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História Roses - Capítulo 3


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Notas do Autor


hello, me perdoem a demora amores, época de provas da faculdade é uma loucura, enfim.
espero que gostem, beijos!

Capítulo 3 - O destino se encarrega de tudo


Fanfic / Fanfiction Roses - Capítulo 3 - O destino se encarrega de tudo

Ela era diferente, percebi isso do momento em que a vi no supermercado e no momento em que a vi entrar na casa e observar tudo, ela sentou isolada de tudo e todos. Apenas sentou e aproveitou o vento bagunçar seu cabelo. Ela tinha um sorriso simples, um sorriso de menina, mas com suas feições de mulher, parecia ter o coração puro demais para ser magoado, seus pequenos olhos brilhavam a todo o momento.

- Você ta vendo o Pereba? – perguntei ainda aproveitando o carinho que sua mão fazia no meu cabelo.

- Nesse exato momento está entrando dentro da casa – ela disse com um ar de riso – Quase que o Juliano tropeça nele – soltou uma risada e aquilo parecia música para os meus ouvidos, que absurdo de mulher bonita.

- Como sempre – bufei e ela sorriu, observei bem como sua bochecha se iluminava quando ela sorria, ela é de fato um mulherão – Ah nem perguntei, você é comprometida? – ela apenas balançou a cabeça negando – Cê jura?

- Uai, não acredita em mim? – ela tirou a mão do meu cabelo e quase que eu peço pra ela colocar de novo.

- Claro que acredito, é só difícil de acreditar que um mulherão desse ta solteira – ela riu e eu sorri.

- Talvez eu não queira ninguém no momento – ela voltou a acariciar meu cabelo.

- Isso foi uma indireta, mocinha? – ela riu, mas eu tinha levado isso mesmo como uma indireta.

- Talvez, interprete como quiser – nós rimos. – Mas o moço não está namorando?

- Não. – não menti, tinha terminado a pouco tempo, dado um fim a algo que só me dava dor de cabeça ultimamente – Terminei tem pouco tempo, mocinha – peguei a mão dela que estava livre e comecei a mexer em seus dedos. Ela estava em silencio, me observando, eu poderia estar enchendo a cara, e provavelmente até transando com alguém, mas não, meu corpo dizia pra eu ficar – O que foi?

- Só observando como você é bonitinho – ela disse com um sorriso tímido.

- Eu sou lindo, fia – ela riu, e eu percebi que tinha gostado da risada dela – Vai dizer que cê não acha?

- Eu sou muito suspeita para falar alguma coisa, Rique – meu apelido parecia melhor na voz dela. – Adoro essa música.

Você de lá e eu de cá

Olhando o mesmo céu

Que distância cruel

Assisto o tempo passar

Tento me dispersar

Olhando o celular

Era a música do Matheus e Kauan que ainda não havia sido liberada oficialmente, mas todos já conheciam, as nossas músicas sempre vazavam e davam tão certo depois que postávamos oficialmente.

- Gosta mesmo? – perguntei levantando de seu colo e sentando ao seu lado

- Muito – ela sorriu e eu senti vontade de beija-la.

Metade do meu coração só quer te ver de novo

E a outra só pensa em você

Não tem nenhum espaço pra eu amar alguém de novo

Em mim só existe você

Eu a conheço faz o que? 40 minutos? No máximo uma hora... Não seria possível que a praga da minha mãe sobre eu me apaixonar estaria se concretizando, acho que é impossível esse tal de amor a primeira vista, a primeira vista só tesão mesmo.

E nessas horas meu sorriso é passageiro

É aí que eu percebo

A falta que me faz você

E nessas horas que eu nem ligo pra dinheiro

Pra eu me sentir inteiro, só preciso de você

De você

Ela cantarolava a música baixinho, e foi quando o último pedaço da música eu cantei no ouvido dela, eu a queria, queria muito, mas não precisava ser agora, eu queria a conhecer, queria descobrir seus medos, seus sonhos e suas vontades. Queria saber quem era a Angelina que estava sentada ao meu lado.

