História RPG - Alone - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alegrias, Anões, Arqueiro, Assassinos, Bárbaro, Batalhas, Bruxa, Dor, Drama, Druida, Elfos, Festas, Guerreiro, Heroi, Humanos, Justiça, Mago, Medieval, Morte, Orcs, Sangue, Suspense, Tristeza, Vingança
Visualizações 4
Palavras 1.955
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Próximo capítulo deve sair semana que vem, as fotos de capas dos capítulos serão trocadas em breve, então aguardem

Capítulo 2 - Carbator, o Anão da elite


Fanfic / Fanfiction RPG - Alone - Capítulo 2 - Carbator, o Anão da elite

Carbator nasceu em uma noite tranquila no castelo de seu pai, o rei Mastroubi, porém sua mãe não resistiu ao parto, vindo a falecer pouco tempo após Mastroubi pegar seu filho Carbator nos braços.

O rei entrou em depressão profunda após perder sua esposa. Não saía de seu quarto, somente ia ao banheiro e voltava, era muito raro vê-lo pelos corredores do castelo, pois sempre estava trancafiado em seu quarto, já faziam três semanas que ele não comia, não recebia visitas e somente ficava quieto ou conversando com Carbator sobre ele ser o culpado de sua linda esposa Merflida ter falecido, rogava pragas ao pobre bebê inocente durante longas horas e quando não estava com seu filho nos braços ficava reclamando e conversando sozinho.

Com o passar dos anos Carbator foi crescendo junto a seu pai, seus serviçais e seus escravos, como o rei Mastroubi não queria nem ouvir o nome de seu filho passava a maior parte do dia trancado em seu quarto e só saia de lá para ir fazer suas necessidades e tratar de assuntos de suma e incontestável importância, econômica, religiosa, popular ou do exército, porém nunca resolvia assuntos pessoais, parecia não se importar em quase não ver se filho.

Aos nove anos de idade Carbator recebeu de presente de sua babá, um tipo de punhal, muito bonito, digno de um príncipe. Carbator não saia do castelo sem seu punhal, levava ele a todos os lugares consigo, até mesmo ao lavabo, ele era muito inseguro, por isso havia adorado tanto o punhal.

Certo dia andando em meio a floresta, Carbator viu algo que se assemelhava muito a um galho verde e resolveu pegá-lo, porém, aquilo não era um galho, mas sim uma cobra, muito conhecida por ser única no mundo e também por ser a mais venenosa de todas as cobras, seu nome era Yindox. Quando Yindox sentiu a mão sobre sua pele escamosa mordeu a perna do pobre garoto com força, acabando por quebrar o fêmur de Carbator devido ao susto que havia levado. Carbator foi correndo para casa gritando para seu pai por ajuda, pois sabia que ele, por ser um homem muito sábio seria o único capaz de o ajudar.

- PAPAI, PAPAI, ME AJUDE, YINDOX ME MORDEU, POR FAVOR, PAPAI, ME AJUDE, EU NÃO QUERO MORRER! - Gritava Carbator enquanto corria para o castelo.

Poucos metros antes de chegar a porta do castelo Carbator desmaiou.

Quando acordou viu seu pai muito irritado batendo com seu punho cerrado contra a parede do que parecia ser um calabouço secreto que ele nunca havia visto no castelo, porém quando Mastroubi se virou Carbator percebeu que seu pai parecia um pouco mais velho.

Mastroubi assustado pediu:

- Você acordou meu filho? Eu não posso acreditar no que vejo em minha frente, eu jurava que havia lhe perdido para sempre!

Carbator olhou para seu pai e pediu o que havia acontecido, pois não se lembrava de nada após ter sido picado por Yindox no meio da floresta.

O pai de Carbator olhou para ele e disse com toda a calma e sinceridade do mundo:

- Meu filho, antes de lhe contar tudo o que aconteceu enquanto você estava desacordado eu gostaria de pedir perdão por não ter sido o pai que você merece.

- Papai, não se culpe por isso, eu sei que jamais foi sua intenção ser tão duro comigo. - Disse Carbator a Mastroubi com toda a pureza de seu coração infantil.

