História Roses - Capítulo 17


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Amor Adolescente, Colegial, Romance
Visualizações 23
Palavras 1.411
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Anjos, peço perdão pela demora a postar o capítulo, tive muitos problemas nesse meio tempo e não tive como postar. Os próximos dois capítulos já estão prontos então logo eles estão saindo!
A T E N Ç Ã O: Peço que vocês leiam este capítulo com muitíssima atenção, ele é muito confuso e qualquer distração você já não entende o resto! Prestem atenção nos mínimos detalhes, leiam quantas vezes for necessário!

Título: Estabilidade mental... ou não - Parte l

Capítulo 17 - Mental stability ... or not - Part l


DEZESSEIS

Point Of View – Abigail Jones

 

Era meio previsível o que poderia acontecer naquela noite, afinal, uma bêbada andando por aí com a consciência pesada sobre o namorado é o típico clichê, não de filmes, mas se você analisar bem, é meio que um clichê.

  Eu não recuperei a minha sanidade depois daquele carro, nem mesmo reatei conversas com quem dirigia. E, mesmo que a pessoa não admita, mesmo que negue com todas as forças e com ajuda de advogado, eu sabia, eu sentia, que aquilo foi proposital.

  Qualquer pessoa odiaria ou teria de dó de si mesmo se estivesse no meu lugar, mas me perdoem, talvez esse seja meu lugar certo. Eu posso muito bem ter imaginado certas coisas e falado demais aos policiais, mas eu juro que eu sei o que vi. Não posso mostrar em cenas, mas posso contar. Contanto que me prometa que isto morrerá com você em sua sepultura, jamais abra a boca para um dia contar o que eu vou contar. Eu jamais te perdoaria.

 

Meus olhos não abriam, eu não sentia metade do corpo e ainda por cima devia estar com um cheiro horrível de bebida, até mesmo eu, a bêbada, estou sentindo. E, apesar da dor de cabeça que fazia questão de me assolar, eu procurei lembrar os detalhes do acidente.

  O.K., eu estava no meio da rua pensando em Eliot e em nosso relacionamento quando um carro bateu em mim – como se isso acontecesse todo dia.

  Um rapaz alto saiu do carro e me pediu para ficar de olhos abertos e conversando com ele até a polícia e a ambulância chegar. Eu devo ter ficado por um tempo mesmo, pois sua voz e suas palavras calaram fundo minha mente

 

Flashback On – Abigail Jones

- Alô?

  Impossível!

  Nem para ser um cara qualquer, dirigindo em alta velocidade porque a esposa estava parindo um filho, não! Tinha que ser Jack Will. Entre oito bilhões de pessoas no mundo, o destino escolheu Jackson William para me atropelar.

  - Sim, acredito que tudo vá ficar sob controle, quando ela acordar sairemos juntos para resolver tudo e quem sabe uma rapidinha.

  Esse cara é muito nojento! Como eu pude namorá-lo por tanto tempo e nunca enjoar ou ficar enojada com esse jeito dele? Às vezes eu me impressiono com a capacidade existente em mim de aturar pessoas que sequer possuem um mínimo de respeito.

  Minha cabeça começou a pesar e tudo começou a latejar e, em seguida, meu corpo começou a tremer, era a pior sensação que alguém poderia passar. Ouvi algo sobre Jack estar desesperado, ele gritava com a pessoa do telefone dizendo que não era para acontecer isso e outras coisas. Mas eu não ouvi tudo. Os tremores ficaram cada vez piores e eu não tinha mais controle de mim, ao longe vi pessoas paradas me observando, ouvi sirenes altíssimas e uma mão gelada e grande tocou meu rosto, aquela não era a mão de Jack, eu conhecia o toque dele sobre meu rosto.

  Eu ainda tremia. Alguma voz grossa disse que tudo ficaria bem e que eu não precisava me preocupar, que logo estaria no meu lugar de origem, onde tudo ficaria melhor do que jamais poderia estar.

Flashback Off – Abiagil Jones

 

Point Of View – Eliot Cosworth

Eu estava sendo transferido para um leito hospitalar de repouso quando meu coração falhou uma batida, ou mais.

  Abby estava amarrada – por todos os cintos – em uma maca de ambulância, ela se contorcia, tremia e urrava. Apesar do estado dela, eu não senti medo. Uma pessoa normal sentiria, mas eu conheço minha Jones e eu nunca precisaria teme-la.

  - Nada a conteve, doutor – a paramédica informou.

  - Para o trauma, agora! – Dr. Collins anunciou.

  Eles começaram a correr, passaram ao meu lado e tenho certeza de que se não estivesse sentado, teria caído no chão. Porque o estado dela era muito pior de perto. Além da convulsão, os olhos de Abby estavam brancos por completo e sua boca jorrava um líquido espumoso. Os pacientes encaravam a cena morrendo de medo, os pais protegiam suas crianças e alguns rezavam pela minha namorada.

