História Rotina - Capítulo 1


Escrita por: e Naminne_inativo

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Alfa!jimin, Bottom!jungkook, Jikook, Ômega!jungkook, Repostada, Top!jimin
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Palavras 7.422
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


⚠ Atenção ⚠

Essa é uma das fanfics que postei no início em outra conta, depois aqui, e relendo achei que devia mudar algumas coisas que, em minha opinião, deixaram a desejar.
- Agora é apenas um capítulo grande (espero que não se importem);
- Possuí três pontos de vista no decorrer da história;
- E Jungkook é um híbrido ômega de coelho e Jimin um híbrido alfa de lobo.

Ps.: Kook foi baseado em minha mãe mas não, ela não é uma coelha e inclusive só tem eu de filha hahaha

Capítulo 1 - Deixando o orgulho de lado


Povs' Jungkook


Era mais um dia repetitivo e cansativo para mim. Você pensa que ser um ômega que gosta de cuidar da casa é fácil? Pois não é! Ainda mais quando se tem que arrumar tudo, cuidar das crianças - no total de quatro -, do marido e ainda trabalhar! 

Sabe... Eu poderia muito bem ter uma empregada, só que não confio em pessoas mexendo nas minhas coisas. Poderia ter uma babá, só que nunca deixaria ela aproveitar a fase mais bonita da vida dos meus filhos. E também penso que se são meus, eu quem devo cuidar com todo amor e carinho possível, não é? Poderia parar de trabalhar, já que é um negócio próprio e tenho um marido garante tudo para mim, só que eu gosto demais de cozinhar e confeitar e odeio depender dos outros. Ou seja, continuarei com os dias cansativos porque gosto e porque sou teimoso também.

Minha rotina é basicamente essa: acordar mais cedo que todo mundo, fazer o café, acordar Jimin e ajudá-lo a se arrumar pro trabalho, acordar as crianças e arrumá-las para ir à escola, cuidar da minha pequena Soomin de apenas três aninhos enquanto tento fazer meus pedidos que a maioria são bolos. Essa correria toda segue até a tarde onde eu tenho que arrumar a casa, fazer a janta e ajudar os garotos nas lições. Só quando são onze horas que deito na cama para chegar às seis da manhã e começar tudo novamente. Eu não permito que Jimin ou qualquer um me ajude, em todos esses anos eu consegui fazer tudo sozinho, eu gosto de cuidar de tudo o que é meu sozinho. Então mesmo cansado vou continuar. E mais uma vez percebo que minhas escolhas estavam deixando claro o que meu alfa dizia e eu tentava negar: eu sou teimoso.

Mas, enfim, deu para perceber que passo o dia inteiro mexendo sem parar por um segundo, né? Por essa razão quando chega a noite, só quero descansar pois estou exausto - e sei que no outro dia tenho mais coisas a fazer -. Só que Jimin sempre quer conversar sobre como foi seu dia ou simplesmente fazer coisas. Eu prometi diminuir o ritmo pois sei que não estou lhe dando atenção o suficiente e o deixando frustado como nunca aconteceu antes - por mais que ele diga que está tudo bem, eu sei que no fundo gostaria de ter um pouco mais de mim -. E eu o quero muito como o verdadeiro coelhinho que sou, quero beijá-lo, acarinhá-lo e ouvi-lo mas estou cansado demais então acabo dormindo e chateando nós dois. Por que? Bem... Eu sou teimoso e insisto em continuar com a maldita rotina.

 Eu reclamo muito dos dias cansativos e estressantes. Isso se torna motivo de briga entre mim e o meu alfa porque no calor do momento sempre digo que não sou como ele que tem toda uma equipe para ajudar e dividir o peso dos ombros. Então ele me acusa - o que no fundo está certo mas eu finjo que não - que a culpa é minha por querer cuidar de tudo sozinho e mesmo vendo que não dou conta continuo sendo teimoso.

Eu gosto de cuidar da minha família, eles são tudo para mim, os amo demais. Amo cuidar dos meus trabalhos, da minha casa. Amo isso tudo tanto até chegar ponto de me acabar só por eles, como vem acontecendo mas ninguém quer me entender. Todo mundo insiste que estou sendo um idiota por opção própria. Tudo bem, reconheço que estou no meu limite, que venho ficando cada vez mal, mas é que achei que poderia suportar por mais tempo como venho feito todos esses anos. Porém, tinha que admitir, não está dando para mim. Quero férias! Precisava descansar tanto o corpo quanto a mente. Todavia, ao mesmo tempo, meu orgulho não me deixava dizer isso a ninguém. Eu continuava tentando ser firme para mostrar que meu alfa e nossos amigos estavam errados e eu conseguia fazer tudo sozinho sim!

Eles falavam que estava sendo excessivo mas quero ver se eu sumir. É tudo eu nessa casa. Se eu parar tenho certeza que as vidas deles irão de mal a pior porque não sabem onde está um par de meia, até para coisas simples precisam de mim, nenhum prato sabem lavar, então é justo me deixarem em paz já que gosto de cuidar deles e sem mim não são nada.

Bem, quando finalmente deixaram e pararam de querer ajudar ou dizer que estavam preocupados comigo, eu percebi o quanto estou desgastado. Já fazem anos essa rotina, eu me sentia mais estressado que o normal, principalmente hoje. Acho que juntou tudo, sabe? Além da rotina cansativa, tinha a falta de sexo. Sim, porque nem isso tenho tido ultimamente, ando cansado demais, eu deito, durmo e fica por isso mesmo. Não gosto nem um pouco mas o que eu posso fazer se meu corpo e mente querem descanso todas as noites por causa de um dia exaustivo? E tudo vem me tirando do sério para valer nesses dias, me deixando totalmente mau humorado e irritado por conta disso. Até meu médico disse que preciso de um tempo, dar uma pausa antes que enlouqueça. Mas se eu parar, quem vai continuar? Talvez várias pessoas mas tem que ser eu pois eu gosto de controlar e cuidar de tudo e de todos então preciso continuar.

