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História Roses - Capítulo 9


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Notas do Autor


olaaaaaaaaa
desculpa a demora, a faculdade anda consumindo muito o meu tempo
espero que gostem
e muitissimo obrigada pelos últimos comentáriossss

Capítulo 9 - Família Tavares


Fanfic / Fanfiction Roses - Capítulo 9 - Família Tavares

Estávamos comendo pizza e fazendo carinho nos cachorros. E eu a observava enquanto o Frey dormia em seu colo, e parava pra raciocinar o quanto nós havíamos adquirido intimidade muito rápido, de como nós nos sentíamos bem perto do outro, e de como as nossas vidas mesmo turbulentas se encaixavam.

- Devo ter medo de você me encarando desse jeito? – ouvi sua voz me arrancar dos devaneios e eu ri.

- Jamais – mordi sua bochecha e senti alguma coisa me arranhando e era a Nina – Ah sua sapeca, eu não posso mais chegar perto da sua dona é? – rimos e eu fiz carinho na cadela, que logo pulou pro meu colo.

- Você é só um pouquinho grande, nenê. – Angelina afinou a voz como se falasse com o bebê recém nascido, o que me fez sorrir e por alguns instantes imaginar uma vida ao lado dela.

Pai eterno, está tudo indo muito rápido. Só espero que dê tudo certo.

Terminamos de comer a pizza e lavamos a louça. Fiquei a observando quando estávamos na sala.

- Minha mãe quer te conhecer – disse enquanto ela fazia carinho na minha cabeça.

- Quando?

- O mais rápido que der.

- Pode ser amanhã então? – assenti e ela sorriu nervosa

- Não precisa ficar assim. Minha mãe só quer saber quem é a mulher que colocou um sorriso de volta no meu rosto. E eu já conheci seus pais né?

- Ah, mas é diferente né? – eu tive que sorrir, ainda não tinha a visto nervosa desse jeito – Por que você está sorrindo? Eu estou parecendo uma palhaça né?

- Jamais, meu amor! Mas você acha que eu não me senti nervoso em conhecer seus pais? Ainda mais no seu aniversário.

Ela riu e passamos o resto da madrugada assim, juntinhos e nos conhecendo ainda mais. E dessa vez eu dormi primeiro que ela, eu estava de fato bem cansado, e o cafuné dela é muito bom para não aproveitar.

[...]

Ela estava se olhando no espelho enquanto ajeitava a maquiagem, e eu estava sentado na cama observando aquela beldade se arrumar, coisa que ela nem precisava porque até de pijama ela conseguia ser a coisa mais linda que meus olhos já viram.

- Eu to arrumada? – perguntou e sorriu tímida

- Você está incrivelmente linda – levantei da cama dela e ajeitei minha bermuda – Como todos os dias, desde quando você acorda até quando vai dormir – aproximei-me e a abracei por trás, enquanto ela tinha um sorriso lindo no rosto que me fez sorrir também – Sem contar que a minha mãe já te adora sem nem te conhecer, você não precisa de muito, só seja você.

- Obrigada, gordinho. – ela virou e me abraçou.

No caminho até a minha casa ela estava cantarolando alguma coisa, e assim que chegamos eu soltei o ar que nem sabia que eu estava segurando, e a ajudei a sair do carro e ela ajeitou o vestido longo que estava usando, parecia uma princesa, seu cabelo liso solto, com uma sandália mais simples e sem salto, o que a deixava incrivelmente menor do que a primeira vez que a vi.

Paramos em frente a porta porque ela apertou a minha mão e eu sorri, sabia que ela estava nervosa.

- Não precisa de nada disso, meu amor – segurei seu rosto e lhe dei um beijo rápido – Você vai se sair bem.

- Ta bom – ela respirou fundo e finalmente entramos, Pereba correu até minhas pernas e tentou me escalar como sempre. Fiz carinho no meu cachorro e logo ele correu para a mulher ao meu lado – Mãe, cheguei – disse um pouco mais alto e senti a Angelina apertar minha mão, soltei um risinho e caminhamos até a cozinha onde minha mãe tirava alguma coisa do forno.

- Oi meu filho – vi seu sorriso crescer assim que ela olhou para a morena do meu lado

- Essa é a Angelina – a mulher deu um passo a frente e estendeu a mão para a minha mãe, que a puxou para um abraço e eu pude ver a “minha namorada” relaxar, o que me fez relaxar também.

- Famosa Angelina – minha mãe disse – Você é tão linda, menina!

- Obrigada Dona Maria. A senhora precisa de ajuda?

- Senhora ta no céu – rimos – Preciso não, meu anjo. Ricelly apresenta ela pro seu pai, ele ta lá fora com seu irmão e a Mohana. Ele ta doido pra conhecer a Angelina.

