História Roses - Capítulo 18


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Amor Adolescente, Colegial, Romance
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Palavras 1.612
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Holaaaa, mais um capítulo, espero que vocês tenham prestado atenção nos capítulos anteriores, pois, como eu disse no Especial de 100 Favs, para os capítulos seguintes vocês iriam precisar lá dos primeiros caps para entenderem essa parte da história... Antes que eu me esqueça, essa parte da história é meio confusa e fora de foco, mas se meu planejamento der certo logo Roses volta com as melosidades e tal!
Espero que gostem do cap, um beijo!

Capítulo 18 - Mental stability ... or not - Part ll (Final)


Point Of View – Abigail Jones

- Não acho que possa ser isso, a tomografia indica que tudo está perfeito.

  - Então a deixe largada por aí.

  A porta bateu e uma profunda dor invadiu minha cabeça. Abri os olhos e tudo estava fora de foco, o quarto não possuia decoração e máquinas conectadas em todos os lugares do meu tórax me rodeavam.

  Collins estava vendo o que parecia ser um prontuário, encarava as anotações confuso e se perguntava, silenciosamente, o que acontecia.

  O que chamava minha atenção era o quarto em si. Eu nunca vi um quarto tão vazio e melancólico, as paredes eram brancas e o número 869 se localizava em cima da porta do lugar.

  Collins percebeu que eu acordei. Sorriu e suspirou aliviado.

  - Como se sente? – Ele perguntou.

  - Acho que bem,minha cabeça está pesando e estou com bastante sono.

  - Entendo, logo passa, é normal essa dor e momentânea também.

  Assenti.

  - Que lado do hospital estou?

  Ele não respondeu.

  - Doutor?

  - Preciso atender um paciente, até logo.

  E saiu do quarto.

  O.K. tudo estava muito estranho. Desde a decoração do quarto até a atitude estranha do doutor, sem contar essas máquinas ligadas a mim.

  Eliot.

  Se Eliot já ficou sabendo do meu estado, provavelmente está muito preocupado, ainda mais se souber que estou aqui por causa dele. Bom, não totalmente por causa dele, mas sim porque eu fui inconsequente e bebi demais.

  Talvez fosse por isso que estivesse aqui.

  Talvez eu tenha bebido demais e caído no meio da rua e alguém tenha me encontrado. Mas não acho que seja isso, pois vagas lembranças de um clarão e da voz de Jack ainda permaneciam em minha cabeça e, por mais que eu tentasse puxar o resto delas, nada me vinha à mente.

  Eu queria levantar da cama e sair dali, mas não sabia se me era permitido. E eu não queria arriscar fugir de novo do hospital. Mas ficar ali, naquele quarto onde não tinha nada para fazer, não me dava uma sensação boa. Além de ser totalmente entediante.

  Levantei e peguei meu soro, calcei meus chinelos – que incrivelmente estavam ali – e saí do quarto.

  O exterior me deixou tensa. Tensa até demais.

  Como o quarto, tudo era branco, branco demais. As paredes não eram como as da recepção, cheias de quadros e com avisos colados. Eram lisas.

  Prossegui andando e não havia médicos e pacientes, como na recepção, era vazio e frio.

  Não tinha um mapa, como na recepção, era tudo triste demais.

  Cogitei estar na ala leste, aquela ala famosa do hospital onde dizem que ninguém nunca sabe o que acontece, até porque, ou as pessoas morriam aqui, ou nunca mais saiam e, se saiam, eram proibidas de contar o que passaram e o que viram aqui.

  Percebi que meu quarto era isolado, era o único do corredor inteiro.

  Virei em um outro corredor e finalmente vi algumas pessoas, elas eram diferentes, mas não sabia se um diferente bom ou ruim. Acho que os dois. Vendo aquela cena, sabia exatamente onde estava. Eu realmente estava na ala leste.

  A ala leste, conhecida como ala psiquiátrica, não pode ser visitada por nenhum ser humano a não ser os médicos e enfermeiras. Também era isolada, em questões de lugar e sons. Como as pessoas daqui eram consideradas loucas, os médicos preferiam deixá-las afastadas e, em questões de som, porque muitos aqui gritavam, faziam escândalo e tudo mais.

  E eu sabia que estava ali pelo ambiente melancólico e por algumas pessoas que usavam a horrível camisa de força. Alguns estavam atados a cadeiras de rodas e outros à macas/camas. Uma música suave – provavelmente Fur Elise, de Beethoven – tocava.

  Crianças também rodeavam o lugar, abraçadas com suas bonecas de pano sem rosto. Mulheres e homens se misturavam e jogavam jogos de xadres, enquanto outros apenas observavam por estarem impossibilitados de fazer qualquer movimento.

  Uma garota de cerca de cinco anos me chamou a atenção, ela segurava sua boneca e fazia um movimento com a mão no pescoço da mesma, como se estivesse cortando o lugar. Aquilo me assustou de muitas maneiras: 1) Ela é apenas uma criança 2) Ela conhece movimentos como esse e é apenas uma criança 3) Senti um calafrio quando a vi e 4) Uma sensação de já conhecê-la habitou em mim. Acho que nem era de conhecê-la, mas sim que algo que ela fez pode ter mudado em muita coisa na minha vida, como se fosse possível algo desse tipo acontecer – não que eu esteja subestimando o poder de uma criança de matar uma adolescente de dezessete anos.

