto esfregava a toalha nos cabelos molhados de Jisung – Olha só, você me fez molhar minha toalha! Agora vou ter que pegar outra pra mim! Termina de secar esse cabelo, depois eu te ajudo a arrumar o resto.

Jisung acabou rindo enquanto ele mesmo assumia a função de esfregar os próprios cabelos. O jeito de Minho era fofo.

- Você me assustou, Minho! Achei que era algo realmente importante.

- Eu que te assustei? – Minho disse irônico, antes de voltar ao tom normal – Pode deixar as suas roupas sujas nessa sacola – Minho estendeu a sacola para ele – Eu vou tomar meu banho e já venho. Pode entrar no meu quarto, se quiser, e ir terminando de se arrumar. Tem um espelho lá dentro, se isso te ajudar.

- Obrigado, hyung – Jisung agradeceu com um sorriso e se dirigiu ao quarto de Minho.

O quarto, assim como o resto da a casa, era simples. Tinha apenas uma cama de solteiro que era relativamente grande e um armário feito da mesma madeira que os móveis da sala. Na parede perto do armário ficava o tal espelho, que era grande o suficiente para mostrar, do joelho pra cima, o corpo de Jisung. Ele parou de frente para seu próprio reflexo se olhando naquelas roupas.

A blusa branca realmente tinha ficado levemente húmida nos ombros, deixando o tecido transparente, mas nada que não fosse secar em poucos minutos. As calças faziam as pernas de Jisung parecerem mais longas. Apesar de tudo, Jisung não gostou nada do que viu. Preferia muito mais as roupas despojadas que usava no dia a dia do que aquele conceito formal e chique.

Jisung se concentrou em continuar secando os próprios cabelos, até porque, Minho o mataria se o pegasse de cabelos húmidos quando voltasse.

Jisung terminou de secar os cabelos, mas deixou a toalha sobre a cabeça enquanto andava pelo quarto, observando melhor os detalhes. Apesar de a casa de Minho ser aconchegante, ela parecia meio... solitária. A falta de decorações, ou de uma roupa jogada em um canto fazia parecer uma casa de propaganda. A única coisa que denunciava alguma vida naquele lugar era uma pequena pilha de jornais sobre a cômoda ao lado da cama. A manchete de um deles dizia: “Rosas Vermelhas atacam novamente em roubo de joalheria em bairro nobre".

Minho finalmente voltou para o quarto, com a roupa incompleta da mesma forma que Jisung, mas tinha a camisa já presa por dentro da calça.

- Sua casa é muito arrumada... – Jisung comentou enquanto Minho jogava o restante dos trajes cuidadosamente sobre a cama e se olhava no espelho, ajeitando melhor a blusa.

- Eu arrumei hoje cedo porque sabia que você viria. Normalmente é cheia de papéis das investigações nas quais estou trabalhando – Minho confessou.

- Então você arrumou sua casa por mim? – Jisung perguntou de sobrancelhas erguidas.

- Deixa de ser bobo – Minho respondeu a provocação.

Ele logo pegou as últimas partes de sua roupa. Diferente de Jisung, o terno dele era de tweed preto e a gravata era vermelha. Jisung ficou apenas olhando enquanto ele se arrumava, impressionado que ele soubesse exatamente como colocar cada peça, mesmo que nunca aparecesse trajado assim no trabalho.

- Pra alguém que se recusa a usar terno no trabalho, você sabe vestir um muito bem... – Comentou.

Minho deu um pequeno sorriso enquanto terminava de arrumar os cabelo, os quais ele tinha secado antes de se vestir, diferente de Jisung.

- Em minha carreira de detetive eu já tive que me disfarçar mais de uma vez, Jisung. Houve até mesmo uma vez que tive que me fazer de bêbado para conseguir arrancar algumas informações. É óbvio que eu aprendi como colocar roupas de alta grife e me comportar como membro da alta sociedade. Agora vem aqui que eu vou te ajudar a terminar de se vestir.

Jisung assentiu e foi até ele.

