1. Spirit Fanfics >
  2. Royal -Momojirou e Kiribaku >
  3. Promessa

História Royal -Momojirou e Kiribaku - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


Eae, povo.
Antes de começarem a ler eu gostaria de pedir desculpas... vocês vão saber o pq quando lerem.

Boa leitura (???)

Capítulo 15 - Promessa


Os minutos pareciam passar muito rápido, mesmo estando parado no lugar procurando uma maneira de reagir. Sentia seus ossos rangerem a cada mínimo movimento e foi desperto apenas quando Kyoka lhe deu um tapa na nuca.

-Vai ficar aí vendo o quão cego você foi ou vai atrás dele?

-É, isso –O ruivo falou se movimentando em direção a saída –Eu tenho que achar ele.

Ao sair da cozinha uma forte sensação de que não se lembrava dos caminhos em direção ao quarto do rei tomou seu corpo mais uma vez, mas ele não se deixaria ficar parado. Inconsciente ele andava pelos corredores que mais se assemelhavam a labirintos extensos e mal iluminados com o fogo dos castiçais.

O nervosismo tomou seu ser e em um forte impulso ele decidiu acelerar o passo, chegando em frente ao quarto do rei. Não pensou muito antes de abrir a porta com brusquidão.

-Bakugo! –Chamou, mas percorrendo o quarto com os olhos não viu sinal nenhum do loiro. Sentiu um forte formigamento lhe percorrer a boca, sentindo-a dormente com a sensação de pânico aumentando em seu peito.

Ele correu, pensando em como tinha conseguido estragar tudo, se não fosse sua grosseria e falta de maturidade não estaria ali, correndo atrás de alguém que realmente se importava com si.

Percorreu todo tipo de corredor, entrando em diversas salas e atrapalhando treinos dos membros do escalão mais alto e reuniões dos Yaoyorozu. Não iria pedir ajuda, era sua responsabilidade.

Desistindo do palácio, saiu para o jardim praticamente abandonado. O ruivo via um pouco de esperança no local arruinado pelo tempo. A grama estava na altura dos tornozelos, algumas roseiras cresciam desordenadamente e cobriam o chão com seus ramos espinhentos, alguns adornos de pedregulho pelo local não passavam de pedaços rachados, e a única árvore do jardim era um salgueiro.

Se não fosse pelo vento forte, Kirishima não teria avistado a cabeleira espetada escorada sobre o tronco da árvore solitária.

Cerrou os punhos e se aproximou, tentou ser discreto mas tropeçou nos ramos espinhentos de uma roseira. Bakugo deve ter ouvido, mas não se virou para encará-lo. Sentou-se do lado do loiro, olhando para sua face séria.

O silêncio não era desconfortável, pelo contrário, trazia uma calmaria desigual enquanto o vento fazia os ramos do salgueiro se moverem em um ritmo hipnotizante.

-Por que não me quer em combate? –A pergunta veio calma, Kirishima conseguiu deixar todos os anseios para trás para tentar conversar de forma descente.

-Eu perdi pessoas importantes que foram para a batalha, não queria reviver a experiência novamente. Mas é sua vida, não tenho controle sobre isso –Deu de ombros ao fim da frase, olhando para além do jardim.

-E você não tem medo de morrer nessa guerra?

-Eu não me importo comigo. Se eu morrer, o reino vai continuar sendo administrado de forma perfeita. Momo está no controle assim que eu sair.

-Mas tem gente que se importa –Olhou para Katsuki, em busca de seu olhar, o contato visual não foi retribuído.

-Não te culpo por ser grosseiro comigo. Mas doeu quando você decidiu se afastar depois de conseguir o que desejava –Agora as irises carmesins estavam sobre si, e Eijiro sentiu uma pontada de constrangimento por seus atos.

-Não era a intenção. Foi um choque ser mandado à serviço do outro rei.

-Eu não conseguiria lidar com isso tão cedo.

-Entendi essa parte –Falou calmo.