— Papai, eu quero dormir, da para fazer esses dois seres pararem de gritar? — meu filho de seis anos pergunta entrando na cozinha.

— Só um minuto Yoongi, preciso acabar de... Soo! — ela estava com um dos corantes na boca, aí de mim se ela derram... — Não! — vou na pressa para tirar das mãos dela e acabo esbarrando a cintura na mesa. Resultado: uma puta dor e meu bolo... Destruído. 

— EU NÃO ACREDITO NISSO! — berro, dando um mini ataque, puxando meus fios, totalmente nervoso e frustrado. Eu demorei horas para fazer essa encomenda, estava quase acabando e isso acontece. Que merda! Eu tinha que entregar hoje às cinco e meia e faltavam quinze minutos. Fecho os olhos com força pois já era. Meu esforço de hoje já era... Tudo porque... Só então me recordo o motivo e ao olhar pra minha filha a vejo toda roxa de corante. Porra! Esse dia está tão... Argh!

— Papai! Eles estão se batendo! — Yoongi me alerta.

— Não seja ridículo, Jungmin! Me deixa terminar de ver! — gritou Ming.

— Você é o único ridículo aqui! —  Jungmin grita de volta. Pego Soo no colo e vou até a sala onde vejo os dois brigando pelo controle entre  empurrões, tapas e puxões de cabelo. Meu dia não poderia estar melhor! Reviro os olhos.

— Parem com isso! — e eles não param de se agredir. — Me da essa merda! — tomo o controle deles. — Jungmin, você é o mais velho aqui, devia ter juízo. Deixa seu irmão terminar de ver o desenho dele.

— Mas eu quero ver Bob Esponja!

— Ele ligou a TV primeiro, seja educado e espere! Passa Bob Esponja quase vinte e quatro horas por dia, o que tem ver depois? Ou o que tem ir para qualquer quarto lá em cima para ver? Temos outras televisões nessa casa!

— Aí! — ouço meu pequeno gritar. Essa confusão não acaba? É Jungkook, quem mandou ser trouxa, acreditar e ceder as lamúrias de Jimin? Maldito estúpido que ama crianças - principalmente fazê-las - como eu! 

— Yoon? — volto a cozinha vendo-o caído em meio ao bolo. A garotinha nos meus braços ri daquilo.

— Desculpa, papai. Eu queria ajudar mas eu caí e derrubei o resto... — que surpresa, Yoongi querendo ajudar. Ele foi o único que ainda não tentou me persuadir a deixar me ajudar. O agradeço mas com isso infelizmente não da pra ele dar uma mãozinha. E se desse eu não deixaria porque gosto de fazer tudo sozinho mesmo, afinal, gosto de ter controle de tudo. Menos quando estou na cama com meu lobinho.

— Eu limpo depois. Vá tomar banho e cuidar dos seus irmãos para mim enquanto eu termino as coisas, por favor. — ele era o mais novo dos garotos, Ming tinha oito anos e Jungmin dez. Admito que não foi fácil ter meu primeiro bebê com apenas dezoito mas quando se tem alguém como Jimin ao lado era impossível se arrepender. Yoongi mesmo com seus seis anos tinha uma maturidade invejável - assim como a minha pequena - era até cômico ver que os outros dois o respeitavam mais do que eram respeitados.

— Eu vou dar banho na irmã de vocês. — aviso ao passar na sala.

— Está precisando, né? — Ming diz risonho. Reviro os olhos e ele se cala, quando faço isso todos sabem que estou irritado e não estou afim de brincadeiras. Era exatamente assim que me sentia agora.

— Por favor, fiquem quietinhos aí e não briguem. Se a moça chegar para pegar o bolo, me chamem. 

Após dar um banho rápido na minha filhinha, e dizer de que ela não pode pegar as coisas sem pedir, a vejo se deitar na cama com apenas uma calcinha de babados. Uma gracinha meu bebê.

— Agora Soo vai ficar quietinha pro papai Kookie vestir ela. — diz fofa como sempre. Assenti, pegando sua roupa e começando a vesti-la, nisso ouço a campainha tocar e os meninos me gritarem.

— Já volto, é rapidinho.

Após avisar a moça que infelizmente não consegui fazer a tempo, ouvi-la gritar na porta da minha casa e perder a venda, volto ao quarto de Soomin. Me assusto ao não encontrá-la ali. Cadê minha bebê?

A procuro por cada cômodo na parte de cima e nada. Não acredito que perdi minha filha! Esse dia não poderia estar tão bom! - sintam a ironia.

Preocupado, desço as escadas.

— Ei, viram a Soo passar por aqui? — os três que estavam atentos a TV, negaram. — Onde essa menina se meteu? — resmungo procurando pelos demais cômodos.

Cansado de tudo, preocupado e mais frustado ainda, vou até os fundos da casa, o último lugar que pensaria que ela pudesse estar. Garfield, nosso cachorro passa que nem uma bala ao meus pés, imundo. Ele parecia animado demais para quem ficou tracado o dia todo do lado de fora para não me incomodar. Ouço risadinhas. Oh, não! Não. Não. Não! 

Vou até o cercadinho, lá dentro fica um pequeno parquinho de areia que foi feito para as crianças. Se você disse que ela está lá dentro, toda imunda como o Garfiled, acertou! Não sei como caralhos aquela garotinha conseguiu mas tinha aberto a portinha e deixado o cachorro entrar. Resultado: tudo o que era plástico estava roido por conta do cachorro e minha filha que até minutos atrás estava limpinha... Caralho! Não acredito nisso! 

— Park Soomin! Eu não acredito que você fez uma proeza dessas! Merda! Quer me matar do coração?

— Papai disse que era rapidinho, naum que Soo naum podia sair. — falou risonha com a sua vozinha infantil.