Fomos em passos lentos até o quintal, onde meu pai conversava animadamente com meu irmão e minha cunhada, até que a conversa parou e os olhares se voltaram para nós. Minha mão quase foi quebrada de tanto que a Angelina apertou.

A Mohana levantou e deu um sorriso, andamos até ela e rapidamente a minha “namorada” estava no abraço da minha cunhada.

Depois das devidas apresentações e de uma palhaçada do Juliano, minha mãe nos chamou para o almoço, que foi um sucesso, todos adoraram o jeito meigo da minha morena, minha mãe nitidamente a adorou e ela nitidamente adorou minha mãe, o que me fez muito bem, já que a Vanessa não tinha uma relação tão boa assim com a minha mãe.

Estávamos no meu quarto deitados com o Pereba entre a gente.

- Passou o nervosismo? – zoei com a cara dela e recebi uma almofadada no braço como resposta – Ai princesa – passei a mão onde a almofada pegou fingindo que tinha doído e ela me olhou com cara de deboche.

- Pereba seu pai é um maluquinho sabia? – ela fazia carinho no meu cachorro e eu sorri com a cena, fiquei empolgado ao ver o bichinho mexendo o rabinho todo animado. – Sua família é um amor, Rique.

- É eu sei – ela riu e se ajeitou na cama, e eu a puxei para ficar perto de mim. – Eu disse pra mim mesmo que só queria que você conhecesse minha família depois que eu te pedisse em namoro, mas não resisti, por mim a gente já casava. – ela gargalhou e ficou me encarando com aqueles olhinhos lindos.

- Só depois que você dedicar uma musica pra mim – foi a minha vez de gargalhar.

- Isso não vai ser um problema, qual que você quer? – ela sorriu e balançou a cabeça

- Obrigada tá? – a olhei confuso – Por tudo isso, você é ainda mais incrível do que eu pensei, fez tudo aquilo por mim no meu aniversário, me trouxe pra conhecer seus pais, se existia alguma coisa me impedindo de querer levar isso pra frente, caiu por terra nesse momento.

- É realmente cedo pra gente falar em namoro, gatinha – ela assentiu – Mas, sabemos que isso que temos é um namoro...

- Sei de nada, querido – senti o deboche em sua fala e nós rimos – Você sabe que tem a liberdade de fazer o que quiser, eu só queria deixar claro que to gostando muito dessa vibe que a gente ta tendo – voltou a sua atenção ao Pereba.

- Ei ei, que papo é esse? – questionei agoniado com sua fala – Você sabe que eu to só aqui com você, não entendi isso agora. – sentei na cama realmente incomodado com o que ela falou

- Não me compreenda mal, Rique – ela sentou de frente pra mim e pegou nas minhas mãos – Mas você é um cantor extremamente conhecido e ocupado, e está no auge da fama, o correto seria aproveitar as oportunidades da vida...

Antes que eu pudesse responder alguma coisa, alguém bateu na porta do meu quarto, meu irmão colocou a cabeça pra dentro e sorriu sem graça.

- Mamãe ta chamando vocês pra comer o bolo que ela fez – assentimos e ele fechou a porta.

- Ricelly – ela me chamou e eu me levantei da cama – Por favor.

- Eu só estou tentando processar o que você acabou de me falar, depois de tudo o que eu fiz por você essa semana e andei fazendo enquanto estava longe, se eu quisesse mesmo estar com outras curtindo todas, eu estaria – respondi olhando em seus olhos e pude sentir o quão arrependida ela ficou de ter falado aquilo, e eu também fiquei por ter falado da maneira como falei.

- Okay, acho melhor eu ir embora depois dessa. – ela soltou o Pereba e pegou a bolsa – Desculpa por isso – levantou da cama, ajeitou o vestido e a sandália, eu apenas soltei um suspiro e parei na sua frente, segurando seu rosto e vi que ela estava quase chorando e meu coração doeu ao reparar nisso – Me solta – ela disse fraca e eu a puxei pra um abraço e beijei o topo de sua cabeça.

- Desculpa pela maneira como falei, as vezes eu sou só mais um maldito ignorante, você não merecia isso – senti seus braços finos passarem pelo meu corpo e eu a apertei mais ainda – Mas eu quero que você preste atenção nisso, por favor, pode olhar pra mim? – ela levantou lentamente a cabeça e deu pra eu ver que uma lágrima escorria por sua bochecha – Me desculpa – sussurrei e sequei a lágrima – Mas eu quero que você entenda que eu to com você e não vou abrir mão disso, eu gosto mais de você do que eu possa explicar, então por favor, não repita isso, eu sou homem suficiente pra assumir as minhas coisas e eu estou disposto a muita coisa contigo – ela sorriu de lado e eu suspirei aliviado – Mas ainda teremos uma conversa sobre da onde que veio essa ideia, ok? – ela assentiu – Agora me da um beijo.

