História Roses For My Enemy - Capítulo 1


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Categorias Cristiano Ronaldo, Gareth Bale, James Rodríguez, Lionel Messi, Neymar
Personagens Cristiano Ronaldo, James Rodríguez, Lionel Messi
Tags Crissi, Cristiano Ronaldo, Drama, Gareth Bale, James Rodriguez, Jogadores De Futebol, Lemon, Lgbt, Lionaldo, Lionel Messi, Neymar, Romance, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Visualizações 426
Palavras 2.452
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi!
Finalmente tive tem para escrever uma história sobre um dos meus Ship favorifos de futebol.
Espero que gostem da fanfic, fiz em um universo alternativo um tanto interessando e que nunca vi ninguém escrevendo.

Obrigada e até às notas finais.

Capítulo 1 - Uniforme Azul.


Fanfic / Fanfiction Roses For My Enemy - Capítulo 1 - Uniforme Azul.

Seus dedos se encontravam com as teclas do teclado rapidamente, com a velocidade que nem mesmos os olhos mais atentos podem acompanhar, seus olhos alertas para as palavras em seu computador, ansioso para o ponto final. A delicadeza ao escrever a última frase, a última palavra parece uma vitória e o ponto final o troféu. Suspira cansado e ao olhar a tela brilhante de seu computador, seus olhos ardem. “Finalmente”, pensou feliz ao aperta o salvar do seu arquivo.

O quarto do pequeno apartamento de Lionel é iluminado apenas pela luz de seu computador. O estudante de engenharia prometeu a si mesmo que nunca mais deixaria um trabalhado nas mãos de seus colegas. Com os olhos cansados, ele os esfrega por baixo de seus óculos grandes e quadrados, sentindo o cansaço puxar seus ombros para baixo enquanto se esforçava para se arrumar, tirando a camisa amassada e colocando algo apresentável.

Terminando de se arrumar, Lionel pega sua bolsa lateral colocando o pequeno notebook dentro, em seguida a coloca em seu ombro e seguindo seu caminho, ele sai de seu apartamento. A porta range ao ser fechada, com suas partes de metal já desgastadas pelo tempo.

É noite, e a cidade de Madrid está enfeitada pelos postes de luz que iluminam as ruas e as bonitas árvores, onde as flores desabrocham com a primavera em seu ápice. Ao caminhar pela rua, Messi percebia os sons ao seu redor, os cafés e bares próximos, o caminhar das pessoas a sua volta enquanto seu olhar centrado para frente.

Leo aspira um cheiro perfumado, uma suavidade no ar, e sem perceber ele sente um impacto em seu ombro, saindo de seu transe momentâneo, ele tropeça para frente e olha para baixo, vendo uma pequena rosa jogada ao chão. Rapidamente pega a flor no chão e virando-se para trás e acaba por se deparar com uma moça de cabelos encaracolados se recompondo do impacto.

— Eu sinto muito. — Pediu desculpa com a rosa em mãos, envergonhado pela sua falta de atenção e incomodado pelo fato de esta não ser a primeira vez que isso acontece. —Aqui está.

— Tudo bem. —  A garota responde colocando seus cabelos ondulados para trás da orelha, com um sorriso em seus lábios ao ver as bochechas rosadas do homem à sua frente. — Pode ficar com ela.

Messi olha para rosa, e antes que pudesse responder, a moça já está a passos de distância e ele decide prosseguir, aceitando a rosa desbotada e seguindo com ela em suas mãos, agradecendo em seus pensamentos o gesto gentil da moça. Em passos apressados ele chega ao grande prédio da faculdade e ao passar pelos portões brancos ele pôde ouvir as conversas paralelas dos outros alunos.

Ele passa pelas pessoas, eles ignoram sua presença. O olhar baixo o denuncia, ele nunca foi alguém de se enturmar, diferente do normal, Leo sempre foi aquele que recebia os olhares curiosos, aquele que pais das crianças pediam para seus filhos serem gentis com ele, mas mesmo quando criança, Messi sabia que ser diferente nunca foi uma coisa boa. Ele aperta sua bolsa, indo em direção a sala, que neste momento, está vazia.

