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História Roses - Capítulo 2


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Notas do Autor


oi beberes
espero que gostem
muito obrigada pelos favoritos e os comentários
desculpa a demora, vida universitária é um pouco pior do q eu pensei

Capítulo 2 - Eu gosto do sorriso dele


Fanfic / Fanfiction Roses - Capítulo 2 - Eu gosto do sorriso dele

 

Acordei com uma dor de cabeça que não era de Deus, já imaginava que isso iria acontecer, beber tequila nunca foi o meu forte, aliás, bebidas alcoólicas nunca foram o meu forte. E eu deveria ter bebido bem menos.

Sai da cama sem acordar a Marceli, já que ela havia dormido na minha cama, e as outras meninas dormiram no quarto de hospedes. Fui tomar um banho e decidi lavar meu cabelo que estava com pequenos nós.

Fui pra cozinha e tinha um bilhete da minha mãe colado na geladeira, avisando que tinha ido pra casa porque meu pai havia chegado, e preferiu não me acordar porque sabia que a gente tinha se divertido até tarde, mas que já tinha deixado parte do almoço adiantado... almoço?

Olhei o relógio da cozinha e já passavam das duas da tarde, fiquei chocada com a nossa capacidade de dormir muito, se bem que todas estávamos cansadas da semana que tivemos.

- Bom dia – Rebecca disse descendo a escada.

- Boa tarde, linda – respondi terminando de fazer um suco de laranja – Tem dipirona no armário do banheiro aqui em baixo se quiser. – ela deu um sorriso em força de agradecimento e foi buscar.

Peguei meu celular e o conectei na caixinha de som que ficava na minha cozinha especialmente para esse momento, enquanto eu cozinho ouvir música. Coloquei uma das minhas favoritas nesse mundinho todo, não era um sertanejo, era um cover de uma dupla chamada Verso de Nós, era o cover da música do Zeca Baleiro – Telegrama, adorava a voz e a melodia no violão.

- Mas ontem eu recebi o telegrama – Marceli cantarolou antes de se servir com um pouco do suco – A gente dormiu demais, mana.

- Com certeza, vou por a lasanha que minha mãe fez no forno logo – ela assentiu e eu tirei a lasanha da geladeira e liguei o forno.

- DIZENDO NEGO SINTA-SE FELIZ, PORQUE NO MUNDO TEM ALGUÉM QUE DIZZZ – Isabella desceu berrando e minha cabeça latejou, eu sabia que ela tinha feito de propósito – Eu amo essa música, rapaz.

- Só tem mulher aqui, Isa – Rebecca disse arrancando gargalhada de todas nós – Enfim, o que foi aquilo no supermercado ontem, manas?

- O Zé é tão cheiroso – Isa disse e todas, menos eu, suspiraram – Eu vi você e o Henrique se olhando, senhorita Angelina.

- E? – fechei o forno e lavei a pouca louça que tinha – Achei que tínhamos olhos para isso mesmo – ouvi todas bufarem e eu ri irônica – Vocês vão mesmo nessa festa deles?

- Lógico – todas responderam ao mesmo tempo – Hoje é sábado Angel, por que tu não vai? Amanhã você corrige as provas.

- Amanhã eu tenho que preparar as aulas, meninas. – elas suspiraram e eu dei ombros – Deixa pra próxima.

- Sabemos que isso não vai acontecer, né? – Becca disse com uma leve decepção na voz.

- Vão ajeitando o cabelo de vocês pra festa que eu vou arrumar o quintal. E se puderem, vigiem a lasanha – elas assentiram e eu fui arrumar realmente o quintal. Peguei a caixinha de som e deixei em cima da mesa, tirava as folhas que estavam caindo quando uma música que mexe muito com o meu emocional começou a tocar.

Hoje foi tudo bem, só um pouco cansativo

Dia duro no trabalho que acabou comigo

Tô aqui com os pés pra cima pronto pra dormir

A saudade de você é visita frequente

Que nem a sua tia chata que irritava a gente

Ah, saudade da gente

Parei no meio do quintal e a Nina veio me lamber, acho que ela sentiu como aquela música acabava comigo, mas eu nunca tive coragem de trocar a música enquanto ela estivesse tocando.

Respirei fundo e senti as lágrimas ficarem acumuladas, eu não iria chorar, já tinha sofrido tanto, porque teria que sofrer ainda mais? Prometi a mim mesma que 2017 seria um ano sem sofrimentos, prometi a mim mesma e a ele que seguiria em frente, e eu precisava fazer isso.

