História Rough Times - Capítulo 7


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Categorias G-Friend
Personagens Personagens Originais, Yuju
Tags Drama, Esportes, Luta, Romance
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Palavras 2.768
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Este capítulo eu escrevi enquanto estava escutando uma coletânea de Slow Blues no youtube, e creio que o clima sensual que está nele foi derivado disto, espero que gostem. Neste capítulo, temos agora o primeiro grande encontro do nosso casal, confiram.

Capítulo 7 - There Is A Light That Never Goes Out


Fanfic / Fanfiction Rough Times - Capítulo 7 - There Is A Light That Never Goes Out

O céu nublado, quase tempestuoso, cobria suavemente a cidade de Seul com suas nuvens acinzentadas e o seu clima frio. Mas apesar disso era agradável a sensação do vento fresco percorrendo a nuca, o cheiro de chuva espalhado pela calçada e pela rua, tudo isto dava um charme para aquela sexta feira. Era um cenário perfeito para ser pintado em um quadro.

Logo após aquele encontro, Yuju e Dominick marcaram de se encontrar para conversar melhor no Times Square Mall, um Shopping com características arquitetônicas que reúnem praças, terraços, jardins, um Teatro Multiplex e restaurantes de várias redes, e como extra, o CGV Staruim, a maior tela de cinema de 35 mm do mundo. Além disso, lá estariam a salvo da chuva e do frio.

 

Aquilo tudo estava mais para uma cidade do que um simples Shopping, mas era melhor assim, os dois combinaram que queriam uma caminhada juntos por algum lugar que deixasse Dominick impressionado, e que ao mesmo tempo fosse divertido para Yuju. Ela não era fã de compras, mas também não rejeitava uma ida ao shopping. Eram poucas às vezes no ano que ela tinha tempo de passear.

A garota mais uma vez recorreu as suas amigas, que a deixaram ainda mais linda que no último encontro. Colocaram-lhe um charmoso sobretudo marrom clarinho sobre uma blusa de botões com mangas compridas, e listras preto e branco na vertical. Uma calça jeans e um tênis rasteiro, pois ele só tinha 3cm a mais que ela e por isso era bom preservar o equilíbrio, sem saltos desconfortáveis.

 

Já ele era muito simples, não precisou de ajuda para decidir o que vestir. Como uma explosão, a imagem que lhe surgiu na mente como inspiração foi a do ator James Dean, que sempre lhe lembrou do fator mais importante para os homens, menos é mais. Usou uma camiseta branca de mangas curtas com uma jaqueta Sukajan que havia comprado recentemente, em cores cinza e preto, com um dragão chinês azul emblemado nas costas. Calça Jeans azul e um sapato discreto na mesma tonalidade da jaqueta.

Dominick sempre foi simples mesmo depois da fama e do dinheiro, e isso se refletia em suas roupas.

 

Times Square Mall – 14h, Sexta Feira.  

Yuju já estava no Shopping esperando por ele, atenta a qualquer movimento de pessoas muito diferentes se aproximando. Ela não conseguia se lembrar da última vez que se sentiu tão nervosa. Será que foi igual à sensação que ela e as meninas partilharam em sua primeira apresentação? Talvez, pois seu coração às vezes parecia pegar fogo.

Estava sentada na beirada de uma bela fonte de mármore   que ficava bem no centro de uma área muito movimentada de restaurantes. Colocou uma máscara hospitalar em cor preta e também os seus “óculos do Harry Potter”, tentando chamar menos atenção possível. Ela havia comunicado ao Dom por celular que usaria isto, então estava tudo bem.

As crianças corriam sorridentes perto da fonte e alguns casais paravam para tirar self perto dela. Yuju ficara ali quietinha, exceto quando passava a mão na água morna que brotava da boca do anjinho no centro da fonte. Era um lugar agradável, era como voltar a ser anônima.

 

- Yuna – Uma voz masculina falou calmamente, vinda da direção para onde ela estava de costas.

- Dom? – Ela se virou e viu como ele estava vestido, por sorte a máscara estava cobrindo seu rosto corado, ou ela morreria de vergonha ali mesmo.

- Então, o que estava conversando com o Anjo? – Falou ao se aproximar dela com cuidado, tentando não ser invasivo.

- Estava perguntando para ele como é a sensação de voar – Ela se levantou assim que ele chegou perto, e por seus olhos estarem pressionados era fácil saber que estava sorrindo.