— Eu fiquei preocupado! Saí daí já! — ela olha bem para mim e sorriu.

— Naum. — volta a brincar. Respiro fundo tentando me acalmar, porém, não adianta. Se eu estava puto, agora estou ainda mais! Por que ela tem que ser idêntica a ele e me implicar tanto?

— Soo... Não me faça mandar de novo. — alerto.

— Papai naum da atenção, Soo binca com o que quiser! — advinha de quem ela pegou essa ideia de que não dou atenção? Sim, do meu alfa resmungão e dramático.

— Não põe areia na boca! — entro ali sujando meus pés e pego suas mãozinhas a levantando. — Vamos.

— Naum! — desvia o olhar, empinando o nariz e se soltando, correndo para longe de mim.

— Soo! — exclamo, indignado. Ela nunca foi desobediente. Às vezes, bem às vezes, dava um ataque por ser mimada por todos nesse casa, nada que não resolvesse com conversa. Só que desobedecer a esse ponto era raro. Pensando bem acho que é a terceira vez essa semana. Certeza que é obra de Jimin. Ele sempre está ensinando Soo a me tirar do sério. Idiota!

— Só appa tira Soo daqui! — me da um sorrisinho infantil mas debochado. Viu? Eu disse que era coisa dele!

— Para com isso. Não me irrite ainda mais. Vem cá! — ela nega. — Se não vier por bem, vai vir por mal. — alerto. A garotinha põe língua para mim. Fecho a cara. Isso foi o cúmulo! Me sujando ainda mais de areia, corro atrás dela, acabo caindo e enquanto ela para, rindo, aproveito e lhe pego no colo, segurando firme, a levando para fora dali.

— Naum! Naum! Naum! Deixa eu! Soo vai bincar! Ela quer! Papai! Naum! — ela não para de chorar, gritar e se debater. Filho meu não faz birra, porém, ela estava fazendo e isso é a coisa que mais me tira a paciência. Por falar em paciência a minha foi embora a tempos. Como estava estressado, deveras irritado e não deixava que nenhum deles fizessem birra, acabo por lhe dar um tapa na bunda.

— CALADA! — ela se aquieta no mesmo instante, não chora nem nada - até porque não foi forte -, apenas se assusta e para.

Eu sempre me mantive calmo para conversar e dar sermão, não nego que uns tapinhas ajudavam quando as coisas estavam difíceis - claro que sem partir para violência -. Se você é contra, não estou nem aí. Estou apenas educando meus filhos como fui educado para que eles não se tornem impossíveis no futuro - voltando a repetir, sem violência! - porque infelizmente às vezes só conversar não adiantava em nada. Algumas coisas são relevantes mas, tanto para Jimin quanto para mim, birras não. Nunca dei uma palmada em Soo, talvez seja por isso que ela tenha se assustado, depois irei conversar com minha bebê e explicar que birras não se fazem. Fiquei com o coração apertado, admito, mas ela provocou minha queda de compostura e no final tapinhas de amor não doem. O que dói é não aprender e quando estiver lá frente a vida bater, isso sim machuca.

Tiro o sapato tentando não sujar ainda mais a casa, apesar de eu em si estar coberto de sujeira. E com a pequena encolhida nos meus braços toda imunda e descabelada, entro. Quando passo pela cozinha Jimin está ali bebericando um chocolate quente escorado no balcão - que inclusive era a única parte limpa além do teto -, ele abre a boca mas impeço.

— Pelo amor de Deus, não fala nada! Depois a gente conversa. — ainda pude vê-lo perguntar os meninos o que houve. Suspiro.

Passo óleo no bumbum de Soomin onde tem uma marca avermelha após lhe dar outro banho.

— Eu não queria ter batido em você, bebê. — lhe dou um beijinho no nariz. — Mas você sabe que não foi sem motivos. Por favor, não me desobedeça assim, nem eu nem o appa gostamos de birras, isso é coisa de criança feia. Você não é feia então não vai fazer de novo, não é? 

— Soo entende que naum devia ter irritado, tinha sido de poposito, decupinha. — fez bico me olhando com os olhos do gato de botas.

— Tudo bem. — lhe dou um beijo na testa e terminando de vesti-la, ela me abraça.

— Soo naum quer ser uma bebê feia! — me sento, a pegando no colo. — Soo naum faz mais.

— Meu Deus! Você me deixa louco igual ao seu pai. É a cópia certinha. Vive me provocando e tirando do sério. Aposto que é, e se for, obra dele, pode parar de ouvi-lo. Me obedecer é importante! — suspiro mais uma vez encarando seus olhinhos brilhantes. — Não consigo ficar bravo com nenhum vocês por muito tempo. Eu te desculpo mas vai ter que prometer não me desobedecer mais. Também tem que guardar que o tapinha foi pro seu bem, não quero você sendo uma criança chata e uma futura moça cheia de chiliques. Nunca mais dê birras, tá bom? — desabafei mesmo ela não entendendo metade do que eu disse. — Se der birra, te colocarei de castigo.

— É! — me abraça outra vez. — Papai, quero mida. Soo tá com fome. — assenti e fui com ela para sala.

— Jimin? Cuida deles para mim? — juro que se ele negasse ou me perguntasse qualquer coisa eu daria um piti.

— Claro. Vem cá, lindinha. — a pegou no colo.

Preparo algo rápido naquele lixo de cozinha e entrego para todos eles comerem. Me alimento rápido e arrumo toda aquela baderna.

Fico horas limpando o cômodo suspirando cansado. Acabo deixando as sujeiras de areia que ficaram pelo chão dos outros lugares para amanhã. Mas fazer o que, se eu não fizer isso ninguém faz mesmo até porque nunca deixo. Terminei tarde da noite, afinal, resolvei adiantar tudo o que fosse possível para amanhã. E após meu banho, passo hidratante e apenas com uma cueca me jogo de bruços na cama pronto para dormir.

— Amor? — sinto a mão de Jimin afagando minhas orelhas sensíveis.

