História Royalty - !Yaoi! - Capítulo 10


Escrita por: e _Soonie

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Boys Love, Gay, Lemon, Yaoi
Visualizações 65
Palavras 1.399
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


GENTE
VCS VIRAM A CAPA MARAVILHOSA QUE A SOONIE FEZ?!
TÁ MUITO LINDO

Capítulo 10 - Collapse


Povs: Adam

Quando amanheceu, após uma noite mal dormida, eu me encontrava um pouco mais nervoso do que de costume, acordar em meu quarto também havia sido estranho após passar tanto tempo com Richard e em sua casa. Talvez eu tenha abusado demais de sua bondade, e talvez, tenha saído de sua casa muito rápido ao ponto de não ter dado as devidas explicações. Talvez ele esteja preocupado e eu não saiba, mas isso realmente não me importa agora

Sem contar que, voltar a vestir as mesmas tralhas de antes--já que as roupas formais que eu vestia pertenciam ao castelo e o reino, feitas especificamente para os empregados--, me fazia lembrar o quão pobre e infeliz eu era, e que eu nunca teria condições de ter roupas daquele nível. Voltar ao castelo me fazia relembrar sobre qual era meu cargo nesta sociedade, e que eu nunca teria uma casa para chamar de lar

Mas este é o destino dos criados, então por que eu ainda estou surpreso?

Soltei um suspiro cansado e mesmo que tivesse forçado um sorriso, saí do quarto em passos calmos indo em direção da cozinha pegar o café da manhã de Kalleb. Mantive a postura reta com peito para frente mesmo não estando bem ou até mesmo confiante o suficiente. Por estar ali me reduziria a uma grande perda de tempo, principalmente as voltas que eu teria de dar do quarto do príncipe até a cozinha diversas vezes, ou até mesmo no futuro isso possa me render quem sabe, férias. Uma das senhoras que trabalhavam loucamente pela cozinha me entregou uma bandeja e eu a levei ao quarto real. A bandeja estava farta de comidas que, por algum motivo, eu desconhecia e tinha quase certeza de que o príncipe não comeria. Tudo isso deveria ser apenas mais uma das tamanhas exigências da princesa do reino vizinho. Ou quem sabe de sua mãe, já que pelos rumores, a rainha do reino vizinho só poderia ser o cão usando salto

-Príncipe Kalleb...--Bati duas vezes na grande porta de madeira escura, ouvindo murmúrios do outro lado--Seu café da manhã acaba de chegar, acorde, vossa alteza tem treinos hoje pela manhã

Batia várias vezes na porta e nada, girei a maçaneta e entrei no quarto esperando ver aquela cena novamente, Kalleb deitado na cama com uma mulher qualquer, mas para a minha surpresa não era o que eu esperava. Kalleb estava sentando sobre a escrivaninha lendo um pedaço de papel furioso, eu preferi não irritá-lo ainda mais, então coloquei a bandeja sobre a cama e abri as cortinas para clarear o local, sequer o questionei ou perguntei algo sobre seu estado, apenas fiquei em pé o esperando olhar-me. Tudo que tenho que fazer aqui é apenas o esperar levantar, comer e após ir aos seus treinos diários, nada além disso

Logo Kalleb guardou o que estava lendo e tomou seu café da manhã, assim que saímos do seu quarto uma mulher de pele morena e cabelos compridos e escuros, vestindo algo como um paletó que mordomos geralmente usam veio em nossa direção. Claro, os tecidos da roupa que utiliza aparentavam ser mais finos e caros. Eu não a conhecia, e muito menos me lembrava dela pelo castelo... Quem era?

-Príncipe Kalleb, meu nome é Vênus e vim em nome da princesa de Rosefallen...--Ela fez uma reverência e logo continuou a falar--A própria princesa me pediu para ficar aqui no castelo durante um mês para verificar se está tudo de acordo até o dia do casamento. Estou cuidando da preparação do vosso casamento e tenho certeza de que amará o resultado...

