1. Spirit Fanfics >
  2. Rotas do Destino >
  3. O que me restou?

História Rotas do Destino - Capítulo 4


Escrita por: LadyDestler

Notas do Autor


Chegou a hora. Chegou a hora de acabar com a ousadia da Christine! Kk Love Never Dies deveria ter um final assim, nunca vi pessoa tão desprezível... Aff, a do livro é melhor. Mas enfim, esse é o capítulo final. Perdão por qualquer erro!

Capítulo 4 - O que me restou?


Os irmãos ouviram todo o sermão de fora do quarto. Como alguém poderia ser tão podre e cruel, e ainda mais com alguém que já está frágil e rendido? Sim, eles mentiram sobre a possível morte de Erik, e era tudo parte do teste: mas pelo jeito, Christine não havia mudado nada nos últimos anos. E muito menos o seu marido, obviamente. Mas a principal pergunta que não saía de seus pensamentos: contar à Christine a verdade ou não? Até porque Erik tinha um carinho especial por ela, mesmo depois de tudo o que ela tinha lhe feito, mas deixá-la ir feliz, sem saber que Erik tinha mudado de vida, não parecia ser muito justo. De qualquer forma, depois do reencontro, Christine e Raoul foram recebidos com chá por madame Giry, que foi simpática e simples, apesar da clara inimizade depois de todos os acontecidos no passado e da própria negligência do casal.

Já tudo arrumado para a ida, Christine "agradeceu" aos jovens pela visita. Afinal, subjulgar pessoas sempre foi uma de suas práticas, mesmo depois de ter sido educada e guardada por Erik, o Anjo da Música, e a Giry. A carruagem para a estação de trem já estava pronta, e enquanto Elizabeth e Gabriel se despediam, um mulher não notada antes os acompanha: ela tinha a pele alva como a neve, cabelos negros e olhos verdes, claros e lindos. Talvez fosse uma empregada, pelo o que o casal pensou, mas as roupas dela não condiziam como tal...

- Eu estou realmente agradecida pela viagem, foi bem divertido - Christine dizia, enquanto arrumava-se no banco - Paris é bem linda, apesar daquele crápula ter nascido aqui. Bom que ele está morrendo, não suja mais a cidade.

- Pra mim, o simples nascimento dele já é imundo à humanidade. Nunca vi sujeito tão desprezível quanto ele - o marido da viscondessa comentou, sem paciência alguma enquanto esperava a carruagem. Ele se virou curiosamente à moça - E você? Quem é?

A mulher olhou para os jovens, incerta se falava ou não. Eles ascenaram, encorajando-a a contar a verdade, já que a melhor vingança é estar bem, enquanto o seu inimigo sente inveja da sua felicidade.

- Sou Esmeralda, a esposa do Erik. E por sinal, a doença não é realmente fatal, ele só estará mais fraco esses anos. - ela pôde perceber o espanto no olhar do casal.

-...o que? O que você disse? - Christine perguntou, incrédula.

- Ela está brincando, óbvio. Não leve essas empregadas a sério! - o visconde rebateu.

- Não, é verdade. - Elizabeth disse - Eu e Gabriel somos filhos do Erik. Perdão não ter contado antes... é que precisávamos ver quem você era de verdade - ela segura na porta, prestes a fechar para o casal - Obrigada pela visita, e Erik está muito feliz desde que você saiu da vida dele.

A porta se fecha, juntamente com a expressão de Christine e Raoul. "Não, era impossível..." ela pensava "Era impossível disso ter acontecido! Como ele ousa esquecer de mim, se a anos atrás, ele jurava me ter como luz e esperança?". Daaé estava verdadeiramente incrédula, e até pensou em sair da carruagem e se reencontrar novamente, mas já era tarde, o carro estava em movimento e o casal se distanciava mais e mais da casa... só restou a ex-cantora observar os jovens e a mãe, Esmeralda, voltando para dentro da casa. Sorridentes, felizes, genuinamente contentes.