- Não sei por que perguntou algo que já sabe. Você deve ter lindas asas também – Disse Dom com um sorriso nos lábios, apesar de levemente frustrado com a máscara. Ele queria ver aquele rosto de novo.

- Oppaaaa!! Não seja maldoso! Me deixa com vergonha... – Deu um leve tapa no braço esquerdo do Dominick e segurou um instante ali, apertando. Ela conseguiu o que queria, pois sentiu um pouco da dureza daqueles músculos.

- Haha, então vamos lá?

 

Eles deram as mãos finalmente, os dois estavam ansiosos por sentir a pele um do outro de novo, mesmo sendo tão discretos. Saíram caminhando juntos sem levantar grandes suspeitas, pois Dom estava com uma touca preta que mais parecia um gorro do Papai-Noel gótico.

Estava terminando de tocar “My Sweet Lord” do George Harrison nos autofalantes, e assim que acabou, começou a tocar uma música do Gfriend chamada “Rough” e que ainda estava fazendo um tremendo sucesso. Não era difícil ver garotas e crianças cantando a letra facilmente.

 

- Sangyeon, meu tradutor, me falou tudo sobre vocês. Ele é um verdadeiro fanático por K-pop e desde aquele dia não fala noutra coisa, e me mostrou essa música de vocês.

- Hmm, acho que ela não é o seu tipo de música né? – Olhou para o rosto dele enquanto caminhavam juntos, prestando atenção nos detalhes dos olhos e da boca.

- Ora, é uma música agradável não é mesmo? O refrão é quase impossível de se tirar da cabeça. Ah olha, é parte que você canta – Apontou pro alto pra chamar a atenção para a música – Você tem um vozeirão ai dentro, Yuna.

 

Quando eles pararam para prestar atenção, foi na parte em que ela cantou: “Mannaji Motae Maemdolgo Isseo Urin Machi pyeonghaengseoncheoreom”. Dom comentou que não entendeu nada de nada, mas que sendo ela, deviam ser palavras maravilhosas. Yuju riu sem jeito.

- Obrigado Dom! Sempre gentil. Mas na verdade é uma passagem bem pessimista. Estou dizendo que somos como duas linhas paralelas.

- Que nunca vão se encontrar? Interessante. A gente se encaixa mais ou menos nisso, éramos linhas paralelas até alguns dias atrás.

 

Depois de um tempo de caminhada, o casal encontrou um aconchegante restaurante feito especialmente para encontros, onde havia “cabines” para casais comerem sem incômodos. As mesas dentro das cabines eram de madeira rústica, cobertas por um tecido quadriculado em cores branca e vermelha. As luzes do ambiente eram à base de velas e uma música Jazz calma viajava pelo ar.

Ambos não comiam muito e por isso pediram apenas suco, não queria interromper a conversa com mastigação. Após serem atendidos pelo garçom, Yuju tirou a máscara e os óculos, fazendo os olhos do Dom brilhar ao ver aquele sorriso branco e empolgado. Ele também tirou o gorro e ficou a vontade.

Desta vez ela quem teve a atitude de levar a mão até a dele, e ficaram trocando carícias com os dedos na palma da mão, foi quando ela pôde sentir melhor aquelas mãos ásperas e grandes, que por um momento a fez pensar coisas quentes. Já ele, também calado, sentia aquele toque suave e cheio de vontade e apertava devagar as mãos dela, vendo como era fácil deixar marcas vermelhas ali. Por um instante, ele também pensou nas possibilidades que isso poderia trazer.

 

Porém, ele realmente estava interessado em conhecê-la tanto quanto ela estava. Por isso ficou somente nesta provocação por um tempo, olhando-a olho no olho.

- Já faz quatro dias que saiu do Hospital. Está mesmo se sentindo bem Yuna?

- Sim Dom, me sinto mais calma. Aquela cena é um pouco difícil de esquecer sabe, mas é mais difícil por que do nada você estava lá me salvando.

- A primeira impressão é a que fica não é? Acredito nisso.

- Então, que impressão teve de mim? Quando me salvou.

- Sabe quando vemos uma pessoa na rua e ela te toma à atenção completamente? Você esquece os cheiros, os sons, a rua a sua frente e o que estava fazendo. Minha atenção foi pra você como um prego para um imã, difícil explicar.

- Quer dizer que me salvou por que me achou atraente?

- Sabe bem que não foi por isso. Mas eu te acho atraente.