- Olha lá – ela apontou com o queixo, era apenas o Thiago beijando uma de suas amigas – E parece que o Zé conseguiu né? – em um canto mais escuro da festa, o Zé beijava alguém, e não era a esposa dele, até porque a mesma estava em Ribeirão.

- Parece triste – não será possível que ela é afim do Zé.

- Sei que minhas amigas tem essa lei do pega e não se apega – rimos – Mas sabemos que não é assim que funciona as coisas.

- E como é que funciona pra você, senhorita? – estreitei os olhos e ouvi seu suspiro.

- Sou a moda antiga, Rique. Por isso estou sem ninguém – ela sorriu triste – Acho que até o beijo é uma coisa intima, e ninguém nunca teve coragem de esperar mais do que duas semanas pra beijar alguém.

- Então quer dizer que pra beijar você eu terei que esperar duas semanas? – ela riu de tombar a cabeça para trás, ela era linda até assim.

- Quem sabe, não é? – passei a mão pela barba.

- E como é que eu sei que não vou ser deixado de lado?

- Deixa que o destino se encarrega das coisas, se for pra acontecer alguma coisa, pode ter certeza que vai – sorri e beijei sua bochecha.

- Você é linda, pode ter certeza disso. – ela sorriu e retribuiu o beijo na bochecha – Poderia ter sido mais pro lado, mas tudo bem – senti um empurrão de leve e ouvi sua risada, acho que esse poderia virar meu esporte favorito, fazê-la rir. – Se eu te chamasse pra irmos buscar mais cerveja, você iria?

- Claro – levantamos e fomos eu a ajudei a se ajeitar no salto.

Caminhamos até o freezer, e ficamos por ali encostados ao freezer, observando todos se divertirem bebendo, de longe eu via a Marília e o noivo dançando, e eu achava tão lindo ela ter conhecido o amor da vida dela tão cedo, não precisou sofrer tanto para poder o encontrar. Isso tudo me fazia pensar na Vanessa, e se eu tinha feito certo em a deixar, mesmo com todos os problemas que estavam nos cercando, talvez com um pouco mais de paciência teríamos conseguido.

- É um casal bonito – ouvi a moça do meu lado dizer, eu sorri e assenti.

- Você já encontrou o amor da sua vida? – dei um gole na cerveja

- Acho que você bebeu demais mesmo – gargalhei e vi ela sorrir – Ta tudo bem?

- Tudo ótimo – sorri – Só tava pensando.

- Hum... ta caindo a ficha de que você terminou com a sua namorada e ela poderia ser o amor da sua vida, mas você a deixou escapar? – arqueei as sobrancelhas, será que ela lia mentes? – Acertei?

- Na lata – suspirei – Vem aqui. – estendi minha mão e ela a apertou, entrelacei nossos dedos e meu coração pareceu bater mais rápido, eu realmente queria que tudo isso que meu corpo sente fosse apenas tesão, porque se não for, eu to definitivamente ferrado.

A levei até o terraço, um dos meus lugares favoritos na casa, sentei na rede e ela sentou no banquinho que estava na minha frente. Observei a maneira como a lua iluminava os seus olhos e como seu cabelo refletia a luz.

- Quer desabafar? – ela perguntou fazendo-me distrair das observações.

- Como saberei que você não é nenhuma jornalista que só quer tirar fofocas de mim? – estreitei os olhos e ela riu.

- Não tenho sangue frio pra fazer isso, e pode ter certeza que, dos meus diplomas, jornalismo não ta incluso – ela sorriu e mexeu no cabelo.

- Você tem quantos diplomas? – dei um gole na cerveja.

- Olha, dependendo do ponto de vista, são três – mexeu nos anéis e depois sorriu pra mim.

- E eu aqui, lutei pra terminar o ensino médio – rimos – Você é realmente diferente das outras meninas que eu conheci.

- Na verdade, nem tanto, Henrique – ela olhou em meus olhos e eu senti minha espinha se arrepiar, eu provavelmente estava ficando bêbado – Eu só me importo com as pessoas, e saber que um dos meus ídolos não está bem, aperta meu coração. Só quero ajudar – ela segurou minha mão livre e a acariciou – O problema é você estar estourado e as pessoas só aparecem com outros interesses, eu só sou uma fã preocupada com o ídolo.