- Ele deve ter pago ela pra fazer isso, nenhuma mulher sentiria atração por aquela coisa, a não ser por um dinheiro absurdo! - Raoul pensava em voz alta, na tentativa de consolar sua esposa - Ele não está feliz de verdade. Não se preocupe, ele ainda nos inveja... ele vai morrer sem amor e sem nada. Aqueles meninos nem são filhos dele mesmo, estavam blefando! Se eles fosse filhos dele, seriam monstrinhos que nem ele. - ao perceber o silêncio da esposa, pela primeira vez na vida, Raoul genuinamente se preocupou com ela - Não concorda, Pequena Lotte?

Christine permanecia em silêncio. Toda a arrogância, todo o esnobe, tudo de ruim que ela sentia e expressava... desapareceu. Se calou, oprimido por uma forte sensação de arrependimento, de culpa e tristeza. Como? Como ela foi tão, tão tola daquela forma? Rejeitar o Anjo da Música, o gênio das artes, o professor de sua voz, o conforto que a acolheu todas as vezes que ela chorou e precisou, o protetor que sempre a defendia a qualquer custo, que a criou e a deu o carinho e o amor que ela queria! Como ela pode trocá-lo por luxúria e ganância? Por uma vida pacata e fútil? Ela desperdiçou suas lições, seu talento, sua paixão... por idealizações de riqueza. Mas ela nunca percebeu que a verdadeira riqueza havia sido perdido, e agora, o Anjo da Música havia achado a própria salvação. Ele se esqueceu dela. Ele não precisa mais dela. Ele é feliz sem ela. E agora? O que lhe resta?

"O que me resta, agora, é lutar para conseguir o melhor. Agora... não terei mais o apoio do Anjo" - ela concluiu, enquanto o caminho passava aos seus redores.

☆﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏★﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏☆

Esmeralda voltou ao quarto com seus filhos, fitando o pobre Erik na cama. Ele estava melhor do que antes, mas ainda assim, descanso era preciso em uma situação daquelas. Para falar a verdade... demorou para que algo assim acontecesse. Anos longe da saúde público e quase totalmente desprovido de vitaminas naturais obviamente abaixariam a imunidade do rapaz, principalmente em questões alimentares. Mas nada que um médico e um bom descanso não ajude. A mulher se sentou na cama, perto do marido, que estava pleno, tentando dormir depois do péssimo encontro com Daaé. Ele estava sereno, apesar disso, sorrindo quando sentiu o impulso do colchão.

- Você foi extremamente corajoso. Eu não reencontraria uma pessoa assim nunca, depois de tudo o que ela te fez - Esmeralda comentou.

- Hm... obrigado. - ele se ajeitou - Qual foi a reação dela quando contaram que eu tenho vocês? Estou curioso.

- Ha... você deveria ter visto a expressão que ela fez, papai - disse Elizabeth - Era como se algum pintor tivesse gravado uma paisagem nela! Ela não podia acreditar na verdade.

- "Pobrezinha" - ironizou o garoto - Agora ela sabe o que o papai sentiu.

- Não falem assim... eu a perdoei por tudo. - Erik suspirou e se largou na cama de novo, fechando os olhos - Eu espero que ela melhore... mas, nada mais me faz tão feliz quanto ter vocês. - ele pega na mão da mulher ao lado, que o olhava com ternura - Você passou por cima de todos os meus defeitos, minhas cicatrizes e as minhas dores, e me aceitou do jeito que eu sou. Me deu filhos lindos, e eu não poderia estar mais grato. Obrigado, Esmeralda...

Ela se agaixou levemente, beijando nos lábios do homem deitado.

- Eu que lhe agradeço, meu Anjo da Música.


Notas Finais


Lembrando que essa Esmeralda NÃO É a mesma de "Dance, My Sweet Esmeralda" - que vai dar origem à minha nova fanfic que sairá daqui a algum tempo -, ou seja, não é a minha versão da cigana da Disney. É uma outra moça, eu só coloquei esse nome porque estava sem criatividade haha


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...