— Uhm? — resmungo sem mexer um militímetro sequer para olhá-lo.

— Tem tanto tempo... Eu estou com saudade de você. — seus lábios quentes selam minha nuca, indo para o ombro e descendo enquanto a mão, que antes estava em minha orelha comprida, acaricia a lateral do meu corpo. Acabo gemendo sôfrego, alto demais, quando ele aperta onde bati hoje mais cedo. Uma vontade de chorar se instalou em mim, não por isso mas porque eu sabia que não podia dar o que ele queria. Estava exausto, sobrecarregado por essa rotina e a culpa era toda minha por ser um teimoso, egoísta e orgulhoso. As lágrimas saem sem que eu deseje e quando percebo já estou fungando.

— Kookie, eu te machuquei? — ele pergunta preocupado, me encolho chorando ainda mais. — Ei, fala comigo...

— Desculpa. — murmuro.

— O que disse? — me viro para ele, encarando seus lindos olhos com os meus lacrimejantes.

— Me desculpa. — levo minha mão a sua nuca apertando e fazendo carinho. — Eu não consigo... — engulo as lágrimas. — Não da. Desculpa.

— Não se preocupe, podemos fazer outro dia. Ei, coelhinho, não chora. — acaricia meu rosto. Nego várias vezes ainda perdido nas lágrimas que insistem em cair.

— Jimin... Eu não consigo mais... — era difícil admitir já que meu orgulho era grande mas eu precisava.

— Do que está falando? — me encarou confuso. — Você não consegue mais ficar comigo?

— Não é... — funguei. — Não é nada disso, hyung! Eu só... Estou cansado.

— De mim?

— Não! — me sento. — Deixa para lá. — seco as lágrimas com as costas da mão.

— Jungkookie, me conta o que houve, por favor. Somos parceiros, lembra? — segurou minhas mãos, assenti. Respirei fundo tomando coragem, digamos que eu sempre quero me manter forte, sempre com a pose de que está tudo bem mesmo quando preciso de ajuda. Foi por isso que cheguei ao extremo do cansaço.

— Eu não quero que pense que eu não gosto de cuidar de vocês, eu gosto até demais, só que... Eu estou cansado, hyung! Eu não me arrependo de nada mas... Antes as coisas eram mais fáceis, sabe? Quando eram nós dois e mais um em casa, só que agora eles já são quatro. E sou eu quem faço tudo, não queria reclamar disso porque sou eu quem teimo, sou eu quem exigo me deixarem fazer as coisas sozinho, mas... — suspiro, fechando os olhos. — Eu não consigo, não da mais, hyung! H-hoje eu senti que descontrolei total. E a Soo aprontou, começou a dar birra, eu dei um tapa na bunda dela. Fiquei ainda mais mal depois mesmo sabendo que era necessário. Ah, e já que estou falando, para de ensinar ela a me deixar puto da vida. — lhe dou um tapa logo acariciando onde bati. — Eu... Não quero descontar minha exaustão neles. Nem em mim. Nem em você. Sei que você tem seu trabalho, que cuidar de uma empresa não é fácil mas... Por favor, me ajuda! — ele sabia que se eu estava apelando para ajuda a coisa devia estar feia.

— Jungkookie...

— Vou entender se não quiser, mas para mim hoje foi o fim, não consigo ficar nessa rotina mais. Poxa! Já fazem anos que eu insisto em tomar conta de tudo e de todos, eu cansei e agora estou admitindo isso. Eu posso... Parar de trabalhar com a confeitaria, ou arrumar uma babá, apesar de que eu odeio isso. Ah, sei lá! Só não quero perder a paciência com nenhum de vocês, me esforçar tanto durante o dia todo e mal te dar atenção a noite, não ter tempo para mim mesmo, só... Não consigo mais. — abaixo a cabeça.

— Meu...

— Eu sou um fraco, né? Só queria ser bom para minha famíl...

— Park Jungkook! — paro de falar e o encaro. — Me deixa falar! Coelhinho, para começar você não é fraco. Mesmo assim eu estava esperando por isso a qualquer momento. Você tem exigido demais de si mesmo por anos, sabia que iria se exaustar nessa rotina mas não disse nada porque não adianta, você é mais teimoso que tudo! E só porque você comentou, se a Soo é como eu e gosta de te tirar do sério, o Jungmin é como você e faz a mesma coisa comigo com as malditas teimosias. — dou um sorrisinho. — Olha, não devia ter deixado tudo para você, eu sei, mas desde o início, quem não queria que eu me intrometesse e ficava brigando quando qualquer um tentava te ajudar? — murmuro um desculpa, eu realmente fazia isso por mais que odiasse admitir. — Tudo bem. Eu vou te ajudar, amor. E de hoje em diante você vai aceitar isso sem dar chiliques como sempre, certo? — assenti. — Ótimo. Vou ligar para as empregas e todo mundo que for preciso. E não reclame! Você sabe que precisa disso. Assim vai ter mais tempo para confeitaria e para seus amores. Também ligarei pro Namjoon para combinarmos uma forma d'eu ficar mais em casa, ele assume de lá e eu daqui, vai ser bom para mim também. Vou te ajudar em tudo o que precisar, você não vai ter que se sobrecarregar com mais nada.

— Obrigado. —  disse visivelmente aliviado - mesmo que a ideia de outras pessoas cuidando da casa me incomodasse -, ele sorriu largamente, daquela forma que sempre faz meu coração desandar. Mordo o lábio. — Jimin, eu te amo, meu lobinho. — o abraço, subindo em seu colo. — Não sei o que seria de mim sem você. — enterro minha cabeça em seu pescoço enquanto lhe abraço forte.

— Faço das suas palavras as minhas, meu amor. — afaga meus fios.

— Me desculpa ser tão cabeça dura.

— Tudo bem. Só evite teirmar quando eu disser que vai se prejudicar. Você sabe que eu sempre tenho razão.