- Primeira coisa: coloca a camisa pra dentro e levanta a gola – Jisung fez como lhe foi pedido, enquanto Minho foi buscar a gravata preta. Antes de colocá-la no bochechudo, Minho deu uma boa olhada para Jisung e percebeu que a camisa estava um pouco torta. Sem pensar duas vezes, ele se aproximou para ajeitar.

Jisung prendeu a respiração. As mãos de Minho estavam perto demais dele, tocando em sua cintura, mas se deixar levar por aquela atração que sentia estava fora de questão. Se Minho descobrisse... Será que ele entenderia? Ou será que rejeitaria a amizade de Jisung? Jisung escondia muitas coisas dele, essa era uma delas e, caso revelasse a verdade, com certeza perderia o emprego. Homens como ele não tem espaço nessa sociedade. Na verdade, ele correria o risco de ser preso. Mesmo assim, uma parte dele não conseguia deixar de pensar que, alguém tão racional como Minho, não teria motivos para odiá-lo por isso. Ainda assim, Jisung sentia medo.

Antes que Jisung se desse conta, Minho já passava o tecido preto da gravata em volta de seu pescoço. O olhar dele parecia concentrado na tarefa de dar o nó corretamente. Jisung se perguntava se a vermelhidão na ponta das orelhas do detetive eram apenas sua imaginação. Ou talvez ele estivesse com calor, embora o quarto não estivesse quente.

Jisung não queria admitir, mas até que esse negócio de usar terno estava tendo um lado bom. Minho arrumando ele era muito para seu coraçãozinho.

- Agora o colete – Minho ditou com a voz baixa. Jisung vestiu o tal colete, mas Minho teve que ajuda-lo a arrumar novamente. Talvez Jisung estivesse propositalmente sendo mais desastrado que o normal para receber a ajuda de Minho, só talvez.

Em seguida, foi a vez do paletó. Minho arrumou as mangas e terminou de ajeitar todos os detalhes da roupa de Jisung. No final ele se afastou com um sorriso orgulhos por seu trabalho.

- Parece que eu acertei o seu número certinho, hein? – Ele disse – Eu tenho bons olhos.

Minho disse orgulhoso. O terno coube perfeitamente no corpo magro de Jisung. Parecia ter sido feito pra ele.

- Obrigado, eu não teria conseguido vestir esse trem sozinho – Jisung sorriu.

- De nada – Minho sorriu de volta e eles ficaram apenas perdidos no sorriso um do outro por alguns segundos – Precisa de ajuda pra arrumar o cabelo também? – Minho perguntou brincando.

Jisung riu.

- Eu não reclamaria – Respondeu igualmente brincando.

A verdade é que Minho queria realmente tocar naqueles fios que pareciam estar tão macios depois do banho e Jisung estava cedendo por qualquer contato com Minho. Podia não ser uma boa ideia alimentar esse sentimento, mas ele não conseguia se segurar.

Minho acabou se aproximando, fingindo ainda estar naquela brincadeira e calmamente penteou os fios de Jisung com os dedos, deslizando por entre os fios ainda levemente húmidos e brincando com a franja dele. Jogou pra um lado, depois para o outro e, no final, acabou decidindo por ajeitá-la para frente, sobre a testa. No processo, ele reparou na cicatriz que Jisung tinha entre os fios, mas não deu muita importância.

- Prontinho... – Respondeu quando se afastou. O coração batia a mil por hora dentro do peito – Você tem que aprender a se virar Sungie, parece uma criança. Eu tive que arrumar você todo! – Minho reclamou, embora tenha adorado cada segundo em que esteve perto de Jisung.

- Bem, eu poderia ter feito sozinho, mas é mais divertido quando você faz – Jisung respondeu com um sorriso que desconcertou Minho completamente. O coração que já estava acelerado, deu uma pirueta no peito e esse sentimento começava a irrita-lo.

- Vamos embora – Ele disse rapidamente, desviando o olhar.

Jisung pegou as próprias coisas e seguiu Minho para fora do quarto. Na sala, Minho se assegurou de que Jisung tinha sua identidade falsa e conferiu a aparência dele uma última vez antes de eles seguirem juntos para fora da casa e de volta para o carro.

Enquanto Minho dirigia para o tal Levanter, ele foi explicando o plano para Jisung.

