História Royals - Fillie - Capítulo 17


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Categorias Stranger Things
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Palavras 1.409
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Quando eu falei que tinha uma bomba chegando era realmente uma bomba gente kk


Boa leitura!!

Capítulo 17 - Chapter Seventeen


POV MILLIE

 

Deixar Wolfhard pra trás foi algo difícil, deixar Finn pra trás foi mais difícil ainda. Mas eu preciso disso, preciso de um tempo... E é como eu disse na carta que o entreguei, nos somos destinados um ao outro, sempre foi assim e sempre vai ser, quando tiver que acontecer, quando tiver que dar certo, vai dar.

 

Talvez agora só não fosse o momento ideal...

 

 

-Me parte o coração te ver assim... – Sadie disse me observando.

 

-Eu estou bem, Sadds. – falei lhe dando um sorriso fraco.

 

-Não esta não... Eu te conheço, Mills. – ela me conhecia mesmo.

 

-Eu vou ficar bem então. – ela revirou os olhos.

 

-Quando chegarmos em Brown podemos fazer alguma coisa... O que acha que irmos ver como estão as arvores que plantamos no inicio do ano? – ela parecia animada.

 

-Pode ser, Sadie. – ela sorriu abertamente.

 

Brown ficava a cerca de um dia de viagem de Wolfhard, o comandante tomou uma rota alternativa, um pouco mais longa do que a tradicional para que não corrêssemos risco de sermos atacados por nenhum reino que tivéssemos que passar perto.

 

Sadie dormia tão tranquilamente com a cabeça apoiada na parede do barco, chegava a ser engraçado, minha amiga sempre roncou um pouco auto, e agora não era diferente.

 

Eu tinha que segurar o riso pra não rir dos barulhos que ela fazia ali, não era nada que eu já não estivesse acostumada, sempre gostamos de dividir o mesmo quarto então, isso e algo que eu sempre sou obrigada a escutar.

 

-Eu tenho pena de quem se casar com ela um dia... – falei pra mim mesma rindo.

 

Eu não conseguia dormir, apesar de estar cansada não conseguia pregar os olhos sem pensar nele.

 

E pensar nele agora não era algo que eu queria...

 

Finn Wolfhard, o que você fez comigo?

 

Era engraçado pensar isso, passamos tão pouco tempo juntos mas mesmo assim já foi o suficiente para q...

 

Um estrondo alto vindo da parte de cima do barco chamou minha atenção me despertando de meus pensamentos.

 

-Millie? O que foi isso? – Sadie praticamente pulou de pé.

 

-Não sei, veio de la de cima. – avisei, ela coçou os olhos.

 

Podíamos ouvir passos vindos de lá e alguns gritos também, foi só então que a ficha caiu.

 

-E um ataque, Sadie! – falei a ela.

 

A menina arregalou os olhos pra mim, senti meu peito disparar. E agora? Pra onde eu vou? Não tenho saída, estou em um barco...

 

-E o que a gente faz? – ela perguntou.

 

-Eu não sei, Sadds!

 

Outro estrondo ecoou ali, eram bombas... Me lembrei de um dos primeiros ataques sérios que sofri em Brown... Era esse o mesmo barulho, eram bombas.

 

-Fique calma, Sadds. Desespero não vai adiantar de nada. – a avisei vendo que a ruiva já estava perdendo a calma.

 

-Millie e se eles nos pegarem, e se te pegarem? – ela respirava descompensadamente.

 

-Eles não vão. Os guardas não vão deixar! – sorri fraco.

 

Eu queria, queria mesmo acreditar nisso...

 

Um grito preencheu nossos ouvidos, um grito de dor... Alguém tinha morrido. Aquilo me fez engolir em seco e fechar meus olhos, eu não queria nem imaginar o que estava acontecendo ali em cima.

 

Os passos pareciam estar cada vez mais próximos de nos, eu tinha que fazer algo...

 

-Venha, Sadie... – a chamei enquanto a puxava pela mão.

 

-Para aonde? – A ruiva perguntou.

 

-Nos esconder! – ela assentiu e então fomos.

 

Tinha uma pequena porta ali, eu não sabia pra onde ela iria dar. A abri, parecia como uma despensa, estava cheia de coisas, eu e Sadie nos enfiamos ali e fechamos a porta.

 

Minha cabeça começou a rodar, talvez pelo espaço apertado, por tudo o que estava acontecendo ou então pelos meus pensamentos que não paravam nem por um segundo.

 

E se eles conseguissem? E se depois de todas as tentativas eles conseguirem? E se hoje for meu ultimo dia de vida?

 

Eu nunca mais vou ver meus pais, não vou poder sentir o abraço quentinho do meu pai e nem o carinho da minha mãe sobre meus cabelos. Eu não vou mais poder rir das coisas que Sadie fala ou então ensinar as crianças do castelo...

