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História Roses - Capítulo 8


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Notas do Autor


aproveitando pra postar esse capítulo, pra dizer que decidi que essa não será uma fanfic longa, provavelmente irá até o capítulo quinze, confesso que adoro de coração escrever cada momento desse casal lindo, mas sinto que pra não ficar uma coisa cansativa demais, o fim será cedo.
enfim
espero que aproveitem e gostem desse capítulo, e se apaixonem mais um pouco por esse casal lindo que eles são.

Capítulo 8 - Você não é ela.


Fanfic / Fanfiction Roses - Capítulo 8 - Você não é ela.

Era sexta-feira, dia do show do Henrique e Juliano na cidade vizinha. Já estava pronta a caminho com as meninas. Todas arrumadas, lindíssimas, prontas para arrasar. Seria uma pena se eu não estivesse enrolada com o Henrique.

Ah... o Henrique

Meu coração batia mais rápido só em pensar naquele homem, a maneira como ele me olhava no dia do meu aniversário, a maneira como nossos pensamentos se encaixavam mesmo sem a gente nem falar muita coisa, só através do olhar.

Durante os dias longes eu pensei se isso fosse certo mesmo. Pensava sempre no Ricardo como se ele estivesse vivo, ele até estava vivo, mas apenas em minhas memórias, e não fisicamente. Eu tinha que seguir em frente, e o Henrique estava me ajudando com isso.

Assim que chegamos no local do show, estacionamos onde o Juliano havia falado, mandei mensagem pro Henrique e logo o Emil apareceu para nos buscar. As meninas conversavam com o Emil como se fossem amigos a anos, eu ficava apenas no meu canto, ouvindo, participando poucas vezes.

- Angel – ouvi alguém me chamar e era o Henrique. Não havia nem percebido que já tínhamos chegado no camarim dos meninos. Apenas sorri em sua direção e ele veio me abraçar. Ri no ouvido dele ao ver a cara das minhas amigas – Meninas.

- Meu casal tá tão vivo – Marceli disse fazendo todos ali presentes rirem.

Cumprimentei as outras pessoas e fiquei parada no cantinho ao lado da Rebecca que também estava com vergonha, Marceli e Isabella tinham se entrosado com o Emil e o Pedro Umberto. Ficava feliz por elas conseguirem se entrosar tão rápido, mas eu não conseguia.

- Vai ficar quietinha aqui? – Henrique disse aparecendo quando um dos amigos dele puxou a Rebecca para conversar.

- To bem aqui – respondi o observando, ele estava tão lindo

- A Marília já ta chegando, ta bom?

- Sim senhor – ele sorriu.

- Ah, que se foda – ele me puxou pela cintura e selou nossos lábios. Ouvi nossos amigos gritando e batendo palmas, sorrimos no meio do beijo e eu escondi meu rosto no peito do Henrique. Ele apenas riu e mostrou o dedo do meio para todos.

- Henrique, vem cá – Pedro disse aparecendo do nada, com uma cara nada boa.

Zé Neto e Cristiano entraram poucos segundos depois que o Henrique saiu, e o clima do camarim mudou, achava lindo a maneira como eles dois conseguiam iluminar o local onde estavam. O Cristiano quase me esmagou em um abraço, literalmente me deixou sem ar, tanto pelo perfume forte que estava usando quanto pela força que ele me manteve em seus braços.

- Como que você ta, lindeza? – Zé perguntou me abraçando também. Observei de rabo de olho a Marceli nos encarando com um sorriso tímido nos lábios.

- Vê se você toma juízo, Zé – disse no ouvido dele.

Ele gargalhou e depois beijou minha bochecha, Cristiano me arrastou pro meio dele e dos meninos, que conversavam e bebiam, não iria beber porque estava no volante, mas até que estava com vontade. Os meninos eram uns amores, super divertidos e simpáticos.

- Ih rapaz, o que ela ta fazendo aqui? – ouvi Emil dizer enquanto olhava pra porta.

Todos dentro do camarim pararam de falar e olharam para a porta, Henrique estava entrando e atrás dele estava a Vanessa, e logo em seguida o Flaney. A ex do Henrique é simplesmente linda.

- Eu não sei o que ela está fazendo aqui – Henrique disse ao ficar na minha frente. Eu acreditava nele.

- Você sabe que não me deve satisfações né? – disse segurando sua bochecha, ele sorriu e beijou minha testa.

- Te devo sim, linda – sorri pra ele e o senti me abraçar – Me dá uma dose ai, Nim.

O clima pesado passou e eu vi as meninas interagindo com a Vanessa, não vi nada de errado, afinal, acho saudável manter uma boa relação com o ex-namorado (a), não tinha problema para mim. Afinal, eu e o Henrique não tínhamos nada sério, não tínhamos definição, então eu realmente não liguei.

Henrique me puxou para um canto e ficou me encarando com um sorriso no rosto. Não tinha entendido, mas pude sentir que todos estavam nos encarando, e isso me deu um certo incomodo.