Ele se senta no mesmo lugar de sempre, no canto da sala em uma das fileiras do meio. Minutos se passam, e ele consegue enviar o trabalho para o e-mail do professor, passa as mãos nos cabelos bagunçados, abaixando seus fios castanhos. Messi ouve passos e as poucos seus companheiros de classe chegaram.

—Baixinho! — O sotaque arrastado do brasileiro já conhecido por Leo o fez revirar os olhos, os braços do moreno rodeiam seu pescoço, o fazendo olhar para o moreno que com seus cabelos organizados em um topete o abraça com bom humor. — Não vai me dar nem um “Oi”?

—Oi, Neymar. — Leo cumprimenta sem muito ânimo, olhando para o anexo recém enviado. — Um dia, você ainda vai repetir nesta matéria. — O menor diz, seus olhos castanhos carregados de repreensão se dirigirem em revolta com o sorriso bobo nos lábios de Neymar.

Às vezes, Messi pensa porque ainda salva Neymar de repetir em quase todas as matérias da faculdade, talvez a gratidão pelo brasileiro a ter aceitado como um amigo e o feito uma pessoa mais social, se isso é possível.

— Que nada. Mas olha só. — O moreno pegou a rosa e cheirou. —Ganhou de quem? Não acredito que o baixinho tem uma namorada.

Messi ignora as perguntas de Neymar, enquanto as palavras de seu amigo rodeiam sua mente. Namorar alguém? Messi havia experimentado uma vez a paixão, mas diferente do que ele esperava, sempre havia um gosto amargo no final, um nó em sua garganta que dificilmente era desamarrado, e seu coração frágil sempre é desprezado sem ao menos relevarem seu valor. Seus olhos perdidos nunca acharam a pessoa certa.

O barulho irritante da sala de aula, força Leo a se concentrar em outra coisa. Observando seus amigos conversarem, e perguntarem com a rosa de tons arroxeados nos dedos, de quem Messi havia ganhado, e por mais que ele fale a verdade, seus amigos não acreditavam. E em meios a devaneios de pensamentos, falta pouco tempo para acabar a aula quando Messi sente um cheiro amadeirado, que é familiar mesmo, mas ao olhar o dono do perfume seu estômago revira em enjoo.

— Cheiro horrível. — Sussurra coçando seu nariz, seguindo com seus olhos discretamente o dono da colônia que senta atrás dele. — Esse Cristiano não deve ter olfato.

— Você só fala isso porque não gosta dele. — Suárez que acabara de chegar na sala responde ao se sentar no outro lado de Messi, cumprimentando Neymar e Gerard.

Lionel revira os olhos, o cheiro se espalha pelo o lugar, se tornando mais suave. Ele vira para pegar seu caderno na bolsa, pensando em como aquele desgosto pelo português começou. Desde que Messi se lembra, a rivalidade sempre esteve entre os dois. Na adolescência Messi se lembrava perfeitamente dos apelidos que o português inventou para ele e como seu coração acelerava em alegria quando ele roubava a bola de Cristiano na aula de educação física.

A sua atenção foi voltada para a aula, onde o professor explicava a matéria com a lerdeza de uma lesma e sabedoria de uma tartaruga de cem anos. Messi com os olhos fixos na lousa, coloca seu cotovelo na mesa, descansando sua cabeça na palma de sua mão, segurando o caule da rosa com pétalas soltando-se aos poucos do botão ressecado da flor. Sua respiração calma acoberta os pensamentos bagunçados, sua mente trabalha entre confusões e soluções, ao mesmo tem que cálculos são feitos por seus colegas sobre os exercícios de seu professor, Messi mentalmente calcula a sua vida em meio a confusão de contas e responsabilidades.

O lápis dança entre seus dedos, os minutos passam rápido, seus ouvidos se aquietam quando seus colegas ficam quietos e é como uma sinfonia para Messi. Seu professor passa mais um trabalho, no qual os alunos poderiam fazer em duplas, ou sozinhos. Messi logo procura seus amigos, que já criaram duplas e quando ele procura por Gerald, ele vê que o amigo está com a loira de cabelos cacheados da fileira de baixo.

