História Route 61 (Imagine Dean) - Capítulo 1


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Categorias DEAN
Personagens DEAN, Personagens Originais
Tags Club Eskimo, Dean, Fanxy Child, Imagine, Kwon Hyuk
Visualizações 144
Palavras 928
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lírica, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo Único


— Sabe, eu nunca imaginei que em algum momento estaria nesse carro velho viajando sem motivo nenhum... — acabei falando ao avançarmos pela Rota 61, em Holland, no Missouri.

— Mas agora já faz cinco meses que você está rodando comigo nesse carro, baby — falou em tom debochado passando uma das mãos pelo topete desajeitado pela falta de gel.

— É, você foi muito convincente quando me propôs vir com você.

— É um dos meus talentos. O outro é encontrar lugares fodas pra te levar. Sabe como é conhecida essa estrada?

— Não faço a mínima ideia.

— Blues Highway. Você vai entender quando chegarmos no Tennessee.

— Eu estou vendo que vamos parar num barzinho meia-boca com uma banda de adolescentes desafinados...

— Qual é? Eu só cometi esse erro uma vez.

— E foi horrível, aquele baterista fedido me cantou, e a cantada foi muito lixo!

— Mais lixo que as minhas?

— Sem sombra de dúvida.

— Temos que levar em conta que era só um adolescente virjão.

— Um adolescente virjão que você queria espancar.

— Eu não queria espancar, eu só queria dar uma voadora.

— E por causa disso a gente não pode mais voltar no bar porque o moleque era filho do dono.

— Pelo menos não chamaram a polícia.

— Tá certo que você ia ficar gatinho com a roupa laranja da prisão.

— Eu já acho que estou muito bem com minha roupa a la James Dean.

— É eu concordo... Mas voltando à Blues Highway, quanto tempo vai demorar para chegar até a parte que interessa?

— Se continuarmos nesse ritmo talvez em duas horas.

— Quando você calculou isso?

— Nunca, eu só botei qualquer tempo. Você tem pressa?

— Com você eu não tenho pressa nenhuma — falei ligando o rádio do carro que logo tocava a fita com músicas do The Clash que arranjamos há algumas semanas atrás.

Bem... Os cálculos de Dean para o tempo de viagem estavam errados, como sempre, acabou que demoramos apenas uma hora para chegarmos na nossa primeira parada.

— Estamos em Memphis — Hyuk informou assim que parou o carro em uma rua qualquer à direita. — Vamos para o Museu Stax de Música Soul Americana.

— E desde quando você gosta de soul?

— Desde semana passada.

— Você é um grande poser, Kwon Hyuk — ri saindo do carro junto dele.

— Quer pular o museu e ir comer um hambúrguer então? — perguntou-me apoiando o braço em meu ombro. — Fiquei sabendo que tem uma lanchonete temática dos anos 60 por aqui.

— O quanto você estudou pra vir aqui?

— Ah acho que umas duas horas ontem à tarde... Queria te trazer num lugar que fosse gostar.

— É, até o momento, tirando a parte do soul acho que vou gostar bastante — ri.

— Bem... Depois de a gente almoçar agora podemos ver um pouquinho sobre a história do rock na região.

— Sério?

— Sim, o estúdio onde o Elvis começou fica aqui na cidade — explicou. — Depois a gente pode comprar uns vinis nas lojas daqui e mais umas tranqueiras.

— Olha, se em nenhuma lojinha daqui tiver um Elvis q fica balançando eu vou embora daqui a pé!

— Sim, senhora.

Depois de se perder um pouquinho pelas ruas, finalmente conseguimos chegar até a falada lanchonete ajudados por um grupo de turistas japoneses que tinham acabado de sair do local. Pois é, essas coisas acontecem com a gente...

Quando entrei no local parecia que eu havia literalmente voltado no tempo, eu já tinha ido em vários outros restaurantes com aquela temática, mas aquele realmente me surpreendia.

— Gostou? — Hyuk perguntou ao me ver boquiaberta.

— Parece muito com as fotos antigas que eu vi... Cara, isso aqui é incrível!

— Sabia que ia gostar — deu-me um selinho, logo me levando para uma mesa ao lado de uma jukebox.

— Parece que ela funciona, ______ — indicou o aparelho ao meu lado, entregando-me algumas moedas. — Pode escolher uma música.

Tratei logo de me levantar e correr até o aparelho, fazendo Hyuk rir pela minha felicidade. Eu juro que não queria expressar tanta animação, mas foi inevitável já que poder usar uma jukebox sempre foi meu sonho.

— Jailhouse Rock? — o questionei sobre a música que havia pensado em escolher antes de colocar as moedas na máquina.

— Elvis? Boa escolha.

Então acabei por colocar a música para tocar, logo indo em direção a mesa, mas sendo barrada por Hyuk.

— Sabe dançar?

— Sei. Mas aqui, Hyuk?

— O lugar tá vazio, ______. Vamos, só um pouco.

Acabei cedendo ao seu pedido, dançando com ele, obviamente Hyuk estava tentando fazer a verdadeira cena de filme, mas houveram pequenos acidentes como os pisões no pé e esbarrões que acabaram fazendo a gente desistir e finalmente sentarmos para fazer o pedido.

— Pra alguém vestido como um galã dos anos 60 você deveria no mínimo saber dançar, Hyuk, que decepção.

— Pra sua informação, James Dean morreu em 55, então eu sou um galã dos anos 50.

— Mas essa música é de 1957.

— Ah sai daqui, sabichona! — exclamou fazendo-me rir.

— Escolhe logo o que você quer que eu tô com fome!

— Onde você tá me levando agora? — questionei quando, às oito da noite, Hyuk me fez sair do hotel em que estávamos.

— Beale Street, tem muitos artistas de rua lá e mais umas coisas... — falou ao entrarmos no carro. — Precisamos nos divertir um pouco antes de cair na estrada amanhã de manhã.

— Vamos para onde?

— Bem... Como amanhã é meu aniversário vou me fazer um pequeno agrado e ir para o Mississippi.

— Clarksdale?

— E uma passadinha em Tunica. Vai querer ir?

— Com você qualquer lugar, baby — pisquei para ele o fazendo rir.



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