— Sim... — continuou a acariciar meus cabelos. — Desse jeito eu durmo. — lhe encaro com um biquinho nos lábios.

— Eu deixo. Vem, você precisa descansar. — deita, me ajeitando para que eu fique aconchegado em si.

— Mas você não está com saudades?

— Jungkookie, sua saúde vem primeiro. Você está exausto, não quero fazer sexo com uma pessoa quase morta. Eu gosto de você animado, não estilo boneca inflável. — brincou.

— Jiminie hyung, não fala dessa forma. — digo manhoso por conta do sono, ele da uma risadinha.

— Quer que eu fale como então?

— Não fala, só me faz carinho...

— Certo, certo. Boa noite, meu amor. — beija o topo da minha cabeça, sorrio meio lerdo e murmuro algo que nem me lembro pois caí no mundo dos sonhos.



Pov's Jimin


Jungkook, como sempre teimoso, só aceitou minha ajuda quando se esgotou de verdade. Eu fiquei com pena dele, na verdade eu ficava triste toda noite ao ver sua expressão cansada e vazia, por isso, mesmo sendo difícil, tentava lhe deixar em paz mesmo que quisesse ao menos conversar com ele. E ontem tudo desandou. Como uma pessoa pode ser tão cabeça dura assim? Cuidar de uma casa é difícil. Cuidar de uma casa enorme com quatro crianças, um marido e tendo um trabalho para fazer é mil vezes pior! Eu sei que ele gosta mas a esse ponto é difícil. Por que ele tinha que querer controlar e fazer tudo sozinho sendo que eu podia ajudar? Agora ele finalmente reconheceu que não consegue sozinho e eu não vou deixá-lo cair nessa maldita rotina outra vez. Não deixarei meu ômega ficar sobrecarregado nunca mais mesmo que ele volte a dar chiliques para isso. Por esse motivo, hoje acordei primeiro que ele. Quero lhe fazer uma surpresa e deixá-lo relaxar essa semana inteira.

Terminei de arrumar a casa com ajuda de Seokjin marido de Namjoon que divide a empresa comigo e é amigo nosso. Foi difícil convencê-lo mas quando expliquei a situação ele veio na mesma hora e ainda trouxe outro casal de amigos, Taehyung e Hoseok, que ficariam a semana toda com as crianças. Eles são apaixonados pelos meus pestinhas. É assim com Jin e Nam também mas eles tem que viajar então não da para cuidarem das crianças. Mas da próxima garantiram que ficariam com eles.

Após terminar tudo, arrumei a malas das crianças enquanto as mesmas estavam entretidas com Tae e seu marido. Jin fez o almoço e eu fui chamar meu amado que se encontrava todo espalhado na cama abraçando meu travesseiro com a cabeça enterrada ali, tudo para, inconscientemente, sentir meu cheiro. Sorrio.

— Amor? — beijo seu pescoço ouvindo-o suspirar. — Ei, coelhinho, acorda.

— Jimin... — suspirou. — Que horas são, hyung? — se remexe virando de barriga para cima. Eu gostava de ouvi-lo me chamar de hyung mas ele faz isso só quando está manhoso ou choroso.

— Onze. 

— O que? Oh, meu Deus! — se levantou as pressas. — Por que não me chamou antes? Está tarde demais!

— Hoje é sábado, Kookie. E nem reclama, você tinha que descansar.

— Mas e a casa? As crianças? Jimin, eu tenho que cozinhar... — o puxo pela cintura, colando nossos corpos e lhe selando.

— Apenas... Não se preocupe. — sorrio.

— Ah, Jiminie. — suspira, me abraçando. — Só você para conseguir me deixar calmo. — o aperto em meus braços. — Eu vou ao banheiro.

— Não demora a descer, tá bem? — ele assente.

Jungkook fica boquiaberto ao ver a casa limpinha, o almoço posto a mesa e as crianças arrumadas então logo sorri bobo.

— Você fez tudo isso?

— Admito que tive uma ajudinha.

— Kook! — Jin aparece sorridente e lhe abraça, os outros dois fazem o mesmo.

— Obrigado, pessoal. — ele realmente ficou aliviado e alegre. Isso me deixou feliz.

Mais tarde meu ômega aperta todos os garotos e beija Soo. Pedindo para eles tomarem cuidado e não teimarem pela décima quinta vez. O abraço por trás, na porta de casa, vendo todos eles entrarem no carro após me despedir também.

— Não acredito que me convenceu a deixá-los levarem meus bebês. — riu, deitando a cabeça no meu ombro.

— É por uma boa causa e amanhã vamos ir vê-los assim como, praticamente, todos os dias a tarde. Não é como se eu estivesse os doado e eles estão em boas mãos, portanto, não se preocupe.

— Eu sei mas eles nunca dormiram fora... E está no meu sangue me preocupar além da conta.

— Sim. Se não preocupasse tanto não seria você. Agora vamos entrar? — ele assente.

— Obrigado mais uma vez, você é o melhor marido do mundo! — senta em meu colo no sofá, me enchendo de beijinhos. Sorrio.

— A gente tenta, né?

— E consegue! — morde meu lábio inferior puxando pra si, me encarando com uma expressão safada e divertida. Agora sim, esse é o meu Jungkook! — Hyung... — geme manhoso.

— Uhm? — seus lábios gostosos descem para meu pescoço, distribuindo beijos molhados que me arrepiam. Minhas mãos vão imediatamente para suas coxas apertando e subindo pela lateral de seu corpo, adentrando sua camisa. — Quer brincar, meu doce?

— Quero! — volta a me encarar, passando a língua nos lábios. Sexy. — Mas só se você me prometer que vai me levar ao paraíso. — morde o lábio tentando segurar o sorrisinho sacana. Filho da mãe, gostoso!

— Claro que sim. — lhe dou um chupão na clavícula e aperto sua cintura.