— Eu vou matar vocês. — Messi diz com raiva apertando o lápis em sua mão.

— Desculpa baixinho. — Neymar bagunça os cabelos de Lionel, dando um beijo em sua cabeça, irritando o pequeno ao seu lado que devolve com um olhar sério.

Lionel sente um peso em seu ombro, e automaticamente ele vira para trás e é surpreendido com um sorriso mais bonito e perfeito que poderia ver em sua vida. O cheiro já conhecido o fez olhar para olhos do dono de cabelos cacheados delineado pelo seu gel capilar.

— Oi, podemos fazer o trabalho juntos? Meus amigos também já têm duplas. —Leo ri sem graça, com um sorriso tímido ele olha para seus amigos depois para Cristiano novamente.

— Valeu, mas prefiro fazer o trabalho sozinho. — Lionel virou-se para frente, ignorando a face confusa que deixa em Cristiano. Seus amigos olham para ele, vendo a feição de deboche de Lionel enquanto ele olha para o nada.

O tempo passa agonizante, entre conversas e aulas onde o tédio reina, Messi ainda conseguia ouvir cochicho de seus colegas atrás dele. Em ato de misericórdia, a reologia marca a hora da saída, e ansioso Messi arruma suas coisas, pegando o que havia sobrado da flor e colocando em sua bolsa.

O grupo segue para fora da faculdade, todos reclamam das aulas chatas enquanto Messi apenas coloca suas mãos dentro da calça, e sua atenção é chamada quando um motor de carro extremamente alto é ligado. Não precisa muito para adivinhar que aquele carro é de Cristiano, quando os olhares se cruzam Messi morde seu lábio, vendo a ostentação sem sentido que o português esbanja para seus colegas.

— Idiota egocêntrico. — Lionel murmura, saindo pelo portão seguindo seu caminho para casa.

Ao chegar em casa, seus braços doíam, os ombros caídos descansam quando seu corpo se encontra com o colchão macio. Sua bolsa foi deixada de lado, enquanto o pequeno homem se arrastou para encontrar os travesseiros macios. Seu celular vibra em seu bolso, despertando-o de seu momento preguiçoso. Messi o pega e olha para tela, mensagens foram ignoradas, a tela do aparelho que marca 23:00 logo foi desligada dando a sua mente um momento de descanso.

Ele se vira de barriga para cima, olhando o teto com pequenas rachaduras, e ele retira seus sapatos, juntamente com a calça jeans e desabotoa suas camisas. Deixando seu peito a mostra, ele respira fundo, pensando que deve acordar cedo amanhã, seus olhos se fecham desejando ter mais conforto, mais paz. Ele ri, lembrando da cena de antes, Cristiano esbanjando seu carro, os dígitos de seu preço devem ser mais do que Messi ganhou em toda sua vida.

Neste momento, Messi já havia aceitado, que alguns tem sorte, e outros tem a determinação de lutar pelo que querem.

Seus músculos relaxam, enquanto suas pálpebras que parecem pesar uma tonelada, fecham seus olhos cansados, seu corpo adormece aos poucos, sua respiração calma o leva ao sono que seu corpo tanto implora.

                           [...]

A tarde está com um clima agradável, Messi arruma o laço de seu uniforme azul, a cafeteria onde trabalha acabara de anunciar o café da tarde, uma parte do dia que Messi apreciava, enquanto o cheiro do café se espalha pelo pequeno estabelecimento como uma bela sinfonia, ele atende seus clientes com um leve sorriso em seus lábios.

Para uma pessoa como Leo, nunca foi fácil se socializar e ele não se imaginava em um emprego onde ser simpático é essencial, porém quando a vida o colocou em um beco sem saída, ele teve que dar o seu jeito. Todos os dias da semana, Messi trabalha no pequeno estabelecimento, centralizado em um bairro afastado do centro de Madri, mas que traz clientes de toda a cidade para o lugar que é, de fato, aconchegante.