- Pra quando é o casamento? – Cristiano perguntou e todos rimos.

- Pra quando ela quiser, uai – Henrique respondeu e eu ri.

- Perdemos um soldado, que isso – Flaney resmungou e todos riram novamente – Vocês têm dez minutos.

- Vem comigo – Henrique entrelaçou nossos dedos e nós andávamos rapidamente pelos corredores até chegarmos ao ar livre, onde éramos iluminados apenas pelas luzes dos postes que estavam a alguns (muitos) metros de distancia – Agora sim – ele passou as mãos pelas minhas bochechas e juntou nossos lábios em um beijo de verdade – Desculpa pela Vanessa aparecer assim, eu não sabia que ela iria vir, sério mesmo

- Ta tudo bem, Rique – disse calma e ele sorriu – Prefiro um clima assim do que uma ex que fica se jogando pra cima de você.

- Você é de outro mundo – ele me puxou pro abraço e eu o apertei.

- Você não tem show pra fazer não, rapaz? – ouvimos alguém falar e quando olhamos era a Marília.

- Aaah, se não é o amor da minha vida – Henrique se apressou para abraça-la e eu sorri.

Marília sorriu e apertou o amigo no abraço, logo em seguida ela me observou com um sorriso no rosto, me aproximei e quando percebi já estava dentro de um abraço. Sorri e a abracei também.

- Você é linda – ela disse e eu senti meu rosto queimar. – Henrique falou muito de você.

- Espero que só coisas boas – eles riram.

- Ah pode ter certeza que sim – ela é tão fofa, que vontade de apertar essas bochechas.

Voltamos os três conversando, ela exalava alegria e simpatia, um amor de menina. Nos posicionamos ao lado do palco para podermos assistir o show com uma certa exclusividade. Fiquei ao lado da Marceli, ela estava ao lado do Zé, não entendo como esses dois levam a vida assim tão simples.

Vanessa estava ao lado da Mohana, que por coincidência estava ao meu lado, quer dizer, estávamos sendo separadas porque o Cristiano e a Marília estavam por perto. Essa que por sinal estava odiando a presença da Vanessa.

- Por que vocês odeiam tanto ela? – perguntei a Marília e ao Cristiano, outro que não tinha gostado da presença dela.

- Ela fazia o Henrique de gato e sapato – Cristiano respondeu.

- Fala mais alto, Irineu – Vanessa disse e eu repreendi minha vontade de revirar os olhos, odiava gente que se intrometia onde não era chamada, mesmo que estivéssemos falando dessa pessoa. Só escuta. – Prazer Vanessa – ela apareceu na minha frente estendendo a mão.

- Angelina – respondi simpática apertando a mão dela.

- Quer que eu repita o que ele falou, fofa? – Marília disse cruzando os braços.

- Gente, sem confusão, obrigada – disse puxando os dois para perto das meninas que estava em uma rodinha bebendo e se divertindo. Minutos depois o Cristiano sumiu junto ao Zé Neto, eles provavelmente iriam cantar junto aos meninos.

E quando teve uma pause o Henrique veio na minha direção e me deu um beijo na testa. Sorri e ele bebeu um pouco da água que estava na garrafa que eu estava bebendo. As meninas nos zoaram um pouco e logo ele voltou pro palco, olhei pro lado e a Marília me abraçou apertado de novo. Foi inevitável não rir. Tirei o celular da bolsa e gravei um pedacinho da música que eles estavam cantando. Que era “Aquela pessoa”.

- Agora com vocês, nossos amigos, Zé Neto e Cristiano – Juliano anunciou e quase que eu fico surda.

Você tem o mesmo cheiro do perfume dela

Acorda às seis, vai caminhar e ainda faz dieta

Mudou o jeito de falar, faz de tudo pra me agradar

Pra quem não sabia cozinhar

Preparou a mesa do jantar

Essa música sempre foi pesada, mas ouvir eles cantando sendo que eu estou ao lado da ex namorada de um dos cantores da música deixou o clima três vezes mais pesado, e piorou quando a Rebecca pegou no meu braço.

E a música que ela gostava

Você fez questão de colocar pra tocar

Quase que me convenceu

Mas na hora de fazer amor

Você não é ela

Dei risada da preocupação de todas as minhas amigas, a Marília riu junto comigo.

- Você é realmente a mulher certa pro meu melhor amigo – meu coração se aqueceu ouvindo isso.

Você tenta, se esforça, mas não faz do jeito dela

Me desculpe, eu travei e o que eu falei, desconsidera

A novela acabou, chega de fazer amor

Pensando nela

Assim que a música acabou, eles cantaram mais duas e logo o show se encerrou. Fomos para o camarim e eu me joguei na poltrona que estava ali enquanto os outros se serviam com as bebidas que estavam espalhados por ali. Peguei meu celular e tinha uma mensagem da minha mãe, dizendo que ia viajar pro Rio, decidiu de última hora porque queria visitar as irmãs, não se despediu porque não viu necessidade. Só minha mãe mesmo.