- Eu já coloquei nosso nome na lista de entrada.

- Deixa eu adivinhar: você também pagou uma fortuna pra gente poder entrar lá e não adianta perguntar quanto foi que você não vai aceitar que eu te pague de volta.

- Que bom que você sabe, Sunguie – Minho disse com um sorriso irônico – Então podemos seguir em frente pro que realmente importa: Nós somos empresários que chegaram recentemente do Japão de uma empresa de roupas chamada “Chiky” e vamos apenas passar alguns dias. Depois que entrarmos, fique de ouvidos atentos, principalmente na conversa entre funcionários e clientes. Tente perceber se informações importantes estão sendo soltas no ar. Provavelmente teremos que nos aproximar de alguma das meninas que trabalham lá e tentar observar como elas conduzem a conversa, se elas tentam arrancar alguma confissão da gente, etc. Então, de acordo com a conversa, podemos soltar algo sobre trabalho escravo nas nossas indústrias para ver como vai ser a reação delas. Mais do que recolher provas, eu quero descobrir se minha teoria está certa. Depois tentamos falar com Seo Changbin. Talvez tenhamos que voltar de novo para falar com ele.

- Entendido, senhor capitão! – Jisung disse fazendo a saudação do exército de brincadeira.

Minho riu um pouquinho. Jisung era fofo, engraçado e irônico ao mesmo tempo. Era difícil não se encantar.

Minho estacionou o carro em uma rua que parecia pouco movimentada e estava silenciosa. Não havia nenhum sinal de alguma casa noturna por ali. Jisung não questionou, apenas desceu do carro acompanhando ele.

- Bem, eu gastei todas as minhas economias com esses ternos e a nossa entrada na boate, não tinha dinheiro para alugar também um carro chique, por isso, teremos de ir a pé daqui. São apenas 4 quadras de distância. Vamos dizer que estamos hospedados no Star Palace, que fica logo ali na frente, e por isso viemos a pé, mas nem acho que irão nos perguntar isso.

- Ok.

Minho e Jisung caminharam silenciosamente em direção a Levanter. À uma quadra de distância, já era possível observar a movimentação de carros de alto luxo que paravam na porta de um lugar iluminado com luzes azuis.

Eles entraram na fila não muito longa e esperaram até chegarem na porta, onde mostraram a identidade falsa. O segurança encontrou o nome deles na lista e deixou eles entrarem pelo portão largo. De lá, o corredor virava a direita e se abria em um enorme salão cheio de gente da mais alta classe. Havia um pequeno palco de polidance onde três mulheres se apresentavam. No canto oposto ficava o bar, com um balcão que ia de um lado a outro e diversos funcionários preparavam bebidas e drinks. Na verdade, era interessantes perceber que haviam mulheres nesse cargo também, coisa muito rara de se ver em casas noturnas. Havia também uma escada que levava ao segundo andar, vigiada por um segurança. Havia uma placa ali que dizia: “quartos para as noites quentes”. Do lado oposto do salão, havia outra porta com os dizeres: “salão de jogos”.

As mesas próximas do palco estavam todas ocupadas por homens claramente já alterados. Alguma das mulheres andavam por entre eles, algumas vestiam roupas consideradas verdadeiros “escandalos" e outras nem tanto. Como se não houvesse ali um padrão.

Jisung e Minho olharam ao redor. Minho se preparou para encarnar o personagem de um homem rico e devasso entrando em uma casa noturna durante uma viagem.

- Boa noite senhores! – Um mulher se aproximou deles. Ela vestia um vestido bem curto, mas não era apertado nem decotado como o de algumas outras garotas ali – Os senhores já conhecem a nossa casa?

- Não, viemos para Suel a trabalho e ficamos sabendo que não podíamos perder a chance de conhecer Levanter! Então aqui estamos nós!