 

Não vou mais sentir os lábios de Finn sobre o meu...

 

Uma lagrima solitária desceu pelo meu rosto... As vezes eu só queria ser alguém comum sabe. Não uma princesa. Alguém do campo, com uma vida normal, que possa ter amigos e aproveitar a família...

 

Eu quero poder formar uma família...

 

Não tive tempo de mais pensamentos. Vozes ecoaram ali, vozes masculinas...

 

-Princesa... Aonde esta, não adianta fugir, nos te pegamos... – o homem cantava.

 

Sadie me olhou com os olhos azuis arregalados parecia desesperada. Fiz um sinal com o dedo pra que ela ficasse quieta e ela assentiu.

 

Notei a presença de um pedaço de madeira bem ao meu lado parecia um cabo de esfregão ao algo parecido. O tomei em mãos, só por via das duvidas... talvez eu devesse ter aproveitado a oportunidade e participado de umas aulas de espada com os príncipes de Wolfhard.

 

-Eu sei que esta aqui. Apareça menina! – A voz estava irritada, não era mais a mesma, havia mais de um homem ali.

 

-Tem uma porta aqui, senhor! – disse uma voz bem mais grossa que as outras, eles eram muitos...

 

Aquilo tornou meu desespero mais ainda... E agora?

 

A porta foi escancarada e qual a primeira coisa que fiz? Acertei o cabo de madeira no meio da cabeça da pessoa que tinha aberta a porta, não adiantou muita coisa. Pelo contrario, acho que só o deixei mais irritado.

 

-Sai daqui seu desgraçado! – Sadie gritou e começou a jogar o que via a sua frente no homem.

 

Mas a coisa ficou seria mesmo quando outros três homem, bem maiores que nos apareceram ali.

 

-Chega de brincadeiras! Nosso rei não esta com paciência! – o mais velho deles disse. – Peguei logo essa ruiva. Se lembre que precisamos da princesa viva. – engoli em seco.

 

O homem, que eu tinha atingido segundos antes agarrou Sadie pela cintura a fazendo gritar alto e se debater contra os braços dele. Eu estava em choque e presa ao meu lugar.

 

- O que faço com ela? –perguntou.

 

-A mate! – disse o mais velho, arregalei os olhos.

 

-Não! – gritei. – Não ousem a matar! – falei seria.

 

-Millie! – Sadie gritava por mim, eu precisava pensar em algo...

 

Avistei ali próximo uma faca... Seria isso. Minhas mãos tremiam mas mesmo assim eu peguei a faca em mãos e a posicionei em meu pescoço.

 

-Se a matarem eu me mato. E vocês precisam de mim viva, não e mesmo? – o homem bufou irritado.

 

-Eu não estou aqui pra brincar, menina! – disse o rabugento.

 

Ele se aproximou de Sadie e lançou um golpe sobre sua cabeça a fazendo desacordar,e eu gritei enquanto sentia as lagrimas molhando meu rosto.

 

-Ela não tinha nada a ver com isso! – gritei.

 

-Agora a princesa! – o homem me ignorou fazendo os outros dois partirem pra cima de mim.

 

Eles derrubaram a faca da minha mão e um pano molhado foi porto sobre o meu nariz me fazendo desfalecer sobre os braços de um deles.

 

E a ultima coisa que vi foi o corpo da minha melhor amiga, a minha irmã de coração, caído dobre o chão...

 

Acordei em lugar sem iluminação, fedia a bebida e charutos baratos. Meus pulsos e tornozelos doíam, assim como todo o meu corpo.

 

Eu estava amarrada em uma cadeira de forma que não conseguia sair dali. Um pano tampava minha boca impedindo que eu gritasse também. Mas mesmo assim eu o fiz, os sons saiam estranhos da minha boca, abafados pelo pano...

 

Fiz um movimento com o corpo tentando me soltar daquela cadeira, mas não dava, a cada tentativa minha eu só fazia um barulho imenso e sentia mais dor.

 

Uma porta foi aberta fazendo uma luz forte vir de encontro os meus olhos me cegando por alguns momentos. Quando minha visão se estabilizou vi uma silhueta máscula caminhando a minha direção.

 

Não eram os homens que me pegaram no barco, esse era mais novo... Tinha o corpo musculoso... Se aproximava de mim me deixando cada vez mais tensa.

 

Ele sorriu... Seus cabelos eram num tom de loiro escuro e suas bochechas avermelhadas.

 

O homem tirou o pano da minha boca com delicadeza e eu me apressei em perguntar.

 

-Quem e você? – Ele sorriu outra vez e segurou o meu queixo entre suas mãos o apertando me fazendo sentir certa dor ali.

 

-Sou seu futuro esposo, princesa Brown. 


Notas Finais


Uis uis uis

Quem sera ein??? Avisei que tinha embuste chegando lkkk

Comentem!!!

Ja da pra formar umas teorias né?!


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