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História Roxo é a cor - Leonetta - Capítulo 9


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Notas do Autor


OOOOOOOOOOOOOOOOOOIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

Biscoitandoh......
3
2
1

xoxo sz

Capítulo 9 - Capítulo 8 - Um beijo


Fanfic / Fanfiction Roxo é a cor - Leonetta - Capítulo 9 - Capítulo 8 - Um beijo

Leonard Vargas

Depois de toda aquela cena com a Violetta e o Tomás não passamos tanto tempo juntos. Não sei explicar se ficou um clima chato ou o que aconteceu, mas não passamos juntos o mesmo tempo que antes. Confesso que isso me abalou um pouquinho, porque era ela a razão dos meus dias serem mais felizes, mas entendo que ela tem sua própria vida e seu mundo não gira ao meu redor.

Talvez eu quisesse que ela me desse dois tapas no rosto e falasse que estava comigo todo esse tempo porque gosta de mim, por mínimo que seja, mas a outra parte não faria ideia de como reagir a isso.

Agora estou aqui, na mesa do refeitório com todos os meus amigos e observando Violetta rir das várias porcarias que eles dizem. Mesmo não estando ao seu lado, partilhando da mesma felicidade, vê-la sorrindo dessa forma me deixa bem, me deixa feliz.

Nao dizem que quem ama quer ver o outro feliz? Então. Sei que sua felicidade não vai ser completa se estiver ao lado de uma pessoa negativa e repleta de escuridão.

- Leon, chamando Leon. - Federico estala os dedos em frente dos meus olhos, me fazendo piscar diversas vezes.

- O que foi? - pego meu copo com suco tomando um longo gole.

- Festa na minha casa, você vai não é? - perguntou, e quase pude ver o bico que ele pensou em fazer.

- Desde quando vocês fazem festa no meio da semana? - questionei.

- Desde hoje. - rebate Maxi, com uma careta.

- Faz tempo desde a última. - se manifestou Camila.

- E seria onde? - perguntei, e vi os olhos do meu amigo brilhar.

- Isso quer dizer que você vai? - disse.

- Isso quer dizer que quero saber onde é. - devolvi, e ele fez uma careta.

- Na casa do Fede, irmãozinho. - Ludmila diz, abrindo seu sorriso de sempre.

- Só a gente…. - começou Diego - Como nos velhos tempos.

- Eu não sei….

- Ah vai, Leon. - choramingou Francesca - Se você não for não tem graça.

- Eu tenho umas coisas para terminar da faculdade. - falei a primeira coisa que surgiu em minha mente, e pude ver que meus amigos não cairam nessa.

- Essa já é velha. - resmungou Broduey, que levou no mesmo momento um tapa de Francesca.

- Olha,.... - me acomodei na cadeira, encarando todos - Eu vou pensar, ok?

- Isso é alguma coisa. - murmurou Federico - Obrigada.

Não disse mais nada. Não pude responder mais nada depois de ver a careta de decepção do meu amigo. Sei que todos queriam que eu fosse, e sei que estou acabando com parte da felicidade deles sendo esse velho rabugento.

- Ei. - sinto mãos cutucar meu ombro.

- Lilás? - olho para cima e encontro Violetta com um sorriso.

- Vamos dar uma volta? - aponta para a porta do refeitório.

- Tá legal. - me levantei, e ao que tudo indica ninguém percebeu esse movimento.

[....]

- Por que não quer ir no Fede? - perguntou, assim que passamos pelas enormes portas.

- Porque não quero acabar com a felicidade de ninguém. - contei, com um suspiro.

- E não vai. - disse, com um sorriso - Vai acabar se você não for. - acrescentou.

- E vai ter bebida. - a vi revirar os olhos, o que me fez rir.

- Ah qual é, vamos. - juntou as mãos em frente do corpo, com um sorriso tímido - Por favor.

- Isso soa como súplica? - brinquei, ganhando um leve tapa no braço.

- Se você não for por bem…. - me olhou firme - Eu vou te arrastar.

- Pedindo de uma forma tão carinhosa dessa….. - ri, vendo sua careta - Eu vou.