- Fico feliz que nossa reputação anda boa! – A mulher disse com o orgulho, como se ela também fosse dona do lugar – Bem, a sala de jogos fica ali! Fiquem livres para fazer qualquer aposta. O bar possui todos os tipos de bebida e vocês não vão querer perder o especial do dia! O clássico: Poção do Amor, nosso drink de morango! O segundo andar é onde ficam os quartos, o aluguel de um quarto é 800 000 Won e dura até as 6h da manhã, podem comprar o passe no caixa ali. É permitido levar quem vocês quiserem para o quarto, desde que a pessoa esteja de acordo. Todas as funcionárias do estabelecimento possuem seu próprio aparato, como esse aqui no meu pulso – Ela mostrou uma espécie de pulseira no próprio pulso com um botão vermelho – Que quando apertado faz um barulho alto e os seguranças virão imediatamente. Portanto, é estritamente proibido tocar em qualquer pessoa sem permissão em nosso estabelecimento. Negociação de pagamento pela noite deve ser discutida entre cliente e funcionário, a boate apenas fornece os quartos. As meninas são todas autônomas. Em caso de ser trazido algum acompanhante com você, todos tem o direito a pedir também por uma pulseira de segurança na recepção. Nossa casa garante a segurança de todos os clientes e não aceitamos que ninguém seja obrigado a fazer nada contra a própria vontade dentro do nosso estabelecimento, mesmo se não for um funcionário – A mulher finalmente deu uma pausa para respirar e sorriu – Bem, qualquer dúvida, qualquer um dos nossos colegas estão a disposição para responder! E, lembrem-se! Não há o que temer em Levanter, sintam-se livres! Como o vento, Levanter vai levar os segredos de vocês e o que acontecer aqui, fica aqui. Aproveitem!

Aquela frase martelou na cabeça de Minho “Levanter vai levar o segredos de vocês, como o vento”... Essa era a filosofia de Levanter, deixar as pessoas contarem o que quiserem, como se seus segredos estivessem seguros ali.

Depois que ela se afastou, Minho olhou para Jisung.

- Vamos nos separam e “curtir" – Minho disse para Jisung – Tente agir naturalmente, Mijito – Disse pra provocar.

Jisung revirou os olhos e deu as costas pra ele, se misturando no meio das pessoas. Minho fez o mesmo, caminhando até encontrar uma mesa vazia em um canto, com vista para o palco das dançarinas. Ele se sentou, fingindo estar prestando atenção na apresentação, mas na realidade ele mantinha os ouvidos bem atentos a conversa que se desenrolava na mesa ao lado.

Havia um homem bêbado e Minho reconheceu como sendo o dono da empresa automobilística que crescia nos últimos tempos. Ele era uma das pessoas mais influentes da Coreia, e era casado, mas não estava com a mulher ali. Ele falava alto, talvez por causa da bebida excessiva, mas a mulher que estava ao seu lado tinha a voz baixa, de forma que Minho, por mais que se esforçasse, não conseguia ouvir.

- VOCÊ ESTÁ CERTICISSIMA, BEBÊ! EU SOU UM HOMEM INTELIGENTE! ESSA CIDADE COME NA MINHA MÃO! EU QUERIA VER ESSES ROSAS VERMELHAS TENTAREM ME ROUBAR! MEU DINHEIRO FICA MUITO BEM GUARDADO! E EU NÃO SOU IGUAL ESSES RETARDADOS QUE COLOCAM COMO SENHA A DATA DE ANIVERSÁRIO! DA PRA ACREDITAR QUE TEM GENTE QUE FAZ ISSO? HAHAHA É ISSO MESMO! EU SOU MUITO MAIS ESPERTO! SENHA TEM QUE SER ALGO INESPERADO! ALIAIS, SABIA QUE EU TINHA 21 ANOS QUANDO HERDEI A FORTUNA DOS MEUS PAIS? ISSO MESMO, SO COM 21 ANOS EU HERDEI MAIS DE 1 800 000 000 000 WONS. É POR ISSO QUE 2118 É MEU NÚMERO DA SORTE...

A conversa continuou, mas Minho não pode escutar mais porque outra mulher apareceu em sua frente. A mulher se sentou ao seu lado e sorriu, cruzando as pernas bonitas e longas.

- Olha o que temos aqui! Muito prazer, sou Yukie! – ela se apresentou.

- Youne – Minho respondeu, sorrindo de volta.

- Bonito nome para um homem bonito – Minho riu levemente – Bem, Youne, não vai beber?