— Awn, hyung. Não me aperta assim. — fez bico.

— Está machucado aqui? — ele assente. — Desculpa.

— Tudo bem, hyung. — essa palavra dança em sua língua e quando chega até mim, me arrepia todo. Ele pronúncia de um jeito tão sensual. Porra. Eu sou louco por esse ômega.

— Depois sou em quem provoca, né?

— Cadê meu Jiminie de antes que agia mais e falava menos? Ah! — gemeu manhoso e alto quando lhe dei um tapa na nádega direita.

— Fala direito comigo. Se não, sabe do que eu sou capaz para te punir, meu doce. — ele segura meu rosto em suas mãos.

— Para de blefar. Só cala a boca e me beija! — só isso bastou para que minha vontade aflorasse ainda mais.



Pov's Narradora


O loiro rapidamente colou seus lábios aos do amado. Seu beijo era quente e muito sensual. Sua língua empenhava em se enroscar na de Jungkook causando um grande prazer em ambos, afinal, fazia dias que não se beijavam tão afoitos assim.

As mãos de Jimin subiram até os mamilos do moreno, rodeando e apertando fazendo-o gemer em seus lábios, rebolando em seu colo. Parou o ósculo só para tirar a camisa dele, logo voltando a arragá-lo. Kook mantinha as mãos passeando pelas orelhas de pelinhos claros e também no cabelo do marido, acariciando, bagunçando e puxando enquanto se envolvia cada vez mais naquele beijo intenso.

Minutos se passaram com eles se amassando veemente no sofá, estavam aproveitando bastante o tempo perdido longe do corpo um do outro. E a cada segundo desses minutos, o desejo, a excitação, ia aumentando ainda mais, deixando ambos loucos de tesão.

— H-hyung... Eu quero ir pro nosso quarto. — o quarto deles era o cenário mais maravilhoso de acordo com o mais novo. Podiam transar o quanto fosse, em todo lado da casa, mas nunca seria como lá porque era lá o cantinho deles. O alfa lhe pegou no colo e subiu as escadas com calma, porém, no corredor essa calma foi embora. Tratou logo de atacar os lábios vermelhinhos e pressionar aquele corpo gostoso na parede. Jungkook segurava em seus ombros retribuindo aquele beijo intenso com direito a chupadas e mordidas como gostava e marido sempre fazia. Gemeu, partindo o ósculo, jogando a cabeça para trás ao sentir mais velho lhe tocar o pênis diretemente começando uma masturbação com movimentos médios.

— Ah... hyu... hyung...! - fazia tempos que não sentia esse tipo de  prazer. Mantinha os olhos fechadinhos, gemendo, sentindo além dos dedos gordinhos e gostosos em seu pau, os lábios maravilhosos passeando por seu pescoço, lhe arrepiando por completo.

O mais velho o pôs de pé no chão, levando a boca para um dos botãozinhos rosados, ainda o punhetando, fazendo com que o parceiro ficasse com um tesão imenso e não parasse de gemer. Seus lábios, língua, dentes, brincaram num lado, depois no outro, deixando os dois mamilos molhadinhos e doloridos. Ah! Para Jungkook isso era tão bom que até ficou meladinho!

O alfa o puxou pela nuca calando o gemido de protesto por ter parado com a carícia no pênis alheio. Beijava-o daquela forma quente e logo o empurrou pro quarto indo em direção a cama onde o deitou ficando por cima, ainda explorando aquela boquinha com sua língua ágil, deixando-o ensandecido. Desceu os lábios para o pescoço dele, chupando e dando mordidinhas, deixando mais marcas naquele que lhe pertencia.

— Hyung... — gemia manhoso esfregando sua pélvis na dele. Jimin parou de marcá-lo e o encarou com um olhar intenso.

— Eu quero te chupar, meu doce. Você quer que eu faça isso também? — ele gemeu manhoso mais uma vez mas não respondeu. O mais velho apertou o lado dolorido de sua cintura  fazendo-o gemer sôfrego, mordendo o lábio em seguida. — Responde.

— S-Sim! O seu ômega quer muito ser chupado por você... — apertou os olhos, imaginando. — Hyung... Anda. —choramingou fazendo-o sorrir largo e se apressar em tirar as peças alheias que no momento incomodavam ambos, deixando Kook só com a cueca branca quase transparente. Lambeu o pênis por cima do pano, ele praticamente gruiu. O loiro chupou a cabecinha inchada fazendo o marido se remexer e arfar. Tirou a cueca dele, passando a língua em todo aquele pau. Sugou a glande arrancando mais gemidos do parceiro para então acolhe-lo na boca, chupando com perícia.

— Ah... Jimin... — enrolou os dedos nos fios claros, movendo o quadril na direção dele, todo necessitado. O mais velho aproveitava daquele membro e dos gemidos instigantes que seu amado soltava. O chupava com agilidade do jeitinho que seu marido gostava e ele já sentia suas pernas tremerem, afinal, seu hyung mandava muito bem.

— Isso! Ah, hyung... Gostoso... — o loiro gemia de volta, enviando vibrações ao pênis alheio, estava satisfeito em dar aquele prazer ao seu ômega e receber seus gemidos manhosos. Sua mão desceu acariciando as bolas com cuidado.

— Ji-Jimin... Eu quero... Quero gozar, hyung. — mordeu o lábio movendo a pélvis e puxando aqueles fios cada vez mais.

— Goza, então. Me deixa saborear você. — disse rouco, o punhetando rápido.

— Ah! — seus dedos dos pés encolheram e suas costas arquearam enquanto se entregava ao primeiro orgasmo do dia.