Tirando isso, do resto até que eu estou dando conta

A Julinha tá banguela e o Pedro só apronta

O que faltava do carro eu já quitei a conta

Sentei na grama e a Nina deitou sua cabeça sobre minha coxa, fiz carinho em seu pelo e sorri ao sentir o vento bagunçar meu cabelo, era como se eu o sentisse perto de mim, era como se ele nunca tivesse ido.

Falando nisso, terminei o livro que você pediu pra eu ler

E só na página 70 entendi você

Naquela parte onde diz que o amor é fogo que arde sem se ver

Como é que tá ai? De você faz tempo que não ouço nada

Fala um pouco sua voz tá tão calada

Sei que agora deve estar impressionado anjos com sua risada

“- Acho que ele ia gostar que você se despedisse dele, Angel – ouvi Dona Rosa dizer enquanto eu chorava no colo da minha mãe – Apenas o veja, ele precisa de você.

Apertei os olhos, eu definitivamente não o queria ver naquele estado, mas não podia o deixar partir sem ao menos o ver, sem ao menos sentir a pele dele junto a minha, precisava ver aqueles olhos verdes uma última vez.

- Ricardo – sussurrei e ele abriu os olhos, seus cabelos que antes eram tão lisos hoje já não estavam mais em sua cabeça. Suas bochechas que antes eram sempre rosadas hoje estavam pálidas, sem cor, sem brilho nenhum.

- Não quero que chore – ele disse com um pouco de dificuldade e se ajeitou na maca, segurei em sua mão e beijei – Não quero que sofra, só quero que saiba que eu sempre estarei contigo, minha pequena.”

Mas de você faz tempo que não ouço nada

Fala um pouco sua voz tá tão calada

Ai de cima fala alto que eu preciso ouvir, como é que tá ai?

Suspirei com as lembranças e senti braços me abraçarem, sorri com o carinho para as minhas amigas, ou melhor, minhas irmãs, acho que palavras nunca seriam o suficiente para demonstrar o carinho e o amor que eu tenho por cada uma delas.

- Não fica se remoendo, amiga – Isabella disse e ajoelhou na minha frente – Faz um ano, anjo – segurou meu rosto e beijou minha testa – Vai pra sala que a gente termina isso daqui.

- Não – respondi de imediato – Só troca aquela música – Marceli foi correndo e botou uma do Matheus e Kauan, não negava que era a minha dupla favorita junto ao Henrique e Juliano.

- Então arrumaremos todas juntas, como nos velhos tempo – Becca disse e antes de realmente arrumarmos o quintal eu fui ver a lasanha, desliguei o forno porque já estava pronta, terminamos de arrumar o quintal e elas foram tirar o creme de hidratação do cabelo. – Você sente muita falta dele? – olhei pra morena parada na minha frente e sentei na bancada de mármore que separava a cozinha da copa.

- Um pouco, Becca – sorri sem graça – Foram muitos anos de convivência para esquecê-lo tão rapidamente.

- Nunca pensou em seguir em frente?

- Eu to seguindo, Becca – disse confusa com a pergunta.

- Sejamos sinceras, baby – ela segurou minha mão – Qual foi a ultima vez que você transou? – realmente, acho que até antes do Ricardo falecer eu não tinha relação com ninguém. – Ta vendo, se liberta disso, mulher.

- Pode deixar, miga – a puxei pra um abraço.

- Vai na festa com a gente, por favor. Eu sei que as aulas já estão prontas, porque você é a senhora certinha, sei também que você só tem os testes de uma turma pra corrigir. – suspirei

- Eu realmente não quero ir, Becca.

- Por mim, pela nossa amizade, por todos os santos, vamos nos divertir, faz quanto tempo que não vamos a uma festa juntas, Angelina? – ela bateu o pé no chão, típico de quando estava brava – Isso é um ultraje a nossa amizade. – só ela pra me fazer rir nesse momento.

- Do que as princesinhas estavam conversando? – o resto das meninas desceram e foram logo pegando as coisas para arrumar o prato delas.

- Sobre eu ir pra festa essa noite – todas pararam o que estavam fazendo e a Marceli veio checar minha temperatura – Palhaça – elas riram – Desse jeito eu não vou.

- Ah, mas você vai sim – Isabella disse e todas berraram – Já to até vendo a roupa que você vai usar.

- Nada muito curto, ok? – elas bufaram e assentiram – Agradecida.