- Prefiro ficar admirando essa sua beleza estonteante, já faz eu me sentir fora de mim – Minho respondeu galanteador, tentando entrar em seu personagem.

A garota sorriu e repousou uma das mãos na coxa de Minho. Por fora ele estava sorrindo, mas por dentro, ele bem que queria pular de um prédio.

- Então, Youne... O que um homem bonito e refinado como você, faz da vida? – Ela perguntou chegando mais perto de Minho. O detetive se obrigou a continuar parado e não deixou o sorriso no rosto morrer. Podia não parecer, mas ele sabia ser um bom ator quando queria.

- Sou empresário de uma das maiores empresas de moda no Japão, gracinha – Ele quase fez uma careta ao soltar aquele apelido tosco, mas se conteve.

- Logo se vê que é um homem da moda, bem vestido... Educado... Deve ser rico também, não é? – A mulher começou a passar as mãos sobre peito de Minho, adentrando o paletó.

- Claro que sim! Dinheiro não me falta! Se você quiser negociar a noite... – Minho disse segurando a mão da mulher sobre seu peito. Seu coração deveria estar acelerado e a mulher devia pensar que ele já estava caidinho por ela, quando na verdade estava era em pânico. Ele torcia para a mulher parar de toca-lo.

- Para um homem bonito como você, eu faço até de graça – Minho sorriu e, para seu espanto, a mulher se levantou e se sentou em seu colo. Ok, nada de pânico... tá tudo bem – Youne, você deve trabalhar muito pra ganhar tanto dinheiro, não é?

- Sim, claro que sim.

A mulher se mexeu sobre ele e, Minho por um segundo ficou em pânico, com medo de ela se aproximar demais e perceber o quão desacordado o seu amiguinho de baixo estava.

- Eu imagino, você deve estar precisando relaxar... Ganhar dinheiro nunca é fácil, as vezes é necessário uma mente esperta e alguns... truques, não é? – Ela perguntou insinuativa.

- Claro que sim, princesa. Todos temos nossos truques...

- Tenho certeza de que você só faz o melhor pra empresa – A mulher sussurrou em seu ouvido, se inclinando de modo que o decote que deixava seu peito a mostra estava quase sendo esfregado na cara do pobre detetive.

- Sim! Como nós poderíamos lucrar se pagássemos todo mundo? – Ele riu como se tivesse dito algo engraçado.

- Seu danadinho... – A mulher sorriu, segurando a mão de Minho e guiando por suas coxas farta.

- Não me entenda mal. Estrangeiros chegam no país, fazem dividas... Nos oferecemos comida e um lugar para dormir em troca do trabalho deles. Justo, não é?

- Claro que sim! – A mulher agora guiou a mão dele em direção a seus peitos e Minho segurou uma careta. Ele não viu as mulheres fazerem isso com o dono da empresa de automobilísticos, porque tinha que acontecer justamente com ele? – Você deve estar hospedado em um hotel bom não, querido?

- Sim, aquele aqui perto – Respondeu com um sorriso convencido – estou no quarto 402 se você quiser me fazer uma visitinha – Inventou.

- Eu prefiro usar os quartos aqui do cassino, bonitinho – Ela disse enquanto fazia as mãos de Minho pressionarem seus peitos.

- Você quem sabe, docinho... Mas lá no quarto eu tenho bem mais dinheiro guardado...

- Oh, é mesmo? E você vai ficar aqui quanto tempo? – Perguntou.

- Uma semana.

- Então espero poder te ver mais vezes por aqui, Youne... – Ela sussurrou novamente – Quer ir pro quarto? – Ela perguntou.

- Claro, gracinha – Minho disse se levantando – Vou pegar uma bebida pra mim primeiro, pode me esperar? – Ele perguntou com um sorriso.

- Vou esperar só porque você é bonito, mas não demora ou eu vou embora, querido.

Minho assentiu com um sorriso e disse que não demoraria.

Assim que se virou de costas para a mulher, Minho se permitiu suspirar aliviado, saindo do campo de visão dela. Nem sempre esse trabalho de detetive é fácil.