Os chás e cafés são preparados rapidamente, Messi como sempre, toma o cuidado para entregá-los aos clientes, que agradecem seu serviço. Ao se virar, ele suspira, em suas mãos a bandeja preta, preparada para receber mais um pedido. “Mais algumas horas e posso ir para casa”, pensou balançando a cabeça, em uma tentativa de espantar a preguiça que invadia sua mente aos poucos.

E assim se faz, os minutos passam, os clientes entram e saem. Lionel os observa, quando ao olhar para porta de vidro, ele se surpreende quando vê Cristiano entrar acompanho com um de seus amigos já conhecidos por Leo. Engole seco, morde seu lábio com receio, sua respiração falha e antes que pudesse desviar seu olhar, o português o olha com um sorriso de lado, vendo-se obrigado a ir atendê-lo. Em passos lentos, como se cada um fosse a marca de sua sentença de morte, Leo chega até a mesa de Cristiano.

— Boa tarde, o que os senhores querem? — Cumprimento como de cotidiano ele sorri falsamente para os dois, pegando seu bloquinho e caneta nos bolsos do avental azul claro.

— Boa tarde Lionel Messi, não é? — Cristiano cumprimenta, e ainda com o sorriso desenhado em seus lábios carnudos. — Acho que... um café preto e você, James?

— Um cappuccino de chocolate. — Ele sorri abaixando o cardápio, o entregando para Messi, que concorda com a cabeça e segue para o balcão entregando os pedidos para a moça loira que faz as bebidas quentes no estabelecimento.

Lionel pôde sentir o olhar em suas costas, aqueles olhos castanhos o seguiam e isso estão incomodando. Talvez eles estejam brincando com Messi. Sobre seu emprego, sobre seu tamanho? Ele não sabe, e isso não importa. Com seus olhos baixos, ele respira fundo sentindo o cheiro forte de chocolate que se espalha pelo ar, tornando-se agradável quando ele se suaviza com os outros aromas presentes e escapa pelas pequenas janelas da cafeteria.

Messi suspira ao olhar para seus clientes, esperando o pedido ficar pronto, o Messi observa Cristiano conversar com seu amigo, analisa a postura de Cristiano; os olhos pequenos, a boca carnuda com o tom de vermelho angustiante, que faz Messi se perder enquanto o sorriso marcava seu rosto de maneira carismática.

Porém, ele conhece bem o ego inflado que o português carrega, não se deixando enganar pelo charme que ele tem em seus gestos. A maneira como se senta, suas pernas cruzadas e os braços musculosos, o trazem uma imagem de poder. Cristino nunca havia ganhado a simpatia de Messi, mesmo quando os olhares se encontram repetidas vezes sempre há um muro que os distancia tão bruscamente. O pedido é finalizado e Messi rapidamente se organiza para entregá-lo, colocando o na mesa com delicadeza, sua mão gelada treme ao entregar os pedidos, seu corpo não respondia aos seus comandados, como a expressão do homem de cabelos ondulado e cheio de gel, o congelasse seus sentidos.

Lionel se afasta rapidamente, tomando cuidado para não tropeçar em seus próprios pés ao andar de volta para o local onde mais pedidos estão sendo preparados, seus olhos cravados no relógio um pouco acima da máquina de café marcava 17:45, suspirou em alívio, vendo que em alguns minutos seu turno acabaria.

Minutos passam rastejantes, silenciosos ao som de água fervente e conversas paralelas, logo, com o olhar de Cristiano sobre si, é difícil para ignorar presença daquele que já o está o irritando, Cristiano deixa o local agradecendo pelo serviço com um gesto de mãos. Quando Messi limpa a mesa, palavras escritas em um guardanapo o chamam atenção.

“Você fica fofo com uniforme azul, Baixinho.”, com os olhos serrados e com um sorriso sarcástico no rosto, ele limpa a mesa jogando a mensagem no lixo, interpretando como mais uma brincadeira, “Como nos velhos tempos”, pensa levando uma de suas sobrancelhas e tirando o uniforme azul de seu corpo.

 


Notas Finais


Oi, obrigada por lerem. Por favor, deixe sua opinião, isso ajuda muito a autora aqui.


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