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História Roses Of Blood - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Cheguei com mais um capitulo pra vocês. Antes já quero me desculpar e avisar que as coisas podem ficar mais lentas a partir daqui, dei uma leve desanimada (não tanto pelo bloqueio), mas por cansaço mesmo, acabo chegando no fim do dia sem aquele pique pra escrever, mas prometo que irei fazer um esforço mesmo que demore uns dias, essa fic não é algo que eu quero deixar tão facilmente..

Enfim, boa leitura.

Capítulo 4 - Capítulo 4.


O clima da sala se tornou mais pesado desde que Jisung entrou. Por mais que Minho quisesse colocar um ponto final em tudo, estava bem entretido com a cena, porém quando menos esperava seu capitão entrou na sala fazendo com que os três recuperassem rapidamente suas posturas iniciais. Deu graças a deus pelo loiro bochechudo ser o primeiro a entrar, caso contrário passaria boa parte de sua tarde levando sermão e ser pego naquele momento estava fora de cogitação.

— Bom, vejo que vocês já se encontraram. — o capitão disse e logo fechou a porta sentando-se em uma das poltronas no canto na sala. Demorou um tempo para que Chan se acalmasse e fizesse o mesmo se sentando do outro lado. — Minho, este é Han Jisung, creio que já devam se conhecer da sala de interrogatórios.

— Sim senhor. A conversa foi breve, mas me lembro bem de seu rosto. — sentou-se à mesa enquanto voltava encarar o garoto ainda em pé na sala que arqueou a sobrancelha com o comentário. — Por que ele está aqui novamente?

— Como pode ver pelo distintivo o Sr. Han agora é oficialmente um investigador e irá trabalhar conosco durante um mês como teste, caso tenha um bom desempenho se tornará um fixo nosso. — fez uma pequena pausa olhando para Minho que agora lhe encarava surpreso. — Pode ficar tranquilo, chequei o histórico do garoto, é um dos melhores de acordo com Seunghoon. Ele vai trabalhar com você em todos os casos que receber a partir de hoje, quero que mostre a ele como funciona o ritmo por aqui e ensine tudo que precisa saber na prática. Posso contar com você?

— Oh... Claro, darei o meu melhor para que ele se saia muito bem. Se é um dos melhores, creio que não precisarei de muito, não é mesmo? — Minho ainda estava um pouco desacreditado com o que tinha acabado de escutar, o garoto trabalhar ali tudo bem, mas não queria se tornar baba de ninguém durante seu período de trabalho.

— Isso mesmo. E Chan, como você é responsável pelo armamento da delegacia e as aulas de defesa pessoal, quero que cheque como ele está nesses quesitos, use a sala de treinamentos e me mande um relatório com suas avaliações depois. — e foi ali mesmo que Jisung quis sair correndo pela porta, o cara com quem tinha acabado de começar com o pé esquerdo iria checar sua defesa pessoal e se tinha coisa que ele não se saia muito bem era exatamente aquilo.

— Claro, vai ser um prazer checar isso para o senhor. — se ajeitou na cadeira com o sorrisinho de canto.

— Estou entregando esse garoto na mão das duas pessoas que eu mais confio então façam o melhor para que ele se saia bem, pois vou cobrar isso de vocês também, além de serem bons aqui quero ver até onde vai à capacidade dos dois. — levantou-se seguindo para porta. — Seunghoon lhe entregou sem nenhum arranhão, acha que consegue permanecer assim em um mês?

— Farei o meu melhor, o senhor não vai se arrepender. — Endireitou a postura se curvando para o capitão que abriu um sorriso amigável logo deixando a sala na qual estava, Jisung pode finalmente respirar depois daquilo.

 

            Depois que ficaram sozinhos e o clima pareceu mais confortável, o Han sentou-se no lugar onde seria a sua mesa. A sala de Minho parecia ser uma das maiores na delegacia, havia três mesas sendo a dele no centro e as outras duas menores de canto. Estar ali naquela posição parecia muito melhor do que a que esteve na noite anterior, por mais que Jisung tentasse fingir que estava tudo bem aquela cena ainda rondava seus pensamentos.

            Dormiu muito pouco naquela noite devido a isso, passou grande parte do tempo jogando conversa fora com Hyunjin, falaram sobre tantas coisas que era impossível saber de onde vinha tanto assunto com o tanto que conversavam. Enquanto esteve na sala do capitão soube que aquele homem realmente lhe entendia e não questionaria nada que não quisesse falar. Jisung comentou sobre todo o percurso que teve para enfim descobrir o que desejava fazer e descobriu que o seu novo superior tinha pensamentos parecidos com os seus, o que lhe deixou de certa forma muito confortável e feliz por estar ali.