Ele olhou ao redor e parou o olhar quando encontrou Jisung. Ele também conversava com uma mulher de longos cabelos alaranjados. Minho não sabia se ele também estava tendo que atuar, mas ele parecia genuinamente feliz conversando com ela. A mulher ria de alguma coisa que Jisung dizia e apoiava uma das mãos sobre o ombro dele, deslizando naturalmente por seus braços enquanto se inclinava de tanto gargalhar. Minho se viu perdido por alguns segundos no sorriso de Jisung. Era engraçado constatar que apenas aquele sorriso seria cabaz de acordar seu amiguinho bem mais fácil do que toda aquela cena de segundos atrás com a mulher de cabelos escuros.

Minho só foi voltar a realidade quando reconheceu uma das mulheres que passou por ele: era a mesma que esteve com o bêbado na mesa ao lado da sua antes de toda a história com Yukie. Minho agiu rápido, pegando um copo de bebida vazio de uma das mesas e seguindo a mulher discretamente.

A mulher andou por entre as pessoas até chegar uma área com menor concentração de pessoas. Ali ela se dirigiu em direção a uma mulher de olhar sério que estava parada no canto do grande salão. Minho se aproximou também, fingindo-se de bêbado e murmurando qualquer coisa sozinho enquanto cambaleava. As duas mulheres olharam para ele com olhar de reprovação, mas logo voltaram a ignora-lo. Minho tinha aprendido que as pessoas davam pouca atenção aos bêbados. Ele parou se encostando na parede e olhando para um ponto fixo no outro lado, como se tentasse recuperar o equilíbrio, mas, mais uma vez, seu ouvido estava atento a conversa que se desenrolava entre as duas.

- Eu acho que finalmente consegui arrancar algo dele! É difícil, ele não segue um raciocínio quando está bêbado, mas acho que a tal senha do cofre é 2118 ou então 1821. Ele estava muito bêbado, pareceu meio confuso.

- Você foi incrível, Ri! Tem meses que tentamos pegar esse filho da Puta! Dessa vez vamos conseguir! – A outra mulher parabenizou – Changbin e Yeji vão adorar saber! Changbin está aqui hoje.

A outra mulher pareceu surpresa

- Oh, faz tempo que ele não vem em horários de funcionamento...

Minho sorriu vitorioso. Não havia mais dúvidas. As pessoas juntavam informações para os Rosas Vermelhas em Levanter. Talvez Seo Changbin fosse o lider dos rosas vermelhas! Ou talvez fosse a tal Yeji. E Minho tinha que admitir, eles eram bons no que faziam! Ele tinha presenciado a forma sutil que Yukie conduziu a conversa para que ele revelasse segredos sobre seu trabalho ilegal e sobre onde estava seu dinheiro. Ele pensou que teria que seguir a mulher (O que seria bem mais difícil já que ela já o tinha visto antes e “sabia quem ele era" ou pensava saber) ou então averiguar se tentariam invadir o tal quarto que ele tinha dado como sendo o seu, mas não seria necessário. Aquilo já era uma prova do que acontecia naquele lugar.

Satisfeito, Minho resolveu ir procurar por Jisung. Tomando o cuidado de ainda se fingir um pouco cambaleante, ele logo se afastou voltando pra onde tinha visto Jisung da última vez. A mulher que estava com ele ainda estava lá, mas não havia sinal de Jisung. Minho resolveu dar uma volta pelo lugar e tentar encontra-lo, mas parecia que ele não estava em lugar nenhum... Algumas mulheres tentaram falar com ele, mas ele ignorou. Ele até passou por Yukie de novo, mas ela estava com outro cara e olhou pra ele com se dissesse “você demorou, perdeu" e Minho só deu de ombros, não se importando nem um pouco com aquilo.

Depois de dar uma volta no salão, ele acabou próximo ao bar, onde sentiu alguém lhe tocar o ombro e se virou, dando de cara com o lindo sorriso de Jisung. Minho ficou tão perdido no sorriso dele que nem percebeu que ele lhe estendia uma bebida.

- Comprei pra você... É a tal bebida do dia, Poção do amor... – Jisung disse.

Minho sorriu, agradecendo e pegando o copo com a bebida cor de rosa que lhe era oferecida. Devia ter sido feita com a melhor Vodka da cidade e ter custado uma fortuna, mas Minho amava bebidas de morango.