- Onde você estava esse tempo todo? – perguntei ainda sentindo o efeito de suas palavras.

- Aqui – sorri e a puxei para um abraço, eu precisava a sentir mais perto de mim – Quer conversar? – ela perguntou baixo depois que nos separamos.

- Ta um clima tão gostoso entre a gente, não quero estragar isso falando de um relacionamento fracassado – passei a mão no rosto, ficava mal só em lembrar dos três anos que desperdicei ao lado da Vanessa.

- Tudo bem, mas não é porque vocês terminaram que o relacionamento foi fracassado, ta? – ela segurou meu queixo – Entenda isso, tudo na vida acontece por uma razão.

- Assim como a vida colocou você na minha vida justo quando eu precisava – ela riu, e eu coloquei a garrafa de cerveja no chão, ao lado do banquinho onde ela estava – Chega mais perto.

- Por que? – ela estreitou os olhos, e se ela soubesse o quão fofa ela fica, provavelmente não faria mais, porque isso só me dava vontade de agarrar ela.

- Porque eu gostei do seu perfume – não havia mentido, ele era muito bom mesmo – E pode deixar, você já deixou claro que só beija os caras depois da segunda semana – nós rimos e ela chegou o banquinho mais perto e eu desviei meu olhar para as pernas nuas dela. – Desculpa – pedi desculpas quando percebi que ela havia me pegado no flagra – Como eu disse você é um mulherão.

- Se isso foi um elogio, eu agradeço – ela sorriu sem mostrar os dentes, visivelmente sem graça.

 Ótimo Henrique, já está estragando as coisas!

- Não faz essa cara – ela riu – Eu fico sem graça mesmo, mas é porque não sei receber elogios – franzi o cenho – Não é algo que eu escute muito, apenas meus alunos me elogiam.

- Pois então deveria acreditar – toquei em sua bochecha e respirou fundo antes de fechar os olhos – O que foi?

- Assim fica difícil resistir a você, Ricelly – ela disse quase em um sussurro e eu sorri.

- E por que quer resistir? – disse no mesmo tom que ela, cheguei mais perto do seu rosto e beijei sua testa – Não há motivo algum pra isso – ela abriu os olhos e ficamos alguns segundos nos encarando.

- Talvez você esteja certo – ela respondeu antes de juntar nossos lábios. Eu sorri e segurei seu rosto com as minhas duas mãos, aprofundei nosso beijo, e a boca dela tinha gosto de hortelã, sua unha arranhava meu pescoço e eu adorei – Uau – ela disse quando encerramos o beijo com selinhos – Ainda bem que vim com batom claro – ela passou o dedo por volta da minha boca, enquanto eu ria e depois eu beijei a mão dela.

- Me passa seu número? – disse tirando o celular do bolso.

- Só se você tirar uma foto comigo para eu colocar no papel de parede – rimos e assenti.

Tiramos algumas fotos, e depois ela colocou o número dela no meu celular, apenas pra confirmar eu liguei pra seu celular e ela me mostrou a ligação.

- Achou mesmo que eu fosse passar o número errado pra ti? – ela arqueou as sobrancelhas e eu neguei com a cabeça antes de juntar nossos lábios de novo – Não me beija enquanto eu estiver falando – ela resmungou, eu a beijei de novo e no meio do beijo sorrimos

- Sai comigo amanhã – disse enrolando uma mecha do cabelo dela no meu dedo

- Amanhã eu tenho provas pra corrigir – suspirou – E não são poucas.

- Então eu apareço na sua casa – ela riu.

- Se quiser ir vai ser bem vindo, as meninas vão embora de manhã – ela tombou cabeça pro lado e ficou sentindo o carinho da minha mão na bochecha dela – Rua 65, casa 102.

- Ok – repetia mentalmente o endereço dela – Qualquer coisa eu te ligo, queria mesmo te ver antes de ter que voltar pra estrada.

- Acho que quando o efeito da bebida passar, toda essa paixão também vai – ela sussurrou e me deu um selinho antes de levantar e ajeitar a saia. 


Notas Finais


espero que tenham gostado, nos vemos no próximooooo


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