Arrumei meu prato e peguei um copo de suco, fui pra sala, nunca tive costume de comer em mesa como as pessoas normais, desde sempre comia na sala ou então até no meu quarto mesmo. Comer em mesa junto da família só em ocasiões especiais.

- Você pode usar aquela saia que eu te dei na semana passada – Marceli disse mastigando ainda.

- Com aquela fenda enorme? – elas riram – Quero pegar ninguém.

- Pois deveria – Becca disse e piscou pra mim.

Terminamos de comer conversando amenidades da vida e depois ficamos um tempo batendo papo, até que o celular da Marceli começou a tocar e ela foi até o segundo andar correndo para poder conseguir atender. Continuei conversando com as meninas enquanto elas falavam sobre as roupas que provavelmente usariam essa noite.

- Meninas – Marceli desceu extremamente animada – Era o Cristiano – ela bateu palmas e eu a olhei confusa – Nós passamos nossos números pra eles quando você virou as costas e saiu – dei ombros – E ele pediu pra avisar que a festa começa as sete e meia. Já são quatro e dez, vamos separar nossas roupas.

Bufei, nunca fui de sair muito produzida para os lugares, até porque eu não gostava de sair, sempre preferia a paz que a minha casa podia oferecer, odiava lugares com muita gente, e ao que parecia, era o que seria essa festa dos meninos. Eu já estava me imaginando sentada em um canto da festa observando todos se divertirem e percebendo o quanto eu to ficando velha e sem graça.

Subi quase sendo arrastada, e enquanto elas reviravam o meu closet eu peguei meu celular e fui até o instagram, vi a notificação da Marceli e era a nossa foto de ontem.

@marceli_ramos: De sempre e pra sempre!!!!

Logo em seguida a foto da Bella junto aos meninos, e ela me marcou, algumas colegas em comum comentaram a foto, e depois eu comentei com vários corações, ela tinha realizado o metade do sonho dela, a outra metade era ir a um show deles, mas isso resolveríamos essa semana.

Rebecca me jogou um cropped preto, e pegou um salto preto. Marceli me jogou a saia de couro que era em um tom laranja um pouco mais escuro, e tinha uma fenda enorme na frente, nunca tive ousadia pra usar essa saia, se bem que, ganhei tem uma semana.

- Pronto, a maquiagem fica por responsabilidade sua, ok? – assenti, a maquiadora do grupo era eu mesmo.

[...]

Estava na sala sentada esperando as meninas e resolvi tirar uma foto e postar no instagram para mostrar que eu ainda estava viva. Recebi algumas curtidas imediatas, mas apenas uma galerinha que fez faculdade comigo, e algumas professoras que trabalhavam comigo.

- Prontas? – perguntei e girei a chave do carro, não andaríamos até a casa deles com saltos enormes.

Elas assentiram, eu peguei minha bolsa e fomos, tranquei a porta e logo estávamos em frente a casa que seria a festa, tinham alguns carros em frente, botei em uma vaga onde eu pudesse visualizar bem, saímos do carro, ajeitei a saia e liguei o alarme do carro.

Antes que chegássemos a porta abriu e tivemos a visão do Zé Neto sorrindo segurando um copo de cerveja, sorrimos e logo o cumprimentamos. Eles nos levou pro quintal e minhas pernas novamente quase viraram gelatina quando eu vi o Henrique, ele estava sozinho em um canto com o Pereba no colo dele, e foi inevitável eu não sorrir com a cena.

Cumprimentei todos os meninos e segurei a revirada de olho quando o Thiago Brava deu em cima de mim e da Isabella, tinham algumas mulheres que obviamente só apareceram ali para poder dar em cima dos meninos, e a única coisa que eu queria era minha cama.

Perto da piscina tinham uns bancos, caminhei discretamente até ali e sentei, respirei fundo quando senti a brisa da noite bagunçar meu cabelo e fechei os olhos para aproveitar melhor aquela sensação.

- Sabe, a festa é lá... – ouvi aquela voz que eu tanto adorava, falar comigo.

- Ah, me desculpa – quando levantei meu corpo do banco senti sua mão segurar meu pulso

- Pode ficar, moça – ele sorriu e eu voltei a sentar – Prazer, Ricelly Henrique.

- Sei bem quem é o senhor – ele deitou um pouco a cabeça e sorriu aberto – Sou Angelina. – estendi minha mão e ele pegou e a levou em direção a seus lábios deixando um beijo ali – Que cavaleiro – arqueei as sobrancelhas e segundos depois nós rimos

- Por que ta aqui tão isolada? – ele perguntou e parecia observar cada detalhe do meu rosto.