            Acabou ficando sozinho com Minho um tempo depois já que Chan foi chamado para uma saída de campo, pelo que foi informado eles tinham conseguido uma nova câmera de segurança que poderia ajudar de alguma forma encontrar novas pistas sobre o verdadeiro culpado do assassinato na noite anterior. Não trocaram nenhuma palavra e o silêncio na sala era estranho, de canto de olho notou que às vezes recebia encaradas que vinham do outro lado do cômodo, mas preferiu apenas ficar na sua configurando o computador com todos os dados que precisava.

            Enquanto isso do outro lado da sala Minho quebrava a cabeça relendo mais uma vez o relatório que tinha sido passado pela perícia mais cedo. Eram raras às vezes que alguém conseguia não deixar nenhum tipo de digital na cena do crime e aquilo lhe intrigava de certa forma, afinal nem todos criminosos pareciam tão burros e odiava lidar com alguém que parecia estar um passo a sua frente.

            Lee sempre teve sucesso em seus casos desde que entrará para a delegacia central de Seoul, por isso logo se tornou um dos melhores e mais confiáveis na visão do capitão. Teve suas dificuldades como qualquer um, afinal dizer que tudo foram rosas seria a maior mentira do universo, mas soube esconder bem todas suas falhas e contornar a situação da melhor forma possível. 

           

            Eram quase dez horas da noite quando Donghun notou que Junhee estava mais atrasado que o normal. Nenhuma de suas chamadas foi atendida e as mensagem nem sequer chegavam ao outro celular, aquilo estava lhe deixando preocupado, Junhee não era de sumir assim fora do trabalho ainda mais de uns dias pra cá desde que começou evitar sair sozinho na rua por tanto tempo. Insistia em dizer que era apenas por conta dos remédios que vinha tomando, mas sabia que aquilo não era verdade.

            Ponderou um pouco antes de pegar o celular e discar o número da polícia, sabia que o certo era registrar o desaparecimento de alguém com apenas vinte e quatro horas de sumiço, mas sentia em seu coração que tinha algo errado por trás de toda aquela demora e ficar parado lhe afligia mais ainda. Não custava nada apenas tentar.

— Centro policial de Soul, no que posso ajudar? — dessa vez quem atendeu foi uma voz feminina um tanto suave.

— Boa noite. Eu gostaria de falar sobre o meu namorado. Já tem um tempo que ele ainda não chegou em casa e eu estou preocupado, sei que pode parecer bobo, mas de uns dias para cá ele vinha se queixando de sentir com se tivesse alguém atrás dele sempre que estava sozinho. — fez uma pequena pausa checando novamente o celular não vendo nenhuma resposta no chat aberto. — Apenas algumas mensagens foram visualizadas, as demais nem chegaram ao seu celular, ligações também não foram atendidas e não sei, estou preocupado que algo possa ter acontecido.

— Entendo senhor. Pode me dizer exatamente onde o seu namorado estava na última vez que se falaram? Você também já tentou entrar em contato com algum familiar para saber se ele não foi à casa de ninguém ou até mesmo um amigo? — perguntou tentou recolher o máximo de informações necessárias.

            Toda noite recebiam milhares que ligações com diversos casos diferentes, alguns mais nem tão graves assim, por mais que quisesse atender todos da melhor possível sabia que era importante filtrar tanto a complexidade quanto a gravidade caso contrário o sistema da polícia se tornaria o próprio caos.

— Os pais do Junhee não moram em Seoul e ele não faria uma viagem sem me avisar. Ele não tem saído com frequência então não acredito que tenha ido à casa de alguém. — forçou a cabeça tentando se lembrar se em algum momento do dia se havia escutado algo parecido com aquilo, mas não. — E ele estava trabalhando, ele fecha a conveniência por volta das oito horas e logo depois vai para o ponto de ônibus. Depois do ocorrido de ontem tentei convencer ele de ficar em casa já que passa por aquele caminho de noite, mas ele insistiu em ir trabalhar.

— Certo, pode me dizer às roupas que ele estava vestindo hoje e algumas características física dele? Irei mandar uma viatura comum fazer uma ronda no local para ver se encontra algo suspeito, caso não achem nada pediremos para que o senhor vá até a delegacia mais próxima abrir uma ocorrência formal, tudo bem?