Os dois não demoraram a encontrar a boca um do outro, se beijando com vontade, acariciando o corpo, provocando, excitando. Em um determinado momento o mais velho virou o ômega de costas, puxando seu quadril. Se abaixou, massageando aquelas bandas de que tanto estava com saudade. Mal esperou Jungkook pensar e já adentrou a língua naquele buraquinho. Lambia com avidez, rodeava, fingia penetrações, levando seu amado ao precipício da excitação e do prazer novamente. O moreno rebolava cada vez mais, gemendo ensandecido. As sucções que o parceiro fazia eram deliciosas. Sem dúvidas ele mandava muito bem quando o assunto era sexo! Na verdade Park mandava bem em tudo!

— Uhm... Jimin! — arfou. — Puta merda! Puta merda! — gemia alto tentando se controlar mas era em vão. Fazia tanto tempo que não ganhava um beijo desses e era tão gostoso... Jimin apenas dava risadinhas do desespero de seu amor e continuava a beijá-lo ali cada vez mais enquanto apertava e massageava as bandas daquela bunda linda.

Quando cansou de brincar com a boca, adentrou os dedos de uma só vez, Kook mordeu o travesseiro. Incomodava pelo fato de antes estar na abstinência mas não era nada que não acostumasse. E o parceiro sabia muito bem disso. Seu vai e vem era prazeroso, as mordidinhas nas nádegas deixavam o mais novo ainda mais manhoso. Ele rebolava entregue a excitação e ao prazer que o marido lhe proporcionava.

— E-Eu quero você... Por favor... Hyung! — jogou a cabeça para trás rebolando com mais afinco. O alfa retirou seus dedos ouvindo um gemido desgostoso.

— Eu também te quero, meu doce. - sorriu, pincelando a entrada dele com a cabecinha de seu pau. — Consegue sentir? Sente o quão necessitado estou? 

— Awn... — apertou os lençóis.

— Quer, amor? Quer sentir meu pau enterrando fundo e bem gostoso em você? — ele resmungou todo perdido de tesão, por não ter respondido, logo recebeu uma palmada que lhe serviu para gemer mais alto. — Vamos, me responda!

— Eu quero. Me toma para você, alfa! — implorou.

— Ainda não. Quero te enlouquecer mais.

— M-Mais? É impossível! — disse respirando pesado. Custava a formular uma frase coerente pois só conseguia pensar em seu marido lhe preenchendo.

— Será? — passou a mão, lentamente, da nuca até a bunda dele onde apertou com força.

— Sim. Por favor. Por favor! Eu te quero. Agora, hyung. Agora! — suplicou, rebolando nos dedos que voltaram a lhe penetrar com força.

— Quer tanto dar para mim assim? — ele assentiu rápido, várias vezes. Outro gemido seu ecoou pelo quarto após mais uma palmada. — Use a voz, sabe que eu gosto de te ouvir.

— Quero dar para v-você. Vai logo, hyung... — choramingou.

— Uhm... Coelhinho quer me dar prazer?

— Sim!

— Me fazer gemer por sentir o seu cuzinho tão quente e apertado?

— Oh... Aham! — mordeu o lábio, sentindo seu pênis pulsar. Jimin era um filho da puta provocador!

— Quer delirar nos braços do marido que é louco por você?

— Sim! Sim! Eu quero, hyung! Eu quero muito! — gritou desesperado.

— Então vem. — se afastou, sentando no sofá que tinha ali e próprio se tocando. Kook foi até ele, praticamente babado, adorava aquele homem e principalmente aquele brinquedo que era seu. — Senta no seu alfa. — bateu em seu colo. O mais novo rapidamente se posicionou e sentou devagar. A dorzinha inicial era inevitável, porém, o beijo carinhoso e sensual que recebeu o faz ignorar isso facilmente.

— Ah, que delícia, amor. — o loiro exclamou ao senti-lo por completo. Era como se lembrava: tão quente e apertadinho. Tão seu.

Jungkook subia e descia devagar com a ajuda do parceiro, seus olhos estavam fechados e gemia em deleite. Senti-lo em si era a coisa mais deliciosa da mundo! 

Com o tempo seus movimentos aumentaram pois o ômega não conseguia se conter, quicava veemente.

— Hyung... Eu... Ah... — jogou a cabeça para trás apertando os ombros dele. — É gostoso... Gostoso te sentir por inteiro. Oh! Que saudade eu estava...

— Sim, amor. Gostoso como você.

Park passou a mover o quadril também, tornando os movimentos certeiros, que aumentavam a cada vez mais - se é que fosse possível -. Beijou o mais novo, o agarrando, mantendo o corpo dele o mais perto que podia, sentindo-o rebolar e puxar seus fios. Arfou ao senti-lo rebolar mais forte. Gemia junto pois aquelas sensações indescritíveis eram deliciosas demais.

— Mais, hyung! Mais! — ele segurou forte as bandas.

— Toma. — apertava a bunda e metia rápido, com força, fodendo direitinho seu amado. Seus corpos e os gemidos enlouquecidos de prazer eram as únicas coisas que podia se ouvir ali e isso seria por muito tempo.

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— Meu coelhinho ainda está faminto, gosto disso! — disse rouco, beijando o pescoço cheio de marcas, sentindo Kook rebolar contra suas investidas e gemer sem parar. Estavam na cama outra fez, era o terceiro round. Pareciam estar no cio. O moreno o puxou pela nuca, beijando aqueles lábios volumosos com selvageria enquanto sentia aquelas estocadas que lhe tiravam de si. Jimin apertava aquelas coxas e beijava-o com muita vontade. Tinha as pernas em volta de seu quadril lhe apertando e as unhas maltratando suas costas enquanto o outro soltava lamúrias de extremo prazer.

— Hyung... — segurou o rosto dele, encantando-o. Ambos estavam corados e suados. Bem sexy. — Eu te amo... — gemeu sentindo uma estocada profunda.

— Eu também, meu gostoso. Agora vira. Seu lobo quer te devorar de quatro, coelhinho. — ele se virou rapidamente, empinando o bumbum, olhou por cima do ombro e sorrindo safado balançou o quadril.

— Vem. — o alfa praticamente rosnou e adentrou o buraquinho sensível e maltratado sem dó alguma.