- Psiu – olhei pra cima e era o Henrique com aquele sorriso lindo – Você vai querer ir pra baladinha ou a gente pode ir pra casa e matar a saudade?

- Prefiro ir pra casa, mas se tu quiser ir pra balada, não vejo problema – disse ajeitando a gola da jaqueta que ele estava usando.

- Então povo, eu vou pra casa – os homens balançaram a cabeça como se reprovassem essa atitude. E eu fui até as meninas.

- Vocês querem o carro? – elas assentiram e eu passei a chave pra Rebecca, que era a única sóbria. Despedi-me de todos, inclusive da Vanessa e logo estava dentro do carro com o Henrique.

- Ah finalmente – ele me puxou e quando percebi estava sentada no colo dele o beijando. Rimos e eu encostei minhas costas no volante e fiquei o encarando.

- Estamos parecendo dois adolescentes – ajeitei minha roupa e voltei pro banco do carona. – Mas hein – comecei a falar enquanto ele ligava o som – Sei que eu disse que você não me deve satisfação – ele esboçou um sorriso – Mas por que ela apareceu ali?

- Ela disse que estava com saudades – deu ombros e ligou o rádio – Mas eu disse que já estava amarradão em uma mulher ai – sorri e ele colocou a mão livre na minha perna – E como foi com a Marília?

- Ela é um amor né, Rique – ele suspirou e sorriu – Não tem como não gostar dela – ajeitei a bolsa sobre minhas pernas – Uma fofa.

- Pois é – beijou minha mão – E você com o Irineu, não entendi.

- Nem eu – gargalhamos e depois respiramos fundo – Eu e o Cristiano somos amigos, apenas. – respondi e entrelacei nosso dedos. – Até porque eu to amarradona em um carinha ai – repeti sua fala e sorrimos um para o outro.

O resto do caminho foi um silencio entre nós, mas que foi cortado quando ele ligou o rádio. Ainda estávamos bem longe da minha casa, e ele queria dirigir, sabia que ele estava cansado.

- Quer trocar o volante, baby? – ele negou com a cabeça – Tem certeza? – assentiu – Tudo bem. E ah, sou apaixonada na música que você cantou com os meninos.

- Você não é ela? – ele me olhou confuso e eu assenti – Por quê?

- Não sei, mas acho sua voz tão linda quando você canta essa música – passei a mão pela nuca dele e ele sorriu – Quer dizer, sua voz é linda sempre, mas nessa música em especial.

- A Vanessa te encheu o saco? – ele perguntou depois de uns minutos em silencio – Eu vi ela indo falar com você.

- Irineu e Marília estavam falando dela, e ela foi tirar satisfação, só isso – respondi simples e aumentei o volume do radio quando começou a tocar uma das minhas músicas favoritas – Deve haver por ai alguém que aceite minhas imperfeições, minhas loucuras, minhas confusões. Vai saber... – cantarolei junto a rádio e o Henrique me olhou. – Desculpa

- Continua, amor – fiz carinho em sua nuca ao perceber a maneira como ele tinha me chamado.

- Alguém com mais sentimento que não seja apenas de momento, que bagunce a minha cama, mas deixe o coração inteiro. Alguém que me acorde com um leve sorriso, que me faça perder o juízo – cantei e quando chegou no refrão deixei que ele cantasse.

Quando percebi já estávamos na porta da minha casa, saímos do carro e ele ligou o alarme. Entramos e eu acendi a luz dos cômodos, tirei meu salto e fui correndo pro quarto. O Henrique me seguiu e quando eu me joguei na cama, ele deitou ao meu lado.

- Você quer dormir? – perguntei tirando os saltos e me ajeitando na cama.

- Eu to com fome na verdade – ele disse e eu peguei o celular e pedi duas pizzas para gente – Você é pratica, gosto disso – ele me puxou para junto de seu corpo e eu selei nossos lábios – Você ta tão gostosa com essa roupa – ele sussurrou e eu mordi seu lábio inferior. – Não atiça, princesa – passei a mão por dentro de sua camisa e o arranhei de leve. – Linda – selou nossos lábios e eu sorri.

- Você precisa de um óculos mesmo, mozão – ele riu e balançou a cabeça negando.

- Não, eu enxergo uma beleza dessa muito bem – passei meus braços por seu pescoço e o abracei. Eu estava realmente me apaixonando por esse homem.

Deitamos um ao lado do outro novamente e eu fiquei o observando, apenas isso. O observei, sua barba grande, seus olhos pequenos, cada pequena pinta que seu rosto tinha. Observei suas sobrancelhas grossas, seus lábios que eram super atrativos. E não resisti quando coloquei minha mão em sua bochecha e fiz carinho.

Ele fechou os olhos e eu sorri. Meu coração estava em paz ao lado do Henrique. 


Notas Finais


muito obrigada pelos favoritos e pelos comentários, vocês são lindas, obrigada pelo apoio ♥


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