Novamente, o silêncio se fez presente. Kirishima continuava a observar a expressão agora suave do loiro, e ficou ruborizado quando os olhos voltaram em sua direção. O vermelho escarlate que fazia o coração do ruivo ficar confuso: ele estava pensando em que? Se quisesse saber, não seria pelo contato visual intenso que ele lhe lançava, poderia ser tanto raiva, um pedido de ajuda, ansiedade, e até mesmo tristeza. Tudo parecia complicado e ao mesmo tempo óbvio quando os olhares se encontravam.

-Bakugo –O chamado foi estranho, já que já estavam próximos e olhando um para o outro. O loiro assentiu para que prosseguisse, e Kirishima demorou para processar –Eu te amo.

Katsuki pareceu ter os olhos brilhantes, mas virou o rosto com a declaração.

-Você demorou para perceber –O ruivo iria falar, mas foi interrompido pelo outro –Agora eu não posso ficar criando expectativas, tenho um trabalho a fazer.

-O que você quer dizer?

-Assim que o conflito acabar. E ambos estivermos vivos, vamos dar um jeito de ficarmos juntos. Eu prometo –Ele pegou a mão de Kirishima, que sentiu os olhos marejarem.

-Tá –Falou assentindo repetidamente com a cabeça, tinha um sorriso trêmulo no rosto –Não morra, Bakugo.

-Continue respirando, Kirishima –Colocou uma mão em seu rosto, se aproximando para um selar de lábios gentil que transpassava calma e promessa –Eu também te amo.

 

***

 

O ambiente devastado fazia os pulmões queimarem com o cheiro forte de fumaça e podridão.

Kirishima não sabia a quanto tempo estava naquela maldita guerra, mas não se recusava a fracassar de maneira alguma. Voltava para a base com os aliados feridos que encontrava, e não era difícil de prever ataques inimigos, os embates com as espadas e ataques surpresa eram quase previsíveis.

Os uniformes amarrotados de tom cinza não se destacavam, mas indicavam os aliados. Os inimigos trajavam verde escuro.

O problema não eram os combates corpo a corpo, mas sim os bombardeios inimigos diretamente na base, o que fazia os soldados recuarem para mais longe e dificultava o acesso dos feridos a tratamentos. Parecia que estávamos perdendo. Tínhamos catapultas e eles canhões, não parecia justo.

A vontade de chorar toda vez que via um bombardeio era grande, sentia que falhava toda vez, a função do seu turno era desarmar os inimigos, mas os recursos deles pareciam infinitos. A esperança de que aquilo acabasse era interminável.

Se considerava um sortudo por continuar respirando o ar pútrido e enferrujado pelo sangue. Um sortudo por continuar sangrando, independente da profundidade do ferimento. Um sortudo por continuar esperançoso, onde muitos já haviam desistido.

Não importava, ele voltaria vivo. Tinha que voltar vivo.

O baque surdo que fez ao cair no chão o fez entrar em choque. Há quanto tempo estava daquele jeito? Um suspiro de dor escapou de sua boca quando sentiu o desconforto causado pelo ferimento. O soldado que o tinha abatido segurou firme a lança que havia ultrapassado por suas costelas e a afundou ainda mais. O ruivo grunhiu de dor, e quase gritou ao sentir a lança ser tirada de si com igual brutalidade.

Demorou para pôr as mãos trêmulas sobre o corte. A respiração estava fraca e os lábios tremiam, ele não podia acabar daquele jeito, ele tinha que voltar para a base, nem que tivesse que se arrastar para isso.

Gritava mentalmente para si, para que a escuridão não tomasse seus olhos, as pálpebras pesavam. Mas não conseguiu impedir a inconsciência quando ela chegou com tudo.

Ele só tinha que se desculpar com Katsuki, sentia-se falho. A esperança pareceu morrer ali mesmo, junto com as forças do ruivo.


Notas Finais


Não me matem, por favor. Kkkk eu precisava por mais angst, me desculpem, eu não posso me controlar.

Acabou o sossego a guerra começou nessa poha


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...