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História Rouge; gabriel montresor (mount) - Capítulo 3


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Notas do Autor


É eu sei que prometi postar toda semana mas eu sinceramente n sei se consigo, sempre q eu me forço a escrever não sai nada bom. Então melhor esperar a inspiração bater. No caso já tô aproveitando e escrevendo o próximo. Desculpa. Boa leitura ❤️

Capítulo 3 - 02. Cerveja


02.

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O Uber seguiu o caminho em silêncio, enquanto isso fiquei pensando no homem de olhos azuis que acabei de conhecer, em como ele fok educado. Me questionei se ele me reconhecia, se tudo o que fez teria sido com segundas intenções por saber quem eu era, ou se ele apenas era daquele jeito. Escolhi acreditar na segunda opção, por alguma razão que ainda não sei, eu gostei dele, queria vê-lo mais vezes.

A festa era numa casa de um famoso da internet aí, tinha uma lista pra entrar e por algum motivo eu havia sido convidada. Achei que era algo pequeno mas assim que entrei descobri que não havia pessoa mais errada que eu. A casa vibrava com o som alto das batidas das músicas tocadas pelo DJ no fundo da sala. Haviam luzes por todo canto e com certeza alguém passaria mal fácil aqui dentro. Várias pessoas conversavam em grupo, vozes ecoavam por toda sala de de estar. Procurei a cozinha ou algum lugar que tivesse bebida. Achei na cozinha mesmo, dentro de um balde de gelo uma cerveja de garrafa. Estiquei a mão pra pegar, e vi outra pessoa também interessada na bebida. Consegui pegar antes e olhei pra pessoa que ainda tateava o balde procurando a garrafa enquanto conversava com alguém ali perto.

- cadê essa merda? - ele virou, e aqueles olhos azuis novamente encaram os meus. Provavelmente vocês já sabem quem é - você

- eu mesma

- coincidência ou destino

- praga talvez? - brinquei rindo da cara dele que passou de convencido pra ofendido em segundos

- assim de graça?

- acontece que eu sou muito fofa e educada

- jamais pensaria o contrário. Veio aqui com alguém?

- vim com o Uber, mas ele não quis entrar não. E você?

- uns amigos - ele disse apontando pro grupo

- ah

- essa cerveja aí é minha

- ela tá na minha mão e não na sua, então acho que ela discorda

- eu vi primeiro

- eu bebi primeiro - tomei um gole da bebida que ainda estava bem gelada o que me fez arrepiar um pouco.

- nao quer se juntar a gente?

- não quero atrapalhar

- atrapalhar? Para de frescura e vem - sua mão segurou a minha e me puxou até o tal grupo que estava com ele. Amigos de trabalho pelo que eu entendi, se é que eu entendi no que eles trabalham - gente essa e a Elena. Falem oi pra Elena. - um "oi Elena" foi dito como num coral de igreja o que me fez soltar um sorriso desajeitado, enquanto a conversa voltava ao normal, o Gabriel fazia de tudo pra me manter entendendo tudo o que estavam falando, como se fosse um tradutor do meu lado, achei muito fofo essa atenção dele. Ele falava perto da minha orelha o que vez ou outra me fazia sentir um leve arrepio por todo meu corpo. A noite fluiu levemente, acabei por fazer amizade com os amigos dele, eram todos divertidos e sempre tinha uma brincadeira ou piada solta no grupo. Fazia tempo que não me sentia acolhida assim.

Pedi licença e fui até o banheiro, afinal depois de, acho, 4 cervejas minha bexiga não aguentava mais nenhum líquido. Olhei no espelho enquanto lavava a mão e pela minha cara percebi que já tinha ido bem mais que 4 cervejas, eu estava, podemos dizer, alegre e um pouco alterada, mas nada que não consiga disfarçar. Abri a porta e dei de cara com um homem, moreno, porte físico malhado, e não tão alto assim, me parece crossfiteiro. Ele com certeza já bebeu bem mais que eu, mesmo bêbada posso sentir o cheiro de álcool exalando do corpo e hálito dele. Tento me desviar e sair do banheiro mas ele bloqueia a passagem.

- eu te conheço?

- não acho que não - forço um sorriso e ele sai da frente da porta confuso.

Consigo andar até quase o lugar de onde sai quando sinto uma mão forte segurando meu braço.

- já sei de onde te conheço - a voz do homem surge atrás de mim - você é aquela putinha daquele site

- desculpa não sei do que você está falando - tentei me soltar mas ele é claramente mais forte que eu.

- não se faça de desentendida boneca - sou puxada e meu corpo se choca com o dele - eu sei quem você é. Vamos voltar pra aquele banheiro e você ganha uma graninha, que tal?

- olha me solta, eu não sei do que você tá falando, vice deve estar bêbado e me confundiu com outra pessoa

- não - ele passou os olhos por todo meu corpo, um olhar nojento, olhar de todos os homens que me reconhecem, todos que recebo no quarto vermelho, me encolho tentando evitar seu olhar - eu reconheceria esse corpo em qualquer roupa - a voz dele era alta, chamando atenção de todos em volta, e ninguém fazia nada, afinal eu sou mesmo uma putinha

Olhei para onde o Gabriel e o grupo estavam, não queria que eles vissem isso, seria muita humilhação e eles não iriam querer ficar perto de mim se descobrissem o que eu faço. Não consegui vê-los graças ao amontoado de gente que estava fingindo que não encaravam enquanto cochichavam entre si me olhando com desdém.

A cena seguinte foi rápida e a bêbada aqui não se deu conta do que aconteceu até acabar. Meu braço havia sido solto repentinamente, e o homem cambaleava pra trás com a mão no rosto. Luís, um dos amigos do Gabriel, estava na frente do homem, chuto que ele que socou o outro já que nenhum dos outros amigos teriam conseguido mover aquela montanha humana.

- você tá bem?

- tô tô sim - os olhos dele de alguma forma podiam ler minha mente

- tem certeza? Vem vamo lá fora respirar um pouco - sai com ele enquanto as pessoas eram dispensadas pelos meus novos amigos, graças a deus eles me ajudaram senão, não sei onde aquilo ia acabar, provavelmente não com um final feliz - desculpa ter te deixado sozinha, eu devia ter te acompanhado ainda mais depois do elevador, eu devia saber que isso podia acontecer.

- não se desculpa

- mas..

- NÃO se desculpa. Ponto final.



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