— Oh!

— Meu doce quer mais? Uhm? — apertou as bandas já altamente avermelhadas ouvindo mais um gemido manhoso.

— Ah, sim. Por favor, hyung... — ele sorriu aumentando o ritmo, até estar o fodendo enlouquecidamente. Kook reboladava de encontro ao seu quadril gemendo alto, gostando dos atuais puxões de cabelo e tapinhas que recebia. Quando o parceiro encontrou seu ponto mais uma vez naquele dia, gritou. Ele realmente estava lhe fazendo ir ao paraíso.

O alfa passou a investir ali, lento, tirando e colocando com força, fazendo com que o outro revirasse os olhos em puro êxtase. O moreno sentia suas pernas bambas e o corpo arrepiado, tremia de prazer e chegava a ponto de gritar. Seu lábio sangrava também de tanto morder tentando, em vão, se controlar.

— N-Não provoca mais... Eu... Não aguento... Rápido... Jimin... Oh, hyung... Mais!

— Seu pedido é uma ordem. — aumentou o ritmo gradativamente até estar daquela forma alucinante outra vez. 

O mais novo se sentia em seu limite, era tesão demais, prazer demais, tudo estava insano e sabia que o outro também se sentia assim. O loiro segurou no ombro dele com uma mão e a outra sustentava seu corpo pela cintura, acertou aquele ponto diversas vezes, até o ômega finalmente derramar seu prazer. E sentindo aquelas paredes deliciosas lhe esmagarem Jimin gemeu alto, também se entregando a um orgasmo bem intenso e satisfatório.

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Depois de uma cochilada, o alfa acordou com vários beijinhos pelo seu peito, ao abrir os olhos viu que seu amado lhe encarava todo sorridente. Sorriu de volta.

— Boa noite, hyung! — exclamou animado.

— Boa noite, amor. — tirou a franja dos olhos dele. — Qual o motivo dessa felicidade toda, uhm?

— Você! — disse bobo. — Eu te amo tanto, você me faz tão bem e... Isso foi maravilhoso! 

— Uhm... — seus olhos viraram dois riquinhos ao sorrir largo. — Digo o mesmo. — logo o beijou apaixonado, se levantando e espreguiçando logo após. — Vamos tomar um banho?

— Sim! Vou reparar a banheira! — lhe deu um selinho rápido e andando desajeitado até o banheiro, o mais velho acabou rindo. — Eu ouvi!

— Desculpa!

Depois de um tempo conversando, trocando carinhos e relaxando na banheira, Kook se lembrou de algo.

— Jiminie, meu amor... — virou o rosto, olhando para cima para encará-lo já que estava deitado sobre o mesmo. — Por um acaso... Assim... Você deixou de usar a camisinha? — ele não precisa surpreso, o moreno estreitou os olhos.

— Ops... — sorriu cínico, recebendo um olhar indignado. Ele fez de propósito! De novo! Quando pensou que as coisas iriam se acalmar vem seu marido fazendo isso! Não que tivesse achando de fato ruim mas ele nem conversou consigo sobre ter ou não ter mais um bebê. Bufou.

— Seu filho da mãe! Eu não acredito! — lhe dava tapas enquanto o mais velho ria e tentava se proteger. — Park Jimin! Eu vou te matar! — o loiro segurou seus pulsos, em seus lábios ainda tinha aquele sorriso que o ômega considerava provocante.

— Você me ama e não vive sem mim, portanto, não vai me matar, Kookie!

— Cinco? — um biquinho se fez presente em seus lábios. 

— Onde tem quatro mais um não da grande diferença. Sabe que eu amo crianças e você também ama. Então sem problemas fazer mais!

— E se eu me sobrecarregar de novo? Como vai ser? Se com quatro e você é difícil, imagina mais.

— Não vou deixar isso acontecer. Agora irei te ajudar, lembra? Vai dar tudo certo, amor. E nem sabemos se deu certo, vai que não foi dessa vez. 

— Tá bem. — o abraçou. Suspirando,  deitou a cabeça no peito dele. — Quando você vai parar de me encher a barriga? — perguntou risonho.

— Quem sabe no oitavo. Ou melhor, quando completarmos um time de futebol! — respondeu no mesmo tom.

— Cada dia que passa percebo que meu marido é louquinho!

— É mais louquinho ainda por você. — segurou o rosto dele vendo-o sorrir. 

— Ah, hyung! — suspirou mais uma vez, agora apaixonado. — Mesmo me tirando do sério você é o melhor, sabia? Me faz tão bem. Em tantos momentos... Namorar você é tão bom... Eu te amo! 

— Eu também te amo, coelhinho! E para fazer jus a isso, vem procriar mais comigo, vem. — o moreno riu logo se entregando as carícias do amado.

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Jimin nunca mais deixaria seu marido se desgastar daquela forma e Jungkook nunca mais iria assumir algo sozinho que fosse acabar consigo só por sua teimosia. A partir daí as coisas melhorariam e seriam ótimas como sempre foram. Mesmo não gostando o ômega teve que aceitar as empregadas e as ajudantes de confeitaria. Ficou conformado porque já havia notado que não dava para controlar e fazer tudo sozinho. E porque assim teriam mais tempo para ficar ao lado dos seus grandes amores sem estar sobrecarregado nem nada. Ainda mais agora que, pra alegria de todos, depois de alguns meses viria outro bebêzinho por aí. Com certeza ele vai encher ainda mais aquela casa de alegria e confusão. Mas tudo bem. Jimin estava mais em casa e Jungkook tinha mais tempo para vivenciar isso.

No fim, de uma coisa todos podiam ter certeza. Aqueles dois definitivamente se amavam mais que tudo nesse mundo. E não seria uma rotina exaustiva ou o acréscimo de outro bebê ou qualquer outra coisa que os atrapalhariam a se cuidar e amar cada vez mais. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Obrigada por acompanharem! ♡


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