- Vejo que você não se lembra do que aconteceu desde que te encontrei caído na porta do castelo, e que também não tens noção do tempo que passou desde aquele fatídico dia. Eu vou lhe contar tudo. - Disse Mastroubi a Carbator.

- Ouvi seus gritos que vinham da floresta e resolvi ver o que estava acontecendo, quando sai para fora do castelo vi que você estava caído no chão, então muitos pensamentos passaram pela minha cabeça, mas o que me levou a te trazer até o mago mais velho do oeste foi o sentimento de amor por você que correu em meu peito.

- O velho mago disse que não era possível fazer nada, que aquele era seu destino, que você estava destinado a sobreviver ao veneno mais mortal de todos e que se conseguisse de fato sobreviver a isso se tornaria imune a todo e qualquer tipo de veneno, eu não acreditei, porém o mago disse para mim me dedicar aos seus cuidados 100% do tempo do meu dia, foi o que eu fiz, nos últimos 4 anos, cuidei de você dia e noite, agora sinto que cumpri meu dever e que posso partir em paz.

Quando Mastroubi terminou de falar Carbator pegou-o em seus braços e tentou reanimar seu pai, porém, sem sucesso caiu em um choro soluçante sobre o corpo de seu pai. Carbator chorou tanto que desmaiou devido a fraqueza, acordou somente no outro dia quando viu que seu pai estava realmente morto.

O pequeno príncipe dos anões viu que estava na casa de inverno de seu pai e resolveu que iria viver por conta própria e que se tornaria um homem forte e viril.

Com 15 anos de idade resolveu que iria deixar de ser rei e se tornaria apenas um camponês, ficou com toda a riqueza de seus antepassados e passou o reino para o general de seu exército. Carbator comprou um pequeno lote de terra, ferramentas, materiais para construir uma casa e alguns animais para vender o que produzisse. Passou uma pequena parte de sua vida no campo, não gostava de produzir e vender, se interessava pela arte da guerra, parecia até mesmo que gostava de guerras, para ele não importava se ganhasse ou perdesse a guerra, para Carbator o que importava era a quantidade de inimigos que ele deixava sem vida pelo campo de batalha.

Com 19 anos de idade Carbator já era conhecido por sua brutalidade e falta de compaixão em meio a guerras que poderiam ou não decidir o destino de alguma raça.

Um dia voltando para sua fazenda Carbator se deparou com um obstáculo, três Orcs com quase três metros de altura cada um decidiram que iriam cobrar uma taxa de passagem, e que se alguém se recusasse a pagar, iria morrer ali mesmo naquela rua mal cuidada.

Como os anões são todos um tanto quanto esquentados, Carbator resolveu que não iria pagar, iria tentar passar sem nem sequer falar com os assustadores Orcs, porém seu plano não funcionou e os Orcs tentaram matá-lo, entretanto Carbator e seu martelo de guerra que ele carregava junto para todos os lugares assim como seu punhal que ficava na bota esquerda fizeram um estrago na cabeça de um dos Orcs, fazendo o cérebro de um deles ir parar em meio ao intestino.

O segundo Orc de lançou sobre o anão que não viu outra opção se não partir pro soco com aquele Orc, porém, quando começou a socar a cara do Orc, recebeu uma flechada flamejante em sua perna esquerda, a flechada foi tão poderosa que quebrou seu fêmur, cortou e cauterizou todas as terminações nervosas de sua coxa fazendo com que Carbator perdesse totalmente a mobilidade de sua perna esquerda, os Orcs começaram a rir da situação do anão e não se deram por conta de que, mesmo com apenas uma perna o anão ainda era extremamente poderoso, após alguns minutos Carbator havia matado e triturado os dois Orcs que riram dele.