- Vim mais pra não aborrecer minhas amigas – apontei para as meninas que estavam nitidamente se divertindo dançando com os amigos do Henrique – E você? Não deveria estar lá aproveitando sua folga? – foi a minha vez de tombar a cabeça pro lado para poder observar aquele sorriso tímido.

- Ah, não poderia deixar uma dama tão bonita assim sozinha – soltei uma gargalhada e ele riu.

- O bonita é por sua conta, Henrique – botei a mão em seu ombro e ele sorriu – É melhor irmos pra lá – disse ao observar o Juliano nos olhando com um sorriso no rosto – Seu irmão está nos observando.

- Ah, deixa olhar – deu ombros – Eu quero conhecer a menina do supermercado que ficou nitidamente tímida e não queria tirar uma foto comigo – senti meu rosto queimar, e aquilo não era atitude de uma mulher de 27 anos.

- Queria ser menina de novo – ele franziu o cenho e eu sorri – Tenho 27 anos, Ricelly – ele me olhou surpreso, não sei se era pelo fato da minha idade ou por eu ter o chamado pelo primeiro nome,

- Pode me chamar de Rique, se quiser – sorriu e passou a mão pela barba – Você não tem 27 anos nem fodendo – eu ri – Desculpa o palavreado, às vezes não seguro.

- Tudo bem – de verdade estava mesmo – Não é como se você fosse um dos meus alunos e eu tivesse que o repreender – ele riu

- Você é professora? – assenti com um sorriso no rosto – Por isso disse que não queria vir?

- Eu tenho que organizar as aulas da semana – suspirei – E ia fazer isso essa noite para que amanhã só tivesse que me preocupar com a correção do teste dos meus pequenos.

Ele deu um gole na cerveja e ficou me encarando, eu também não disse nada, só o deixei me observar enquanto eu fazia o mesmo. Henrique era lindo, e ficava mais lindo ainda quando sorria e seus olhos ficavam pequenos. Não tinha um ídolo mais bonito.

- O que foi? – não resisti, tive que perguntar.

- Você é diferente – ele disse baixo, porém alto o suficiente para que eu pudesse ouvir por conta da música alta – Não se jogou em ninguém, só veio aqui e sentou, nitidamente não queria estar aqui. – passou pela mão na barba, ele parecia intrigado com alguma coisa.

- Não é que eu não queria estar aqui – ajeitei a manga da jaqueta, estava com um pouco de vergonha – Só não me dou muito bem quando estou cercada de adultos, acho mais fácil lidar com as crianças – nós rimos.

- Isso é verdade – ele se levantou e me estendeu a mão – Vem cá, vamos sentar mais confortável. – segurei em sua mão e ele me levou pra uma espécie de cama que tinha ali, tirei o salto e o deixei ao lado, sentei na cama encostando minhas costas na parede, peguei uma almofada e coloquei sobre o colo, aquela fenda na saia estava realmente me incomodando – Ah que pena – ele disse olhando pra almofada e eu ri – Estava doido pra que você sentasse aqui sem essa almofada.

- Achei que você fazia do tipo gentleman, senhor Henrique. – balancei a cabeça como se estivesse decepcionada e o Henrique gargalhou – Ai ai, falo nada.

- Só queria avisar que o Zé ta de olho na sua amiga – olhamos para a festa e todos dançavam uma música do Matheus e Kauan que estava tocando – Aquela loirinha.

- Marceli – respondi e parei para observar os dois, Marceli estava conversando com o Juliano e a namorada dele, a Mohana, e de longe o Zé Neto a observava enquanto o Thiago falava alguma coisa com ele – Ele não é casado? – olhei pro Henrique e percebi que ele estava perto demais.

- Ah, problemas e mais problemas – suspirou e deitou a cabeça no meu colo sobre a almofada, e por puro instinto minhas mãos começaram a acariciar seu cabelo – Moça assim eu durmo sem ao menos saber a sua cor favorita. – sorrimos um pro outro.

- É roxo – ele fechou os olhos e respirou fundo.

- Você tem um cheiro bom – ele riu – E eu acho que to ficando bêbado. – rimos e ele abriu os olhos – Seria estranho se eu dissesse que tenho a sensação que já te conheço?

- Talvez – disse no mesmo tom de voz que ele – Mas seria inoportuno se eu dissesse que também tenho essa sensação? – nós rimos e voltamos a observar a galera se divertindo.


Notas Finais


muita fofura pra um casal só né, pois é
beijos bbs
até a próxima


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