- Eba! - comemorou - É assim que se fala.

- Mas…

- Mas…. - instigou a continuar.

- Se eu sentir que estou estragando as coisas eu volto pra casa. - disse, firme.

- Tudo bem. - concordou, com um sorriso enorme.

- Fácil assim? - perguntei, curioso.

- Sim. - deu de ombros - Porque você vai adorar essa noite.

- Claro. - ri, e por um momento senti que ela estava falando a verdade.

Continuamos andando pelo corredor e um único pensamento estava em minha mente. Tudo podia dar errado ou tudo podia dar muito certo.

E ambos me assustavam.

Violetta Castillo

Pensei que convencer Leon fosse uma tarefa mais difícil, mas ele aceitou assustadoramente rápido. Acho que ele mesmo sabe que precisa de um pouco de diversão e ar livre em sua vida, e o que melhor do que passar um tempo com os amigos?

A festa já está rolando a algum tempo e todos estão mega animados, exceto por uma pessoa com os olhos mais lindos que ja encontrei no mundo todo.

Leon está encostado na parede, observando nossos amigos rindo e dançando uma música qualquer. E eu estou ao lado de todos apenas observando sua feição cabisbaixa pensando em uma forma de ajudar ele.

Uma ideia surge em minha mente, mas a descarto com a mesma velocidade de que surgiu. Ele jamais vai aceitar uma coisa dessas. Se bem que também achei que seria difícil que ele aceitasse vir e olha onde estamos. Meu medo é que ele logo queira ir embora e eu não vou me desculpar se não tentar ajudar de alguma forma.

Com um suspiro decidido, começo a me mover em sua direção e rapidamente seus olhos caem sobre mim. Meu coração dispara, minhas mãos antes secas, agora transpiram. Tudo porque seu olhar penetrante e indecifrável está sobre meu corpo, me analisando por completo. 

A medida que me aproximo um sorriso começa a crescer em meus lábios e como reflexo o mesmo acontece com ele, me dando a oportunidade de ver suas covinhas lindas. Como queria ver mais vezes essa alegria em seu rosto.

- E aí, o que está achando? - perguntei, ao me aproximar dele.

- Acho que você sabe. - respondeu, com um meio sorriso constrangido.

- Eu tenho uma opção….. - deixei a frase no ar, esperando que ele perguntasse algo.

- E o que seria? - me encarou com um ar curioso.

- Que você beba algo. - o vi travar o maxilar e pude jurar que ele ia arrancar os cabelos só de pensar na ideia.

- Nem pensar. - negou, firmemente se virando para frente, observando nossos amigos.

- Por que não? - perguntei frustrada.

- Você não entende. - balançou a cabeça suavemente.

- Então me explica. - pedi, tocando seu ombro.

- Não. - praticamente rosnou, me fazendo recuar - Desculpe. - sussurrou.

- Tá tudo bem. - sorri levemente - Vamos fazer assim, você toma algo e eu cuido de você.

- Isso não dá certo. - o vi engolir seco.

- Eu prometo que só tomo água a partir de agora. - roubei a garrafa de suas mãos, e seu olhar correr até minhas mãos.

- Não adianta, Lilás, eu não vou. - negou mais uma vez.

- Eu vou ficar ao seu lado o tempo todo. - argumentei - Vai, se divirta um pouco que seja.

- Não é uma boa ideia. - me olhou cansado.

- Só não é se você negar. - devolvi.

- Não quero que você se prive das coisas por minha causa. - vi em seu olhar que isso dói nele.

- E não vai. - sorri mais uma vez, toquei seu rosto obrigando a me olhar - Eu já me diverti bastante por hoje. - o vi ponderar sobre o assunto - Vai…..

- Tudo bem. - suspirou derrotado - Mas me prometa que vai ficar o tempo todo do meu lado.

- Prometo. - abri um sorriso enorme, me jogando em seus braços - A festa começou.

[......]

Como prometi para Leon, fiquei a todo momento ao seu lado.

Depois de algumas horas Leon está bem mais animado e rindo até do vento, já perdi as contas de quantas vezes ele gargalhou contagiando todos a sua volta.