 

Nessa hora, o rubor da face da Yuju acompanhou o ritmo incerto do Jazz que tocava, pois hora ficava normal, hora ficava completamente vermelha. O som do saxofone e do piano enfeitava o momento dos dois sorridentes, que apertaram as mãos com certa força.

- Quantos anos você tem Dom? – Perguntou Yuju ainda meio desconcertada com o que ele comentou antes.

- Farei 33 no dia 3 de setembro. E você Yuna? – Perguntou olhando para ela fixamente, nada mais o interessava no momento.

- Meu Deus... Eu fiz 20 há pouco tempo, no dia 4 do último mês de outubro.

- Minha idade te incomoda de alguma forma?

- Não não, de forma alguma. É que me sinto um pouco insegura sabe, nunca sai com alguém com tanta diferença de idade, tenho medo de parecer imatura.

- Você é a menina mais madura do seu grupo, relaxe – Ele puxou a mão dela e deu um beijo caloroso no dorso da mão dela que estava segurando, mas ela acabou tirando a mão de repente.

- Poxa... Desculpa Dom... Tem vezes que a timidez fala mais alto ainda.

- Não se preocupe com isso – Disse ele ainda com aquele ar compreensivo e de bom humor, no mesmo instante que o garçom adentrou a cabine e educadamente serviu o suco deles.

 

Apesar de não conversarem sobre, implicitamente ficou uma forte tensão sexual entre eles. O fato de ela ser carinhosa, jovial e aparentar ser uma garota submissa deixavam seus instintos de Dominick fervendo, tudo isto somado ao fato de que a personalidade dela era muito envolvente, Yuju fazia parecer fácil conquista-lo, pensava ele.

Já ela, muito detalhista, agora entendia por que a princípio ficara tão atraída por ele. Seu jeito viril e sua beleza masculina agressiva e madura a deixavam delirante e era como se o fato dele ser um lutador de MMA deixassem seus instintos femininos nervosos, afoitos por experimentar algo com ele. Tudo isto somado ao fato de que Dominick sabia conversar com ela naturalmente era algo que a deixava mais encantada, e excitada. Yuju sempre priorizou boas conversas, pessoas com quem pudesse ter cumplicidade, e Dominick parecia ser uma pessoa confiável para isso.

Mas ela queria aproveitar mesmo aquele momento para conhecer a pessoa dele, quem era ele fora dos ringues, e então começou a perguntar coisas.

 

- Dom, como é a sua família?

- Eu só tenho minha mãe e meu irmão mais novo. Meu Pai morreu no Vietnã quando eu ainda era muito novo, e por isso que eu fui muito apegado a minha Mãe até brigarmos.

- Mas por que brigaram?

- Quando eu tinha 16 anos, dei uma festa em casa quando ela havia viajado, convidei minha turma de sala inteira. Não contava com o fato dela voltar antecipado, e nem muito menos com o fato dela me expulsar de casa por causa disso.

- Meu Deus Dom! Expulso com 16 anos? Mas como ela pôde?

- Sim, ela fez isso. Mas sabe o que eu fiz nesse dia? Eu peguei carona com um dos meus amigos assim que a festa foi arruinada. Entrei no carro dele e falei que queria ir para algum lugar que tivesse música e pessoas vivas de verdade naquela noite, por que naquele lar eu não era mais bem vindo, e foi o que ele fez. Passei quatro anos de privação até ir morar na academia do Chuck, o resto é história.

 

- Nossa você... Pareceu por um instante estar dentro daquela música do The Smiths, “Theres A Light That Never Goes Out”.

- Essa música estava tocando quando minha Mãe chegou. Pra falar a verdade é uma das músicas mais lindas que já ouvi.

- Nem consigo acreditar que goste dos Smiths também... Mas enfim, eu fico admirada de ter vencido tantas dificuldades e de ter virado o campeão que é, mas e como a relação de vocês até hoje?

- Eu falo pouco com minha Mãe, mas ajudo-a com todas as despesas e dou uma vida digna. Dei oportunidade de trabalho ao meu irmão. Penso que nunca devemos desprezar quem tem o mesmo sangue que nós.

- Que bom Dom. Mas devia voltar a falar com ela, ela é sua Mamãe no fim das contas.

- Quem dera fosse tão fácil.

- Vamos esquecer esse assunto tá? Me diz, já procurou o seu ortopedista? Me lembro que comentou comigo no Whatsapp que estava doente do seu joelho.