Vindo das árvores ouviu um assobio, parecia que dois elfos estavam se comunicando, como ele era um anão muito estudioso conhecia a secreta linguagem de assobios dos elfos, então resolveu assobiar também, pedindo ajuda. Sem demora viu uma troca de flechadas em meio a copa das árvores e quando cessaram o show de flechas, um elfo aparentemente corrompido foi jogado aos pés do anão. Carbator ouviu um assobio e resolveu assobiar de volta, porém não obteve nada além de uma frase.

- Pegue a armadura da perna esquerda e o capacete deste elfo e leve ao melhor ferreiro de todos os reinos, diga que quem te mandou foi Luccius, ele não irá lhe cobrar nada, apenas entregue as peças da armadura deste elfo a ele, ele saberá exatamente o que fazer, depois se dirija para o oeste e procure pelo mago mais velho de lá, diga a ele também que Luccius te mandou pedir ajuda a ele. - Era a frase secreta criptografada pelo assobio.

Carbator se dirigiu ao reino do centro dos reinos onde ouviu algumas lendas sobre um tal de Delan, que era o melhor ser humano que todos já haviam conhecido, porém não se interessou, queria saber quem era Luccius e o porquê estava o ajudando.

Chegando o ferreiro prosseguiu exatamente como Luccius havia mandando, o ferreiro pegou as partes da armadura e foi para trás de sua ferraria trabalhar naquele pedido tão especial. O velho homem voltou com uma prótese de perna esquerda feita das peças da armadura élfica depois de 4 longas horas trabalhando naquilo initerruptamente, o anão agradeceu, disse que podia contar com ele se precisasse, o velho ferreiro sorriu e então Carbator percebeu que ele não tinha mais dentes em sua boca e que sua língua havia sido cortada, porém, ficou em silêncio e se dirigiu ao oeste.

Quando chegou na casa do antigo mago prosseguiu também como Luccius havia dito, o mago disse para Carbator se deitar e descansar, deu um chá sonífero com uma dose de poção de cura para o anão para que ele dormisse. O anão custou mas adormeceu e então o mago fez o que Luccius havia lhe pedido, implantou a perna de armadura élfica no lugar da perna esquerda inútil do anão.

Quando acordou, Carbator sentiu uma dormência onde antes ficava sua perna esquerda e viu o que havia acontecido, percebeu uma grande energia mágica correr por seu corpo, parecia que a fonte daquela energia era a sua nova perna.

Carbator agradeceu ao antigo mago que aparentava estar muito mal de saúde, se despediu e se retirou das terras do oeste para ir em direção ao centro de todos os reinos, queria morar lá, começar uma vida nova.

Chegando ao reino comprou logo uma casa ao lado da taberna que ficava a duas quadras do castelo do rei, viveu alguns anos por lá, constituiu família, tinha uma bela esposa e um filho, porém, se filho faleceu aos dois anos e meio de idade. Na noite em que seu filho faleceu um bêbado apareceu em sua porta afirmando ser amigo do rei e convidou Carbator para se juntar a ele em uma aventura incrível em busca da verdadeira felicidade. Carbator mandou o bêbado entrar e se deitar para saírem no outro dia, porém no outro dia o homem estava 100% são, contou a Carbator quem era, contou que era Delan e também contou sua história de vida, mas sem dar muitos detalhes e lhe contou o porquê de querer ir em busca da felicidade a qualquer custo, ele sabia que seus antigos amigos não eram verdadeiros, mas algo dentro de Delan disse a ele que talvez se convidasse alguém aleatório se tornariam verdadeiros, inseparáveis e insubstituíveis amigos buscando pela mesma coisa, a verdadeira felicidade. Carbator sempre teve um grande coração, se comoveu com a história de Delan e resolveu o acompanhar, a escolha de acompanhar Delan foi ainda mais fácil quando se lembrou de que aquele homem era uma lenda.

Carbator se despediu de sua esposa e orou pela alma de seu filho antes de sair com Delan em busca da felicidade, levou consigo cerca de 97 peças de ouro e seu punhal que ele nunca perdia de vista. Saíram após o sol nascer no outro dia, pois era o horário mais seguro.


Notas Finais


Divulguem se gostarem!! Estou me esforçando para fazer uma história boa para os amantes de RPG e histórias medievais!


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