Esse é o Leon que eu quero ver, esse é o Leon pelo qual estou me apaixonando.

Estou ao lado apenas observando tudo que ele faz e o que posso dizer é que todos estão muito mais que felizes ao ver o amigo tão bem assim. Sei que ele apenas está impulsionado pela bebida, mas de qualquer forma esse é uma parte dele, uma parte que eu gostaria de ver sempre.

Vejo Leon ir para perto do bar improvisado que foi montado e vejo aqui minha chance de segurar as rédeas. Com toda certeza ele já passou do seu limite uma meia hora atrás, mas como estou de olho achei que não faria mal.

- O que o mocinho quer? - disse, assim que parei ao seu lado.

- Mais um copo desse aqui. - apontou para o copo vazio, me fazendo rir.

- Não acha que já tomou muitas? - questionei, segurando o riso.

- Que nada. - deu de ombros, fazendo uma careta engraçada - Faz tanto tempo que não bebia nada que nem me lembrava como era a sensação.

- E é boa?

- Muito. - disse.

- Mas acho que já deu por hoje. - peguei o copo de sua mão, antes que ele pudesse pegar mais.

- Ah, Lilás. - choramingou com a voz rouca.

- Nada disso. - o olhei séria, mas logo ri - Deixa de ser um bêbado ruim.

- E existe bêbado não ruim? - perguntou.

- Você me pegou. - disse rindo.

- Quem me dera. - murmurou, me fazendo arregalar os olhos.

- Leon? 

- Lilás? - respondeu no mesmo tom, me fazendo rir - Você deixa tudo mais legal.

- Eu deixo? - instiguei, mas sei que é errado tirar proveito da situação dele.

- Claro. - disse simples - Você me faz rir igual idiota e ainda deixa tudo leve.

- Fico feliz em saber disso e….

- Eu gosto de você. - jogou a informação diretamente no meu colo.

- Você o que? - arregalei os olhos incrédula.

- Na verdade, não. - balançou a cabeça, com um sorriso lindo - Eu acho que estou apaixonado. - falou e riu, meu coração deu pulinhos de felicidade e me senti totalmente derretida ao meu seu sorriso perfeito.

- Que piada é essa?

- Não é piada. - negou prontamente - Estou apaixonado senhora Lilás. - riu mais uma vez, mostrando suas covinhas lindas.

- Que se dane. - juntei nossas bocas em um beijo suave.

Não foi exatamente um beijo, estava mais para um encontro de bocas, mas foi o suficiente para sentir meu coração bater na boca.

Seu gosto de bebida misturado com sua pastilha de mente contrastavam perfeitamente com o gosto de felicidade que eu exalava. Segurei seu rosto entre minhas mãos me deliciando por mais tempo com esse beijo.

Assim que afastei nossos rosto, vi um sorriso suave em seus lábios, me fazendo abrir um maior ainda. Eu estava perdida e provavelmente isso era errado, mas eu não consegui me controlar.

- Leon! - a voz de Diego surge por minhas costas, me fazendo dar um pulo de susto.

- E ai, cara! - respondeu, no mesmo tom animado.

- Vamos pra lá, sentimos sua falta. - puxou ele pela mão, que rapidamente foi.

- Vamos animar isso aqui! - gritou, e logo correu para o meio dos amigos.

- Obrigada. - sussurrou Diego.

- O que?

- Obrigada por deixar o nosso amigo voltar pra esse mundo. - bateu suavemente em meus ombros, antes de sair.

Continuei olhando para todos e uma sensação de felicidade me atingiu. Eu havia feito algo bom por ele e especialmente por Leon. Ele estava tão leve que me fazia querer uma dose desse seu humor delicioso.

As palavras de Leon ecoam em minha mente me lembrando do que eu havia feito. Instintivamente movi minhas mãos até a boca, a tocando com as pontas dos dedos, e imediatamente um sorriso surgiu.

Não sei se é a coisa certa, mas eu sei que eu quero isso.

E, bem, ele também.


Notas Finais


BYE BYE GOSTOSXS


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