 

- Sim Yuna, eu o encontrei ontem e ele fez vários exames em mim. Me pediu para que eu passe um mês aqui na Coréia, o que é bom porque serviria como férias para mim.

- É sempre bom unir o útil ao agradável né? Com um mês terei tempo de te mostrar lugares muito bonitos, até mais do que esse.

 

Após conversarem um pouco mais e antes de saírem para pagar a conta, Dominick pegou Yuju pelo pulso antes dela abrir a porta da cabine e puxou-a de volta para lá, empurrando ela para a mesa e a fez sentar nela, como uma menininha. Ela tentou dizer não, mas não conseguia resistir a ele, não quando ele avançou segurando sua nuca com aquele jeito dominador e passando os lábios sobre seu pescoço nu.

Ela podia sentir tudo, o ar quente que saia da boca, os lábios úmidos, os pelos da barba dele raspando a pele, podia sentir tudo separadamente até que todos os sentimentos se fundiram e estouraram quando ele deu um chupão, deixando a garota trêmula. Ela tentava dizer não, mas a voz falhava quando Dom tornava a morder sua pele.

 

Ele subiu  o rosto distribuindo beijos pelo queixo da moça ainda com a destra dominando a sua nuca, e o seu braço esquerdo ao redor de suas costas, deixando-a presa e indefesa. Dom deu um pequeno sopro quente nos lábios da Yuju, e ficou encarando-a, na verdade, ambos estavam olhando desejosos para a boca um do outro e não demoraram a se beijar.

Era um beijo delicioso e violento, pois eles estavam famintos. A mente da garota ficou em branco, ela só conseguia distinguir o sabor da língua e dos lábios dele enquanto seus gemidos manhosos escapavam nas pequenas pausas para tomar ar. Yuju segurou o rosto do homem com suas mãos e mordeu o lábio inferior dele, puxando-o até quando pôde, sorrindo enquanto imaginava ele sentindo a mesma dor que provocou no pescoço dela antes.

 

Apesar daquele desejo todo, eles se esforçaram e pararam com aquilo, não era o local adequado. Saíram da cabine com seus disfarces e pagaram a conta tão discretos como quando entraram, e saíram de lá de mãos dadas, agora segurando a mão do outro um pouco mais forte.

- Me desculpe Yuna, não queria te forçar a aquilo – Falou ao ouvido dela enquanto caminhavam, dando um selinho perto da orelha dela.

- T-Tudo bem Dom, não foi nada – No fundo ela estava feliz com aquilo, e ainda mais com o fato dele a respeitar como mulher, e demonstrar isso de forma clara como o sol.

 

Yuju bem que tentou esconder dele, mas não podia esconder de si mesma que estava toda molhada lá em baixo. Apesar de tudo ela ainda era virgem, e provocações daquele tamanho ela nunca havia provado, nem do seu ex. Sua mente ainda estava turva com todas as fantasias eróticas que teve dentro da cabine.

Já eram 17h e eles nem perceberam, estava quase na hora da Yuju ir embora. Dominick estava muito feliz e empolgado de estar com ela, percebia que a companhia da garota era especial e que Yuju era o tipo de pessoa que merecia seu melhor, e ele queria mesmo dar o seu melhor pra ela.

Os dois se abraçaram na saída do Shopping e ficaram se olhando bem na frente da porta rotatória. Algumas pessoas passavam e achavam fofinho, ou engraçado, mas ele nem ligaram. Olhando nos olhos, os dois disseram a mesma frase simultaneamente.

 

- Hoje foi a melhor tarde que já tive.

Abraçaram-se calorosamente, esfregando as mãos pelas costas, cabelo e qualquer lugar que desse uma lembrança do tato do outro, por que não sabiam quando iriam se ver de novo daquela forma. Logo mais, um carro passou e pegou a garota, levando ela de volta para a casa e para as amigas.

Dominick caminhou pela entrada toda molhada da chuva e caminhou contente, com suas mãos esquentando dentro de seus bolsos. Enquanto andava, foi pensando consigo mesmo que a sua Yuju não era apenas uma garota linda e com um sabor delicioso, mas que os dois tinham algo de poético quando estavam juntos, algo que podia se tornar sólido, algo durável.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Este capítulo foi bem mais direto, mas depois desse sofrimento todo eu acho que Dominick e Yuju mereciam não é mesmo? Este é o tipo de capítulo que quando lemos, traz aquelas lembranças dos nossos melhores encontros com alguém que gostamos. Levem este sentimento consigo para os próximos capítulos. Um abraço e até lá!


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