- Diferente de você, eu aceito sem ficar reclamando sobre quanto foi e sobre pagar de volta –Jisung sorriu timidamente – Eu descobri muitas coisas, Sungie! Preciso te contar! – Minho sussurrou ao final, enquanto dava um gole na bebida. Nossa! Aquilo estava muito bom!

- Quer sentar lá no bar? A gente pode aproveitar que estamos aqui e beber e conversar um pouquinho. Depois falamos de trabalho, afinal, quando vamos ter a oportunidade de entrar em um lugar desses de novo?

Minho concordou com um sorriso e seguiu Jisung pra se sentar em um dos banquinhos do enorme balcão do bar. Minho tinha que concordar com Jisung, provavelmente ele nunca mais entraria em um lugar como aquele e não fazia questão de fazê-lo. A única coisa boa até agora era aquela bebida cor de rosa que realmente era a melhor que Minho já tinha tomado. Por mais que ele soubesse que era fraco demais para o álcool, Minho não conseguiu evitar dar diversos goles naquela bebida doce, porém capaz de aquiescer seu corpo inteiro.

- Essa é a melhor coisa que eu já provei – Minho disse assim que se sentaram e tomou mais um gole do líquido rosa.

Jisung sorriu com olhos brilhando ao ver que Minho realmente tinha gostado. Ele teve medo de que tivesse errado em sua escolha, mas vendo como Minho não conseguia parar de beber, se sentiu satisfeito. Jisung sempre amou bebidas de morango e estava estranhamente feliz de saber que Minho compartilhava do mesmo gosto que ele.

- Que bom que você gostou, fiquei com medo de ter errado na minha escolha – Jisung sorriu.

- Não, está delicioso! Eu amo bebidas de morango – Minho sorriu de volta. Eles ficaram um tempo em silencio, apreciando a bebida, até Minho falar – Você parecia ter se dado bem com a mulher com quem estava conversando...

Jisung ergueu as sobrancelhas, tomando mais um gole de seu copo

- Olha quem fala... A última vez que eu conferi, tinha uma mulher sentada no seu colo – Minho sentiu as bochechas ficarem vermelhas, e tomou mais um gole de sua bebida, tentando evitar olhar para Jisung. Aquilo era extremamente constrangedor... – Não precisa ficar com vergonha, hyung. Se você quiser, eu pago um quarto pra vocês se vocês dois quiserem...

Minho quase cuspiu a bebida que estava tomando, mas se controlou.

- Não fale bobagens, Jisung! Estamos aqui a trabalho, eu não vim aqui pra isso! Pelo amor de Deus... Isso tudo foi pra entender como o sistema deles funcionam, agora pare de pensar bobagens!

Jisung não insistiu mais naquilo. Afinal, em algum lugar dentro de si, ele estava feliz por Minho ter recusado. Ele sabia que a mulher estava realmente interessada em Minho, afinal, ninguém ali era obrigado a deixar que o cliente lhes tocassem, a não ser que realmente quisesse. E Jisung tinha escutado algumas delas falarem sobre o moreno bonito, dizendo que valeria a pena usá-lo para uma boa noite na cama.

- Eu sei que não era pra gente falar de trabalho agora, mas estou muito ansioso pra te contar, Sungie! As nossas teorias estavam todas certas! E tem mais! Eu escutei elas dizendo que o próprio Seo Changbin está aqui! Eu acho que talvez ele seja o líder dos Rosas Vermelhas...

Minho teorizou baixinho, para que apenas Jisung escutasse.

- Não se preocupe, Minho! Nós com certeza vamos encon...

A fala de Jisung foi interrompida quando um homem baixinho entrou no meio dos dois e se inclinou no balcão, chamando um dos funcionários que estava ali e gritando.

- Um Manhattan, por favor!

- É pra já, senhor! – O barman respondeu.

Minho e Jisung encaravam o homem, que de longe chamaria a atenção de qualquer um pelo visual diferente. Ele tinha o cabelo raspado nas laterais e usava um grande casaco felpudo e preto que o fazia parecer ainda mais baixinho. O homem sorria, inclinado no balcão esperando a própria bebida, até que finalmente pareceu notar a presença de Minho e Jisung.