— Tudo bem. — suspirou aliviado do outro lado da linha, pelo menos algo seria feito por mais simples que fosse. — Ele tem o cabelo rosa claro e é um pouco alto. Estava usando uma calça preta jeans e uma blusa amarela com detalhes pretos, pode ser que pelo horário esteja de blusa, então ela é branca com alguns detalhes azuis. Isso ajuda em alguma coisa?

— Sim, é o suficiente. Mandarei a viatura agora mesmo e assim que tivermos uma atualização a respeito da situação entrarei em contato por esse número mesmo que o senhor me ligou, peço que, por favor, aguarde até que eu retorne a ligação. — escutou um murmúrio do outro lado da linha logo desligando e passando para o ramal central onde indicou a localização e as características do garoto para que se caso vissem o abordassem e avisassem a policia.

 

            Minho estava voltando do banheiro quando foi abordado por um rapaz da central administrativa que comunicou sobre a ligação que tinham acabado de receber. Foi informado também o local e as características do garoto no qual deveriam ficar de olho durante a ronda. Agradeceu entrando na sala jogando os papeis sobre a mesa de Jisung que se assustou com o ato.

— Se arruma, iremos sair.

— Onde vamos? — Levantou-se pegando os papéis que haviam sido jogados segundos atrás, leu por cima as informações que continham e se animou, iria trabalhar finalmente em seu primeiro caso de verdade.

— Fazer uma ronda próxima à área do crime de ontem a noite. Recebemos uma denuncia e o namorado do garoto acha que pode ter acontecido alguma coisa devido a queixas que ele vinha fazendo há um tempo. — Pegou o casaco contendo a identificação da policia e logo vestiu posicionando a arma na parte de trás da calça. Da gaveta retirou uma arma que guardava e jogou sobre Jisung que pegou de forma assustada e desajeitada.

            Será que Minho sabia que aquilo não era um brinquedo?

— Pode usar essa, depois passe na sala de armamento e retire seu próprio equipamento. Mantenha-a guardada e só use sob o meu comando, se eu não estiver por perto apenas não use.

— Olha eu sou maior de idade e treinado, sei usar uma arma sem que alguém precise ficar me olhando ta bom, se vai trabalhar comigo acho que precisa acreditar um pouco no que eu sei fazer. — disse sentindo Minho se aproximar de si pouco a pouco enquanto lhe encarava firmemente.

— Vamos estabelecer algumas coisas, Jisung. Eu sou o seu superior, ou seja, eu falo e você cala a porra da boca e me obedece sem questionar, entendeu ou preciso repetir? — perguntou quando sentiu que o garoto não tinha mais para onde andar já que bateu as costas na própria mesa.

 

            Jisung abriu a boca diversas vezes, mas nenhum som saiu, não é como se estivesse com medo de Minho, na verdade só estava se sentindo um tanto intimidado pela aproximação meio repentina. Aproveitou do momento para reparar ainda mais nos olhos do policial a sua frente, todos os detalhes eram mais visíveis com toda a presença da luz. Era possível sentir a respiração alheia acariciar sua pele de tão suave que era.

— Você pode saber tudo e até ser melhor que eu, mas estando aqui dentro precisa aprender respeitar as ordens e isso não serve somente para você. Irei confiar no seu potencial quando me mostrar que pode fazer aquilo que eu te digo. — colocou ambas as mãos na mesa, sendo cada uma de um lado do corpo de Jisung. Seu tom de voz acabou diminuindo de forma gradativa sem que percebesse. — Agora se arrume e nos encontramos no carro em alguns minutos.

            Quando Minho se afastou totalmente deixando a sala foi que Jisung percebeu estar segurando o ar por quase todo aquele tempo. Céus, suas pernas tremiam mais que vara verde e seu interior parecia querer explodir, mas não sabia ele se de raiva ou de outra coisa desconhecida mesmo. Pegou a garrafinha de água e tomou um gole antes de deixar a sala em passos apressados.

 

            O início da ronda foi silenciosa como de se esperar, o Han estava com a cabeça encostada no vidro enquanto se recordava das palavras escutadas mais cedo. Por um lado o outro estava totalmente certo, se quisesse permanecer ali teria que seguir as regras, mas claro que isso não significava aceitar os desaforos do estressadinho ao seu lado.

            Quando estavam próximo da cena do crime da noite anterior tentou fazer de tudo para que as cenas horrendas não tirassem sua concentração outra vez. A viatura foi estacionada próximo da conveniência que Jisung parou para comprar seus lanches quando tudo aconteceu. Desceram ali mesmo e cada um seguiu por um lado, a ideia era apenas checar a área e ver se tudo estava nos conformes.