Ela sorriu e a vi ficar na ponta dos pés para que pudesse alcançar meus lábios, assim que seus lábios encostaram ao meu, tive que sorrir, eu realmente estou completamente apaixonado nessa mulher, só a ideia dela pensar que eu possa querer outras já faz meu coração doer. E eu não queria que ela pensasse nisso nem por um segundo.

- Desculpa ta? – ela disse e eu apenas a beijei e sorri pra ela.

Descemos antes que minha mãe aparecesse na porta, e quando chegamos a cozinha, ela já estava cortando um pedaço pra mim e para a mulher ao meu lado, sentamos a mesa e logo começamos a conversar, e eu não conseguia desviar o olhar da mulher ao meu lado que conversava de uma maneira muito natural com minha mãe e minha cunhada.

- O manin, a baba vai escorrer ai – revirei os olhos ao ouvir isso, tinha que falar alguma graça mesmo né.

Joguei uma bolinha de papel na cara dele pra largar de ser palhaço, ele só riu e ficamos ali, quando percebi o sol já havia ido embora.

- Angelina, você tem que ir na nossa fazenda, vou te levar pra dar uma volta no carro que a gente tem lá – rimos, pois nós já sabíamos que carro que era. Mas gostei de ver meu irmão fazendo planos e incluindo a futura cunhada dele.

- Olha, eu gosto muito de aventuras tá? – ela deu um gole no café – Pratiquei motocross por alguns anos – nesse momento a mesa inteira olhou pra ela.

- Com essa cara de princesa toda? – meu irmão questionou exatamente o que eu estava pensando – Parou por quê?

- Sim senhor Edson Junior – ela sorriu – Parei porque sofri um acidente, passei algumas semanas internada, isso tem pouco tempo, inclusive, foi no início do ano.

- Menina do céu – minha mãe exclamou assustada – Eu falo pra você, Edson não acredita em mim, está vendo só!

- Não consigo lembrar exatamente o que ocorreu, só sei que fui fazer uma curva e quando vi já estava no hospital com um braço e uma costela quebrada – riu sem graça – Mas já to pronta pra outra

Rimos e depois mudamos de assunto, até que ela recebeu uma ligação, pediu licença e se retirou da mesa, ido até o quintal. E eu fiquei a observando.

- Filho – minha mãe me chamou – Ela é uma mulher incrível, fico feliz que você esteja feliz. – sorri e beijei a mão da minha mãe. Levantei da mesa e fiquei no batente da porta observando minha mulher com um sorriso no rosto durante a ligação, e assim que encerrou veio em minha direção.

- Era minha vozinha me chamando pra comer pizza com ela – ela passou os braços pelo meu corpo – Tem problema se eu for? – neguei com a cabeça e sorri pra ela.

- Vou te deixar em casa pra você pegar seu carro então – ela assentiu.

[...]

- Você não quer ir, tem certeza? – ela perguntou assim que paramos em frente a casa dela – É só a minha avó, meus pais foram pro Rio.

- Você quer que eu vá? – tirei o cinto e olhei pra ela, pude ver seu sorriso ao assentir – Baby, eu não quero estragar seu momento família, de verdade.

- Você não vai, meu amor – ela me olhava tão profundamente que eu tinha certeza que meus pensamentos estavam sendo lidos por ela – Considere isso um passo extremamente importante, só apresento a minha avó pessoas que eu quero manter na minha vida.

- Sendo assim – coloquei o cinto de volta – Bota o endereço ai.

Confesso que não achei que fosse ficar tão nervoso, que o nervosismo de conhecer os pais já tinha passado, mas conhecer a avó dela era pior justamente porque eu sei exatamente tudo o que ela significa na vida dessa mulher que esta andando ao meu lado.

Assim que a senhora abriu a porta eu levei um grande susto e ela também, Angelina ficou sem entender nada ao nosso lado, o que me fez rir. Mas ela abraçou a avó e me apresentou;

- Vovó, esse é o Henrique – me inclinei para abraçar a senhora, e ainda estávamos rindo – Mas parece que vocês já se conhecem – ela franziu o cenho

- Entrem que ai eu irei lhe explicar – entramos na casa dela e logo estávamos sentados no sofá. Era uma casa extremamente reconfortante, tudo em tons bege e com vários quadros espalhados pela parede, fotos dos netos, do filho, da família inteira – Então quer dizer que o buquê de begônias era pra minha neta?

- Pois é – rimos da coincidência – A senhora acertou em cheio.

- Espera – Angelina disse ainda processando a informação – você vendeu o buquê de begônias pra ele? Gente, tanta floricultura, você foi logo na da minha avó. – nós rimos.

Nossa noite foi regada a histórias sobre a infância da minha mulher, e risadas, comemos muita pizza, e eu ficava cada vez mais admirado com a presença dessa mulher e de como a família dela era incrível em todos os quesitos.

É, eu estou apaixonado mesmo. 


Notas Finais


sou mt cadelinha mesmooooooooooo
n sei lidar


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