  Depois do tumulto, algo mais chamou minha atenção, um idoso com vestimentas da ala psiquiátrica seguia os médicos e as enfermeiras para o trauma, até que ele foi contido pelo psiquiatra do hospital, sendo levado para seu canto.

  Minha vida não fazia mais sentido e a noite menos ainda.

  Eu não sabia o que pensar, mil e uma coisas passavam pela minha cabeça e nada era aceitável, as coisas estão muito mais que fora de controle e imagino que todos tenham percebido isso.

  Foi aí que notei que eu havia sido abandonado pelo meu médico, eu dependia de mim agora, já que ele foi cuidar de Abby.

  Levantei da cadeira de rodas e saí me arrastando pelos corredores juntamente ao soro que eu carregava ao meu lado. As pessoas me olhavam estranho, aquele hospital era estranho, o dia estava estranho.

  A sala de trauma era uma das últimas do hospital com isolamento acústico, não ouvíamos o que acontecia do lado de dentro, mas era possível espiar pela fresta de vidro das portas.

  E mais uma coisa bizarra: eles não estavam em nenhuma das salas de trauma e não havia saída por ali. Além de eu não os ter visto sair desse corredor.

  Ou eu estava delirando ou algo de muito estranho acontecia naquele hospital.

 

⁸⁶⁹

 

De alguma forma eu vim parar no meu leito e no dia seguinte.

  Obviamente não lembro de nada do dia anterior, a não ser dos olhos inteiramentes brancos de Abby que pareciam estar sugando minha alma por inteira. Não que eu tenha ficado com medo, mas não subestimo o poder de uma possível possessão.

  - Bom dia, quem diria que você conseguiria descansar depois do que viu ontem – Dr. Collins disse entrando no quarto.

  - O que aconteceu com Abigail?

  Ele titubeou antes de responder, mas o fez:

  - Ela teve uma... crise. Mas vai ficar bem e, se tudo der certo, ela leva alta no fim da semana.

  - E como ela veio parar aqui?

  - O rapaz disse que perdeu o controle do acelerador e não conseguiu parar o carro, mas, de acordo com algumas pessoas que viram o acidente, ela estava correndo com uma garrafa de vodca na mão e não encostou no carro, apenas caiu, oque é deveras estranho. Fizemos alguns exames e identificamos uma alta quantidade de álcool no organismo, isso pode ter subido ao cérebro rápido demais e causado a convulsão dela.

  - Como ela está?

  - Bem, conseguimos conter a convulsão e ela ainda está desacordada, o que chama minha atenção é que ela não tem nenhum hematoma de batida mesmo, faremos uma tomografia hoje e analisaremos para ver como está o físico do cérebro e quando ela acordar faremos uma avaliação mental.

  - Avaliação mental para que?

  - Não é normal uma pessoa convulsionar urrando, geralmente esses sintomas são indicantes de que algo de anormal está acontecendo na parte que, falando na sua língua, separa a sanidade da “loucura” – ele gesticulou aspas.

  - E desde quando isso tem algo em comum com convulsões?

  Ele suspirou.

  - Só precisa saber que ela está bem e que não há motivos para se preocupar, logo poderá fazer visitas a ela. Ah! Aqui está sua certidão de alta, preciso que volte semana que vem para vermos se já será possível retirar os pontos. Vou te passar alguns analgésicos e pomadas para melhor cicatrização e espero que dessa vez você cuide bem desse corte.

  - Quando Abby poderá receber visitas?

  - Em breve, acho que no dia seguinte ao que ela acordar.

  Assenti e peguei minha certidão, coloquei minhas roupas e agradeci ao Collins, este me disse que era apenas o dever dele e saiu.

  Fui para a recepção assinar minha saída e perguntei ao recepcionista sobre Abigail. Ele não sabia me dizer nada sobre ela, até chegou a pesquisar nos regristros daquela ala, mas o nome dela não estava cadastrado.

  Agradeci e saí, o ar não parecia aquele ar de alívio de quando você sai de um hospital, estava pior. Parecia que a atmosfera me indicava para ficar ali e não deixar Abby nas mãos do hospital sozinha.

  Mas foi melhor para ambos que eu não tivesse ficado por lá, apesar de nosso relacionamento estar baseado em “não me abandone”, nenhum de nós teria aguentado a pressão dos acontecimentos seguintes se tivéssemos ficado juntos na mesma sala. 


Notas Finais


Gostaram? Leram com atenção? Espero que sim! <3 Fiz com muito carinho e quebrei muito o crânio para pensar na continuação... Levantem hipóteses, quero ver cada uma, vejo vocês nos comentários, um beijoooo


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