            Han seguiu pelo mesmo caminho que fez, por mais que Lee tivesse dito para manter a arma guardada a colocou de lado e seguiu com a mão sobre a mesma enquanto caminhava. Sentia o medo e a adrenalina tomar conta de seu corpo pouco a pouco, estava finalmente em sua primeira saída a campo e aquilo era sensacional. Poder ter seu distintivo pendurado no pescoço que aquele casaco — que modéstia a parte o deixava muito bonito — sempre foi tudo que mais quis na vida.

            Enquanto caminhava algo chamou sua atenção no chão. Abaixou-se checando sem tocar a rosa branca que estava no chão com algumas pétalas manchadas de sangue. Quando tentou se aproximar se assustou soltando um grito e indo de encontro com o chão, aquele lugar parecia trazer algum tipo de azar para Han, não tinha outra explicação. Ao se recuperar olhou para trás vendo que era apenas um gato que tinha derrubado a tampa do lixo fazendo um barulho no meio de todo aquele silêncio e como se não bastasse foi como se estivesse vivendo um flashback ao vivo da noite anterior.

            Havia outro saco de lixo ali, quase que no mesmo lugar.

            Levantou-se em passos rápidos correndo até o outro lado em busca de Minho, se aquilo era mesmo o que parecia ser, não queria ser o primeiro a abrir o saco de lixo que encontrou um pouco mais no canto da parede. Ao encontrar Lee, interrompeu sua conversa com a senhora que passava por ali e o levou em passos apressados para o lugar que estava minutos antes.

— Não sei se isso significa algo, mas encontrei essa rosa por algum motivo aqui no chão, não encostei nela, mas pelos meus conhecimentos parece ser sangue seco. — olhou o outro que nesse segundo estava com um ponto de interrogação enorme na cara. — Mas o que eu quero que veja mesmo é aquilo...

            Jisung apontou para o saco parado próximo a parede. Minho se aproximou devagar batendo levemente no mesmo com o pé, não pareceu se mexer, mas era algo um tanto pesado. Quando chegou mais perto puxando o nó do saco foi que se deu conta que na verdade se tratava de outro corpo morto. Posto no mesmo lugar e da mesma forma. Ou aquilo era uma grande coincidência ou seu assassino procurado era alguém muito sem criatividade.

— Consegue ver isso? — quando perguntado é que Han confirmou suas suspeitas do que poderia ser aquilo. Teve que ter o estômago muito forte para concordar e se aproximar perto o suficiente para ver a mesma cena da noite anterior. — Seguindo as descrições que foram passadas, esse é o garoto que deveríamos achar por aqui. Bom, encontramos...

— Devo ligar para a delegacia e pedir reforço? — é claro que devia, aquela havia sido uma pergunta idiota, mas depois do sermão que tomou mais cedo preferiu perguntar antes. O cenário não parecia muito adequado para uma possível briga. Minho concordou enquanto com a lanterna de seu celular buscava encontrar mais alguma coisa que o ajudasse pensar no momento.

 

            Demorou uns minutos para Jisung voltar informando que o reforço estava chegando junto com uma equipe do IML e da perícia para que fosse iniciada a investigação o quanto antes. Pelas observações de Minho aquela morte parecia ter sido há poucas horas atrás e se realmente fosse ainda poderiam conseguir algo que realmente ajudasse.

— Devo dizer garoto, você tem um sério problema em encontrar corpos mortos por ai. — deixou uma risada escapar chamando a atenção de Han que estava um tanto calado. — Se quiser pode ficar na viatura e eu tomo conta da situação.

— NÃO! — exclamou assustando Minho pelo tom. — Quer dizer, não precisa, eu to bem e consigo fazer isso. Posso esperar aqui com você.

— Cuidado pra não desmaiar ou vou te deixar ai deitadinho ao lado dele. — Minho riu ainda mais vendo o garoto lhe fuzilar com os olhos.

— Vai pro inferno.

             Quando Jisung estava prestes dar as costas para o tal saco de lixo parado ali, notou um pequeno clarão vir do seu lado contrário. Olhou imediatamente podendo ver apenas uma sombra correr. Sem pensar duas vezes sacou sua arma e saiu disparado atrás de quem quer que estivesse fugindo de si e se tinha uma coisa que sabia fazer bem era correr. 


Notas Finais


hm, quem será que o assassino ainda estava presente na cena do crime ou??? façam suas apostas rs
sintan-se a vontada para comentar o que estão achando do andamento, o que esperam dos minsung e essas coisinhas, obrigada por lerem até aqui!


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