- Oh, vocês dois estavam conversando e eu interrompi? – Ele perguntou se afastando um pouco para olhar os dois homens – Me perdoem! Sou meio desatento!

- Tudo bem – Jisung respondeu pelos dois.

- Olha só, vejo que estão apreciando nossa bebida do dia! Sabiam que essa é a nossa melhor bebida para noites românticas? – Minho e Jisung negaram – Pois é! E vocês deram sorte de vir justamente no dia dela! Aliais, que cabeça a minha, nem me apresentei para vocês! Sou Seo Changbin! – Minho e Jisung trocaram um olhar rápido. Que sorte tiveram em esbarrar justamente com o dono de Levanter! É muita coincidência – Eu nunca vi vocês por aqui! São novos em Suel? – Perguntou sorrindo.

- Sim. Nós chegamos do Japão a pouco tempo. Estamos apenas em viajem de negócios.

- Oh! Fico feliz que tenham tirado um dia para conhecer minha humilde casa noturna! – Changbin sorriu – Aliais, ainda não sei o nome de vocês!

- Eu sou Youne – Minho se apresentou.

- Prazer, Youne! – Changbin cumprimentou de volta.

- E eu sou Mijito – Jisung respondeu envergonhado, desviando o olhar.

Minho percebeu que Changbin prendia um riso mordendo o lábio inferior.

- Prazer... Mijito – Ele disse claramente achando a situação hilária – Desculpa perguntar, senhor Mijito, mas você com essa cara de criança... Certeza de que tem idade pra estar aqui?

- Eu tenho 24 anos! – Jisung respondeu, soltando faíscas raivosas pelos olhos.

Minho estava achando muito engraçado ver Jisung irritadinho, mas ainda assim tinha que se concentrar no que que vieram fazer.

- Ok, ok, senhor Mijito... Se você está dizendo... – Changbin disse apaziguadoramente.

Nesse momento, o barman entregou a ele a bebida de cor alaranjada e Changbin agradeceu, bebendo um grande gole.

- Então, o senhor é o dono desse lugar? Que honra conhece-lo – Minho disse, bebendo mais um gole.

- Sou sim! Esse lugar é minha preciosidade! – Ele sorriu orgulhoso.

- Eu imagino! Esse lugar é lindo... Deve dar muito dinheiro – Minho disse.

- Claro, as pessoas gastam muito quando estão aqui.

- Sim. E esse lugar fica em bairro nobre... Eu me pergunto se, com todo esse dinheiro, você não tem medo de ser vítima dos Rosas Vermelhas? Eles parecem adorar esse tipo de lugar... – Minho perguntou, como alguém que está apenas puxando assunto de bar.

Changbin riu.

- Oras, vocês mal chegaram na cidade e já estão sabendo sobre os Rosas Vermelhas?

- Pois é, a fama deles é muito grande por aqui – Minho deu de ombros, como se fosse apenas um turista curioso sobre as lendas locais.

- Eu não tenho medo dos rosas vermelhas! Muito menos do líder deles! – Changbin disse despretensiosamente.

Minho sorriu.

- Não imaginei que tivesse, realmente. Afinal, você trabalha pra eles, não é? – Os olhos de Changbin se arregalaram e Jisung teve que beber mais um gole da tal Poção do Amor para não rir da cara do baixinho. Minho estava dando o bote e Jisung estava achando divertido assistir – Ou será, que você é o próprio líder deles? – Minho insinuou calmamente.

O olhar de Changbin, que antes era descontraído, agora estava sério. Poderia até dizer que ele parecia assustador daquela forma.

- Acho que deveríamos falar sobre isso em um lugar mais reservado, não acham? Me sigam, vocês dois – Changbin disse em um tom baixo, mas ameaçador.


Notas Finais


Eu adoro o Minho em pânico kkkkkkk
Essa cena foi um pouco inspirada em um Stand up de um comediante chamado Júnior Chicó, vou deixar o link pra quem quiser.
https://youtu.be/17HCWMTYiXg

Beijocas e até o próximo! ❤💕


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