Fiquei boquiaberto com o que ela disse, não só pelo nome dela ser Vênus mas também por a própria princesa ter enviado ela. No fundo, eu pensava em quanto aquilo não fazia o menor sentido, mas também, que já era algo provável

-C-Como assim?--Ela olhou para mim mudando totalmente sua postura e expressão

-Desculpe mas quem seria você?...--Ela mudou seu tom de voz para um mais sério e desprezado

-Ele é meu servo pessoal...--Kalleb fez com que ela voltasse a sua postura--E está tudo em ordem aqui, não precisamos de seus serviços

Eu não pude me conter com o que ela disse, e involuntariamente eu fui para trás de Kalleb como um modo de me esconder, segurando em suas costas e tentando não olhá-la ao máximo. Eu sentia medo, não só dela, mas de seu olhar voltado para mim. Era deste modo que os nobres me viam, como um ser insolente que sequer deveria existir. Muitas vezes eu me lembrava o quão difícil era passar de um servo qualquer pronto para ser descartado, mas sentir na pele doía da pior forma possível

-Ele é seu cachorrinho pessoal? Ele não parece estar em devida forma, talvez deva ser descartado--Perguntou grosseiramente, me fazendo lacrimejar sem ao menos perceber

-Por favor, se retire senhorita Vênus

A mesma se retirou sem dizer mais nenhuma palavra, e eu apenas me desmanchei em lágrimas com seu comentário alto e dito em bom tom. Eu realmente não sou visto como mais nada além de alguém que deve servir até a morte o rei que, do jeito que está sendo, deveria ser titulado como meu dono ou proprietário. Não pude conter as lágrimas e muito menos os soluços, me desesperando aos prantos. E era assim que eu era visto por pessoas de alta classe, aquelas que se bem desejarem podem matar-me e ninguém poderá fazer nada ou sequer se importaria. Kalleb olhou para mim e me abraçou, eu ficaria chocado se não estivesse desabando em lágrimas e ainda por cima sentir um nojo imenso de mim mesmo.

Passei as mãos em volta de seu pescoço e comecei a chorar ainda mais alto, apertando seu corpo contra o meu e gritando internamente pela dor. Machucava tanto que eu não sabia explicar. Suas mãos acariciando minhas costas eram meu tudo, por aquilo era sem dúvidas um calmante perfeito para o meu estado

-E-Eu sou isso, não sou?--Perguntei em meio a lágrimas, fungando baixinho e o apertando ainda mais--N-Não passo de uma ferramenta que em breve vai ser jogada fora..

Kalleb alisou meus cabelos e ficamos naquela posição até eu me acalmar, separando o abraço e então fui secar as lágrimas de meu rosto na manga da camisa. Por que aquilo ainda me causava um impacto tão grande? Não era algo tão importante, mas era capaz de me desestabilizar por completo

-T-Temos que ir...--Comecei a andar em direção ao pátio de treinamento e o mesmo veio logo atrás, me fitando com um olhar profundo e levemente chamativo

Por algum motivo em especial eu quis segurar sua mão, cheguei a entrelaçar nossos dedos e até mesmo sorrir quando vi que ele não soltou. A necessidade de me aproximar dele se tornou constante, e o que antes eu conseguia evitar agora se tornou meu pesadelo. Mas não, eu não queria chorar novamente, eu já não me importava mais em amá-lo. Eu só queria que minhas ilusões fossem verdadeiras

Tudo que eu queria era apenas que aquilo tudo acabasse e ele ficasse ao meu lado.

Por algum motivo nenhum de nós dois queria chegar até o pátio, ficamos dando voltas e mais voltas nos corredores reais e sempre que alguém aparecia nós só simplesmente disfarçamos. Eu não aguentava mais aquele vai e vem e então simplesmente o puxei até um dos quartos vazios e o abracei novamente. Foi tão estranho, seu corpo estava tão quente quanto o meu e minhas bochechas rapidamente ficaram rubras quando senti sua mão em minha cintura. Levantei meu rosto na sua direção e pude sentir meu peito aquecer. Aquilo tudo parecia como dar uma volta no tempo e voltar justamente no tempo em que tínhamos ódio um pelo o outro, ou pelo menos era o que eu sentia

Ou quase sentia, já que aos poucos, tudo se tornou uma paixão descontrolada

-K-Kalleb...--Chamei-o em um tom baixo e sereno.

-Sim?...

-F-Faz isso parar, por favor...--Deslizei as mãos por suas costas e mordi seu lábio inferior--Isso só está piorando... Eu não consigo mais...

-Adam, eu também quero isso... Mas não podemos, você sabe..

-Dói tanto quando você fala isso...--Abaixei a cabeça e dei alguns passos para trás, voltando a chorar deixando sair os sentimentos que eu guardava há tantos anos--Eu adoraria que você quebrasse estas malditas regras..

Não, não foi no castelo a primeira vez que o vi, e muito menos a primeira vez em que me apaixonei por este imbecil. Esse era o meu medo, que cometesse os mesmos erros e no final tudo desmoronasse


Notas Finais




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