  Não havia médicos ali, apenas enfermeiras. Avistei a saída do lugar ao longe, mas vi que era barrada por dois homens. Comecei a pensar em formas de fugir dali, não podia correr, chamaria atenção demais. Não podia tentar a distração com um dos homens, afinal, tinham dois deles ali. Não podia quebrar nada, todos iriam olhar.

  Eu só tinha uma opção e com toda certeza não a faria: pular pela janela.

  Nem que me paguem.

  Eu não tinha opção, tinha que ficar ali até Collins voltar e, quem sabe, convencê-lo a me colocar na ala sul do hospital.

  Fiquei ali, em pé, apoiada na parede e observando as pessoas, elas não pareciam perceber que eu estava ali. Até um dos rapazes começar um escândalo.

  Um garoto, que parecia ter vinte anos, passava por mim quando se assustou com minha presença. Ele começou a gritar e aquilo me assustou.

  - Tirem-na daqui! – Ele dizia – Ela não pode ficar no mesmo lugar que nós, isso nos vai fazer mal, tirem-na daqui!

  Um dos enfermeiros da porta veio ajudá-lo e eu agradeci mentalmente.

  O rapaz olhou por cima do ombro do enfermeiro e disse “Sei que quer sair daqui, um dia você me agradece, vi como olhava para a porta”. Silenciosamente. Apenas fez o movimento com os lábios.

  O outro enfermeiro observou a sala e saiu, em direção ao banheiro. Essa era minha hora.

  Tirei o soro do braço e o escondi atrás da parede. Saí andando e ninguém notou quando atravessei a porta.

  Fácil como apontar um lápis.

  Assim que saí do lugar, comecei a correr, sentia meu peito queimar, mas não me importava, eu precisava sair dali e encontrar Eliot o quanto antes. Não podia sair pela recepção, tinha que ir pelos fundos e eu sabia exatamente por onde ir.

  Virei alguns corredores e encontrei uma porta com a descrição saída, foi ali mesmo que entrei. Um pouco à frente estava a ala sul, entrei e procurei pelo Dr. Collins, este estava na entrada do hospital, olhando algumas fichas, um pouco atrás estava Eliot, deitado nos bancos e ocupando três deles.

  A porta era pesada demais para eu abrir, então esperei Collins abri-la e me escondi atrás da mesma, segurando-a com muita dificuldade. Como eu não estava com roupas de hospital, consegui passar pelas pessoas sem deixar suspeitas – eu espero.

  - Eliot? – Cutuquei-o.

  Ele acordou na mesma hora, com um pulo.

  - Abby! – Ele me abraçou – Você está horrível.

  Eu ri. Nessas condições eu não poderia estar pior.

  - Obrigada, eu acho – eu disse. – Desde quando está aqui?

  - Eu tinha ido embora, mas decidi voltar, não sabia quando ia sair, onde estava?

  - Na ala leste.

  - Como saiu?

  - Distração – sorri.

  - Fiquei muito preocupado quando vi você chegar naquele estado e...

  - Estado? – Interrompi – Mas não cheguei desmaiada?

  - Claro que não! Você chegou com os olhos brancos, jorrando líquido da boca e convuls... Ah – ele parou quando viu meu estado de choque – Você não sabia não é mesmo?

  Neguei.

  - Doutor Collins disse que você ficaria bem, achei que ele tivesse te contado alguma coisa.

  - Ele se recusou a dizer, viu ele fazendo algo de diferente?

  - Quando chegou? Sim, ele aplicou sedativo em você, eu vi no rótulo.

  - Eliot...

  - O que foi? – Ele perguntou preocupado.

  - Acho que Collins, os paramédicos, enfermeiros e Jack Will podem estar trabalhando juntos em alguma coisa, eu lembro que ouvi a voz dele quando vi um clarão e quando acordei hoje Collins estava falando com alguém sobre algo ter dado errado ou... sei lá, algo assim.

  Ele pareceu pensar.

  - Acho que não, Abby. Eles não fariam isso.

  - Então como explica que fui parar na ala leste, em um quarto isolado, cheio de máquinas conectadas em mim e essas coisas estranhas acontecendo?

  - Também não sei dizer.

  - Vamos embora – decidi.

  Ele apenas assentiu.

  Saímos totalmente despercebidos e entramos no carro. Ele começou a dirigir e fomos para a casa dele, nada conseguia tirar da minha mente o fato de que tudo estava ligado e que não fazia sentido algum.

  A não ser que a pior das minhas hipóteses esteja correta.

  Eu gostaria de não ter pensado naquilo, até porque eu estava certa sobre isso. Acertei na mosca da pior maneira possível.

  Era estranho acreditar que tudo estaria acontecendo embaixo do meu nariz e eu nunca tenha percebido. E é mais estranho ainda ver que eu me recusei a acreditar nisso durante tanto tempo. Só que nada supera o fato de ainda ser totalmente sem sentido o que tenha acontecido.

  Eles acreditam que eu não sei o que penso, digo e faço, ou que eu nem mesmo percebo as coisas e que eu seja louca, mas Eliot sempre me diz que, mesmo eles me deixando assim, Eliot sempre vai acreditar em mim e nunca vai parar de lutar por nós, não interessava o que poderia acontecer. Se estivéssemos juntos no final, tudo teria valido a pena.

  Ainda mais se juntos nós alcançássemos o que ele gosta de chamar de Verdadeira Vida.


Notas Finais


Mais teorias? Ainda acham a Abby louca? Hehehe, vejo vocês no comentários e para os fantasminhas, vejo vocês no próximo capítulo <3


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